65 capítulos
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Capítulo 15. Linguagem, atividade e discurso na sala de aula

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E EDUCAÇÃO, V.2

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Linguagem, atividade e discurso na sala de aula

CÉSAR COLL

INTRODUÇÃO: A IMPORTÂNCIA

DA LINGUAGEM NA EDUCAÇÃO

A importância crescente atribuída à linguagem de professores e alunos para dar conta dos processos escolares de ensino e aprendizagem seguiu uma evolução similar, em linhas gerais, àquela descrita no capítulo anterior a propósito do contexto da sala de aula.

Em apenas algumas décadas, as que vão de finais dos anos 1950 à virada do século, a psicologia da educação passou, além de considerar a linguagem de forma quase exclusiva como um dos conteúdos básicos da educação escolar, a considerá-la também como uma das chaves fundamentais para explicar e procurar melhorar o ensino e a aprendizagem.

Em uma visão da sala de aula e do que nela ocorre como algo praticamente irrelevante para compreender o ensino e a aprendizagem, própria dos enfoques que presidem a pesquisa empírica do ensino até aproximadamente finais dos anos 1950, o estudo do que fazem e dizem professores e alunos enquanto realizam as atividades e as tarefas escolares é irrelevante.

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Capítulo 15. A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do currículo

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

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COLL, MARCHESI, PALACIOS & COLS.

A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do currículo

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ROSA BLANCO

A educação escolar tem como objetivo fundamental promover, de forma intencional, o desenvolvimento de certas capacidades e a apropriação de determinados conteúdos da cultura, necessários para que os alunos possam ser membros ativos em seu âmbito sociocultural de referência. Para atingir o objetivo indicado, a escola deve conseguir o difícil equilíbrio de oferecer uma resposta educativa, tanto compreensiva quanto diversificada, proporcionando uma cultura comum a todos os alunos, que evite a discriminação e a desigualdade de oportunidades e, ao mesmo tempo, que respeite suas características e suas necessidades individuais.

Existem necessidades educativas comuns, compartilhadas por todos os alunos, relacionadas às aprendizagens essenciais para o seu desenvolvimento pessoal e sua socialização, que se expressam no currículo escolar. Nem todos os alunos, porém, enfrentam com a mesma bagagem e da mesma forma as aprendizagens estabelecidas nele, visto que têm capacidades, interesses, ritmos, motivações e experiências diferentes que medeiam seu processo de aprendizagem. O conceito de diversidade remete-nos ao fato de que todos os alunos têm necessidades educativas individuais próprias e específicas para ter acesso às experiências de aprendizagem necessárias à sua socialização, cuja satisfação requer uma atenção psicológica individualizada. Nem toda necessidade individual, porém, é especial. Algumas necessidades individuais podem ser atendidas pelo trabalho individual que o professor realiza na

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Capítulo 6. Construtivismo e educação: a concepção construtivista do ensino e da aprendizagem

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E EDUCAÇÃO, V.2

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Construtivismo e educação: a concepção construtivista do ensino e da aprendizagem

CÉSAR COLL

INTRODUÇÃO

Se tivesse de identificar um ponto de confluência no amplo leque de enfoques e de propostas que constituem atualmente a psicologia da educação ou têm sua origem nela, é certo que em sua formulação apareceriam, de uma maneira ou de outra, sozinhos ou combinados com outros, os termos “construtivismo” e “construtivista”. Como já foi mencionado no Capítulo 1, a visão construtivista do psiquismo humano em suas diferentes versões impregna por completo a psicologia da educação atualmente. Recorrer aos princípios construtivistas do funcionamento psicológico a fim de compreender e explicar melhor os processos de desenvolvimento e de aprendizagem e os processos educacionais, como também para elaborar e fundamentar propostas de inovação e de melhoria na educação, é uma prática generalizada em nossos dias.

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Capítulo 16. Ensinar a pensar por meio do currículo

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E EDUCAÇÃO, V. 3

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Ensinar a pensar por meio do currículo

ELENA MARTÍN

É um novo desafio desenvolver programas educacionais que consideram que todas as pessoas, e não apenas uma elite, possam converter-se em pensadores competentes.

Resnick (1987)

A ideia de que ensinar a pensar constitui o objetivo básico da escola não é recente. Já

Dewey (1910), em seu livro Como pensamos, assinalou que a meta da educação é ensinar as crianças a pensar de uma maneira crítica e reflexiva. A uma primeira justificação dessa necessidade baseada em razões acadêmicas de

“aprender a aprender” associam-se agora as demandas da vida cotidiana e as características do mercado de trabalho, o que requer antes de tudo capacidade de enfrentar problemas complexos e mal definidos e de aprender novos conhecimentos que permitam responder

às exigências mutáveis do mundo do trabalho.

Por último, destaca-se a dimensão mais ideológica desse objetivo educacional mencionado na citação de Resnick na abertura do capítulo, como necessidade ligada à igualdade de oportunidades de todos os alunos e alunas em um sistema democrático.

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Capítulo 8. O uso estratégico do conhecimento

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E EDUCAÇÃO, V.2

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O uso estratégico do conhecimento

JUAN IGNACIO POZO, CARLES MONEREO E MONTSERRAT CASTELLÓ

INTRODUÇÃO: O PROBLEMA

É QUANDO APRENDER

Imagine o leitor que tem de enfrentar uma tarefa desagradável, que continua ocupando ainda muitos alunos, como aprender a tabela dos elementos químicos ou Tabela Periódica, da qual talvez o leitor guarde uma má lembrança de seus tempos de escola (ver Quadro

8.1). O que pode fazer para abordar a temida prova da próxima quarta-feira com maior probabilidade de êxito? Sem dúvida, a forma mais fácil e imediata, a que rotineiramente porá em prática a maioria desses alunos, será repassar essa longa lista de nomes, símbolos e números algumas vezes seguidas, oralmente ou por escrito, até conseguir reproduzi-la com exatidão.

Mas talvez a lista de símbolos e características dos elementos seja muito longa para aprender pela simples repetição. Nesse caso, será necessário recorrer a algum truque ou sistema mnemotécnico que permita elaborar o material de aprendizagem, relacionando os elementos entre si mediante algum sistema externo à própria tabela, como, por exemplo, formando palavras (por ex., chalina para Ch, Li, Na; ou baconiano para B, C, N, O) ou inclusive frases com os símbolos químicos, o que sem dúvida ajudará a recordá-los mais facilmente no momento da prova. Mas não é fácil encontrar palavras para todos os símbolos, pelo menos respeitando a ordem da tabela, ou, mesmo que se encontrem, podem levar a erros ao recordar

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