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Prefácio e agradecimentos

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Prefácio e agradecimentos

ESTE LIVRO TEVE UMA

longa gestação, que abrangeu minha pesquisa de mídia

digital de quase uma década na universidade, bem como ideias que colhi em vários projetos de digitalização em que trabalhei antes disso, dos quais o pri‑ meiro começou há quase 15 anos! Esse conhecimento tornou­‑se mais estrutu‑ rado em minha mente nos dois últimos anos, quando lecionei um módulo de final de ano denominado O novo mundo da mídia em um curso universitário na Universidade de Nottingham, campus de Ningbo (UNNC), na China. Desen‑ volvido originalmente com Rena Bivens para a primeira turma de formandos da Universidade em 2007­‑2008, esse módulo também é ensinado em conjunto ou isoladamente por Ned Rossiter e Stephen Quinn. Ser o único coordenador do módulo desde fevereiro de 2012 me permitiu desenvolver os temas tal como estarão disponíveis daqui em diante, para os que quiserem conhecê­‑los por meio desta leitura. Embora o conteúdo apresentado neste livro seja exclusiva‑ mente meu, as contribuições dos professores já mencionados, bem como de todos os estudantes a quem eu tive o prazer de lecionar o módulo, sem dúvida proporcionaram maior clareza ao meu pensamento sobre essas questões com‑ plexas. Gostaria de agradecer também a Chris Penfold e Felicity Plester, da

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C A P Í T U L O 9 - O uso da mídia digital no mundo em desenvolvimento

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CAPÍTULO 9

O uso da mídia digital no mundo em desenvolvimento

Introdução

A M A I O R PA R T E D O

conteúdo deste livro refere­‑se ao mundo anglófono, no

qual o autor foi educado e trabalha.1 Nesse sentido, o livro é semelhante à maioria dos estudos da mídia digital, especialmente monografias, mas seria profundamente problemática a omissão de uma discussão mais séria em rela‑

ção a quantos dos conceitos trabalhados nestas páginas poderiam ser aplica‑ dos fora do mundo anglófono, especialmente em países em desenvolvimento.

De fato, tal discussão é útil, não somente para identificar alguns dos usos in‑ teressantes da mídia digital em diferentes partes do mundo, mas também para acrescentar importantes advertências em relação a declarações de que podemos inventar tecnologias e conceitos no mundo desenvolvido e simples‑ mente aplicá­‑los incondicionalmente em outros lugares; como este capítulo passará a demonstrar, há também exemplos de ideias e inovações que correm na direção inversa. O espaço não permite uma discussão do desenvolvimento e do uso da mídia digital em todas as partes do mundo em desenvolvimento.

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C A P Í T U L O 5 - A economia digital e a crise econômica global

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CAPÍTULO 5

A economia digital e a crise econômica global

Introdução

EMBORA O CAPÍTULO ANTERIOR

inclua certa dose de crítica, principalmente

por ter se valido da obra de David Harvey sobre a economia pós­‑moderna, sua intenção global era apresentar os argumentos mais fortes em favor da eficácia da economia digital. A fim de manter certo equilíbrio, este capítulo apresenta uma investigação crítica sustentada e muito mais abrangente sobre o funcionamento da economia digital. O parágrafo final do capítulo anterior traz à mente o seguinte diálogo, que teve lugar após a introdução de uma máquina para automatizar as tarefas em uma linha de montagem de automóveis mais de 60 anos atrás: em 1955, durante uma aparição muito anunciada na fábrica de motores da

General Motors de Cleveland [EUA], na qual a máquina havia sido recente‑ mente instalada, comenta­‑se que o então diretor­‑executivo da GM, Charles E.

Wilson, visualizando uma fábrica totalmente automática, perguntou a Walter

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C A P Í T U L O 1 - Do público ao privado: adigitalização do conhecimento

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CAPÍTULO 1

Do público ao privado: a digitalização do conhecimento

Introdução

D E P E N D E N D O DA P E R S P E C T I VA A D O TA DA ,

a mídia digital pode ser vista como

uma ameaça para destruir ou revolucionar práticas acadêmicas existentes há milênios. A maneira pela qual procuramos informação on­‑line como um meio de nos ajudar a construir conhecimento difere significativamente de métodos acadêmicos comprovados e confiáveis. Isso não seria significativo se não usás‑ semos tanto a internet para esse propósito específico. Porém, como delineare‑ mos com mais detalhes neste capítulo, mesmo aqueles que, como nós, se dedicam à pesquisa acadêmica, estão recorrendo cada vez mais à internet. Por essa razão, precisamos entender de que forma procuramos informações on­‑line e até que ponto nossas práticas on­‑line nos ajudam ou nos atrapalham em nossa busca de conhecimento.

Formas tradicionais de criação de conhecimento são baseadas em estrutu‑ ras e processos projetados para conduzir o leitor cuidadosamente ao longo do caminho da coleta de informações brutas até a construção da compreensão.

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C A P Í T U L O 8 - Vigilância: o papel dos bancos de dados na sociedade contemporânea

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CAPÍTULO 8

Vigilância: o papel dos bancos de dados na sociedade contemporânea

Introdução

Q UA L Q U E R Q U E S E JA O

modo como usamos a mídia digital, há uma questão de

que nunca realmente esquecemos, ainda que, na prática, ela opere principalmen‑ te à distância do nosso olhar. Essa questão é a vigilância. Em geral, não gostamos de ser observados por estranhos e nos sentimos inquietos com os rotineiros re‑ gistros de nossas atividades on­‑line. Todavia, como nos sentimos imensamente impotentes para nos protegermos contra as cada vez mais sofisticadas e ubíquas tecnologias de vigilância, isso é algo que tentamos relegar ao recôndito de nossas mentes − e que lá permanecerá, a menos que sejamos vítimas de um e­‑mail equi‑ vocado ou de uma fotografia constrangedora que se tornou viral. Todavia, esse senso latente de inquietude em relação a ser vigiado frequentemente ganha vida quando o governo tenta editar leis que invadem cada vez mais a nossa privacida‑ de, como aconteceu quando o governo no Reino Unido, no período do Novo Tra‑ balhismo, tentou introduzir carteiras de identidade na primeira década do século

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