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Capítulo 13 - O Sistema Toyota de Produção em Resumo

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O Sistema Toyota de Produção em Resumo

O Sistema Toyota de Produção evoluiu até sua presente condição após repetidas tentativas e erros. Este capítulo resume os princípios básicos sobre os quais ele foi erigido e apresenta a filosofia, a metodologia e a perspectiva dessa revolucionária abordagem da produção moderna na sequência do seu desenvolvimento.

1. O Princípio do Não Custo

O primeiro conceito desenvolvido como base para o gerenciamento da produção é o princípio da minimização dos custos. Ele vê a origem dos lucros de uma perspectiva totalmente diferente: ao invés de aderir à fórmula fácil

Custo + Lucro = Preço de Venda os produtores devem deixar que o mercado determine o preço, empregando a fórmula

Preço – Custo = Lucro

Com essa abordagem, a única maneira de aumentar os lucros dá-se por meio da redução dos custos. Para reduzir os custos, o único método é a eli-

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minação total da perda. Esse é o fundamento sobre o qual todos os outros princípios se desenvolvem.

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Capítulo 11 - O Rumo do Sistema Toyota de Produção

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O Rumo do Sistema Toyota de

Produção

O futuro do Sistema Toyota de Produção envolve a eliminação total da perda com o objetivo de reduzir os custos ao máximo.

EM DIREÇÃO AO JUST-IN-TIME

Just-in-time, segundo me dizem, significa simplesmente “a tempo”, ao passo que, para transmitir o sentido de “no momento exato”, dever-se-ia dizer apenas just on time. Qualquer que seja a diferença entre os dois significados, a meta do Sistema Toyota de Produção é clara: efetuar as entregas no momento exato, com o propósito de eliminar o estoque.

Esse objetivo é controlado em grande parte pela relação entre o prazo de entrega (E) e o ciclo de produção (P). Como mencionado anteriormente, se o prazo de entrega é maior que o ciclo de produção (E>P), a produção iniciada após um pedido firme será recebida exatamente no prazo marcado, sem geração de estoque.

A pesquisa de mercado pode tornar as previsões de demanda mais precisas, mas também necessitamos de políticas para estender o prazo de entrega. Algumas estratégias para prolongar esse período são explicadas a seguir.

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Capítulo 4 - Conclusões sobre o Desenvolvimento da Produção com Estoque Zero

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Conclusões sobre o

Desenvolvimento da

Produção com Estoque Zero

A principal característica do Sistema Toyota de Produção consiste em sua ênfase na produção sem estoque, ou com estoque zero. Para entender o sistema, é necessário compreender antes o significado de “estoque”.

Antigamente, estoques, ou inventários, eram considerados um “mal necessário”, com ênfase no “necessário” sendo o “mal” encarado como inevitável e talvez até útil. Há dois tipos de estoque: aquele que ocorre naturalmente como resultado de determinadas práticas de produção e o estoque

“necessário”. Ambos são discutidos abaixo:

ESTOQUE NATURAL

Razões para a geração de estoque:

• Previsões incorretas da demanda do mercado

• Superproduzir somente para evitar riscos

• Produção em lotes

• Diferenças no turno de trabalho: por exemplo, executar o recozimento em três turnos e elaborar o acabamento em um turno

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ESTOQUE “NECESSÁRIO”

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Capítulo 9 - A Evolução do Sistema Kanban

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A Evolução do Sistema Kanban

Além de ser um método de controle, projetado para maximizar o potencial do “Sistema Toyota de Produção”, o sistema Kanban também é um sistema com suas próprias funções independentes.

No livro O Sistema Toyota de Produção, Taiichi Ohno afirma:

Os dois pilares do “Sistema Toyota de Produção” são o just-in-time e a automação com toque humano, ou autonomação. A ferramenta empregada para operar o sistema é o Kanban*.

Ohno segue argumentando contra a visão simplista de que o Sistema

Toyota seja meramente um sistema Kanban.

MEU PRIMEIRO ENCONTRO COM O SISTEMA KANBAN

Por volta de 1960, visitei a Toyota porque tinha trabalho a fazer no escritório da planta de máquinas. Lá, encontrei-me casualmente com o Sr.

Ohno, naquela época gerente de fabricação. Ele manifestou sua vontade de discutir comigo a respeito de um “sistema Kanban”, que ele pensava pôr em funcionamento. Eu jamais havia ouvido aquele termo antes, de forma que respondi apenas que a ideia parecia extremamente interessante. Contei a ele que tinha experiência no ramo das ferrovias e aquilo que ele estava descrevendo me parecia o chamado “sistema-tabuleta” que utilizávamos.

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Capítulo 10 - Algumas Questões Periféricas porém Importantes

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Algumas Questões Periféricas porém Importantes

O SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO: UMA EXPLANAÇÃO

Eliminação dos Sete Tipos de Perda

Este capítulo trata de três questões que, embora parecendo secundárias, são essenciais para o completo entendimento do Sistema Toyota de Produção: as perdas, a extensão do sistema aos fornecedores e o Planejamento das

Necessidades de Materiais (MRP).

O Sistema Toyota de Produção identifica sete tipos de perda:

1.

2.

3.

4.

5.

6.

7.

Superprodução

Espera

Transporte

Processamento

Estoque

Desperdício nos movimentos

O desperdício na elaboração de produtos defeituosos

Essas diversas perdas não são iguais em status ou efeito. Iremos discuti-las com relação à estrutura da produção.

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Processos

Processamento. Nesse caso, melhorias voltadas à Engenharia de Valor e à

Análise de Valor devem ser realizadas em primeiro lugar. Em vez de tentar fazer com que aumentos da velocidade de corte sejam mais eficientes, por exemplo, devemos perguntar por que fazemos determinado produto e usamos um determinado método de processamento (perda no processamento – perda 4).

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