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Capítulo 16 - Terapia cognitiva para esquizofrenia

Antonio Egidio Nardi; João Quevedo; Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Terapia cognitiva para esquizofrenia

Eliza Barretto

INTRODUÇÃO

A esquizofrenia é uma das doenças psíquicas nas quais a base do tratamento é o suporte medicamentoso. Os antipsicóticos são as substâncias de escolha, mas, apesar do grande avanço farmacológico nessa classe de medicamentos, uma estatística incômoda aponta a necessidade de outras abordagens.

Hoje, sabemos que de 25 a 40% dos pacientes com esquizofrenia permanecem sintomáticos apesar do tratamento adequado – chamamos esse grupo de “pacientes com esquizofrenia refratária”, e é justamente nessa população que se tem concentrado o maior número de estudos em psicoterapia.

Entre as várias linhas psicoterápicas, a terapia cognitivo-comportamental

(TCC) tem-se destacado, sendo a técnica mais investigada, com inúmeros ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e metanálises (estudos que trazem o maior nível de evidência). Turner e colaboradores1 publicaram uma nova metanálise com o tema “psicoterapia para esquizofrenia”, cujo objetivo foi melhorar a compreensão sobre qual seria a terapia mais eficaz para esses pacientes e para quais sintomas em particular. A TCC mostrou, novamente, os resultados mais

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Capítulo 3 - Psicopatologia e diagnóstico da esquizofrenia

Antonio Egidio Nardi; João Quevedo; Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Psicopatologia e diagnóstico da esquizofrenia

Elie Cheniaux

ASPECTOS PSICOPATOLÓGICOS

DA ESQUIZOFRENIA

É bastante extensa a lista de alterações psicopatológicas associadas à esquizofrenia. Essas mudanças envolvem praticamente todas as funções psíquicas, mas nenhuma delas é, hoje, considerada específica, exclusiva desse transtorno mental.

Do ponto de visto fenomenológico, os pacientes que recebem esse diagnóstico formam um grupo bastante heterogêneo.1

No entanto, com base nas descrições clássicas de Kraepelin,2 Bleuler3 e Kurt Schneider,4 entre outros autores, alguns sintomas são apontados como especialmente comuns na esquizofrenia.

Para fins didáticos, os sintomas da esquizofrenia podem ser divididos em dois grupos: positivos e negativos. Os positivos representam fenômenos que, em uma situação de normalidade, deveriam estar ausentes; são alterações qualitativas em relação ao normal. Eles podem ser subdivididos em dois tipos: psicóticos e de desorganização. Os sintomas negativos, por sua vez, caracterizam-se por uma redução na expressão de funções mentais; são alterações quantitativas, para menos, em relação ao normal.1

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Capítulo 13 - Comorbidades no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade –transtorno específico da aprendizagem

Antonio Egidio Nardi; João Quevedo; Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Comorbidades no transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade – transtorno específico da aprendizagem

Gabriela Dias

Katia Badin

INTRODUÇÃO

Crianças com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) apresentam alterações no neurodesenvolvimento que podem ser percebidas precocemente, já no período pré-escolar.1 Os sintomas de agitação e desatenção desencadeiam prejuízos na aprendizagem e no relacionamento social. Os déficits executivos afetam a autorregulação do comportamento e a capacidade de planejar, sequenciar e executar ações futuras, comprometendo o processamento das informações mais simples às mais complexas.

O índice de comorbidade entre o

TDAH e o transtorno específico da aprendizagem é de aproximadamente 10 a

25%,2 o que deixa em alerta os profissionais das áreas da saúde e educação.

Este capítulo abordará a comorbidade do TDAH com o transtorno específico da aprendizagem, e serão descritos os sinais essenciais para uma identificação precoce, a partir dos novos critérios diagnósticos propostos pelo Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais

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Capítulo 10 - Infância e adolescência

Antonio Egidio Nardi; João Quevedo; Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Infância e adolescência

Fabio Barbirato

Fernando Asbahr

INTRODUÇÃO

A sociabilidade e a companhia de outros parecem ser uma dimensão básica e consistentemente identificada da personalidade dos indivíduos.1 Já a timidez é um comportamento identificado como uma forma de isolamento social que se caracteriza por preocupações sociais avaliativas, sobretudo em situações novas;1 desse modo, sociabilizar se refere ao desejo de interações sociais, enquanto a timidez está relacionada à angústia que inibe comportamentos nessas interações.

Empiricamente, sociabilidade e isolamento social representam traços distintos e opostos,2 que já são detectados em uma idade muito precoce e estáveis em períodos de mudança de desenvolvimento. O comportamento social de qualquer indivíduo pode ser caracterizado de acordo com estas duas dimensões: a necessidade de sociabilizar e a timidez.

Alguns podem ter pouco desejo e receber pouquíssima satisfação nas interações sociais com outros. Quando em encontros sociais, eles não interagem, mas ainda assim mostram (ou sentem) pouco medo social. Outros podem ter forte desejo por esses encontros, mas tornam-se tão

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Capítulo 11 - Comorbidades psiquiátricas na esquizofrenia

Antonio Egidio Nardi; João Quevedo; Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Comorbidades psiquiátricas na esquizofrenia

Thalita Gabínio

Thaysse Ricci

André B. Veras

INTRODUÇÃO

A esquizofrenia é uma patologia grave, com ampla variedade de aspectos que caracterizam seu curso. Esses aspectos essenciais são um misto de sinais e sintomas característicos, classificados como positivos ou negativos. Tais sintomas são passíveis de grandes oscilações, podendo apenas caracterizar temporariamente uma crise como também permanecer, se intensificar ou se agravar ao longo do tempo, ou mesmo configurar uma comorbidade.

Essa ligação esquizofrenia-comorbidade pode ser considerada uma discussão histórica na psiquiatria diante da tênue linha que distingue neurose e psicose, assunto que até na atualidade é objeto de questionamentos e reflexões. As controvérsias sobre se uma apresentação sintomática é decorrente de uma neurose acompanhada em seu agravamento por sintomas psicóticos ou se, na verdade, se trata de uma psicose estrutural que contém aspectos mais neuróticos no funcionamento mental resultam em uma frequente dúvida diagnóstica.

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