66 capítulos
Medium 9788527731317

41 - Hipertensão Arterial Sistêmica

FUCHS, Flávio Danni; WANNMACHER, Lenita Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

41

Hipertensão Arterial

Sistêmica

Flávio Danni Fuchs

``

Introdução

Hipertensão arterial sistêmica é causa ou fator de risco maior para grande parte das doen­ças cardiovasculares.

É causa de cardiopatia hipertensiva e de retinopatia hipertensiva

(que só excepcionalmente se apresenta com déficits funcionais). Em cardiopatia is­quêmica, pelo menos 50% dos casos são devidos à hipertensão arterial. Síndromes aó­rticas, como aneurisma e dissecção, têm na hipertensão sua maior causa.

Estenose aó­rtica, uma das cardiopatias valvares, progressivamente prevalente com o envelhecimento populacional, tem na hipertensão arterial seu fator de risco maior. Todas as síndromes cardiológicas

– insuficiên­cia cardía­ca, arritmias (destacando-se fibrilação atrial), infarto do miocárdio e angina de peito – podem decorrer das cardiopatias associadas à hipertensão arterial.

Em torno de 60% dos acidentes vascula­res cerebrais (AVC) is­ quêmicos são atribuí­veis à hipertensão arterial, bem como boa parte dos acidentes hemorrágicos. É também fator de risco para déficits cognitivos, como doen­ça de Alzheimer e demência senil.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731317

48 - Doenças Ulcerosa Péptica e do Refluxo Gastroesofágico

FUCHS, Flávio Danni; WANNMACHER, Lenita Grupo Gen PDF Criptografado

Seção 7

CAPÍTULO

Tratamento de Doenças do

Sistema Digestivo

48

Doenças Ulcerosa Péptica e do Refluxo Gastroesofágico

Ajácio Bandeira de Mello Brandão  Fernando Herz Wolff

``

Introdução

Úlcera péptica

Define-se úlcera péptica (UP) como solução de continuidade circunscrita à mucosa, com ≥ 5 mm, ultrapassando a camada ­muscular e atingindo a submucosa. Lesões menores e mais superficiais são chamadas de erosões. Doença ulcerosa péptica tem localização gástrica e duodenal.1

Doença ulcerosa péptica ocorre quando fatores protetores da mucosa gastrointestinal – constituí­dos principalmente por secreções contendo muco e bicarbonato – são sobrepujados pela ação de ácido clorídrico e pepsina, também presentes no lúmen gastrointestinal.

Esse desequilíbrio é favorecido por agentes externos, como infecção por Helicobacter pylori (H. pylori) ou uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou ácido acetilsalicílico (AAS).1

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731317

24 - Infecções do Trato Urinário

FUCHS, Flávio Danni; WANNMACHER, Lenita Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

24

Infecções do Trato Urinário

Caroline Deutschendorf

``

Introdução

Infecções do trato urinário (ITU) estão entre as infecções bacterianas mais comuns, afetando 150  milhões de pessoas no mundo inteiro, anual­mente. A mortalidade associada a tais infecções pode chegar a 1% em homens e 3% em mulheres, devido à pielonefrite. Cistite aguda representa a infecção do trato urinário inferior, enquanto pielonefrite acomete o trato urinário superior.

As manifestações clínicas da cistite compreendem disúria, aumento da fre­quência urinária, urgência, dor suprapúbica e hematúria, ocorrendo na chamada ITU não complicada.

Pielonefrite apresenta-se com os sintomas acima mencionados

(que podem ou não estar presentes) associados a hipertermia (> 38°C), calafrios, dor no flanco, dor no ângulo costovertebral, náu­seas e vômitos. Em geral é mais causada por E. coli que ascende da bexiga, sendo mais comum em pessoas com anormalidades estruturais ou funcionais de trato urinário. Raramente pacientes com pielonefrite cursam com sepse, abscesso renal, choque séptico ou insuficiên­cia renal.1

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731317

32 - Uso de Antissépticos e Desinfetantes

FUCHS, Flávio Danni; WANNMACHER, Lenita Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

32

Uso de Antissépticos e Desinfetantes

Loriane Rita Konkewicz

Antissépticos

``

Introdução

Álcool

Antissépticos e desinfetantes são utilizados há muito tempo na assis­ tência à saú­de de pacientes em hospitais, ambulatórios, clínicas e con­ sultórios, representando papel importante nas práticas de controle e prevenção de infecções.1–6 Compreendem ampla variedade de agentes quí­micos que proporcionam antissepsia, desinfecção e preservação.

O Quadro 32.1 apresenta algumas definições importantes na ­área de antissepsia e desinfecção.

Antissépticos são agentes biocidas normalmente utilizados para inibir crescimento de mi­cror­ga­nis­mos em tecidos vivos, pele e/ou mucosas, enquanto desinfetantes são mais utilizados em artigos e superfícies, podendo inibir a formação de esporos, dependendo de algumas condições de uso e tipo de agente.1–6

Existem vários tipos de antissépticos disponíveis no mercado, com diferentes características (Quadro 32.2).

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731317

60 - Hiperplasia Benigna de Próstata

FUCHS, Flávio Danni; WANNMACHER, Lenita Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 60  Hiperplasia Benigna de Próstata  749

Hipertrofia benigna da próstata

Obstrução urinária infravesical

Figura 60.1   Relação entre sintomas do trato urinário inferior (LUTS),

HBP e obstrução urinária infravesical secundária a HBP.

Quadro 60.1  Fármacos utilizados no tratamento medicamentoso da HBP.

Classe

Medicamento

Alfabloqueadores

Terazosina, doxazosina, tansulosina, alfuzosina, silodosina

Inibidores da

5-alfarredutase

Finasterida, dutasterida

Inibidores da fosfodiesterase tipo 5

Tadalafila

Anticolinérgicos/ antimuscarínicos

Tolterodina, solifenacina, darifenacina, oxibutinina, tróspio

Terapias combinadas

Alfabloqueador + inibidor da 5-alfarredutase, alfabloqueadores + anticolinérgicos

Fitoterápicos

Pygeum africanum, Serenoa repens,

Urtica dioica

Análogos da vasopressina

Desmopressina

Agonistas seletivos beta 3

Mirabegrona

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos