41 capítulos
Medium 9788527718998

12 Bloqueio Neuromuscular

LEVINE, Wilton C. (ed.) Grupo Gen PDF Criptografado

12

Bloqueio Neuromuscular

Oleg V. Evgenov e Peter F. Dunn

O principal efeito farmacológico dos bloqueadores neuro­muscula­res (BNM) é interromper a trans­ missão sináptica de sinais na junção neuro­muscular (JNM) mediante interação com o receptor nicotínico da acetilcolina (AChR).

I. JUNÇÃO NEUROMUSCULAR

A. A JNM (Figura 12.1) é uma sinapse quí­mica localizada no sistema nervoso periférico. É constituí­ da pela terminação pré-sináptica neuronal, na qual a acetilcolina (ACh) é armazenada em organe­ las especializadas conhecidas como ve­sículas sinápticas, e pela célula ­muscular pós-sináptica

(placa terminal motora), que tem alta densidade de AChR (até 10.000/µm2 na sinapse).

Axônio do nervo

Bainha de mielina

Vesículas com ACh

Mitocôndrias

Fenda sináptica

Zona ativa

Membrana muscular

ACh esterase

Receptores de ACh

Mitocôndrias

Miofibrilas

FIGURA 12.1 A junção neuro­muscular.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527718998

13 Avaliação e Controle das Vias Respiratórias

LEVINE, Wilton C. (ed.) Grupo Gen PDF Criptografado

13

Avaliação e Controle das

Vias Respiratórias

Cosmin Gauran e Peter F. Dunn

I. ANATOMIA APLICADA

A. A faringe é dividida em nasofaringe, orofaringe e laringofaringe.

1. A nasofaringe é constituí­da pelas vias nasais, aí incluí­dos septo, conchas nasais e adenoides.

2. A orofaringe consiste na cavidade oral, incluí­dos os dentes e a língua.

3. A epiglote divide a laringofaringe em laringe (que leva à traqueia) e hipofaringe (que leva ao esôfago).

B. Laringe

1. A laringe, localizada no nível da quarta à sexta vértebra cervical, origina-se no ádito da laringe e termina na borda inferior da cartilagem cricói­dea. É constituí­da por nove cartilagens, três ímpares (tireóidea, cricói­dea e epiglótica) e três pares (corniculadas, cuneiformes e aritenói­deas); ligamentos e ­músculos.

2. A cartilagem cricói­dea (C5-6), localizada logo inferior à cartilagem tireóidea, é o único anel completo de cartilagem na árvore respiratória.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527718998

17 Anestesia Regional

LEVINE, Wilton C. (ed.) Grupo Gen PDF Criptografado

17

Anestesia Regional

Keith Fragoza e Lisa Warren

I. CONSIDERAÇÕES GERAIS

A. O bloqueio de nervos periféricos pode ser um excelente acréscimo ou opção à anestesia ge-

B.

C.

D.

E.

ral em muitos procedimentos cirúrgicos, sem grande perturbação da função autônoma. O bloqueio regional proporciona condições ­ideais de cirurgia e, ao mesmo tempo, analgesia pós-operatória prolongada. A segurança e a satisfação do paciente, bem como a recupe­ ração inicial mais rápida, são alguns benefícios da anestesia regional.

A avaliação pré-operatória, o preparo do paciente e o grau de monitoramento são os mesmos da anestesia geral. Os pacientes devem seguir as diretrizes de jejum (dieta zero) sempre que possível, e não se deve optar pela anestesia regional apenas para evitar complicações decorrentes de estômago cheio ou via respiratória difícil. É preciso documentar o exame neurológico inicial e eventuais distúrbios preexistentes antes de iniciar o bloqueio.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527718998

27 Anestesia em Pacientes Idosos

LEVINE, Wilton C. (ed.) Grupo Gen PDF Criptografado

27

Anestesia em Pacientes Idosos

Zhongcong Xie e Christine Finer

I. ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS ASSOCIADAS AO ENVELHECIMENTO

A. Cardiovasculares

1. As artérias enrijecem com a idade, levando à propagação e reflexão mais rápidas da onda

2.

3.

4.

5.

6.

de pressão de pulso. A onda refletida aumenta a pressão na raiz aó­rtica. Com o avanço da idade, a energia refletida chega cada vez mais cedo no ciclo cardía­co, deslocando-se do início da diá­stole para o fim da sístole. Assim, o envelhecimento diminui a pressão diastólica e aumenta a pressão sistólica (e a pressão de pulso), além de ocasionar espessamento ven­tricu­lar e ejeção prolongada.

O relaxamento miocárdico mais lento e a hipertrofia ven­tricu­lar ocasionam enchimento diastólico tardio e disfunção diastólica. A contração atrial é importante para manter o enchimento tardio.

A diminuição da capacitância venosa reduz o “volume de reserva ­vascular” disponível para compensar hemorragias.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527718998

26 Anestesia para Cirurgia Urológica

LEVINE, Wilton C. (ed.) Grupo Gen PDF Criptografado

26

Anestesia para Cirurgia Urológica

Kris C. Lukauskis e William R. Kimball

I. ANESTESIA PARA PROCEDIMENTOS UROLÓGICOS ESPECÍFICOS

A. A cistoscopia e a ureteroscopia são usadas no diagnóstico e tratamento de lesões das vias

urinárias inferiores (uretra, próstata e bexiga) e superiores (ureter e rim).

1. Usam-se líquidos de irrigação aquecidos para melhorar a ­visua­lização e remover sangue,

tecido e fragmentos de cálculos. a. As soluções eletrolíticas (soro fisiológico e Ringer-lactato) são isotônicas e não causam hemólise com a absorção intravascular. Em virtude da ionização, não são seguras em procedimentos com uso de eletrocautério. b. A água destilada estéril tem visibilidade ótima e não conduz eletricidade. No entanto, a absorção intravascular causa hemólise, hiponatremia e hiposmolalidade. c. As soluções não eletrolíticas de glicina, sorbitol e manitol proporcionam boa visibilidade e não conduzem eletricidade. A solução quase isotônica minimiza a hemólise, embora a absorção de grande volume possa causar hiponatremia (sem hiposmolalidade significativa).

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos