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Capítulo 90. Analgesia pós-operatória

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Anestesiologia

90.

Analgesia pós‑operatória

Judymara Lauzi Gozzani

Embora a dor possa ter valor como sinal indicativo de um evento patológico, a resposta do organismo a uma agressão aguda pode produzir efeitos fisiológicos deletérios. A dor no período operatório leva a repercussões orgânicas que variam de acordo com sua intensidade e duração. Em situação cirúrgica, normalmente o quadro é de dor aguda decorrente da doença de base ou do ato operatório. A tendência natural da evolução da dor aguda é sua remissão. A cicatrização ou estabilização da área lesada leva à redução na intensidade da dor pela menor liberação de substâncias algogênicas e pela atividade dos sistemas de modulação.

No período operatório, a dor pode desencadear reações reflexas segmentares e suprassegmentares que incluem distúrbios nas funções pulmonar, cardiovascular, gastrintestinal e urinária, prejuízo de função e metabolismo muscular, bem como alterações neuroendócrino-metabólicas e imunológicas.1,2

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Capítulo 93. Dor crônica em crianças

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1500

Anestesiologia

93.

Dor crônica em crianças

Charlize Kessin O. Sales

A dor crônica na criança pode ser frequente e complexa, tendo impacto importante na sua qualidade de vida, influenciando no rendimento escolar e nas atividades extracurriculares e socioculturais. A dor crônica interfere com o brincar, o socializar, o imaginar, o fantasiar e tudo que faz parte do mundo da criança que cresce e amadurece, podendo atrasar o desenvolvimento biopsicomotor e espiritual do futuro adulto.

A avaliação e o tratamento da dor crônica no adulto já estão estabelecidos e incentivados por entidades governamentais e indústrias farmacêuticas, que asseguram o seu desenvolvimento técnico e farmacológico crescente. O estudo da dor na criança teve o seu maior avanço nestas duas últimas décadas, porém alguns fármacos testados em adultos continuam sem aprovação em crianças, de modo que o seu uso em tal faixa etária continua sendo empírico, embora isso constitua apenas uma pequena parte do problema.

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Capítulo 3. Sociedade Brasileira de Anestesiologia

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58

Anestesiologia

3.

SOCIEDADE BRASILEIRA

DE ANESTESIOLOGIA

FIGURA 3.1  Logotipo atual da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

sistema de tecnologia da informação. Os vários ambientes têm em comum as características indispensáveis para o bom desenvolvimento de suas atividades: decoração sóbria, valorização da história da sociedade e da arte, harmonia e notória limpeza estrutural.

Em respeito à legislação vigente e ao seu modelo de constituição, pode-se afirmar que a SBA foi constituída, construída e evolui com base em um trabalho extremamente representativo, democrático e comprometido – de maneira única e exclusiva – com o desenvolvimento da especialidade, a melhoria da qualidade de vida dos especialistas e fundamentalmente com a segurança ao paciente anestesiado, já que não há qualquer forma de remuneração da sua diretoria, conselhos fiscais, deliberativos ou consultivos, não havendo distribuição de lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados. Os recursos da SBA provêm das anuidades pagas pelos seus sócios, sendo que elas são fixadas anualmente para cada categoria associada.

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Capítulo 88. Alterações cognitivas pós-operatórias

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1454

Anestesiologia

88.

Alterações cognitivas pós-operatórias

James Manica

As alterações cognitivas no período pós-operatório* podem afe­tar pacientes de todas as idades, mas são predominantemente observadas em idosos. As síndromes mais comuns de distúrbios neurocomportamentais são o delirium pós-operatório (DPO) e a disfunção cognitiva pós-operatória (DCPO). A associação entre essas duas entidades clínicas tem sido objeto de estudo, e a DCPO poderia representar uma fase evolutiva da disfunção cognitiva iniciada com o DPO.1,2

A antiga observação de que os idosos, no período pós-operatório, frequentemente apresentam perturbações de suas capacidades cognitivas, expressa muitas vezes como “vovô depois da cirurgia nunca mais foi o mesmo”, é hoje intensamente estudada, pois representa um problema atual, ainda não elucidado e cada vez mais presente uma vez que o número de cirurgias em idosos vem aumentando de maneira significativa com o crescimento da média de idade da população e da longevidade em geral.3

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Capítulo 18. Princípios de farmacologia

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Princípios de farmacologia

18.

Princípios de farmacologia

Oscar César Pires

Fabiana Mara Scarpelli de Lima Alvarenga Caldeira

José Maria Leal Gomes

Benedito Barbosa João

A interação fármaco-organismo, desde o momento de sua administração, depende das propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas do fármaco e das características de cada indivíduo. Muitas vezes, a administração simultânea de dois ou mais fármacos pode alterar, de inúmeras formas, essas propriedades.1-3

As características farmacocinéticas de um fármaco determinam a maneira como ele irá agir sobre o organismo, envolvendo os processos de absorção, distribuição, depuração e excreção.1-3

Já as características farmacodinâmicas determinam a maneira como o organismo vai responder ao fármaco e dependem, fundamentalmente, de sua concentração nos receptores celulares.1-3

A resposta individual a um fármaco, por sua vez, é explicada pela diversidade genética (farmacogenética). Por meio do estudo do genoma humano pela farmacogenômica, espera-se, futuramente, estabelecer tratamentos farmacológicos individualizados.4

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