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8 - Anaeróbios

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8

Anaeróbios

Antonia M. O. Machado  André Mario Doi 

Agda do Carmo P. Vinagre Braga

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Introdução

As bactérias anaeróbias são importantes patógenos oportunistas que colonizam o corpo humano, principalmente o trato gastrintestinal, e que também estão amplamente distribuídas no meio ambiente. Ao contrário das bactérias aeróbias, têm como característica diferencial o fato de não crescerem na presença de oxigênio.

O oxigênio é tóxico para este grupo diverso de bactérias, sendo que, diferentemente das bactérias aeróbias, dependem de outros compostos que não o oxigênio como aceptores de elétrons terminais na fase final do metabolismo. Geralmente o metabolismo é fermentativo e reduz compostos orgânicos disponíveis no meio em ácidos orgânicos e alcoóis.

Muitas bactérias que compõem a flora bacteriana do corpo humano são anaeróbias, incluindo cocos e bacilos Gram-negativos, cocos e bacilos Gram-positivos e espiroquetas (Tabela 8.1). Essas bactérias colonizam, principalmente, regiões em que a oferta de oxigênio é baixa, tais como cólon, fendas gengivais, criptas tonsilares, fossas nasais, folículos pilosos, uretra, região vaginal e dentes.

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44 - Infecções do Sistema Urinário

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Seção

3.5

Sistema Urinário

44

Infecções do Sistema Urinário

Fernando Gatti de Menezes  Luci Corrêa  Sergio Barsanti Wey

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Introdução

A infecção do trato urinário (ITU) corresponde a um processo infeccioso de etiologia bacteriana, viral ou fúngica que acomete o trato geniturinário. Didaticamente é classificada em complicada e não complicada. A infecção do trato urinário complicada inclui os casos nos quais há alterações anatômicas e/ou funcionais do trato urinário associadas, como, por exemplo, refluxo vesicoureteral, bexiga neurogênica, obstruções, litía­se renal, hiperplasia prostática benigna, tumores ou quando esta infecção ocorre em pacientes diabéticos, em uso de cateteres vesicais, imunossuprimidos ou gestantes. Pode ser também classificada de acordo com a sua localização. Considera-se infecção do trato urinário baixo quando há acometimento de uretra, próstata, testículo e bexiga e infecção do trato urinário alto, quando o parênquima renal, cálices ou ureteres são acometidos pelo processo infeccioso.

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19 - Aspectos Gerais

SALOMÃO, Reinaldo Grupo Gen PDF Criptografado

Seção

2.4

Infecções e Doenças

Causadas por Parasitos

19

Aspectos Gerais

Marcelo Simão Ferreira

As doen­ças parasitárias são responsáveis por consideráveis morbidade e mortalidade em todo o mundo, e frequentemente apresentam sinais e sintomas inespecíficos.

A Organização Mundial da Saú­de (OMS) estima que pelo menos

1 bilhão de pessoas no planeta (cerca de 1/7 da população mundial) sofra de alguma doen­ça parasitária, hoje consideradas entre as chamadas doen­ças negligenciadas – estima-se que esse número seja maior do que o relatado, par­ticular­mente em certas ­áreas do globo, como a África subsaariana, a Índia e paí­ses do Sudeste Asiá­tico. Algumas dessas enfermidades afetam in­di­ví­duos por toda a vida (esquistossomose, cisticercose), causando alto grau de morbidade e, havendo complicações, mortalidade. Outras são doen­ças agudas (p. ex., malária) que podem ter desfechos fatais, par­ticular­mente em áreas de alta endemicidade e poucos recursos médicos.

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39 - Vírus da Hepatite B

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39

Vírus da Hepatite B

Paulo Roberto Abrão Ferreira

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Introdução

O vírus da hepatite B (VHB) tem genoma formado por DNA de dupla fita, parcialmente sobrepostas. Pertence à família Hepadnaviridae, que se replica através de RNA in­ter­me­diá­rio e, consequentemente, sua polimerase age com transcriptase reversa. Apresenta partícula viral completa com 42 nm de diâ­me­tro e partículas esféricas ou filamentosas de 22 nm. Sua variabilidade genética pode ser representada em 10 genótipos (A-J) de distribuição geográfica significativa, dentre os quais se pode diferenciar mais de 40 subgenótipos. Quatro open reading frames compõem o genoma do VHB. A região presurface-surface codifica as proteí­nas de superfície (HBsAg), proteí­nas estruturais do envelope, fundamentais para a ligação do vírus ao hepatócito, que participam da montagem e liberação do vírion. O gene precore-core codifica a proteí­na estrutural do core (HBcAg), importante para a montagem do capsídio, a regulação da replicação e da montagem do vírion. O antígeno precore não estrutural “e” (HBeAg) tem papel na imunomodulação e no escape do VHB do sistema imune. O gene da polimerase codifica a transcriptase reversa, envolvida na síntese de DNA e na encapsidação do RNA. Finalmente, a região x codifica a proteí­na x, importante para a replicação e com papel oncogênico. O hospedeiro primário do VHB é o ser humano, mas tem-se detectado a proteí­na do envelope, antígeno de superfície do

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45 - Endocardite Infecciosa

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Seção

3.6

Sistema Cardiovascular

45

Endocardite Infecciosa

Luis Fernando Aranha Camargo  Claudio Cirenza

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Introdução

O termo endocardite infecciosa refere-se à infecção na superfície endocárdica no coração. Considera-se também, dentro das endocardites infecciosas, as infecções de shunts arteriovenosos, arterioarteriais, coarctação da aorta, infecções de cabos de marca-passo e de valvas prostéticas. A apresentação clínica varia de acordo com o agente causal, que está relacionado a fatores epidemiológicos específicos.

Dados americanos e ingleses estimam sua ocorrência em torno de

1,7 caso/100.000 in­di­ví­duos por ano. É menos frequente na população pediá­trica, na qual tende a predominar em situações específicas

(cardiopatias congênitas, em próteses após cirurgia cardía­ca). Mais de 50% dos casos ocorrem em pessoas com mais de 50 anos.

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Etiologia

XX

Estreptococos.

É o gênero mais frequentemente encontrado. A maioria é causada pelo grupo viridans (S. mitis, S. salivarius, S. bovis,

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