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Capítulo 11 - Indicadores de saúde relacionados à farmacovigilância

Patricia de Carvalho Mastroianni; Fabiana Rossi Varallo Grupo A PDF Criptografado

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Indicadores de saúde relacionados à farmacovigilância

FABIANA ROSSI VARALLO

PATRICIA MASTROIANNI

A análise da segurança e da efetividade dos medicamentos (estudos de fase IV) é realizada, basicamente, pela notificação espontânea de eventos adversos a medicamentos (EAMs), feita por profissionais da saúde. Porém, esse método passivo contém limitações, sendo a principal a subnotificação dos casos, como elucidado, anteriormente, no Capítulo 3. Desse modo, os resultados obtidos pela vigilância pós-comercialização são subestimados, dificultando a detecção de sinais de reações adversas a medicamentos (RAMs), o cálculo da incidência dos efeitos adversos e a avaliação de sua gravidade. Assim, a população permanece sem assistência sobre os efeitos nocivos e indesejáveis decorrentes da administração do medicamento, a frequência com que tais complicações ocorrem, bem como as ações preventivas e corretivas que visam manter a qualidade do mercado farmacêutico e a segurança da utilização dos produtos disponíveis para consumo humano.

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Capítulo 8 - Seguimento farmacoterapêutico e segurança do paciente: a experiência do Uruguai

Patricia de Carvalho Mastroianni; Fabiana Rossi Varallo Grupo A PDF Criptografado

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Seguimento farmacoterapêutico e segurança do paciente: a experiência do Uruguai

MARTA VÁZQUEZ

PIETRO FAGIOLINO

LETICIA CALIGARIS

A segurança do paciente é uma preocupação central dos serviços de atenção sanitária. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a necessidade de promover a segurança do paciente como princípio fundamental dos sistemas sanitários. A União Europeia,1 em 2004, recomendou aos seus estados membros que a segurança dos pacientes fosse o centro das políticas sanitárias.

Com respeito à segurança do paciente, consideram-se como objetivos a prevenção dos efeitos adversos, sua detecção e sua divulgação, para atenuá-los quando ocorrerem. Esses três objetivos coincidem de forma clara com os objetivos do seguimento farmacoterapêutico (SF):2 prevenir, detectar e resolver os problemas relacionados a medicamentos (PRM).3

O que se busca no SF é obter o maior benefício da farmacoterapia e minimizar os riscos associados, considerando não só as reações adversas, mas também as falhas terapêuticas. Estas, citando apenas a título de exemplo, ocorrem com o uso de agentes antimicrobianos ou antirretrovirais e podem causar dano grave.

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Capítulo 12 - Farmacovigilância, a melhor ferramenta para o uso seguro de medicamentos?

Patricia de Carvalho Mastroianni; Fabiana Rossi Varallo Grupo A PDF Criptografado

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Farmacovigilância, a melhor ferramenta para o uso seguro de medicamentos?

MARIANO MADURGA

A obra que você tem em mãos fala de medicamentos, como utilizá-los de forma correta e os aspectos que podem melhorar o uso desses produtos ou reduzir seus riscos.

USO DE MEDICAMENTOS

Na maioria dos países ocidentais, 70 a 90% das consultas médicas de clínicos gerais resultam em uma prescrição medicamentosa. É comum que os pacientes hospitalizados recebam cerca de nove medicamentos durante o período de internação, e, na admissão hospitalar, 20% chegam utilizando mais de quatro fármacos.1 O uso frequente e abundante de medicamentos, porém, está sempre correto? A medicalização da sociedade é uma prática recente, que cresce tanto nas sociedades desenvolvidas quanto nas emergentes, o que dificulta o êxito da farmacoterapia.2

O uso racional de medicamentos (URM) deve ser entendido como o uso correto e apropriado. Para que haja URM, o paciente deve receber o medicamento adequado, na dose precisa, durante período de tempo suficiente, ao menor custo para ele e para a comunidade.

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Capítulo 2 - Fundamentos teóricos em farmacovigilância e promoção do uso racional de medicamentos

Patricia de Carvalho Mastroianni; Fabiana Rossi Varallo Grupo A PDF Criptografado

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Fundamentos teóricos em farmacovigilância e promoção do uso racional de medicamentos

FABIANA ROSSI VARALLO

PATRICIA MASTROIANNI

Para a prevenção, a reabilitação e a promoção da saúde, o paciente dispõe de várias tecnologias, as quais “são todas as formas de conhecimento que podem ser aplicadas para a solução ou a redução dos problemas de saúde de indivíduos ou populações”.1 Portanto, são necessários outros elementos além de fármacos, equipamentos e procedimentos usados na assistência a saúde.2 Entretanto, se essas tecnologias não forem aplicadas corretamente, podem estar relacionadas com o agravo do quadro clínico do paciente. Esse agravo, em farmacovigilância, é conhecido como evento adverso, e é definido como qualquer intervenção em saúde, incluindo tratamento com um medicamento, mas que não possui, necessariamente, relação causal com esse tratamento.3 Em outras palavras, o evento adverso é qualquer dano causado ao paciente em função do cuidado (ou assistência) prestado a ele. São exemplos de eventos adversos: fratura por queda do leito, flebite por falta de qualidade do equipo, trauma pós-cirúrgico, deiscência de ferida cirúrgica, entre outros.

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Capítulo 9 - Fitovigilância: promoção do uso seguro de plantas medicinais e fitoterápicos

Patricia de Carvalho Mastroianni; Fabiana Rossi Varallo Grupo A PDF Criptografado

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Fitovigilância: promoção do uso seguro de plantas medicinais e fitoterápicos

FABIANA ROSSI VARALLO

PATRICIA MASTROIANNI

A prática da medicina tradicional vem crescendo acentuadamente no mundo todo, desde a década de 1990, desempenhando função importante na atenção à saúde.1 No Brasil, a venda de fitoterápicos atingiu, em 2001,

5,9% do mercado farmacêutico nacional, superando a venda de medicamentos genéricos, a qual correspondeu a 5%.2 Segundo Calixto,3 os fatores que contribuíram e permitiram essa ascensão foram:

• a preferência do consumidor por terapias naturais;

• a preocupação dos usuários em relação a efeitos adversos indesejáveis da medicina moderna;

• a crença de que substâncias vegetais são livres de efeitos adversos;

• o grande interesse em medicinas alternativas;

• a preferência da população para medicina preventiva, em função do aumento da expectativa de vida;

• a crença de que os fitoterápicos podem ser eficazes no tratamento de certas doenças que não respondem a terapias convencionais e medicamentos alopáticos;

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