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Capítulo 10 - Condições clínicas que simulam transtorno de déficit de atenção/hiperatividade

Antonio Egidio Nardi; João Quevedo; Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Condições clínicas que simulam transtorno de déficit de atenção/hiperatividade

Adriana Cardoso

Antonio Egidio Nardi

INTRODUÇÃO

O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é caracterizado, de acordo com a quinta edição do Manual­ diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5),1 por um padrão de hiperatividade/impulsividade e/ou desatenção que interfira no desenvolvimento ou funcionamento do indivíduo. A hiperatividade se manifesta principalmente como atividade motora excessiva e inadequada. O déficit de atenção se faz presente pela dificuldade do sujeito em manter seu foco de atenção, baixa persistência, desorganização e dificuldades de compreensão. A impulsividade é caracterizada por atitudes rápidas e impensadas que têm potencial deletério.

Podem refletir a necessidade de gratificação imediata e se apresentar como comportamento social invasivo ou como tomadas de decisão que desconsideram as consequências em longo prazo.1

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Medium 9788582711620

Capítulo 5 - Modelos animais de esquizofrenia

Antonio Egidio Nardi; João Quevedo; Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Modelos animais de esquizofrenia

Josiane Budni

Alexandra Ioppi Zugno

João Quevedo

INTRODUÇÃO

A esquizofrenia é um dos transtornos psiquiátricos mais graves, acometendo cerca de 1% da população mundial. Apesar do crescente consenso de que a esquizofrenia é um transtorno neural, suas etiologia, neuropatologia, fisiopatologia, psicofarmacologia e genética ainda não estão bem estabelecidas. Esses aspectos são muito explorados em humanos, mas a pesquisa básica em animais representa uma promissora ferramenta para estudar a base neurobiológica do distúrbio neural e comportamental relevante para a esquizofrenia, bem como para avaliar novas terapias adjuvantes ao seu tratamento.1 Neste capítulo, abordaremos diferentes tipos de modelos animais amplamente utilizados na pesquisa básica: modelos por intervenção farmacológica, modelos genéticos, modelo induzido por lesão e modelos induzidos por alteração neurodesenvolvimental.

Partindo de uma visão pré-clínica, em que vários fatores podem induzir em animais fenótipo comportamental similar à esquizofrenia em humanos, confirma-se a hipótese de que essa doença en-

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Medium 9788582710357

Capítulo 9 - Comorbidades

Antonio Egidio Nardi; João Quevedo; Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Comorbidades

Carolina Blaya

Luciano Isolan

Gisele Gus Manfro

INTRODUÇÃO

O transtorno de ansiedade social (TAS) foi primeiramente descrito como fobia social

(FS), na terceira edição do Manual diag­ nóstico e estatístico de transtornos mentais

(DSM-III), em 1980, sendo, então, definido como medo intenso de ser observado ou avaliado em situações em que o indivíduo poderia ser o centro das atenções. A exposição a essas situações poderia gerar sintomas de ansiedade e pânico, levando o indivíduo acometido a evitá-las ou enfrentá-las com muita ansiedade. Além disso, o DSM-III também caracterizava que pessoas com FS reconheciam seus medos como excessivos e irracionais. Entretanto, nesse período, aqueles que evitavam muitas situações sociais eram considerados com transtorno da personalidade evitativa (TPE) e, portanto, excluídos do diagnóstico de FS e da possibilidade de receber tratamento.

No DSM-III-R, em 1987, foi feita uma tentativa de incluir os pacientes com evitações de várias situações sociais no diagnóstico de FS, e o diagnóstico de TPE passou a ser de exclusão. Essa revisão da classificação acabou por tornar o diagnós-

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Medium 9788582711606

Capítulo 12 - Comorbidades no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade –transtornos disruptivos

Antonio Egidio Nardi; João Quevedo; Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Comorbidades no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade – transtornos disruptivos

Maria Antonia Serra Pinheiro

INTRODUÇÃO

A comorbidade com a qual o clínico que trata de pacientes com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) mais se depara é o transtorno de oposição desafiante (TOD). O TOD se caracteriza por um padrão de desafio a autoridades próximas, como pais e professores, exemplificado por desobediência e discussões exageradas, além de baixa tolerância à frustração, que é demonstrada pela perda de controle ao ser contrariado e pela facilidade e frequência com que os indivíduos com TOD se zangam.

Ele ocorre em 40 a 50% dos pacientes com TDAH, e as queixas relativas ao

TOD frequentemente se confundem com as provenientes do quadro de TDAH propriamente dito.

Mais grave do que o TOD é o outro transtorno disruptivo, o transtorno da conduta (TC). Caracterizado pelo desafio não só a figuras de autoridade próximas, mas a regras e normas básicas da sociedade, como direito à propriedade e à integridade física, o TC também está super-representado na população com TDAH e

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Medium 9788582711620

Capítulo 6 - Genética e esquizofrenia

Antonio Egidio Nardi; João Quevedo; Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Genética e esquizofrenia

Homero Vallada

INTRODUÇÃO

A esquizofrenia é provavelmente a doença mais estudada em psiquiatria, sendo analisada sob as mais variadas perspectivas e abordagens. Apesar do grande número de publicações científicas e de importantes avanços alcançados, esse transtorno continua desafiando e fascinando pesquisadores e clínicos. Entre os pontos mais bem estabelecidos na compreensão dessa doença está a comprovação da participação genética em sua etiopatogenia. Este capítulo tem como objetivo apresentar e discutir os métodos utilizados e os principais resultados obtidos nas investigações genéticas em esquizofrenia.

INVESTIGAÇÕES GENÉTICAS –

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Quando se pretende investigar o componente genético de transtornos psiquiátricos, uma das dificuldades centrais é a caracterização precisa do fenótipo. Dá-se o nome de fenótipo àquelas características observáveis em um indivíduo que se pretende relacionar a uma determinada constituição genética. Nos estudos genéticos de manifestações comportamentais, emocionais e/ou mentais, a delimitação

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