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Capítulo 11. A aprendizagem escolar do ponto de vista do aluno: os enfoques de aprendizagem

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E EDUCAÇÃO, V.2

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A aprendizagem escolar do ponto de vista do aluno: os enfoques de aprendizagem

MARÍA LUISA PÉREZ CABANÍ

INTRODUÇÃO

Como se evidencia ao longo desta obra, a aprendizagem escolar e suas características foram, e ainda são, motivo de múltiplos trabalhos de pesquisa no âmbito da psicologia da educação, que, de diferentes ópticas, formularam propostas para explicar e compreender esse processo ou algumas de suas particularidades. Neste capítulo, refiro-me a um amplo conjunto de estudos que se desenvolveram durante as últimas décadas aproximadamente, em particular na Grã-Bretanha, na Suécia e na Austrália – embora também tenha havido contribuições de outros países –, que centram seu interesse em estudar a aprendizagem escolar da perspectiva do aluno, em conhecer as intenções, os interesses, as estratégias e os motivos que levam os alunos e as alunas a enfrentarem as tarefas acadêmicas e a atuarem em um determinado sentido em uma situação específica.

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Capítulo 18. O ensino e a aprendizagem da alfabetização: uma perspectiva psicológica

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

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O ensino e a aprendizagem da alfabetização: uma perspectiva psicológica

ISABEL SOLÉ E ANA TEBEROSKY

INTRODUÇÃO

A descrição dos processos de aprendizagem da leitura e da escrita mudou radicalmente a partir da década de 1980. Essa mudança provocou a progressiva substituição de posições que os consideravam como um compêndio de habilidades e de subhabilidades por outras que acentuam sua complexidade e sua globalidade, como processos que implicam várias dimensões e que põem em jogo não apenas aspectos cognitivos, mas também emocionais, culturais e sociais. Durante essas últimas décadas, interessaram-se por seu estudo pesquisadores não só de diferentes disciplinas, como também de diferentes orientações dentro de uma mesma disciplina.

Este capítulo apresenta, de forma necessariamente sintética, uma revisão dos estudos sobre a leitura e a escrita da perspectiva psicológica, revisão que coincide com as orientações mais importantes da própria psicologia. As conhecidas perspectivas behavioristas, cognitivas e construtivistas da psicologia também são representadas nos estudos sobre a alfabetização, proporcionando explicações peculiares e enfatizando diversos aspectos do processo. No primeiro item, descrevem-se as concepções que têm sobre a aprendizagem inicial da leitura e da escrita, assinalando os dados que cada uma proporciona, os aspectos que enfatiza e as limitações consideradas mais relevantes. O segundo item aborda de forma integrada os processos de leitura e de escrita posteriores à alfabetização inicial, acentuando, de uma óptica

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Medium 9788536302096

Capítulo 15. A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do currículo

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

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COLL, MARCHESI, PALACIOS & COLS.

A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do currículo

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ROSA BLANCO

A educação escolar tem como objetivo fundamental promover, de forma intencional, o desenvolvimento de certas capacidades e a apropriação de determinados conteúdos da cultura, necessários para que os alunos possam ser membros ativos em seu âmbito sociocultural de referência. Para atingir o objetivo indicado, a escola deve conseguir o difícil equilíbrio de oferecer uma resposta educativa, tanto compreensiva quanto diversificada, proporcionando uma cultura comum a todos os alunos, que evite a discriminação e a desigualdade de oportunidades e, ao mesmo tempo, que respeite suas características e suas necessidades individuais.

Existem necessidades educativas comuns, compartilhadas por todos os alunos, relacionadas às aprendizagens essenciais para o seu desenvolvimento pessoal e sua socialização, que se expressam no currículo escolar. Nem todos os alunos, porém, enfrentam com a mesma bagagem e da mesma forma as aprendizagens estabelecidas nele, visto que têm capacidades, interesses, ritmos, motivações e experiências diferentes que medeiam seu processo de aprendizagem. O conceito de diversidade remete-nos ao fato de que todos os alunos têm necessidades educativas individuais próprias e específicas para ter acesso às experiências de aprendizagem necessárias à sua socialização, cuja satisfação requer uma atenção psicológica individualizada. Nem toda necessidade individual, porém, é especial. Algumas necessidades individuais podem ser atendidas pelo trabalho individual que o professor realiza na

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Capítulo 21. O ensino e a aprendizagem das ciências físico-naturais: uma perspectiva psicológica

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E EDUCAÇÃO, V.2

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O ensino e a aprendizagem das ciências físico-naturais: uma perspectiva psicológica

MERCÈ GARCIA-MILÀ

INTRODUÇÃO

Embora as primeiras pesquisas no campo do ensino das ciências datem de princípios do século XX (Science Education, revista pioneira no campo, começou a ser publicada no ano de

1916), a proposição que defende a aprendizagem e o ensino das ciências como campo específico de pesquisa é bastante recente. Apesar desses trabalhos pioneiros, passou-se muito tempo até que o ensino das ciências se constituísse em um campo de pesquisa própria e deixassem de ser os próprios cientistas, trabalhando nos departamentos universitários, a planejar os conteúdos curriculares,totalmente determinados pela concepções dominantes sobre a natureza da ciência. Essa reviravolta aconteceu graças a uma crescente preocupação da comunidade educacional pelos processos de ensino das ciências. Ao mesmo tempo em que ocorre essa reviravolta, começam a ser divulgadas diversas teorias psicológicas da aprendizagem e do ensino, no início teorias gerais e mais tarde aplicadas à aprendizagem dos conteúdos específicos, muito especialmente das ciências físico-naturais. Em particular, a partir do que ocorre na psicologia como a revolução cognitiva, configura-se o campo da psicologia cognitiva do ensino (Resnick, 1981) e aparece a psicopedagogia das ciências físico-naturais como uma área de estudo específica que se nutre de trabalhos de colaboração interdisciplinar.

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Capítulo 3. A aprendizagem significativa e a teoria da assimilação

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

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COLL, MARCHESI, PALACIOS & COLS.

A aprendizagem significativa e a teoria da assimilação

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ELENA MARTÍN E ISABEL SOLÉ

INTRODUÇÃO

Se quiséssemos buscar uma expressão que, em poucas palavras, caracterizasse a teoria da aprendizagem verbal significativa, provavelmente o binômio “elegante e transgressora” seria um candidato a cumprir tal função. A elegância procede simultaneamente da simplicidade e da precisão com que se explicam os fenômenos que constituem seu objeto. Poucos conceitos, em psicologia e em educação, têm tanta capacidade explicativa como o de “aprendizagem significativa”. O caráter transgressor, ou pelo menos arriscado, deve-se a que, no momento em que foram publicados, os postulados da teoria se opunham tanto ao behaviorismo, tradição dominante em psicologia, quanto às posições que no âmbito educativo reivindicavam – em clara contraposição

à hegemonia behaviorista – a não-diretividade e a aprendizagem por descoberta. Talvez por isso

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