35 capítulos
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13 - Estudo Detalhado da Alavancagem

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Estudo Detalhado da Alavancagem

13

13.1 Introdução

O estudo da alavancagem é tão importante que dedicaremos um capítulo para seus aspectos especiais. Abordaremos a alavancagem financeira e operacional e os efeitos da inflação sobre as mesmas. Na verdade, o assunto pode assumir contornos tão irregulares e profundidade tão grande que até um trabalho acadêmico de livre-docência lhe foi dedicado.1 Para estudos mais aprofundados sobre o tema, remetemos o leitor ao referido trabalho. A questão do tratamento de certos itens da Demonstração do

Resultado, no Brasil, como operacionais ou não, por outro lado, é extremamente controvertida, para os autores e profissionais. A Lei das Sociedades por Ações considerou as despesas financeiras como operacionais. Para efeitos de análise de balanços, não podemos aceitar tal classificação, de modo que as trataremos, neste capítulo, como não operacionais e como item bem destacado do DR. Já no que se refere ao resultado da correção monetária, as opiniões divergem ainda mais. A Lei considerou-o como não operacional. A rigor, cremos que teria características mistas. Se efetuássemos uma correção de todos os itens da demonstração de resultados, uma maior parte da correção monetária se incorporaria aos itens operacionais e outra aos não operacionais. Entretanto, para saber qual a parte operacional e qual a não, seria necessário corrigir pelo price-level completo (ou pelas normas da CVM). As participações deverão ser tratadas como despesa e não como distribuição, para efeito de análise.

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7 - Análise da Rotatividade (do Giro)

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Análise da Rotatividade

(do Giro)

7

Estes quocientes, importantíssimos, representam a velocidade com que elementos patrimoniais se renovam durante determinado período de tempo. Por sua natureza, têm seus resultados normalmente apresentados em dias, meses ou períodos maiores, fracionários de um ano. A importância de tais quocientes consiste em expressar relacionamentos dinâmicos – daí a denominação de quocientes de atividade (rotatividade) – que acabam, direta ou indiretamente, influindo bastante na posição de liquidez e rentabilidade. Normalmente, tais quocientes envolvem itens do demonstrativo de posição (balanço) e do demonstrativo de resultados, simultaneamente.

a)

Rotatividade do Estoque de Produtos Acabados

=

Custo dos Produtos Vendidos

Estoque Médio de Produtos Acabados

Este quociente, muito divulgado, procura (mensurado pelo custo das vendas) representar quantas vezes se “renovou” o estoque por causa das vendas.

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Unidade II - 12 Estoques

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12

Estoques

12.1 Generalidades

Este assunto foi explorado com detalhes no livro Contabilidade introdutória, de modo que aquele tratamento será considerado básico e assimilado para as finalidades deste livro. Entretanto, analisaremos alguns aspectos complementares.

12.2 Que são estoques

O termo estoque é utilizado para designar o agregado de itens de propriedade tangível que: 1. são estocados para venda no curso dos negócios; 2. estão em processo de produção para tal venda; ou 3. estão para ser consumidos na produção dos bens ou serviços que se tornarão disponíveis para venda.1

É importante ressaltar a diferença entre estoques, ativos monetários e despesas pagas antecipadamente. Normalmente, os três têm grande participação no ativo circulante, embora parcelas possam ser não circulantes. Hendriksen esclarece que os ativos monetários representam montantes de poder aquisitivo que se tornarão disponíveis agora ou no futuro. Assim, o valor corrente dos ativos monetários pode ser computado por meio do desconto das entradas previstas de caixa. As despesas antecipadas, por outro lado, representam serviços a serem recebidos pela empresa no processo de obtenção de sua receita. Geralmente, não existe uma forma possível de determinar o valor de tais serviços em termos da receita adicional a ser gerada por eles. Podem ser avaliados apenas em termos de

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Unidade III - 18 As Correções pelas Variações Específicas de Preços

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18

As Correções pelas Variações

Específicas de Preços

18.1 Mudanças nos preços específicos

A gerência precisa tomar decisões em curtos intervalos de tempo. Para isso, informações contábeis baseadas em preços correntes são mais suscetíveis de fornecer melhores alternativas para o tomador de decisões.

Historicamente, os contadores, ao enfrentar o problema das flutuações violentas de preços, tentaram abordá-lo sob o ângulo do custo de reposição. A preocupação com os custos de reposição é mais antiga, do ponto de vista contábil, do que as tentativas de corrigir pelo nível geral de preços, embora estas se tenham consolidado em trabalhos de sucesso e ganho notoriedade como alternativa de uso mais simples.

Basicamente, o modelo de custos de reposição ou, mais rigorosamente, de custos correntes (que podem ser, na data dos balanços, de reposição) visa expressar as contas do ativo, do passivo e de receitas e despesas em termos correntes.

A finalidade é acompanhar as flutuações específicas de preços que ocorrem nos ativos. Estamos considerando, primariamente, valores de entrada e não de venda. A teoria dos custos correntes representa um desvio mais acentuado das práticas e teorias geralmente aceitas do que a teoria dos ajustamentos ao nível geral de preços, já que, além de alterar o princípio do custo histórico como base de valor, ainda incide no princípio da realização, que não é mais obedecido.

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14 - Tópicos Especiais da Análise de Balanços

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Tópicos Especiais da

Análise de Balanços

14

14.1 Introdução

Trataremos neste capítulo, de forma resumida, de alguns assuntos de interesse especial e que não foram discutidos nos capítulos anteriores. Nossa dissertação focalizará as seguintes áreas: a) Superexpansão (Overtrading). b) Vendas e Capital de Giro. c) Problemas Ligados à Medição de Lucro por Ação Preferencial e Ordinária. d) Representação Gráfica de Tendências.

14.2 Superexpansão

A superexpansão, também conhecida por overtrading, caracteriza-se por uma situação de exagerada expansão de planta, instalações e equipamentos da empresa, normalmente financiada em grande parte por capitais de terceiros, mormente durante ciclos de maior prosperidade e maiores taxas de inflação, à qual não corresponde uma adequada expansão do volume de negócios (vendas).

A consequência da superexpansão pode ser caracterizada pelos seguintes sintomas:

1. desmobilização de equipamentos e instalações, com prejuízos vultosos;

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