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A evolução dos meios de representação do design

Ericson Straub; Marcelo Castilho; Paulo Biondan; Hélio de Queiroz Grupo A PDF Criptografado

A evolução dos meios de representação do design

O ato da representação visual faz parte da evolução do homem. Mais do que apenas a caracterização de crenças, o desenho tem um papel fundamental como elemento de comunicação entre os povos. Tem sido assim desde a evolução das antigas formas de escrita, que nasceram da necessidade de registro e de transmissão do conhecimento adquirido, estabelecendo uma ligação entre o emissor e o receptor e permitindo o compartilhamento de códigos comuns ao longo das gerações.

A representação no design – apesar de utilizar alguns códigos específicos que, muitas vezes, diferenciam-se de outras formas de representação visual – tem um papel similar ao da escrita porque também parte da necessidade de comunicar uma ideia. Desde a Antiguidade, o ato da representação tem uma estreita ligação com as artes, mas foi somente no final da Idade Média, quando arquitetos e projetistas começaram a ser chamados pela Igreja para projetar e renovar catedrais e edifícios, que surgiu a real necessidade de se estabelecer um diálogo efetivo entre o projetista, o cliente e os operários que deveriam executar a obra. Filippo Brunelleschi, um dos mais importantes arquitetos daquele período, foi um dos primeiros a desenvolver seus projetos com base na transferência de ideias para o papel, tendo sido responsável pelo projeto da cúpula da Igreja Santa Maria Del Fiore, em Florença, na Itália.

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Fundamentos da representação

Ericson Straub; Marcelo Castilho; Paulo Biondan; Hélio de Queiroz Grupo A PDF Criptografado

Fundamentos da representação

Fundamentos da representação

O potencial criativo de um designer ou artista deve ser enriquecido pelo processo da representação. Nesse sentido, a análise e os complexos fatores pelos quais se elaboram os juízos do desenho acabam sendo um processo natural. Cada desenho ou rendering é sempre um problema diferente que possui peculiaridades, porém alguns fundamentos são inerentes a qualquer tipo de desenho ou representação. Questões como a proporção ou a composição são, sem dúvida, fundamentos familiares e conhecidos mesmo

àqueles que desconhecem o desenho; o que muitas vezes não existe para alguns é a educação ou o aprendizado do olhar, que aguça a sensibilidade e o poder de transformar imagens mentais em uma representação bidimensional. Talvez a essência dessa pequena parte do livro seja salientar a importância do ato de desenhar – afinal, o sketch, por exemplo, é um desenho “in natura” que se utiliza de materiais próprios. O rendering, manual ou digital, é uma técnica, mas antes dele existe o desenho, a definição do que se quer representar.

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O desenho como forma de representação. Essência ou necessidade?

Ericson Straub; Marcelo Castilho; Paulo Biondan; Hélio de Queiroz Grupo A PDF Criptografado

O desenho como forma de representação.

Essência ou necessidade?

A era digital trouxe alterações significativas para o processo de representação do design. Em meados dos anos 1980, no início da propagação dos novos sistemas operacionais e dos softwares de computação gráfica, os designers mais entusiasmados diziam que a representação à mão livre estava fadada a desaparecer. No entanto, tantos anos depois, percebemos que a representação à mão livre ainda não deu o suspiro final. Ao contrário, encontra-se longe disso, apesar de algumas previsões para o setor

Sketch utilizando caneta esferográfica e marcador

Marcelo Castilho

terem se concretizado.

Na atualidade, existem mais e mais designers buscando o aprimoramento das técnicas de representação manual, mesmo tendo à disposição os mais modernos softwares ligados ao design e ao processo de representação. Talvez a poética da concepção gestual – solidificada pelo conhecimento técnico, mas fundamentalmente constituída por um processo holístico e intuitivo – conduza os designers em sua busca pela pureza criativa. Afinal, a essência do ser humano está ligada à representação visual, seja nos registros pré-históricos encontrados em cavernas, na arte do Renascimento ou, simplesmente, na expressão de uma criança revelada por meio de singelos desenhos.

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Superfícies e texturas

Ericson Straub; Marcelo Castilho; Paulo Biondan; Hélio de Queiroz Grupo A PDF Criptografado

Superfícies e texturas

Superfícies e texturas

Cada material ou superfície específica possui uma expressão própria, muitas vezes somente visual, em outras envolvendo aspectos tridimensionais ou sensoriais. Este é o desafio na representação de texturas e superfícies: não apenas retratar o material ou o produto, mas demonstrar a sensação tátil ou tridimensional de um material. A representação do design com a finalidade de apresentar a ideia deve comunicar para o interlocutor de maneira clara qual é a superfície, o material ou a textura de determinado objeto.

Nesse processo de representação, são utilizados materiais como marcadores, pastéis, lápis de cor, guache, aquarela e papéis de texturas diferenciadas, tudo com o objetivo de demonstrar de modo rápido e claro a natureza de uma superfície ou textura. O que se busca é capturar o detalhe que define uma superfície, buscando o estereótipo de representação de determinado material. Por exemplo, a representação de superfícies cromadas

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Passo a passo

Ericson Straub; Marcelo Castilho; Paulo Biondan; Hélio de Queiroz Grupo A PDF Criptografado

Passo a passo

Materiais utilizados em um rendering manual

A qualidade dos materiais escolhidos influi diretamente na geração de um rendering.

Marcadores, markers ou rotuladores são tradicionalmente definidos como formadores da base de um rendering. A ponta em forma de chanfro das canetas é uma característica fundamental para se obter a gestualidade e a rapidez nos traçados. E são exatamente a gestualidade e a rapidez nos traçados que marcam um rendering manual ou, até mesmo, um rendering digital.

Os marcadores funcionam à base de solventes, o que possibilita o preenchimento homogêneo de grandes superfícies e a superposição de camadas de tinta sem provocar

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abc do Rendering

danos às fibras do papel. Outro material importante é o pastel seco, indispensável para a representação de volumes e superfícies de alto brilho e de forma arredondada. Para dar mais homogeneidade e transparência ao rendering, geralmente é utilizado o pó raspado do bastão. A dureza e a consistência do material também devem ser levadas em conta no momento da criação de um rendering. Se o material for quebradiço ou muito duro, pode danificar o trabalho.

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