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Parte II - 10 Do Planejamento à Estratégia Competitiva

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Do Planejamento à

Estratégia Competitiva

A necessidade de planejar surgiu, no início dos anos 60, em resposta à ansiedade das empresas em saber em que nível de competitividade e atuação perante seus competidores no mercado elas se posicionavam. Isso gerou a necessidade de definir objetivos organizacionais, acreditando que com isso se facilitaria a avaliação final. Podemos considerar que o surgimento dos “objetivos organizacionais” é um marco histórico na evolução da teoria administrativa.

A necessidade de definir um rumo para a empresa e tornar as coisas mais organizadas na mente de seus gestores surge de um conjunto de instrumentos para a tomada de decisão. Estava iniciada a era do planejamento. Em 1963, Cyert &

March publicaram um livro que foi muito lido e seguido, A behavioral theory of the firm. Ele explora como as políticas internas da empresa impedem os administradores de maximizar os lucros e defendem a idéia de que a definição dos objetivos da organização era feita pelo poder político dos executivos e não representava a organização em sua totalidade. Isso trouxe um descrédito sobre a maximização dos objetivos da empresa; o objetivo era o da pessoa que detinha o maior poder dentro da organização.

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Parte IV - 17 Papel Social das Organizações

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Papel Social das

Organizações

Dentro da teoria clássica de administração, a preocupação principal das organizações era a de obter maior lucro para seus membros, quer fossem acionistas quer não. Com o surgimento de novas teorias e o próprio desenvolvimento técnico e científico do mundo, as pessoas que contribuem de alguma forma, quer como consumidores ou fornecedores de produtos, quer como parte do processo produtivo desses produtos, passaram a ter uma importância se não maior, pelo menos diferente. Com isso, surgiu, paralelamente ao objetivo de crescimento e desenvolvimento das organizações, o objetivo social, ou seja, as empresas passaram também a ter uma responsabilidade social junto a seus empregados, consumidores, acionistas e toda a comunidade em que elas atuam. Muitas das questões sobre responsabilidade social da empresa têm sido centradas nas grandes instituições como um tipo de instituição social. Não devemos, entretanto, perder de vista a importância da responsabilidade social das pequenas empresas.

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Parte IV - 16 Criação e Expansão da Empresa

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Criação e Expansão da

Empresa

16.1 CRIAÇÃO DE EMPRESAS

A satisfação pessoal de possuir e construir uma empresa própria é uma motivação importante para tornar-se um empreendedor. O desejo da interdependência econômica por meio de uma empresa bem-sucedida é um atrativo para muitas pessoas; o risco de ter ou não sucesso compensa a satisfação de ter um negócio próprio.

Uma vantagem para iniciar um novo negócio é que facilita a determinação da natureza e do local da operação e não fica limitada a algumas imposições de terceiros. Podemos optar pela mais moderna ou alta tecnologia, treinar o pessoal, segundo suas necessidades, estabelecer seus principais objetivos, planos e desenvolver um sistema adequado de monitoração de resultados, com maior grau de liberdade.

Existem também algumas desvantagens na criação de uma empresa própria.

A imposição no mercado, tanto consumidor como fornecedor, é uma barreira a ser transposta. Os recursos financeiros, no início, são uma demanda maior e mais difícil de obter. Atrasos ou erros de previsão inicial, associados à experiência dos empreendedores, contribuem para as dificuldades operacionais iniciais.

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Parte I - 4 Trabalho em Grupo

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Trabalho em Grupo

As pessoas não são ilhas. Sempre há necessidade de interação social, mesmo quando se trata de um trabalhador autônomo.

Um indivíduo associa-se a outros em forma de grupos e a organização não só necessita trabalhar com indivíduos, mas também reconhecer o grupo. Se ignorar esse aspecto, poderão ocorrer sérios conflitos organizacionais. Os indivíduos têm necessidades sociais, procuram companhia, afeto e reconhecimento. Esse fenômeno ocorre também no trabalho. Socialização por meio de formação de grupos é uma característica de todas as organizações.

Argyris e Schön argumentam que a dinâmica interpessoal na organização é sempre manipulativa, uma vez que as pessoas buscam o uso das teorias comportamentais para enfatizar autoproteção e controle sobre os demais membros do grupo. Isso leva ao desenvolvimento de um modelo alternativo de eficácia, baseado em valores comuns e aprendizado contínuo do comportamento de outros e suas diferenças.

Pequenos grupos são sempre criticados por suas tendências a gastar muito tempo para produzir pouco, porém ser satisfatórios ou ineficazes depende de como são conduzidos, e nenhuma organização poderá abrir mão deles. Os administradores devem entender que os grupos sempre funcionam em dois níveis: tarefas e processos, e ambos precisam ser bem administrados. Entre os vários processos em que os grupos estão envolvidos, um é o que se relaciona com suas normas, regras, papéis informais, liderança e conflitos interpessoais. É o que veremos a seguir.

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Parte I - 2 A Linha do Tempo e a Teoria Administrativa

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A Linha do Tempo e a

Teoria Administrativa

Onde se inicia a história da administração é puramente uma questão de escolha. Podemos, por exemplo, começar pela Antigüidade, Idade Média ou Renascimento; outros preferem iniciar pela Revolução Industrial.

A Antigüidade caracteriza-se por ter sido uma época particularmente profícua para as ciências. Seus pensadores e filósofos criaram e desenvolveram muitas áreas do conhecimento humano, com tal profundidade que até hoje se fazem sentir os efeitos de seus trabalhos.

No que se refere à administração, nunca foram encontradas obras que comprovem seu desenvolvimento na Antigüidade. Entretanto, a construção de uma pirâmide, a estrutura de uma cidade como Atenas e a administração de um império tão vasto como o Império Romano certamente revelam conhecimentos de administração.

É difícil compreender, à primeira vista, por que a administração não recebeu igual tratamento na época; porém, a realidade social contemporânea torna mais fácil a compreensão desse fenômeno. Predominava, nessa época, forte preconceito em relação ao trabalho, a tal ponto que era considerado uma atividade desprezível.

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