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7.5 Formulação do modelo de ética corporativa

MATTOS, Francisco Editora Saraiva PDF Criptografado

CAPÍTULO 7

Modelo de gestão da ética

7.5 Formulação do modelo de ética corporativa

Renovação contínua, liderança, cultura corporativa, estratégia.

Processo:

Em nossa experiência de consultoria, temos desenvolvido o esforço coletivo na construção do modelo de gestão da ética corporativa em uma sequência inte‑ rativa com as lideranças, em todos os níveis, sintetizada abaixo.

Etapas:

1 Diagnose da situação empresarial a

Entrevistas qualitativas, individuais e coletivas, com amostras dos públicos internos.

2a Avaliação situacional preliminar

Reunião de análise com a presidência e diretoria.

3a Rodada de reflexão estratégica

Encontro com a direção, enfocando, a partir dos valores e da filosofia de gestão, dois fatores essenciais: a visão diagnóstica e a visão estratégica em busca de con‑ senso sobre linhas de ação prioritárias para consolidação da ética corporativa.

Distribuição prévia aos participantes para reflexão do texto: “Por que fracassam as organizações? Como obtêm sucesso? Em que consiste a ética corporativa?”.

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6.4 Desafio da mudança

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ÉTICA NA GESTÃO EMPRESARIAL

Tem!

Sem alma não há vida!

Mas, eu vi a alma lá no porão, no inconsciente da empresa,

à espera da luz vivificadora, que irá renovar: pessoas, mercado, tecnologia, organização, produtos e serviços, informação e conhecimento, missão, responsabilidade social.

Essa luz, que está no coração do homem, precisa ser resgatada, fortalecida, ampliada e convertida em consciência humana.

É aí que reside a alma da empresa.

Colossos empresariais ruíram, ao longo da história, simplesmente porque foram incapazes de tomarem consciência de que possuíam uma alma, a ser pre‑ servada e desenvolvida.

6.4 Desafio da mudança

A mudança inquieta, mas não há alternativa: ou a aceitamos como um desafio na‑ tural ao desenvolvimento, ou optamos pela estagnação.

As transformações assustam os despreparados, que veem na mudança deses‑ tabilidade e ameaça. A estratégia, portanto, é demonstrar os benefícios do novo e as vantagens decorrentes de sua aplicação.

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8.3 Recomendações para a comissão de redação

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CAPÍTULO 8

Código de ética ou ética codificada?

.. dimensão preventiva – traduz as diretrizes éticas na linha educativa, como prevenção às situações críticas;

.. dimensão corretiva – compõe as diretrizes éticas na linha educativo­

‑diagnóstica de problemas detectados e na orientação e assistência para suas correções;

.. dimensão educativo­‑saneadora – visa, com rigor, preservar a qualidade e excelência, propondo punições exemplares.

Ele deve, com objetividade e clareza, orientar o que é recomendável e o que é inaceitável no exercício das atividades profissionais e na conduta como cidadão.

Reforçamos a confiança e a convicção de que o código de ética deve ser ela‑ borado por vários cérebros, representativos dos diferentes segmentos que com‑ põem a organização. Normalmente, os critérios de escolha variam desde a indicação por parte dos diretores até as escolhas resultantes de workshops preparatórios sobre cultura ética. Nossa experiência valida a segunda alternativa, por sua maior autenticidade na aceitação dos indicados. O ato seguinte é a constituição da co‑ missão de redação.

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9.1 Sínteses – dimensões da ética

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Sínteses e aforismos para reflexões e debates

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9.1 Sínteses – dimensões da ética

9.1.1 Dimensões da ética – O que é?

Pensar a ética como imprescindível à vida.

Ética é a ciência do bem e a arte de conviver.

9.1.2 Dimensão conceitual da ética

Vida, viver, conviver.

.. Vida é ida – significa movimento direcionado. Quem vai tem o propósito de atingir um objetivo que em essência é mutante. Tudo está em renovação.

.. Viver é vi – considerar a experiência passada – e ver – perceber as transfor‑ mações e sentir a vida que se renova.

.. Conviver é viver em comunhão – ser uma equipe, compartilhar uma visão, uma missão, um foco, ter sinergia –, pois o individualismo pode ensejar cele‑ bridades, mas não gera solidariedade e pode ser autodestrutivo.

9.1.3 Dimensão estrutural da ética

Conscientização, motivação, competência.

.. Conscientização – sentir necessidade de ser ético.

.. Motivação – querer ser ético.

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6.6 Ética e educação: liderança e competêncianas organizações educacionais

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ÉTICA NA GESTÃO EMPRESARIAL

6.6 Ética e educação: liderança e competência nas organizações educacionais

Ao focar a ética, é impossível dissociá­‑la da educação e da qualidade da escola, como formadora de lideranças éticas.

Ao examinar a escola, especificamente do prisma da educação, é imprescin‑ dível destacar algumas diretrizes básicas, apresentadas a seguir.

6.6.1 A escola é um centro de educação. O ensino é um meio; um recurso educacional

É comum a distorção em querer identificar educação com escolaridade e ensino, em uma linha formal, racional e mecanicista em que alfabetizar, instruir e profis‑ sionalizar tornam­‑se mais relevantes que incorporar valores.

6.6.2 A escola que pensa formar, deforma. Seu conceito

é dinâmico e não estático

A função da escola é desenvolver o potencial de liderança que existe em todo ser humano. Não cabe à escola ser uma forma, mas uma alavanca. Para tanto, a escola deve tornar­‑se uma comunidade vivencial de aprendizagem e liderança, explici‑ tando o conceito de que ser líder é ser líder de líderes – todos têm condições de exercer influência na construção do bem coletivo – dirigentes, professores, orien‑ tadores, auxiliares, alunos. A integração sistêmica desses personagens no contex‑ to pedagógico­‑organizacional é relevante à sinergia e aos resultados.

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3.4 A ética à procura de um modelode administração renovador

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CAPÍTULO 3

Ética e estratégia organizacionais

3.4 A ética à procura de um modelo de administração renovador

É possível viver o novo em uma sociedade em transformação acelerada, com con‑ cepções e modelos do passado? Não, mas essa ainda é a tônica. Daí os insucessos frequentes e as manifestações de quebra dos valores éticos.

A previsibilidade não é mais um dado confiável diante de mutações rápidas e radicais. Paradigmas tornam­‑se obsoletos sem que se perceba, pela falta de hábito de pensar estrategicamente, que tem se constituído no grande fator de insucesso empresarial. Somos contemporâneos do futuro e continuamos a raciocinar com os velhos modelos, com atitudes reativas, centradas no curto prazo.

Como a empresa responde às novas exigências diante de cenários extrema‑ mente mutáveis? Ao fugir a este questionamento essencial, praticando táticas reativas e buscando exclusivamente o lucro, o empresário realiza um negócio efê‑ mero, não uma empresa que se perpetua.

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2.3 Ética da ética

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CAPÍTULO 2

Negligência ética

O QUE FAZER?

Em uma crise, é importante não abrir mão de quatro princípios básicos: integração, profissionalização, valorização humana e comunicação. Esses princípios precisam se expressar em um modelo de gestão competente, construído com participação coletiva, em uma dimensão ética.

É fundamental considerar, por meio de ações concretas, que a crise tem de ser administrada com competência, caso contrário a principal vítima será a ética, e a consequência imediata, a corrupção.

Um modelo de gestão competente pressupõe cultura corporativa renovada, liderança integrada e estratégia consensual.

2.3 Ética da ética

2.3.1 Podemos falar de uma ética sem ética?

Rigorosamente, é um contrassenso falar de uma ética sem ética, mas defrontamo­

‑nos hoje com uma “meia­‑ética” que, como a meia­‑verdade, significa uma mentira inteira, como dizia Platão. E o que é, afinal, essa meia­‑ética?

A “meia­‑ética” está identificada com o esforço equívoco do que podería‑ mos denominar “marketing da ética” – é mais importante parecer ético do que ser ético.

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1.4 Ética do amor: o caminho para a transformação

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CAPÍTULO 1

Predisposição ética

está sendo remunerado à altura; o sentimento de que está sendo explorado tende a permanecer. O que motiva as pessoas é saber que estão comprometidas com um projeto de vida. O que engaja vontades e inteligências são valores, sentimentos, ideias e ideais. Preservados estes valores, o ganho financeiro faz sentido como es‑ tímulo positivo.

Não é mais a “compensação à vampirização” a que as pessoas se sujeitam, na percepção distorcida do trabalho como “meio de morte”, compelidas a empenhar saúde e alma na conquista da remuneração. A materialidade dessa constatação é

frequentemente camuflada pela teatralidade das mordomias e dos altos ganhos como amortecedores da consciência.

“Certa vez, assisti a um empresário afirmar para um alto executivo: ‘Você, aqui, vai ga‑ nhar muito dinheiro, mas terá de deixar seu sangue’. Pensei: ‘E sua alma, também!’.”

1.4 Ética do amor: o caminho para a transformação

As motivações humanas são orientadas por dois sentimentos fortes: o amor e o ódio.

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4.1 A ética e as leis da incompetência

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Ética da competência

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A ÉTICA da competência é fundamental. Sem ela não se constroem organizações só‑ lidas. Todavia, a ineficiência e a ineficácia possuem suas leis – e com muitos adeptos.

4.1 A ética e as leis da incompetência

Há muitos insucessos organizacionais que, normalmente, estão relacionados

às leis da incompetência, pois tratam-se de organizações que trabalham baseadas nas aparentes verdades enunciadas por esses preceitos.

São leis não escritas, mas, talvez por isso mesmo, catastroficamente eficien‑ tes. Os executivos dominados por elas tornam­‑se seus seguidores e defensores entusiásticos, em um entorpecimento administrativo que os priva de percepção e sentido de objetividade. A submissão passiva a preceitos, sem reflexão, leva ao comodismo e a atitudes sedentárias e egocêntricas, o que irá comprometer seria‑ mente o comportamento ético.

Em trabalhos de consultoria empresarial é comum identificar autênticas leis de incompetência, que redundam em distorções éticas. As principais estão apre‑ sentadas nos subtópicos a seguir.

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6.1 Ética aplicada

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Consciência ética

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A ÉTICA não é um programa da empresa, ela é a vida da empresa. É um bem exis‑ tencial sem o qual prevalece o princípio da desagregação e da violência.

6.1 Ética aplicada

Nossa prática da ética nas organizações – como manifestação da cultura ética, em for‑ mação – vem se caracterizando por iniciativas concretas, dentre as quais destacamos:

.. filosofia empresarial – por meio da clara conceituação de missão, princí‑ pios e orientações;

.. comitê de ética – criação de grupo para definir e avaliar políticas e estraté‑ gias – formulação de diretrizes éticas;

.. credos – divulgação das crenças institucionais – perfil e padrões – para fun‑ cionários e clientes;

.. diretrizes éticas – coletânea de preceitos sobre comportamentos esperados – como temos afirmado preferimos “diretrizes éticas” a “códigos”.

.. ombudsman – ouvidores colocados ao alcance dos clientes para atender a suas reclamações;

.. auditorias éticas – avaliações periódicas sobre condutas empresariais;

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6.2 Responsabilidade social/voluntariado

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ÉTICA NA GESTÃO EMPRESARIAL

Tais indicadores negativos mostram a importância vital de as empresas in‑ vestirem em seu conceito público, por meio de manifestações concretas de res‑ ponsabilidade social.

6.2 Responsabilidade social/voluntariado

A responsabilidade social é uma exigência básica para a atitude e para o compor‑ tamento ético, por meio de práticas que demonstrem que a empresa possui uma alma, cuja preservação implica solidariedade e compromisso social.

A imagem institucional é um bem que significa a aceitação pública da atua‑

ção da empresa e de suas propostas. São seus ativos intangíveis, a força que ga‑ rante sua perpetuidade. Uma das linhas de ação empresariais mais significativas, nesse sentido, vem sendo o voluntariado, ou seja, a disposição dos empregados em praticar ações solidárias de assistência. Vem crescendo o apoio efetivo das empresas ao engajamento de suas equipes em projetos e obras sociais. Isso é ex‑ celente, mas requer organização para que não se percam esforços e motivações.

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2.4 Ser ético

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ÉTICA NA GESTÃO EMPRESARIAL

A ética significa:

.. não ao individualismo e a seus subprodutos – egocentrismo e corporativismo;

.. não ao autoritarismo e suas subdivisões em ilhas de poder – arquipélago organizacional;

.. não ao totalitarismo político, com a centralização do poder;

.. não ao totalitarismo organizacional, com o comportamento burocrático;

.. não ao totalitarismo emocional, com o paternalismo.

Ética é vida. Sem princípios éticos, é inviável a organização social. Ética empresarial é a alma do negócio. É o que garante o conceito público e a perpetui‑ dade da empresa.

2.4 Ser ético

2.4.1 Comportamento e situações críticas

A cultura organizacional, os valores que presidem e orientam as relações sociais, as verdades comuns e o bem­‑estar decorrente do espírito de solidariedade criam condições para que a consciência ética seja tão natural quanto respirar. Não há o que discutir; o comportamento ético é condição essencial.

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8.1 Introdução ao conceito de código de ética

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Código de ética ou

ética codificada?

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A CONSTRUÇÃO coletiva como expressão de autenticidade e compromisso com princípios, valores, atitudes e comportamentos.

8.1 Introdução ao conceito de código de ética

“Um empresário encomendou­‑me a elaboração de um código de ética e eu ponderei:

‘Posso entregá­‑lo em uma semana e você, com mais competência corporativa, pode formulá­‑lo em menos tempo, mas certamente nem um nem outro será a expressão de uma ética codificada’.”

Ética codificada significa quadro referencial da cultura ética; conscientização de princípios e valores que marcam a identidade institucional e orientam a con‑ duta honesta e cidadã nos relacionamentos. Consideramos o código de ética au‑ têntico quando é reflexo da ética codificada que nasce de uma construção coletiva e é revigorado e validado por reflexões periódicas e permanentes.

Como todo instrumento de gestão educativa, o código de ética está em contínua renovação, como reforço de aprendizagem na arte de conviver, trabalhar o consenso, os pontos de convergência e a capacidade de foco, importantes elementos do meio corporativo.

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7.2 Educação ética na empresa

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CAPÍTULO 7

Modelo de gestão da ética

7.2 Educação ética na empresa

De nada adianta o marketing se o essencial não for preservado. O primeiro passo

é desenvolver a cultura ética, ou seja, desenvolver a consciência ética, a liderança

ética, o comportamento ético e a realização ética.

Já enfatizamos que a ética não se define por um código, não se trata de nor‑ mas formais e coercitivas, não é um túmulo de ideias, mas significa educar a cons‑ ciência para a liberdade responsável, o relacionamento harmonioso, realizações compartilhadas e bem-sucedidas.

É a ética que faz a diferença positiva na vida, no trabalho e nos negócios.

Nosso modelo estratégico para desenvolver a ética nas organizações com‑ preende, como linha fundamental de ação, a explicitação e a renovação contínua da cultura ética.

7.2.1 Cultura ética renovada

A cultura corporativa é fator de sucesso ou causa de fracasso das empresas? Esse

é um questionamento básico.

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3.5 Competência – imprescindível à ética

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CAPÍTULO 3

Ética e estratégia organizacionais

.. Como garantir a qualidade do trabalho, de vida e a excelência empresarial?

.. Como prevenir crises de sobrevivência, de expansão e garantir a perpetuida‑ de empresarial?

.. A ética dá lucros? E a transcendência?

.. Como realizar a espiritualidade na empresa?

3.5 Competência – imprescindível à ética

Princípio teórico sem possibilidade de ser vivido inspira, sugere, mas esvazia­‑se no tempo; logo ninguém mais percebe sua existência. É uma linda estátua sem alma.

A essência são os valores. A competência significa a liderança e a estratégia, que as transforma em cultura ética. É o meio social enriquecedor que valida e dinamiza comportamentos éticos. A competência define­‑se pelo conhecimento – informações relevantes – que se traduz em sabedoria – capacidade de aplicá­‑lo à realidade objetiva.

Nada valem a informação e o conhecimento sem a sabedoria, que está muito além da simples habilidade de aplicar. A plenitude do saber compreende colocar­

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