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15 Ventilação Oscilatória de Alta Frequência

VALIATTI, Jorge Luis dos Santos; AMARAL, José Luiz Gomes; FALCÃO, Luiz Fernando dos Reis Grupo Gen PDF Criptografado

15

Ventilação Oscilatória de Alta Fre­quência

José Roberto Fioretto e Carlos Fernando Ronchi

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História

Embora a ventilação oscilatória de alta fre­quência (VAF) tenha sido introduzida recentemente em unidade de terapia intensiva (UTI) de adultos, este método ventilatório já vem sendo utilizado e extensiva­ mente estudado em UTI neonatal há mais de 20 anos. Em meados da década de 1970, Lunkenheimer et al.1 mostraram sua surpreendente descoberta de que era possível alcançar adequada remoção de gás carbônico (CO2) utilizando um vibrador eletromagnético em fre­ quências respiratórias (FR) tão altas quanto 40 Hz (1 Hz = 60 incur­ sões respiratórias por minuto – irpm). Na década seguinte, uma série de estudos experimentais e em seres humanos saudáveis ajudou a de­ senvolver a VAF como opção de tratamento viá­vel para recém-nasci­ dos com síndrome do desconforto respiratório (SDRA).2

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Suporte ventilatório no paciente gravemente enfermo

A ventilação mecânica (VM) é fator relevante na diminuição da morbidade e mortalidade de pacientes admitidos em UTI. As mo­ dalidades de ventilação mecânica disponíveis melhoram significa­ tivamente a oxigenação e a ventilação pulmonar, no entanto, em algumas situações, há evidências de que a ventilação mecânica con­ vencional (VMC) pode piorar a função pulmonar e contribuir para o desenvolvimento de disfunção múltipla de órgãos na tentativa de garantir troca gasosa normal durante a falência respiratória aguda.

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40 Radiografias na Unidade de Terapia Intensiva

VALIATTI, Jorge Luis dos Santos; AMARAL, José Luiz Gomes; FALCÃO, Luiz Fernando dos Reis Grupo Gen PDF Criptografado

40

Radiografias na Unidade de

Terapia Intensiva

Henrique Manoel Lederman

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Introdução

Pela gravidade de seu quadro, os pacientes internados na unidade de terapia intensiva (UTI) com frequência recebem tubos traqueais, sonda nasogástrica ou nasoenterais, cateteres venosos centrais, drenos torácicos, cateteres de Swan-Ganz, entre outros dispositivos.

Muitos deles encontram-se em ventilação mecânica e é frequente, para seu monitoramento, a realização de radiografias de tórax como rotina diá­ria.

No entanto, essa conduta vem sendo questionada em virtude do baixo valor diagnóstico da radiografia de rotina, sem uma indicação específica.1

A utilização diá­ria de uma radiografia de tórax como medida de rotina e de monitoramento de pacientes críticos, quando comparados àqueles nos quais ela foi obtida apenas por indicações específicas, não se associou a menor mortalidade, a menor duração da internação na UTI e no hospital, nem mesmo redução no número de dias no ventilador.2 A rea­li­zação da radiografia de tórax apenas por motivos específicos possibilita uma redução de cerca de 30% no número de exames em comparação a quando é obtida diariamente, sem comprometimento no padrão de qualidade do tratamento.3

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19 Ventilação Mecânica no Paciente Neurológico

VALIATTI, Jorge Luis dos Santos; AMARAL, José Luiz Gomes; FALCÃO, Luiz Fernando dos Reis Grupo Gen PDF Criptografado

19

Ventilação Mecânica no

Paciente Neurológico

Jorge Luis dos Santos Valiatti e Cristina Prata Amendola

Introdução

A ventilação mecânica (VM) é frequentemente utilizada em pacientes neurológicos, sobretudo quando o nível de consciên­cia está visivelmen­ te comprometido, na presença de insuficiên­cia respiratória associada, ou ainda na incapacidade de proteger as vias respiratórias. A despei­ to dos seus benefícios, é importante assegurar que a VM não produza efeitos deletérios em parâmetros cerebrais básicos, como pressão in­ tracraniana (PIC), pressão de perfusão cerebral (PPC) e fluxo sanguí­ neo cerebral (FSC). A grande dificuldade é que, na vigência de uma agressão cerebral importante, os mecanismos de autorregulação são profundamente afetados, o que torna perfusão e fluxo muito depen­ dentes da hemodinâmica sistêmica. Em pacientes sem patologia pul­ monar ou choque, estes efeitos são mais facilmente controlados do que em situações nas quais existe franca insuficiên­cia respiratória, como na síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). Neste capítulo, serão abordadas as principais interações entre os sistemas respiratório, cardiovascular e neurológico, para, assim, assegurar um manejo venti­ latório racional para pacientes com trauma de craniencefálico (TCE), acidente ­vascular cerebral e coma de um modo geral.

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1 Mecânica Ventilatória

VALIATTI, Jorge Luis dos Santos; AMARAL, José Luiz Gomes; FALCÃO, Luiz Fernando dos Reis Grupo Gen PDF Criptografado

1

Mecânica Ventilatória

Pedro Leme Silva e Patricia Rieken Macedo Rocco

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Introdução

O sistema respiratório é composto pelo pulmão e pela parede torácica. A parede torácica é definida como todas as estruturas que se movem durante o ciclo respiratório, exceto o pulmão. O sistema respiratório é capaz de se expandir e retrair a cada ciclo respiratório, e diversos fatores, como tamanho do pulmão, padrão respiratório, idade, postura e doen­ças respiratórias, podem influenciar tal dinâmica.

Os pulmões e a parede torácica são estruturas elásticas e, por isso, retornam à sua forma original depois da ação de uma determinada força. Assim, para que ocorra a variação do volume pulmonar, é necessária a ação dos ­ músculos respiratórios, como diafragma,

­músculos intercostais paraesternais e escalenos. Os pulmões são revestidos pela pleura visceral e a parede torácica, pela pleura parietal; entre as pleuras visceral e parietal, há fluido similar ao plasma sanguí­neo (20 a 30 ml), que permite que as pleuras deslizem uma sobre a outra. Uma vez compreendida a mecânica respiratória na situação basal, almeja-se o entendimento do impacto da ventilação mecânica (VM) sobre o parênquima pulmonar e as possíveis conse­ quências fisiológicas.

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22 Ventilação Mecânica na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

VALIATTI, Jorge Luis dos Santos; AMARAL, José Luiz Gomes; FALCÃO, Luiz Fernando dos Reis Grupo Gen PDF Criptografado

22

Ventilação Mecânica na Doença

Pulmonar Obstrutiva Crônica

Ricardo Goulart Rodrigues, Fábio Ferreira Amorim e

Marco Antônio Soares Reis

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Introdução

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é evitável e tratável; caracteriza-se por limitação persistente ao fluxo aé­reo, não totalmente reversível, em geral progressiva e associada à resposta inflamatória crônica das vias respiratórias, do parênquima e da circulação pulmonar decorrente da exposição a partículas e gases nocivos, especialmente relacionadas com o tabagismo. Apresenta como sintomas principais tosse, expectoração e/ou dispneia aos esforços. Para confirmação diagnóstica, é necessária a rea­li­zação de espirometria, que deve ser solicitada para todo paciente com sintomas compatíveis com DPOC associados à história de exposição a fatores de risco.1,2

Episódios de exacerbação são eventos que ocorrem no curso natural da doen­ça em uma taxa que varia de 0,5 a 3,5 episódios anuais por paciente.1,2 São caracterizados por piora aguda dos sintomas acima da variação diá­ria habitual, aumentando a necessidade de se usar medicações.1 Esses episódios estão associados a redução da função pulmonar e podem ser graves o suficiente para determinar necessidade de hospitalização.1-4 A maioria das exacerbações agudas é causada por infecções virais ou bacterianas, porém outras condições, como tromboembolismo pulmonar, pneumotórax e insuficiên­cia cardía­ca congestiva, também devem ser descartadas.2-6

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