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9.8 European Stability Mechanism (ESM

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Capítulo 9  •  Crise da Zona do euro 

303

fiscal desenfreada quebrasse esses limites orçamentários por três anos consecutivos, estaria sujeito a uma penalidade de até 0,5% do seu PIB, a ser imposta pela Comissão Europeia.

Por mais irônico que possa aparentar, os primeiros países que falharam em respeitar os limites orçamentários estabelecidos pelo SGP foram justamente a Alemanha e a França, de 2002 a 2005. Com suas economias praticamente estagnadas durante o período mencionado, as receitas fiscais desses países despencaram, enquanto os gastos públicos com seguro-desemprego e benefícios sociais aumentaram consideravelmente, levando ambas as nações a estourarem seus limites orçamentários. Independentemente de a quebra do limite orçamentário ter sido reflexo de um crescimento econômico menor e não de um aumento expressivo dos gastos fiscais, o fato é que a Comissão Europeia decidiu não impor as sanções previstas no SGP, mesmo tendo a França e a Alemanha rompido o teto dos 3% do déficit fiscal por três anos consecutivos. A falta de uma postura mais assertiva em relação às principais economias da Zona do euro certamente enfraqueceu o ímpeto disciplinar que o Pacto de Estabilidade e Crescimento tanto preconizava. 

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9.5 Fim de Bretton Woods e início do SistemaMonetário Europeu

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296 

Crises econômicas internacionais

conjuntamente por um grupo de nações europeias. Com o apoio dos Estados Unidos e do Reino Unido, em 1951, o conhecido Plano Schuman era implementado e os líderes da França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo (“Benelux”) assinaram o Tratado de Paris, criando a Comunidade Europeia do Aço e do Carvão ou, em inglês, European Coal and Steel Community, comumente conhecida como

ECSC. A solidariedade e a supervisão da produção das matérias-primas utilizadas na indústria bélica tornavam qualquer eventual plano ou intenção beligerante entre a França e a Alemanha não somente impensável, mas também materialmente impossível. Além do controle e supervisão compartilhados da produção e da comercialização das matérias-primas oriundas do Vale do Ruhr, o ECSC logrou também eliminar algumas barreiras alfandegárias entre os seis países-membros.

No entanto, a produção conjunta de carvão e aço era apenas o começo de uma longa travessia em direção a uma Europa unificada. Em junho de 1955, os seis países signatários do Tratado de Paris que estabeleceram o ECSC propuseram a criação de mais duas novas autoridades europeias: a Comunidade de Energia Atômica Europeia (European Atomic Energy Community – Euratom), que coordenaria as pesquisas em energia nuclear, e a Comunidade Econômica Europeia (European

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4.1 Perspectiva histórica

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CAPÍTULO

4

Crise do Japão

4.1 Perspectiva histórica

4.1.1 Barbarians at the gate

O início deste capítulo é semelhante ao da China, que será apresentado no Capítulo 6. A escolha não foi por acaso. Assim como a China, outras potências procuraram estender seus domínios e obrigar o Japão a abrir suas fronteiras para o comércio marítimo. Rompendo anos de isolacionismo do período de xogunato de Tokugawa

(1603-1867), caracterizado por uma ditadura militar feudal socialmente hierarquizada, as nações mais desenvolvidas ampliavam sua presença militar em alguns países asiáticos. Na primeira metade do século XIX, americanos, britânicos e russos enviaram expedições ao Japão tentando persuadi-lo a abrir seus portos, mas o governo de

Edo (atualmente Tóquio) manteve-se firme. Em 1853, o comandante Mathew Perry, com sua frota de navios, aportou na baía de Tóquio. Após entregar às autoridades uma carta do então presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce, demandando a abertura dos portos, retirou-se para a região de Okinawa, onde ficaria até o próximo ano no aguardo do posicionamento do governo de Edo.

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7.9 O que causou a crise?

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246 

Crises econômicas internacionais

7.9  O que causou a crise?

7.9.1  Setor externo

Geralmente, países com histórico de hiperinflação que adotam sistemas cambiais fixos, quasi peg ou hard-peg, como é o caso do currency board, acabam controlando a elevação do nível geral de preços segundo uma dinâmica própria, em que a defasagem cambial ex-post desempenha seu papel estabilizador. Quando um país apresenta níveis inflacionários elevados, como era o caso da Argentina no fim dos anos 1980, a adoção de um sistema cambial fixo tende a suscitar uma apreciação real da moeda doméstica. Mesmo que o sistema cambial fixo logre reduzir os níveis inflacionários do país que adota tal política de estabilização de preços, a convergência do nível de preços domésticos não ocorre da noite para o dia. O resíduo inflacionário resultado de contratos fechados antes da adoção da nova política cambial acaba por gerar uma inflação residual acima da observada no país que tem sua moeda ancorada. Esse resíduo inflacionário, aliado a um câmbio nominal fixo, leva o país a experimentar uma apreciação cambial em termos reais. Essa apreciação cambial real, apesar de prejudicar o nível de competitividade dos bens transacionáveis, favorece a importação de bens que, em um cenário de relativa abertura comercial, tende a limitar o aumento de preços dos bens domésticos, sob o risco de esses produtos perderem mercados para os bens importados. Com o aumento da competição devido à entrada de bens substitutos importados mais baratos, a inflação doméstica tende a ser domada, dado que os produtores locais passam a ser pressionados. Essa política, apesar de surtir efeito no controle de preços, tem contraindicação. Com a queda do nível das exportações e o aumento das importações, a balança comercial do país deteriora-se. Como consequência, uma piora no saldo comercial do país tende a resultar em uma deterioração do saldo em conta-corrente do balanço de pagamentos. Déficits em conta precisam ser financiados com entrada de capital, quer via investimentos diretos, dívida externa ou investimentos em carteira. Quanto pior o déficit em conta, maior entrada de capital será necessária para cobrir essas necessidades. Com o aumento do estoque da dívida externa, maior remessa de juros deverá ocorrer nos anos subsequentes, ou aumento de remessa de lucros e dividendos em caso de a entrada de capitais ter sido via investimentos diretos.

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3.4 Governo de Carlos Salinas de Gortari (1988-1994)

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Capítulo 3  •  Crise do México 

83

continuação

1988

1989

1990

1991

1992

1993

1994

Conta Financeira e Capital

–444

2.074

8.114

24.786

26.485

32.341

14.976

Investimentos Diretos

2.879

3.175

2.633

4.762

4.393

4.389

10.973

0

493

1.994

9.738

12.930

18.122

1.858

–3.010

–1.556

5.063

11.621

7.024

11.306

3.445

–313

–38

–1.576

–1.335

2.138

–1.476

–1.300

Erros e Omissões

–3.914

4.142

2.703

–2.445

–1.027

–3.001

–3.705

Saldo do Balanço de Pagamentos

–6.735

395

3.368

7.695

1.018

5.940

–18.431

Investimentos em Portfólio

Empréstimos e Financiamentos

Outros

Fonte: Banco de México. Annual Report. Várias edições.

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