78 capítulos
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1 Natureza da ciência social

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O ser humano, valendo-se de suas capacidades, procura conhecer o mundo que o rodeia. Assim, ao longo dos séculos, vem desenvolvendo sistemas mais ou menos elaborados que lhe permitem conhecer a natureza das coisas e o comportamento das pessoas. Um desses sistemas é o que se denomina ciência, que constitui um dos mais importantes componentes intelectuais do mundo contemporâneo. A rigor, não existe uma única ciência, mas uma multiplicidade de ciências. Dentre elas, estão as ciências sociais, que tratam dos aspectos relacionados com o comportamento humano ao longo do tempo e como esses comportamentos podem influenciar a estrutura da sociedade.

Após estudar cuidadosamente este capítulo, você será capaz de:

■ Reconhecer as principais formas de conhecimento da realidade.

■ Identificar as características do conhecimento científico.

■ Classificar as ciências.

■ Reconhecer as especificidades das ciências sociais.

■ Caracterizar os principais paradigmas que fundamentam a investigação social.

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Medium 9788597007855

11. Teorias baseadas na cultura

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Teorias baseadas na cultura

É cada vez mais reconhecida na literatura administrativa a existência da cultura organizacional, que é constituída por múltiplos fenômenos intangíveis, tais como valores, normas, crenças e padrões de comportamento. Embora a cultura seja uma entidade invisível, representa para as organizações o mesmo que a personalidade representa para os indivíduos: um tema escondido, mas unificador, que confere significado, direção e mobilização às organizações

(KILMANN; SAXTON; SERPA, 1985).

Durante muito tempo, os teóricos assumiam que as organizações seriam instituições de caráter racional e utilitário que têm como propósito fundamental o alcance dos objetivos que lhes foram atribuídos. Porém, com o advento da perspectiva cultural, passaram a admitir que muitos comportamentos e decisões organizacionais não são determinados por análises racionais, mas por padrões de pressupostos básicos mantidos pelos membros das organizações. Daí, então, a constituição de teorias organizacionais fundamentadas na cultura.

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Medium 9788597017335

10 - Como promover discussões em classe

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Como promover discussões em classe

A discussão é reconhecida como um dos mais adequados métodos para o ensino universitário. Desde o surgimento do movimento pela Escola Nova, na década de 1920, a discussão passou a ser reconhecida como o protótipo dos métodos ativos. O professor que utiliza a discussão em sala de aula tende a ser reconhecido como mais democrático. Para os educadores humanistas, a discussão

é a estratégia que melhor expressa os propósitos dessa corrente educacional.

Mas, apesar do reconhecimento dos méritos de discussão, não são poucos os professores que rejeitam sua utilização. Há os que que a veem como perda de tempo, abdicação da responsabilidade de ensinar e até mesmo como forma de dissimular incompetência pedagógica.

A discussão pode funcionar como estratégia de ensino das mais eficazes. E é capaz de proporcionar aos alunos altos níveis de satisfação. Mas sua qualidade depende da maneira como é preparada e também da competência do professor.

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Medium 9788597020571

3 Pesquisa social

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Pesquisa é o processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. Seu objetivo é descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos. Assim, pesquisa social é o conjunto de procedimentos que visa, mediante a utilização de métodos científicos, a obtenção de novos conhecimentos no campo da realidade social.

A realidade social é entendida aqui em sentido bastante amplo, envolvendo todos os aspectos relativos ao homem em seus múltiplos relacionamentos com outros homens e instituições sociais. Assim, o conceito de pesquisa adotado aplica-se às investigações realizadas no âmbito das mais diversas ciências sociais, incluindo Sociologia, Antropologia, Ciência Política, Psicologia, Economia etc.

Este capítulo refere-se à pesquisa social. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

■ Reconhecer as finalidades da pesquisa social.

■ Classificar as pesquisas segundo seus objetivos mais gerais.

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Medium 9788597007855

5. Teorias estruturais modernas

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Teorias estruturais modernas

Como foi visto no capítulo anterior, sob o impacto do movimento das Relações Humanas constituíram-se muitas teorias organizacionais. Essas teorias fundamentam-se em aspectos humanos, como motivação, liderança e constituição de grupos e são designadas como humanistas, contrapondo-se às teorias clássicas.

As teorias clássicas, elaboradas por Taylor, Fayol e Weber, embora apresentando notáveis diferenças entre si, enfatizam os relacionamentos relativamente estáveis entre as unidades e funções observadas no âmbito das organizações.

Assim, essas teorias são frequentemente designadas como estruturais. Outras teorias, no entanto, embora constituídas após o surgimento da Escola de Relações Humanas, também enfatizam as estruturas organizacionais, sendo igualmente designadas como estruturais, ou estruturais modernas (SHAFRITZ;

OTT; JANG, 2011), para distingui-las das clássicas.

Por existirem diversas teorias com essas características, pode-se falar em uma perspectiva estrutural, que se fundamenta nas suposições: 1. as organizações existem para alcançar os objetivos e as metas estabelecidas; 2. as organizações ampliam sua eficiência e melhoram seu desempenho em virtude da especialização e da adequada divisão do trabalho; 3. formas adequadas de coordenação e controle asseguram que os esforços dos indivíduos e unidades de trabalho se engrenem; 4. as organizações funcionam melhor quando a racionalidade prevalece sobre os interesses pessoais; 5. existe uma estrutura mais adequada para qualquer organização em face de seus objetivos, da natureza de seus produtos e do ambiente que a rodeia; 6. a maioria dos problemas da organização decorre de falhas estruturais e pode ser solucionada mediante correções em sua estrutura (BOLMAN; DEAL, 2008).

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