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Capítulo 5 - Internações hospitalares e impacto econômico dos eventos adversos a medicamentos

Patricia de Carvalho Mastroianni; Fabiana Rossi Varallo Grupo A PDF Criptografado

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Internações hospitalares e impacto econômico dos eventos adversos a medicamentos

FABIANA ROSSI VARALLO

PATRICIA MASTROIANNI

As hospitalizações por uso de medicamentos dificilmente são identificadas pelos profissionais da saúde, pois os sinais e sintomas apresentados pelo usuário podem mimetizar patologias e, apresentar manifestações clínicas inespecíficas e dificultar a detecção de determinado evento adverso a medicamento (EAM), que pode ser o responsável pela internação. Ainda, as internações indicam possíveis falhas na assistência prestada nos níveis primário e secundário de atenção à saúde, pois os funcionários desses estabelecimentos não estão aptos a reconhecer precocemente os EAMs, manejando de forma inadequada os protocolos terapêuticos e a conduta para o tratamento.

Diante dessa evidência, é necessária a capacitação dos profissionais da área da saúde para que adquiram competências e habilidades a fim de promover a farmacovigilância na prática clínica. Assim, será possível minimizar o impacto negativo à saúde pública em decorrência desses problemas e contribuir para o uso seguro de medicamentos.

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Capítulo 12 - Farmacovigilância, a melhor ferramenta para o uso seguro de medicamentos?

Patricia de Carvalho Mastroianni; Fabiana Rossi Varallo Grupo A PDF Criptografado

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Farmacovigilância, a melhor ferramenta para o uso seguro de medicamentos?

MARIANO MADURGA

A obra que você tem em mãos fala de medicamentos, como utilizá-los de forma correta e os aspectos que podem melhorar o uso desses produtos ou reduzir seus riscos.

USO DE MEDICAMENTOS

Na maioria dos países ocidentais, 70 a 90% das consultas médicas de clínicos gerais resultam em uma prescrição medicamentosa. É comum que os pacientes hospitalizados recebam cerca de nove medicamentos durante o período de internação, e, na admissão hospitalar, 20% chegam utilizando mais de quatro fármacos.1 O uso frequente e abundante de medicamentos, porém, está sempre correto? A medicalização da sociedade é uma prática recente, que cresce tanto nas sociedades desenvolvidas quanto nas emergentes, o que dificulta o êxito da farmacoterapia.2

O uso racional de medicamentos (URM) deve ser entendido como o uso correto e apropriado. Para que haja URM, o paciente deve receber o medicamento adequado, na dose precisa, durante período de tempo suficiente, ao menor custo para ele e para a comunidade.

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Capítulo 11 - Indicadores de saúde relacionados à farmacovigilância

Patricia de Carvalho Mastroianni; Fabiana Rossi Varallo Grupo A PDF Criptografado

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Indicadores de saúde relacionados à farmacovigilância

FABIANA ROSSI VARALLO

PATRICIA MASTROIANNI

A análise da segurança e da efetividade dos medicamentos (estudos de fase IV) é realizada, basicamente, pela notificação espontânea de eventos adversos a medicamentos (EAMs), feita por profissionais da saúde. Porém, esse método passivo contém limitações, sendo a principal a subnotificação dos casos, como elucidado, anteriormente, no Capítulo 3. Desse modo, os resultados obtidos pela vigilância pós-comercialização são subestimados, dificultando a detecção de sinais de reações adversas a medicamentos (RAMs), o cálculo da incidência dos efeitos adversos e a avaliação de sua gravidade. Assim, a população permanece sem assistência sobre os efeitos nocivos e indesejáveis decorrentes da administração do medicamento, a frequência com que tais complicações ocorrem, bem como as ações preventivas e corretivas que visam manter a qualidade do mercado farmacêutico e a segurança da utilização dos produtos disponíveis para consumo humano.

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Capítulo 8 - Seguimento farmacoterapêutico e segurança do paciente: a experiência do Uruguai

Patricia de Carvalho Mastroianni; Fabiana Rossi Varallo Grupo A PDF Criptografado

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Seguimento farmacoterapêutico e segurança do paciente: a experiência do Uruguai

MARTA VÁZQUEZ

PIETRO FAGIOLINO

LETICIA CALIGARIS

A segurança do paciente é uma preocupação central dos serviços de atenção sanitária. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a necessidade de promover a segurança do paciente como princípio fundamental dos sistemas sanitários. A União Europeia,1 em 2004, recomendou aos seus estados membros que a segurança dos pacientes fosse o centro das políticas sanitárias.

Com respeito à segurança do paciente, consideram-se como objetivos a prevenção dos efeitos adversos, sua detecção e sua divulgação, para atenuá-los quando ocorrerem. Esses três objetivos coincidem de forma clara com os objetivos do seguimento farmacoterapêutico (SF):2 prevenir, detectar e resolver os problemas relacionados a medicamentos (PRM).3

O que se busca no SF é obter o maior benefício da farmacoterapia e minimizar os riscos associados, considerando não só as reações adversas, mas também as falhas terapêuticas. Estas, citando apenas a título de exemplo, ocorrem com o uso de agentes antimicrobianos ou antirretrovirais e podem causar dano grave.

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Capítulo 4 - Análise da causalidade ou do grau de imputabilidade das reações adversas a medicamentos

Patricia de Carvalho Mastroianni; Fabiana Rossi Varallo Grupo A PDF Criptografado

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Análise da causalidade ou do grau de imputabilidade das reações adversas a medicamentos

FABIANA ROSSI VARALLO

PATRICIA MASTROIANNI

A análise da causalidade ou do grau de imputabilidade das reações adversas a medicamentos (RAMs) é o último propósito da farmacovigilância, já que é um importante componente para auxiliar as agências de vigilância sanitária na fiscalização e regulamentação do mercado farmacêutico.

Afinal, é uma atividade que contribui para a avaliação do risco/benefício da utilização dos medicamentos,1 a qual poderá implicar em futuras recomendações relacionadas aos fármacos que estão sujeitos à vigilância pós-comercialização,2 principalmente os considerados novos, ou seja, com menos de cinco anos de obtenção de registro (ver Cap. 10).

Conceitualmente, a classificação das RAMs de acordo com as categorias de causalidade tem como objetivo analisar a probabilidade de determinado fármaco ter causado um efeito adverso observado.3 A relação causal pode ser atribuída a um medicamento ou a vários outros, nos casos de usuários polimedicados, como ocorre nas interações medicamentosas.2

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