130 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788597013791

22 - Recrutamento, Seleção, Treinamento e Avaliação de Auditores

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 22

Recrutamento, Seleção,

Treinamento e Avaliação de Auditores

22.1 Introdução

Uma empresa de auditoria independente, a exemplo das demais companhias do sistema capitalista, visa, em última análise, ao lucro, ou seja, obter um maior volume de receita a um menor custo possível. O produto principal de uma empresa de auditoria externa é seu quadro de profissionais. Assim sendo, seu sucesso dependerá das qualidades de seu pessoal.

Por conseguinte, deve ser dada uma ênfase muito grande a recrutamento, seleção, treinamento e avaliação de auditores.

22.2 Recrutamento

A atividade de recrutamento significa atrair os candidatos que possuam os requisitos mínimos exigidos pelas empresas de auditoria. Seu bom êxito depende, principalmente, da definição, a priori, das seguintes variáveis:

■■ número de profissionais que deverão ser contratados;

■■ qualidades necessárias dos candidatos;

■■ local onde serão procurados os candidatos;

Ver todos os capítulos
Medium 9788597020021

4 Demonstração do resultado – principais grupos de contas

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen ePub Criptografado

A demonstração do resultado do exercício (DRE) relata o desempenho da entidade durante certo período, em termos de receitas, custos e despesas incorridos na condução dos negócios.

Os principais grupos de contas da demonstração do resultado estão previstos no CPC 26(R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis.

 

31/12/20x2

31/12/20x1

OPERAÇÕES CONTINUADAS

 

 

Receita

 

 

Custo das vendas

 

 

Lucro bruto

 

 

Despesas com vendas

 

 

Despesas gerais e administrativas

 

 

Outras receitas e despesas

 

 

Resultado de equivalência patrimonial

 

 

Resultado antes das receitas e das despesas financeiras

 

 

Receitas financeiras

 

 

Despesas financeiras

 

 

Ver todos os capítulos
Medium 9788597016406

3 - Escrituração

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

3

ESCRITURAÇÃO

3.1 MUDANÇAS CONTÁBEIS

Norma da lei societária

“Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência.

§ 1 As demonstrações financeiras do exercício em que houver modificação de métodos ou critérios contábeis, de efeitos relevantes, deverão indicá-la em nota e ressaltar esses efeitos.” o

As mudanças contábeis são relacionadas com alterações de estimativas contábeis (por exemplo, mudança na vida

útil de bens do ativo imobilizado para fins de depreciação) e com alterações de princípios contábeis (por exemplo, mudança na metodologia de valorização dos estoques, ou seja, do método do custo médio para o método do primeiro a entrar é o primeiro a sair).

Esse parágrafo do art. 177 requer que os efeitos dessas mudanças sejam divulgados em notas explicativas às demonstrações financeiras. Os efeitos das mudanças de estimativas contábeis são contabilizados de forma prospectiva. Os efeitos de mudanças de princípios contábeis são contabilizados de forma retrospectiva.

Ver todos os capítulos
Medium 9788597013791

10 - Despesas Antecipadas

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 10

Despesas Antecipadas

10.1 Introdução

As despesas antecipadas normalmente representam o saldo de pagamentos efetuados referentes a serviços ainda não totalmente recebidos. Isto quer dizer que esses pagamentos irão beneficiar um ou mais exercícios sociais seguintes.

10.2  Aspectos contábeis

As despesas antecipadas são classificadas no ativo circulante ou no ativo realizável a longo prazo, dependendo de seu prazo de realização. As despesas antecipadas que irão realizar-se no exercício social seguinte são classificadas no ativo circulante, já as que irão realizar-se após o exer­cício social seguinte são classificadas no ativo realizável a longo prazo. As despesas antecipadas não são realizadas em dinheiro, e sim pela apropriação nas contas de resultado. A seguir apresentaremos alguns exemplos de despesas antecipadas.

A Alfa S.A. encerra seu exercício social em 31 de março de cada ano. No primeiro trimestre de 20X0, essa empresa pagou R$ 50.000 de imposto predial referente a todo o ano de 20X0. Para fins contábeis essa transação seria registrada da seguinte forma no exercício social de 20X0:

Ver todos os capítulos
Medium 9788597013791

5 - Demonstrações Financeiras a Serem Auditadas

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 5

Demonstrações Financeiras a

Serem Auditadas

5.1 Introdução

Conforme definido no Capítulo 1, o objetivo principal do auditor externo ou independente

é emitir uma opinião ou parecer sobre as demonstrações financeiras, observando se foram preparadas de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade, se esses princípios foram aplicados com uniformidade nesse exercício social em comparação com o exercício social anterior e se todas as informações necessárias foram divulgadas, para que o leitor tenha um perfeito entendimento sobre essas demonstrações.

No Brasil, nestas últimas décadas, houve evolução muito grande nas demonstrações financeiras, principalmente em relação à forma de apresentação, à quantidade de informações divulgadas e à qualidade dessas informações. Essa mudança substancial nas demonstrações financeiras ocorreu em função da necessidade de os futuros aplicadores de recursos terem conhecimento mais profundo sobre a situação patrimonial e financeira, o resultado das operações e os fluxos de caixa da empresa.

Ver todos os capítulos
Medium 9788597016017

18 - Contratos de Concessão

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

18

CONTRATOS DE CONCESSÃO

1 INTRODUÇÃO

Imagine uma situação onde uma Entidade ganha uma licitação para explorar uma rodovia no Estado de Santa

Catarina, e firma um contrato com o Governo Estadual, onde a Entidade irá construir a rodovia no prazo de 18 meses, ligando duas cidades importantes, e explorar a rodovia por 15 anos via cobrança de pedágio dos usuários da rodovia. Quais são os critérios para registro contábil das transações relacionadas com a construção da rodovia e sua operacionalização?

As normas contábeis aplicáveis estão previstas na

ICPC 01(R1) – Contratos de Concessão, correspondente

à norma internacional IFRIC 12. A IFRIC 12 pode ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras de qualquer empresa que firma um contrato de concessão com o governo. Embora seja uma interpretação relativamente curta, a sua aplicação aos vários tipos de contratos de concessão que existem pode ser complexa.

Alguns argumentam que o tema teria justificado uma norma completa. Essa interpretação foi amplamente debatida e finalmente publicada com o objetivo de diminuir a diversidade de práticas contábeis existentes para contratos de concessão de serviços. De fato, nenhuma norma de interpretação ou orientação de reconhecimento e mensuração existia anteriormente para estes tipos de contrato.

Ver todos os capítulos
Medium 9788597020021

1 Panorama geral da análise

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen ePub Criptografado

O objetivo geral da análise econômica e financeira das demonstrações contábeis (DCs) é fornecer informações relevantes a diversos usuários, que estão interessados em ler e entender as atividades operacionais dos negócios, a situação patrimonial e financeira, o desempenho da entidade, os seus fluxos de caixa, como também vislumbrar perspectivas e tendências futuras, que não estão facilmente disponíveis nas DCs da entidade.

Os principais usuários estão descritos na Figura 1.1.

Os acionistas aplicaram os seus recursos na entidade, na forma de aquisições de ações do capital social. Eles estão interessados na valorização de suas ações em bolsa de valores e na remuneração de dividendos. A valorização das ações vai depender principalmente do sucesso da administração da entidade na condução dos seus negócios. A remuneração dos dividendos está atrelada ao lucro apurado pela entidade. Quanto maior o lucro, maiores serão os dividendos. Bons indicadores econômicos e financeiros geralmente sinalizam positivo para os acionistas.

Ver todos os capítulos
Medium 9788597016024

15 - Negócios em Conjunto

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

15

NEGÓCIOS EM CONJUNTO

1 INTRODUÇÃO

O objetivo deste capítulo é discutir os conceitos de negócios em conjunto e sua contabilização nas demonstrações contábeis individuais e nas demonstrações contábeis consolidadas das entidades que tenham interesses em negócios conjuntos. A norma contábil que trata desse assunto é o CPC 19(R2) – Negócios em Conjunto.

Esse tema é relevante para análise devido ao fato de que um entendimento equivocado poderia resultar em apresentação errônea nas demonstrações contábeis do investidor. Por exemplo, a interpretação de uma participação como em sociedade controlada ao invés de como em empreendimento controlado em conjunto resultaria que o investidor incluiria todos os ativos, passivos, receitas e despesas da investida em suas demonstrações contábeis consolidadas, ao contrário de apenas apresentar essa participação com base na avaliação pelo método de equivalência patrimonial em suas demonstrações consolidadas.

2 NATUREZA DOS NEGÓCIOS EM

Ver todos os capítulos
Medium 9788597016024

18 - Operações de Arrendamento Mercantil

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

18

OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL

1 INTRODUÇÃO

Suponha uma situação em que a Entidade A aluga um ativo da Entidade B, sendo a operação formalizada através de um contrato. Esse contrato tem prazo de cinco anos e estabelece que a Entidade A deverá pagar à Entidade

B certa quantia em base mensal. De que forma as Entidades A e B registrariam essa transação na escrituração mercantil de suas contabilidades? Esse assunto se torna mais complexo em algumas situações onde o contrato de aluguel se assemelha a uma compra financiada.

Neste capítulo, analisamos o tratamento contábil das operações de arrendamento mercantil, tanto do ponto de vista do arrendatário quanto do arrendador. A norma contábil que aborda esse assunto é o CPC 06(R1) – Operações de Arrendamento Mercantil.

2 ALCANCE

O CPC 06(R1) – Operações de Arrendamento Mercantil aplica-se a contratos ou acordos que transfiram o direito de usar ativos, mesmo que existam serviços substanciais relativos ao funcionamento ou à manutenção de tais ativos prestados pelos arrendadores.

Ver todos os capítulos
Medium 9788597016024

11 - Estoques

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

11

ESTOQUES

1 INTRODUÇÃO

A norma contábil que trata dos estoques é o CPC

16(R1) – Estoques. Os estoques são bens destinados à venda ou à fabricação de produtos, relacionados com os objetivos e atividades da entidade. Os estoques são normalmente ativos importantes na composição do ativo circulante e na determinação do lucro líquido de cada exercício social das entidades.

Os estoques nas empresas comerciais representam mercadorias compradas de terceiros (fornecedores) para serem vendidas aos clientes. Os estoques nas empresas industriais representam matérias-primas, produtos em processo e produtos acabados. As matérias-primas são ativos comprados de terceiros (fornecedores) para serem utilizados na produção de produtos. Produtos em processo são ativos que estão em fase de transformação em produtos acabados. Produtos acabados são ativos fabricados pela entidade e que estão prontos para serem vendidos aos clientes.

Neste capítulo, tratamos das normas contábeis emanadas do CPC 16(R1) – Estoques, principalmente com referência a custeio, valorização e avaliação dos estoques.

Ver todos os capítulos
Medium 9788597013791

12 - Ativo Imobilizado

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 12

Ativo Imobilizado

12.1 Introdução

Os bens do ativo imobilizado representam normalmente uma parcela significativa dos ativos de uma empresa, principalmente no caso de indústria. Esses bens têm uma permanência prolongada na companhia, não são destinados à venda e são utilizados na manutenção de suas atividades.

Esses ativos são contabilizados por todos os custos envolvidos em sua aquisição, instalação ou para pôr em funcionamento. Os bens do ativo imobilizado são deduzidos da depreciação, que representa um processo de apropriação de custo e despesa e consequente redução do valor contábil desses bens. A existência da depreciação é devida ao fato de que a maioria dos bens do ativo imobilizado tem uma vida útil limitada, e, de acordo com os princípios contábeis, o valor desses bens deve ser registrado como despesa ou custo nos períodos contábeis para os quais a empresa deles se utiliza.

O ativo imobilizado é apresentado no balanço patrimonial no grupo do ativo não circulante, logo após investimentos. Os princípios usuais de divulgação exigem que sejam divulgadas nas demonstrações financeiras (balanço patrimonial ou notas explicativas) as principais classes de bens, destacando o custo e a depreciação acumulada, o método de depreciação, vida útil dos bens, ônus reais constituídos, compromissos substanciais assumidos de compra, movimentação das contas do custo e da depreciação acumulada durante o período etc.

Ver todos os capítulos
Medium 9788597013791

17 - Patrimônio Líquido

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 17

Patrimônio Líquido

17.1 Introdução

O patrimônio líquido representa a parcela dos ativos financiada pelos acionistas. Ele é composto dos seguintes grupos de contas:

■■ capital social;

■■ reservas de capital;

■■ ajustes de avaliação patrimonial;

■■ lucros ou prejuízos acumulados;

■■ ações em tesouraria.

A auditoria das contas do patrimônio líquido consiste em o auditor checar as transações que ocorreram durante o período auditado, observando se foram atendidas, principalmente, as disposições contábeis, societárias e estatutárias.

17.2  Capital social

O capital social é constituído ou aumentado mediante contribuições dos acionistas com bens suscetíveis de avaliação em dinheiro. Ele também pode ser acrescido pela incorporação de reservas ou lucros acumulados. O capital social tem várias denominações, a saber:

■■ capital social autorizado;

■■ capital social subscrito;

■■ capital social a realizar.

Ver todos os capítulos
Medium 9788597016406

22 - Avaliação de Investimentos em Coligadas e Controladas e Participações Societárias em Instrumentos Financeiros de Capital

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

22

AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS EM COLIGADAS E

CONTROLADAS E PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS EM

INSTRUMENTOS FINANCEIROS DE CAPITAL

22.1 CONCEITOS

Norma da lei societária

“Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas:

I – o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas

à companhia, ou por ela controladas;

II – o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada;

Ver todos os capítulos
Medium 9788597016406

24 - Incorporação, Fusão e Cisão

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

24

INCORPORAÇÃO, FUSÃO E CISÃO

24.1 CONCEITOS

Norma da lei societária

“Critérios de Avaliação em Operações Societárias (Incluído pela Lei no 11.941, de 2009)

Art. 184-A. A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá, com base na competência conferida pelo § 3o do art. 177 desta Lei, normas especiais de avaliação e contabilização aplicáveis à aquisição de controle, participações societárias ou negócios.

(Incluído pela Lei no 11.941, de 2009)”

“Art. 226

§ 3o A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá normas especiais de avaliação e contabilização aplicáveis às operações de fusão, incorporação e cisão que envolvam companhia aberta. (Redação dada pela Lei no 11.941, de 2009)”

A regulamentação do ponto de vista contábil foi efetuada através do CPC 15 (Combinação de Negócios).

Esse assunto foi analisado no Capítulo 16. A regra geral

é a seguinte:

1. A operação que não se enquadra como combinação de negócio é contabilizada pelo valor contábil dos ativos e passivos registrados na escrituração mercantil.

Ver todos os capítulos
Medium 9788597016406

2 - Disposições Gerais

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen PDF Criptografado

2

DISPOSIÇÕES GERAIS

2.1 DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

EXIGIDAS

Norma da lei societária

“Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:

I – balanço patrimonial;

II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;

III – demonstração do resultado do exercício;

IV – demonstração dos fluxos de caixa; e

Os objetivos dessas demonstrações contábeis são os seguintes:

• Balanço Patrimonial (BP) – relata a situação patrimonial e financeira da Sociedade na data-base de encerramento do exercício social.

• Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) – relata quanto a Sociedade ganhou (lucro) ou perdeu

(prejuízo) durante o exercício social.

• Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados

(DLPA) – relata as alterações ocorridas durante o exercício social na conta de lucros ou prejuízos acumulados.

Ver todos os capítulos

Carregar mais