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Capítulo 3 - Reparação apical e periapical

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Reparação apical e periapical

OSLEI PAES DE ALMEIDA

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A reparação é o restabelecimento da normalidade de uma área tecidual destruída, podendo ser semelhante à arquitetura original (regeneração) ou o simples preenchimento por tecido fibroso (cicatrização). No seu sentido mais estrito, a regeneração ocorre no ser humano apenas nas primeiras seis semanas de vida fetal, mas é aceito que a regeneração também ocorra no período pós-natal e que dependa de fatores locais como extensão da lesão e tecido envolvido. Talvez seja mais simples considerar que, na maioria das vezes, a reparação envolva, simultaneamente, fenômenos de regeneração e de cicatrização em proporções variáveis, e um dos dois termos é usado quando há evidente predomínio de um desses processos.

O termo reparação parece ser mais adequado para tecido ósseo, polpa, periodonto e periápice. Para compreender melhor tal nomenclatura, deve-se recordar que os principais conceitos de inflamação e reparação foram estabelecidos a partir de feridas da pele e, posteriormente, extrapolados para outros órgãos – portanto, nem sempre se aplicam perfeitamente.

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Capítulo 5 - Diagnóstico em endodontia

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Diagnóstico em endodontia

LUIZ VALDRIGHI E FRANCISCO JOSÉ DE SOUZA FILHO

CONSIDERAÇÕES GERAIS

O assunto diagnóstico é vasto, por vezes um verdadeiro desafio, pois o domínio de suas variáveis requer do profissional enorme dedicação. Qualquer procedimento clínico, por mais simples que seja, deve ser fundamentado por critérios amplamente amparados pelo conhecimento científico. Este capítulo descreve, de forma breve, um protocolo de diagnóstico, direcionado especificamente à Endodontia e suas repercussões clínicas. Os procedimentos semiológicos e o exame clínico são concentrados objetivamente no dente, basicamente pela avaliação do histórico e pela aplicação dos testes de estimulação e respostas. Embora excluídas deste capítulo, vale destacar a importância da avaliação integral do sistema mastigatório, bem como a investigação de condições sistêmicas primárias. A identificação de alguma dessas condições implica a tomada dos cuidados pertinentes. Se necessário, o paciente deve obter a devida autorização médica previamente aos procedimentos odontológicos.

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Capítulo 11 - Substâncias químicas auxiliares e irrigação

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Substâncias químicas auxiliares e irrigação

MARCELLE LOUISE SPOSITO BOURREAU,

ANTÔNIO RUBENS GONÇALVES NUNES E FRANCISCO JOSÉ DE SOUZA FILHO

CONSIDERAÇÕES GERAIS

As substâncias químicas auxiliares e a irrigação dos canais radiculares têm sido uma importante área de interesse na Endodontia, e as razões para isso são claras: o sucesso no tratamento endodôntico é baseado na erradicação de bactérias do sistema de canais radiculares. Apesar da longa tradição em pesquisa na irrigação, ainda existem muitos desafios a serem superados, e não há nenhuma substância química que, sozinha, seja capaz de garantir um sistema de canais radiculares completamente livre de bactérias, sobremaneira nas proximidades do forame apical, área mais diretamente envolvida na iniciação e na manutenção da inflamação apical.

O desafio da Endodontia está relacionado não apenas com a dificuldade de limpar essa parte do canal por meio da instrumentação e da irrigação, mas sobretudo com a segurança, uma vez que, com as novas diretrizes já consolidadas da Endodontia (que preconiza a patência e limpeza do forame apical), o risco de extravasamento de substâncias químicas agressivas para o periápice é maior, podendo causar processos inflamatórios indesejáveis naquela região.

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Capítulo 21 - Casos clínicos realizados com a técnica da patência e ampliação do forame apical

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Casos clínicos realizados com a técnica da patência e ampliação do forame apical

FRANCISCO JOSÉ DE SOUZA FILHO

Pré-operatório

Pós-operatório

6 meses

18 meses

▲ FIGURA 21.1

Sequência de caso clínico realizado com ampliação do forame apical e selamento apical com cimento obturador. As radiografias na parte inferior mostram processo de reparo periapical aos

6 meses e 18 meses (cimento Pulp Canal Sealer).

Fonte: Cortesia do Dr. Patrick Baltieri.

� FIGURA 21.2

A

B

A) Radiografia inicial do dente 36 com insucesso do tratamento endodôntico e presença de lesão periapical. B) Radiografia final após tratamento endodôntico realizado com ampliação do forame apical, mostrando o selamento de canais acessórios com cimento

Pulp Canal Sealer.

Fonte: Cortesia da Dra. Marcelle Louise Sposito Bourreau.

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210   Francisco José de Souza Filho (Organizador)

A

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Capítulo 2 - Microbiologia aplicada

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Microbiologia aplicada

BRENDA P. F. A. GOMES

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Em condições normais, o esmalte dental é a principal barreira natural que impede que os microrganismos presentes na cavidade oral afetem a dentina e ingressem na cavidade pulpar. A cárie dental é o principal fator de contaminação do canal radicular, e os túbulos dentinários são as vias de acesso de toxinas e bactérias para a cavidade pulpar.

Em princípio, após a necrose pulpar, nas infecções primárias, todas as espécies de microrganismos existentes na cavidade oral podem colonizar o espaço pulpar, mas alguns fatores interferem na seleção das espécies no interior dos canais radiculares. A grande maioria dessa microbiota é composta por bactérias, embora vírus, fungos, leveduras e archaea também possam ser encontrados nos canais radiculares.

Os microrganismos no canal radicular com polpa necrosada encontram um ambiente apropriado para sua proliferação. Alguns fatores favorecem essa proliferação: ausência de células de defesa, temperatura ideal, nutrição, teor de oxigênio e CO2.

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