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Capítulo 5 - Diagnóstico em endodontia

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Diagnóstico em endodontia

LUIZ VALDRIGHI E FRANCISCO JOSÉ DE SOUZA FILHO

CONSIDERAÇÕES GERAIS

O assunto diagnóstico é vasto, por vezes um verdadeiro desafio, pois o domínio de suas variáveis requer do profissional enorme dedicação. Qualquer procedimento clínico, por mais simples que seja, deve ser fundamentado por critérios amplamente amparados pelo conhecimento científico. Este capítulo descreve, de forma breve, um protocolo de diagnóstico, direcionado especificamente à Endodontia e suas repercussões clínicas. Os procedimentos semiológicos e o exame clínico são concentrados objetivamente no dente, basicamente pela avaliação do histórico e pela aplicação dos testes de estimulação e respostas. Embora excluídas deste capítulo, vale destacar a importância da avaliação integral do sistema mastigatório, bem como a investigação de condições sistêmicas primárias. A identificação de alguma dessas condições implica a tomada dos cuidados pertinentes. Se necessário, o paciente deve obter a devida autorização médica previamente aos procedimentos odontológicos.

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Capítulo 19 - Preparo de canais radiculares com patência e ampliação do forame apical

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Preparo de canais radiculares com patência e ampliação do forame apical

FRANCISCO JOSÉ DE SOUZA FILHO

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Desde o início da Endodontia moderna, tem havido inúmeros conceitos, estratégias e técnicas para o preparo de canais radiculares. Ao longo das décadas, uma impressionante variedade de instrumentos e técnicas padronizadas vieram para negociar e modelar os canais radiculares. Independentemente dos métodos utilizados, os objetivos e a preparação mecânica foram descritos de forma brilhante há quase 40 anos pelo Dr. Herbert Schilder.1,2 Autores e clínicos concordam sobre a importância da preparação e limpeza completa do conteúdo do canal radicular e sua influência sobre o sucesso clínico do tratamento e sua resposta biológica. A despeito dessa concordância, há várias abordagens para o preparo de canais radiculares.

A preparação adequada do canal radicular, em toda a sua extensão, requer um planejamento específico, cuja diretriz parte da avaliação, em profundidade, da radiografia pré-operatória. Embora cada canal tenha sua específica morfologia e variações quanto à amplitude e ao grau de achatamento, curvatura radicular e dificuldades técnicas, há um critério comum, para todos os dentes, que deve ser avaliado: para que o tratamento tenha sucesso, é fundamental que os instrumentos façam a patência e a limpeza (ampliação) do forame apical.

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Capítulo 8 - Abertura coronária

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Abertura coronária

FRANCISCO JOSÉ DE SOUZA FILHO

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A cavidade de acesso endodôntico é um componente essencial da tríade endodôntica (abertura coronária, preparo dos canais e obturação) em que se baseia toda a preparação e subsequente obturação dos canais radiculares. É, provavelmente, a fase mais esquecida da terapia endodôntica. O desconhecimento da anatomia coronária dificulta e conduz a erros na abertura de acesso e resulta em uma grande frustração para o clínico, uma vez que os resultados imediatos dificultam os procedimentos posteriores de preparo e obturação.

A forma de contorno da abertura de acesso deve ser feita nos locais de melhor acesso à câmara pulpar (p. ex., sulcos e depressões anatômicas da coroa dental). Não existem aberturas de acesso conservadoras ou minimamente invasivas. A localização do desenho da abertura deve respeitar as estruturas anatômicas mais nobres da anatomia coronária. São as estruturas que dão resistência à coroa dental, como as cristas marginais, as cúspides, a borda incisal e o cíngulo.

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Capítulo 10 - Isolamento absoluto em endodontia

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Isolamento absoluto em endodontia

PATRICK BALTIERI

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A necessidade de trabalhar em campo livre de umidade e contaminação é imperativa para o sucesso da terapia endodôntica. Para isso, se faz necessária a adequada instalação do isolamento absoluto. Esse dispositivo foi proposto pelo dentista nova-iorquino Sanford Christie Barnum, em 1864, para a confecção de restaurações dentárias por meio da condensação de ouro coesivo, que exigia um campo de trabalho livre de umidade. Com o desenvolvimento da odontologia, a colocação de um lençol de borracha ao redor dos dentes teve sua real importância demonstrada, tornando-se indispensável em praticamente todos os procedimentos odontológicos, sobretudo para as restaurações adesivas e a Endodontia.

O isolamento absoluto bem-instalado torna os procedimentos endodônticos mais convenientes para o endodontista e confortáveis para o paciente, apresentando os seguintes benefícios:

• Facilita e aumenta a eficiência do procedimento clínico.

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Capítulo 1 - Etiopatogenia das alterações pulpares e periapicais

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Etiopatogenia das alterações pulpares e periapicais

ALEXANDRE A. ZAIA

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Um dos problemas que o profissional da área odontológica encontra na Endodontia

é a dificuldade em fechar um correto diagnóstico das alterações pulpares e periapicais. Diferentemente de outras especialidades da Odontologia, na Endodontia, o profissional não tem uma visão direta das áreas comprometidas. O fato de não poder visualizar diretamente as alterações que ocorrem nesses tecidos dificulta o entendimento dos eventos que acontecem, desde a iniciação de um processo inflamatório, sua evolução e sua correlação com os sintomas clínicos.

Apesar dessa dificuldade, é importante entender que o problema mais comum que ocorre na polpa e no periápice é a inflamação, que não deve ser considerada uma doença, mas um mecanismo de defesa do tecido conjuntivo contra microrganismos e seus subprodutos que alcançam o tecido pulpar, em geral, por um processo de cárie. Essa relação entre a inflamação pulpar e bactérias está bem definida desde que

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