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4 - CUSTO DE CAPITAL PRÓPRIO

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Custo de Capital Próprio

Uma empresa pode financiar seus investimentos através de recursos próprios – obtidos por emissões de novas ações e retenção de lucros – e recursos de terceiros – identificados em empréstimos e financiamentos. Apesar de poder financiar-se integralmente através de capital próprio, a empresa costuma alavancar seus investimentos pela utilização de recursos de terceiros. Uma importante razão para o uso de dívidas em sua estrutura de capital é seu menor custo financeiro em relação ao capital próprio, mais oneroso.

Todas as fontes de recursos embutem um custo de oportunidade, representado pelo retorno mínimo exigido pelos proprietários de capital (investidores). O investidor de capital próprio (acionista) assume maior risco em relação ao credor exigindo, em consequência, maior taxa de retorno do investimento.

Toda empresa deve demonstrar aos acionistas capacidade em apurar uma taxa de retorno da aplicação dos recursos próprios superior, para gerar riqueza econômica, ou igual, visando manter a riqueza, à taxa mínima de atratividade exigida.

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2 - Juros Simples

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Juros Simples

Conforme observado no capítulo anterior, no regime de juros simples a taxa de juro incide somente sobre o principal, não ocorrendo “juros sobre juros”, mesmo considerando que os juros não tenham sido pagos. A taxa é aplicada somente sobre o principal (valor inicial).

Este critério de capitalização dos juros é utilizado geralmente em operações de curto prazo.

2.1 Fórmulas de juros simples

O valor dos juros é calculado a partir da seguinte expressão:

J=C×i×n onde: J = �valor dos juros expresso em unidades monetárias;

C = �capital. É o valor (em $) representativo de determinado momento; i = �taxa de juros, expressa em sua forma unitária; n = prazo.

Esta fórmula é básica tanto para o cálculo dos juros como dos outros valores financeiros mediante simples dedução algébrica:

C =

J

J

J i= n= i × n    

C × n    

C ×i

Exemplos:

1. Um capital de $ 80.000,00 é aplicado à taxa de 2,5% ao mês durante um trimestre. Pede-se determinar o valor dos juros acumulados neste período.

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19 - Investidores Institucionais e Fundos de Investimentos

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Investidores Institucionais e

Fundos de Investimentos

Toda pessoa jurídica que tem por obrigação legal investir parte de seu patrimônio no mercado financeiro é conhecida por investidor institucional. No Brasil, são considerados investidores institucionais os fundos de investimento, fundos de pensão, companhias seguradoras, sociedades de capitalização, clubes de investimentos, entidades de previdência privada abertas e fechadas, entre outros.

A carteira de investimentos formada por esses investidores é bastante significativa, constituindo-se nos mais importantes participantes do mercado financeiro. É formada principalmente pela captação de recursos junto a seus poupadores, e por rendimentos reaplicados. Em geral, esta carteira apresenta uma tendência de crescimento à medida que a economia se desenvolve. Dispõem de vultosos recursos para investimentos e destinam a maior parte para geração de rendimentos patrimoniais por meio de aplicações no mercado financeiro, e outra parte, mais reduzida, para a formação de certa reserva de risco.

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2 - Políticas Econômicas

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Políticas Econômicas

A gestão da economia visa atender às necessidades de bens e serviços da sociedade e atingir determinados objetivos sociais e macroeconômicos, como pleno emprego, distribuição de riqueza, estabilidade de preços e crescimento econômico. Para tanto, o governo atua na economia por meio de políticas econômicas, identificadas pela política monetária, política fiscal e política cambial, principalmente.

Os instrumentos das políticas econômicas são mais eficientes quando aplicados em mercados financeiros mais desenvolvidos. Em mercados menos evoluídos, cuja pequena dimensão e alta concentração de riqueza limitam os efeitos desses instrumentos econômicos, o governo costuma promover maior intervenção no mercado, por meio, principalmente, da fixação das taxas de juros, controle direto do crédito e subsídios ao setor produtivo.

2.1 Política monetária

A política monetária enfatiza sua atuação sobre os meios de pagamento, títulos públicos e taxas de juros, modificando o custo e o nível de oferta do crédito. A política monetária

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5 - Matemática Financeira, Inflação e Taxa Over de Juros

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Matemática Financeira,

Inflação e Taxa Over de Juros

Em ambientes inflacionários é indispensável, para o correto uso das técnicas da Matemática

Financeira, ressaltar, nas várias taxas de juros nominais praticadas na economia, o componente devido à inflação e aquele declarado como real. A parte real é aquela obtida livre das influências da taxa de depreciação monetária verificada, isto é, adicionalmente à inflação.

De maneira simplista, o processo inflacionário de uma economia pode ser entendido pela elevação generalizada dos preços dos vários bens e serviços.

Em sentido contrário, diante de uma baixa predominante dos preços de mercado dos bens e serviços, tem-se o fenômeno definido por deflação.

Tradicionalmente, o desenvolvimento da economia brasileira tem-se caracterizado pela presença marcante da inflação, apresentando taxas, na maior parte do tempo, em níveis relevantes.

É importante acrescentar, ainda, que mesmo diante de cenários econômicos de reduzida taxa de inflação, o conhecimento do juro real permanece bastante importante para a Matemática Financeira. Nestas condições, mesmo pequenas oscilações nos índices de preços produzem impacto relevante sobre as taxas de juros ao longo do tempo, alterando a competitividade dos ativos negociados no mercado.

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