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63 - Abuso e Dependência de Substâncias na Visão Sistêmica | Contribuições das Escolas Modernas e Pós-Modernas

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF Criptografado

63

Abuso e Dependência de

Substâncias na Visão

Sistêmica | Contribuições das Escolas Modernas e

Pós-Modernas

Roberta Payá

Introdução

A dependência do ál­cool e de substâncias ilícitas afeta diretamente o relacionamento entre os membros de uma família ou de um casal, e, para o entendimento sistêmico, as condições desses relacionamentos afetam o quadro do abuso e/ou da dependência de alguma substância.

Nesses sistemas, percebe-se que, geralmente, existe uma relação pouco saudável entre o membro que é usuá­rio e o resto da família, o que causa danos a ele e a outras pessoas. A família, que procura ajudar, acaba corroborando para o agravamento do quadro, por conta de sua própria dinâmica. Essa relação revela-se, então, parasitária, um lado se alimentando dos esforços emocionais do outro. Essa relação pode se prolongar por anos, a ponto de ser considerada “normal” por aqueles que a vivem.1

Na prática clínica, pessoas que apresentam diferentes tipos e graus de problemas com ál­cool ou drogas são encaminhadas para tratamento e terapias. A inclusão da família no tratamento de dependentes quí­micos tem sido consideravelmente estudada, e a literatura tem concluí­do que famílias que realizam terapia familiar e de casal obtêm melhores resultados que famílias que não são incluí­das no tratamento.2,3 Embora não exista uma única proposta de tratamento a ser utilizado, o modelo sistêmico familiar, que ganhou importância de 1970 até 1980, recebeu destaque por dois fatores importantes:4,5

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65 - Transtornos Alimentares | Uma Abordagem Sistêmica

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF Criptografado

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Transtornos Alimentares |

Uma Abordagem Sistêmica

Rosa Maria Macedo

Introdução

As profundas e céleres transformações que vêm ocorrendo no mundo nas últimas décadas podem ser percebidas em todos os setores da organização social, em todas as dimensões da vida das pessoas, em termos de valores, crenças, padrões de comportamento, hábitos e costumes, na produção de conhecimento e no progresso tecnológico.

Na ­área da saú­de, ficamos surpresos com a rapidez com que novos transtornos são diagnosticados, novos remédios são produzidos, novos tratamentos são criados e novas explicações produzem mudanças na compreensão das doen­ças.

Um aspecto importante dessas transformações é a concepção de saú­de e doen­ça do ponto de vista sistêmico, segundo a qual a vida humana

é um tecido sem emendas, feito de fios biológicos, psicológicos, sociais e culturais. As pessoas são corpos e mentes, sentimentos, padrões de interação e sistemas de crenças construí­dos no seio da família, na sociedade a que pertencem, de acordo com a cultura que as caracteriza.1

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67 - Sexualidade na Visão Sistêmica

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67

Sexualidade na

Visão Sistêmica

Ana Cristina Canosa Gonçalves

Introdução

A sexualidade vem sendo cada vez mais estudada no Brasil de maneira multidisciplinar, por estar presente em cada indivíduo em suas várias dimensões: naquilo que lhe faz corpo biológico

(nascer macho, fêmea ou intersexo); no que lhe compete reconhecer-se como homem ou mulher

(identidade de gênero: sentir-se homem ou mulher); na sua interação com o meio sociocultural

(papel de gênero: feminino e masculi­no); e no desenvolvimento da orientação sexual (desejo sexual: hétero, homo ou bissexual). Como, até o final do s­ éculo 20, a sexualidade dita “normal” era aquela expressa pelo casal adulto jovem, comprometido em matrimônio, com pretensão de procriação, heterossexual e monogâmico, para muitos ainda soa um tanto absurdo referir-se atualmente à existência de “onze  sexos” (ou mais), como sugere Ronaldo Pamplona da Costa.1 A

“ordem” estabelecida para mulheres seria nascer fêmea, sentir-se mulher, ser feminina como os padrões sociais exigem e ter desejo por homens.

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54 - Transtorno Alimentar | Obesidade na Visão Bioenergética

PAYÁ, Roberta Grupo Gen PDF Criptografado

54

Transtorno Alimentar |

Obesidade na Visão

Bioenergética

Álvaro Soares Pinto Fernandes

Introdução

Venho acompanhando pacientes obesos ao longo dos últimos 25 anos como analista bioenergético. No início da década de 2010, desenvolvi um trabalho experimental de acompanhamento in­di­vi­dual e em grupo com in­di­ví­duos obesos, juntamente com a nutricionista Regina Sarmento, no Rio de Janeiro. Atualmente, no âmbito da clínica da Sociedade Brasileira de Análise Bioenergética de São Paulo (SOBAB-SP), vem sendo desenvolvido o Projeto Obesidade, com a proposta de aprofundar os estudos sobre o tema e de montar grupos de apoio a obesos em busca de um emagrecimento consciente e mais consistente. O trabalho que segue é fruto da experiência adquirida ao longo desses anos.

Obesidade

A população mundial está ficando obesa. A Organização Mundial da Saú­de (OMS) estima em mais de 700 milhões o número de obesos, e os dados indicam uma curva de crescimento vertiginosa.

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25 - Fenomenologia e Psicanálise | A Contribuição de Binswanger

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25

Fenomenologia e

Psicanálise | A Contribuição de Binswanger

Nelson Ernesto Coelho Junior

Introdução

Herdeiro de uma longa tradição em psiquiatria, o suí­ço Ludwig Binswanger (1881-1966), criador da Daseinsanalyse (termo que pode ser traduzido como “analítica existencial”), foi o principal elo entre a filosofia fenomenológica e a Psicanálise freudiana no ­século 20. Ao longo de sua vida, embora tenha se dedicado fundamentalmente à clínica psiquiá­trica, Binswanger sempre recorreu às concepções filosóficas para ampliar o escopo de suas formulações clínicas e teó­ricas. Buscou na filosofia os fundamentos para uma antropologia existencial que possibilitasse a criação de uma nova ciên­cia psiquiá­trica. Ao lado de sua paixão pela filosofia, Binswanger manteve um grande fascínio pela obra de Freud. Assim, paradoxalmente, mesmo tendo desenvolvido concepções bastante originais sobre o trabalho psicoterapêutico, sempre se considerou um psicanalista.

Binswanger iniciou seus estudos de medicina em Lausanne, para depois continuá-los na

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