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Capítulo 51 - Medicina para o viajante

Jeannette E. South-Paul; Samuel C. Matheny; Evelyn L. Lewis Grupo A PDF Criptografado

51

Medicina para o viajante

William H. Markle, MD, FAAFP, DTM&H

Olawale Akinmerese, MD

Em 2005, a Organização Mundial de Turismo contabilizou

783 milhões de viagens internacionais nos diferentes países do mundo. Isso representa um aumento de 71% em 15 anos. No mesmo ano, houve 29 milhões de viagens internacionais realizadas a partir dos EUA. Um número menor que antes de 11 de setembro de 2001, mas ainda assim um aumento de 23% em apenas três anos. Os viajantes podem viajar a negócio para grandes cidades onde existem riscos especiais relacionados com viagens urbanas, mas aumenta progressivamente o número de turistas que procuram locais exóticos em viagens de turismo. Em geral, esses viajantes não procuram orientações antes das viagens.

Algumas estimativas indicaram que menos de 50% dos viajantes procuram algum tipo de orientação antes da viagem.

Muitos pedem recomendações aos seus médicos de família e, em alguns casos, as informações que recebem são incompletas ou desatualizadas. Os indivíduos que retornam ao seu país de origem têm ainda menos tendência de consultar um médico antes da viagem, e as doenças sistêmicas evitáveis são diagnosticadas mais comumente nesse grupo do que entre outros turistas.

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Capítulo 41 - Incontinência urinária

Jeannette E. South-Paul; Samuel C. Matheny; Evelyn L. Lewis Grupo A PDF Criptografado

Incontinência urinária

Robert J. Carr, MD

䉴 Considerações gerais

Incontinência urinária é a perda involuntária de urina, com volume ou frequência suficiente para trazer consequências sociais ou higiênicas. Essa condição é muito comum, com prevalência de até 35% entre as pessoas idosas que vivem na comunidade e índices significativamente mais altos entre pacientes institucionalizados. A despeito dessa prevalência alta, estudos mostraram que cerca de 50% de todos os indivíduos incontinentes nunca conversaram sobre este problema com um médico. Isso provavelmente decorre de vergonha, da crença de que a incontinência

é normal quando se envelhece, ou de uma suposição de que nada pode ser feito para ajudar. A incontinência está associada a morbidade clínica significativa, incluindo infecção, sepse, úlceras de decúbito e quedas. Esse problema também causa estresse psicológico acentuado e isolamento social. A incontinência aumenta acentuadamente os encargos do cuidador e é frequentemente citada como razão para se decidir por interromper os esforços de cuidar do paciente em seu domicílio em favor da colocação em uma instituição asilar. O ônus econômico da incontinência também é substancial, com custo direto estimado nos EUA de 16,3 bilhões de dólares por ano.

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Capítulo 34 - Hipertensão

Jeannette E. South-Paul; Samuel C. Matheny; Evelyn L. Lewis Grupo A PDF Criptografado

34

Hipertensão

Maureen O’Hara Padden, MD, MPH

Bernhard Stepke, MD, PhD

Robert N. Uniszkiewicz, MD

䉴 Considerações gerais

Com base nos dados de 2005, no mínimo 73,6 milhões de americanos com mais de 20 anos têm hipertensão definida por pressão arterial sistólica igual ou maior que 140 mmHg ou pressão arterial diastólica igual ou maior que 90 mmHg, ou ambas. Isso representa um em quatro adultos e mais da metade da população com mais de 60 anos. Quando um indivíduo é normotenso com a idade de 55 anos, o risco de desenvolver hipertensão ao longo da vida é de 90%. Em 2005, a hipertensão arterial foi responsável por 57.356 mortes nos EUA. Entre 1995 e 2005, o coeficiente de mortalidade por hipertensão aumentou 25,2%, enquanto o número real de mortes cresceu 56,4%. Entre os pacientes com pressão arterial elevada, 78,7% sabem que têm esse diagnóstico. Desse grupo, 69% estão em tratamento, 45% estão bem controlados e 55% não têm controle adequado da doença. A hipertensão é mais prevalente na população negra e acomete um entre três afro-americanos. Os negros não hispânicos e os mexicanos naturalizados americanos também estão mais sujeitos a desenvolver hipertensão arterial, em comparação com os brancos não hispânicos.

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Capítulo 24 - Lombalgia na atenção primária: uma abordagem baseada em evidências

Jeannette E. South-Paul; Samuel C. Matheny; Evelyn L. Lewis Grupo A PDF Criptografado

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Lombalgia na atenção primária: uma abordagem baseada em evidências

Charles W. Webb, DO, FAAPF

Francis G. O’Connor, MD, MPH

䉴 Considerações gerais

Lombalgia (LA), desconforto, tensão, ou rigidez abaixo da margem costal e acima das pregas glúteas inferiores, é uma das condições mais comuns encontradas em atenção primária, secundária apenas ao resfriado comum. Sua incidência anual é de 5%, e a prevalência ao longo da vida de 60-90%. Nos EUA, é a principal causa de incapacidade em adultos com menos de 45 anos e também é responsável por um terço dos custos de indenizações a trabalhadores, e responde por custos médicos diretos de mais de 38 bilhões de dólares ao ano. A qualquer momento, 1% da população dos EUA está cronicamente incapacitado e outro

1% temporariamente incapacitado em decorrência de dorsalgia.

Diversos estudos relataram história natural favorável de LA aguda subaguda, com até 90% dos pacientes recuperando a função em 6 a 12 semanas com ou sem intervenção médica. Entretanto, estudos recentes sugerem que com frequência a dorsalgia é recorrente e cronicamente incapacitante. Cerca de 85% dos casos de dorsalgia não têm uma causa prontamente identificável, e até um terço de todos os pacientes desenvolverá LA crônica. Este capítulo faz uma revisão detalhada da abordagem da LA baseada em evidências, considerando a avaliação, o diagnóstico e o tratamento do paciente adulto com LA aguda, subagduda e crônica.

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Capítulo 27 - Problemas respiratórios

Jeannette E. South-Paul; Samuel C. Matheny; Evelyn L. Lewis Grupo A PDF Criptografado

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Problemas respiratórios

William J. Hueston, MD

Baretta R. Casey, MD, MPH

As infecções respiratórias e as doenças pulmonares crônicas estão entre as razões mais comuns que levam os pacientes a consultar médicos de atenção primária. A maioria dos problemas respiratórios encontrados por esses médicos é aguda e consiste principalmente em infecções respiratórias, exacerbações da asma e das doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOCs) e embolia pulmonar (EP).

� INFECÇÕES DAS VIAS AÉREAS

SUPERIORES

RESFRIADOS COMUNS/INFECÇÕES DAS VIAS

AÉREAS SUPERIORES

FU NDAMENTO S DO DIAGNÓ S T IC O

� Dor de garganta, congestão, febre baixa, mialgias brandas e fadiga.

� Os sintomas estendem-se por 12 a 14 dias.

� Considerações gerais

Embora sejam brandos, tendam a melhorar espontaneamente e tenham duração curta, os resfriados são causas importantes de adoecimento e absenteísmo nas escolas e indústrias.

Anualmente, os resfriados são responsáveis por 170 milhões de dias de limitação das atividades, 23 milhões de dias de ausência escolar e 18 milhões de dias de afastamento do trabalho.

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