57 capítulos
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7.1 Breve história econômica da Argentina: independência

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CAPÍTULO

7

Crise da Argentina (2002)

7.1 Breve história econômica da Argentina: independência

Depois de derrotar o governo colonial espanhol em uma guerra que começara em 1810 e culminara com a independência da Argentina em 1816,1 o país resistiu duramente às tentativas do Império Britânico de dominar a nação. Mesmo com o fim das pretensões britânicas de transformar a Argentina em uma nova colônia, durante o século XIX o país era uma nação exportadora pujante de produtos agrícolas, principalmente trigo e carne, para o sedento mercado europeu. Graças às novas tecnologias de transporte ferroviário e navios refrigeradores, a Argentina conquistava uma posição de enorme destaque no mercado internacional, escoando suas commodities agrícolas principalmente para o Reino Unido. De 1870 a 1913, o PIB per capita do país cresceu 2,5% ao ano. A Tabela 7.1 mostra o acelerado crescimento econômico da Argentina antes da Primeira Grande Guerra. De 1900 a 1909, o país conseguia crescer a uma taxa anual média de 7,3%, graças tanto a uma maior demanda pelos produtos exportados pelo país quanto pela grande entrada de imigrantes vindos da Europa, principalmente da Itália. Até a eclosão da Grande Guerra em

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3.11 Crise cambial × crise bancária

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Crises econômicas internacionais

investidores internacionais, o baixíssimo nível das reservas internacionais colocava o país novamente em uma rota de default. Certamente o ocorrido em 1982 voltava a assombrar o governo do México.

A administração Clinton (1993-2000) julgava producente ajudar o México, dado o eminente colapso que se aproximava com os vencimentos dos Tesobonos.

De certa maneira, a ajuda a esse país tenderia a beneficiar os Estados Unidos em três principais aspectos:

1) sendo o México o terceiro maior destino das exportações norte-americanas, o colapso da economia real certamente afetaria o nível de empregos nos Estados Unidos;

2) uma queda exacerbada do nível de atividades no México poderia deteriorar consideravelmente o problema das imigrações ilegais;

3) o efeito contágio em outros países emergentes, em caso de default da dívida externa do México, certamente afetaria também os Estados Unidos.20

Mesmo com o empenho do então presidente Clinton em aprovar junto ao

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9.1 Zona do euro: um projeto político

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CAPÍTULO

9

Crise da Zona do euro

9.1 Zona do euro: um projeto político

É tentador buscar razões econômicas para explicar a criação do euro. Por que nações tão distintas em tamanho, ciclos econômicos, níveis de desenvolvimento, línguas e culturas decidiriam abrir mão de suas políticas cambiais e monetárias para se juntarem a um regime de união monetária? Economicamente uniões monetárias devem satisfazer à condição necessária de que seus membros façam parte de uma área monetária ótima ou, em inglês, optimum currency area. Para que uma união monetária entre regiões proporcione todos os benefícios largamente elencados pela esfera econômica, como maior eficiência, integração econômica e menores custos transacionais, é necessário que os membros desse regime monetário gozem das mesmas flexibilidades trabalhistas, fiscais e tributárias, além de terem uma livre mobilidade de mão de obra1 ou, em outras palavras, é preciso que tenham mecanismos implantados capazes de absorver choques econômicos. Ainda, que seus membros estejam em estágios de ciclos econômicos semelhantes e suas economias estejam verdadeiramente inseridas em um federalismo fiscal, que possibilite transferências

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9.8 European Stability Mechanism (ESM

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Capítulo 9  •  Crise da Zona do euro 

303

fiscal desenfreada quebrasse esses limites orçamentários por três anos consecutivos, estaria sujeito a uma penalidade de até 0,5% do seu PIB, a ser imposta pela Comissão Europeia.

Por mais irônico que possa aparentar, os primeiros países que falharam em respeitar os limites orçamentários estabelecidos pelo SGP foram justamente a Alemanha e a França, de 2002 a 2005. Com suas economias praticamente estagnadas durante o período mencionado, as receitas fiscais desses países despencaram, enquanto os gastos públicos com seguro-desemprego e benefícios sociais aumentaram consideravelmente, levando ambas as nações a estourarem seus limites orçamentários. Independentemente de a quebra do limite orçamentário ter sido reflexo de um crescimento econômico menor e não de um aumento expressivo dos gastos fiscais, o fato é que a Comissão Europeia decidiu não impor as sanções previstas no SGP, mesmo tendo a França e a Alemanha rompido o teto dos 3% do déficit fiscal por três anos consecutivos. A falta de uma postura mais assertiva em relação às principais economias da Zona do euro certamente enfraqueceu o ímpeto disciplinar que o Pacto de Estabilidade e Crescimento tanto preconizava. 

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3.4 Governo de Carlos Salinas de Gortari (1988-1994)

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Capítulo 3  •  Crise do México 

83

continuação

1988

1989

1990

1991

1992

1993

1994

Conta Financeira e Capital

–444

2.074

8.114

24.786

26.485

32.341

14.976

Investimentos Diretos

2.879

3.175

2.633

4.762

4.393

4.389

10.973

0

493

1.994

9.738

12.930

18.122

1.858

–3.010

–1.556

5.063

11.621

7.024

11.306

3.445

–313

–38

–1.576

–1.335

2.138

–1.476

–1.300

Erros e Omissões

–3.914

4.142

2.703

–2.445

–1.027

–3.001

–3.705

Saldo do Balanço de Pagamentos

–6.735

395

3.368

7.695

1.018

5.940

–18.431

Investimentos em Portfólio

Empréstimos e Financiamentos

Outros

Fonte: Banco de México. Annual Report. Várias edições.

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