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Capítulo 7. Decisões no Setor Público

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CAPÍTULO

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Decisões no Setor Público

7.1 DESAFIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NUM

MOMENTO DE MUDANÇA DE PARADIGMAS

Uma reflexão sobre o processo decisório na administração pública brasileira, em um momento de mudança de paradigmas, merece uma breve resenha histórica, no sentido de tornar claras as características do modelo atual.

A primeira tentativa sistemática de modernização da administração pública brasileira aconteceu na década de 1930, através do conhecido esforço do DASP – Departamento de Administração do Serviço Público de promover uma reforma administrativa de abrangência e magnitude significativas. Os fundamentos teóricos e operacionais do modelo apregoavam o fortalecimento do poder central como estratégia para a melhoria dos padrões então vigentes no país e no mundo.

Nas décadas de 1950 a 1970, principalmente durante os governos de

Juscelino Kubitschek e Castelo Branco, pôde-se observar um novo enfoque centrado no direcionamento das estruturas públicas como insumos ao

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Capítulo 1. Aspectos Conceituais da Decisão

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CAPÍTULO

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Aspectos Conceituais da Decisão

Etimologicamente, a palavra decisão

é formada pelo prefixo latino de (com o significado de parar, extrair, interromper) e pela palavra caedere (que significa cindir, cortar).

Tomada ao pé da letra, a palavra decisão significa “parar de cortar” ou “deixar fluir”.

DE (parar de) + CAEDERE (cortar)

DECIDIR = parar de cortar, deixar fluir

Esse sentido de “deixar fluir” explica por que a dificuldade ou a lentidão em decidir é sentida como um gargalo, que obstrui o fluxo das ações.

A indecisão, essa sim, implica estagnação.

A história nos mostra uma preocupação constante do homem com o seu destino, com as possibilidades de moldá-lo ou de exercer controle sobre ele. Desde os primórdios da civilização, o ser humano procurou, em seu contexto sociocultural, referências balizadoras para as suas decisões.

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Capítulo Um

Nas culturas mágicas originárias, o homem procurou estabelecer formas de comunicação com o sobrenatural para imaginar o futuro antes de tomar decisões importantes.

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Capítulo 6. Decisões nas Empresas

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CAPÍTULO

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Decisões nas Empresas

6.1 CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA ADMINISTRATIVA

AO ESTUDO DO PROCESSO DECISÓRIO

A teoria administrativa é uma ciência nova, que surgiu no início do século XX, em decorrência das dramáticas mudanças na estrutura social do trabalho causadas pela Revolução Industrial. Sua primeira abordagem foi chamada de Escola Clássica ou Racional (1910 a 1950), e, nela, poucos temas foram tratados de maneira tão fragmentada e unilateral como o processo decisório.

Embora o século XX tenha despontado sob o influxo de transformações sociais muito profundas, o impacto que elas causaram no ambiente foi relativamente pequeno, já que não havia uma rede de comunicações tão generalizada como agora. O ambiente era estável, as coisas demoravam a acontecer. A valorização da racionalidade conferia à metodologia científica um tom de respeito nunca visto antes. A ciência em geral e a teoria administrativa em particular eram consideradas isentas e neutras, e ostentavam uma indiferença sistemática ao que ocorria no ambiente externo.

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Capítulo 8. Decisões nas Instituições

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CAPÍTULO

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Decisões nas Instituições1

8.1 A DIFERENÇA ENTRE ORGANIZAÇÃO E

INSTITUIÇÃO

Há uma diferença fundamental entre as organizações criadas com o fim específico de otimizar os meios para cumprir uma tarefa ou realizar objetivos, chamadas organizações instrumentais, e os sistemas organizacionais que encarnam padrões sociais relevantes para a sociedade, chamadas de organizações institucionalizadas, ou simplesmente instituições. A maioria das empresas enquadra-se no primeiro grupo, enquanto as grandes corporações, os órgãos públicos, hospitais e universidades geralmente fazem parte do segundo.

As decisões nas organizações instrumentais são consideradas bemsucedidas quando contribuem para o alcance dos objetivos. São voltadas para a divisão racional e econômica do trabalho e a fluência das estruturas, como forma de incremento à produtividade e ao controle.

As organizações instrumentais são instrumentos perecíveis e descartáveis, válidas enquanto úteis. Nelas, os relacionamentos são impessoais

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Capítulo 4. Paradoxos e Decisões

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CAPÍTULO

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Paradoxos e Decisões

4.1 DECIDINDO ATRAVÉS DOS PARADOXOS

Observadas à luz da história, as decisões revelam a essência do comportamento humano no mundo, com suas tradições, seus feitos, suas práticas, suas crenças, sua cultura e seus paradoxos.

Paradoxo é uma situação com alternativas múltiplas e conseqüências opostas. Todo paradoxo envolve uma contradição e, muitas vezes, confunde o decisor e o induz a resultados errôneos, a conseqüências indesejáveis ou arriscadas, a partir de alternativas corretas ou premissas coerentes.

Em uma sociedade paradoxal como a nossa, não existem decisões simples e receitas infalíveis, porque:

“Há um paradoxo no âmago de todas as coisas, e o desafio do futuro é achar um caminho através dos paradoxos, já que eles não podem ser resolvidos, mas apenas controlados (...) Quanto mais turbulenta a época, mais complexos são o mundo e os seus paradoxos.

A turbulência está associada à Teoria do Caos. Segundo essa teoria, a turbulência é um prelúdio necessário à criatividade e a alguma nova ordem. Portanto, podemos e devemos reduzir a severidade de algumas contradições, minimizar as inconsistências e entender os

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