78 capítulos
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3 Pesquisa social

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Pesquisa é o processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. Seu objetivo é descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos. Assim, pesquisa social é o conjunto de procedimentos que visa, mediante a utilização de métodos científicos, a obtenção de novos conhecimentos no campo da realidade social.

A realidade social é entendida aqui em sentido bastante amplo, envolvendo todos os aspectos relativos ao homem em seus múltiplos relacionamentos com outros homens e instituições sociais. Assim, o conceito de pesquisa adotado aplica-se às investigações realizadas no âmbito das mais diversas ciências sociais, incluindo Sociologia, Antropologia, Ciência Política, Psicologia, Economia etc.

Este capítulo refere-se à pesquisa social. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

■ Reconhecer as finalidades da pesquisa social.

■ Classificar as pesquisas segundo seus objetivos mais gerais.

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Medium 9788597007855

7. Teorias ambientais

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Teorias ambientais

São denominadas teorias ambientais as que enfatizam a influência das forças externas no modo como as organizações funcionam e alocam seus recursos.

De certa forma, as teorias contingenciais de Burns e Stalker (1961) e Lawrence e Lorsch (1969) podem ser consideradas ambientais, pois tratam da adaptação das organizações ao seu ambiente. Nessas teorias, no entanto, a adaptação dá-se principalmente em termos de escolha estratégica. Já as teorias ambientais propriamente ditas alteram dramaticamente essa perspectiva à medida que atribuem ao ambiente um papel determinante sobre as organizações, limitando significativamente a capacidade de decisão de seus dirigentes.

As teorias ambientais constituem-se na década de 1960, graças à perspectiva dos “sistemas abertos” que se sobrepôs aos modelos baseados em “sistemas fechados”. Por causa dessa perspectiva, o foco da teoria e da pesquisa organizacional passou das características internas das organizações para a dinâmica externa da competição, interação e interdependência organizacional

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Medium 9788597017335

2 - Quem é o professor universitário

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Quem é o professor universitário

Vimos no Capítulo 1 que a eficácia do Ensino Superior depende de múltiplos fatores, que podem, no entanto, ser agrupados em três categorias de variáveis: relacionadas aos alunos, aos professores e à organização do curso. Seria muito difícil, ou mesmo impossível, definir qual desses fatores é o mais importante, até mesmo porque eles estão intimamente relacionados. Classicamente, porém, no processo de ensino, tem sido atribuída maior importância ao professor. Tanto

é que este aparece na maioria dos trabalhos publicados nos últimos três séculos como a figura mais importante. Mas esta situação vem se alterando, pois a tendência mais evidente na literatura pedagógica nas últimas décadas tem sido a de relativizar o papel do professor. Sobretudo depois que Rogers (1985, p. 125) escreveu que ensinar “é uma atividade relativamente sem importância e vastamente supervalorizada” e propôs que o professor se transformasse em

“facilitador da aprendizagem”.

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Medium 9788597012927

6 Como Delinear uma Pesquisa Documental?

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COMO DELINEAR UMA

PESQUISA DOCUMENTAL?

6.1  Etapas da pesquisa documental

A pesquisa documental, como já foi visto, apresenta muitos pontos de semelhança com a pesquisa bibliográfica. Até mesmo porque livros, artigos de periódicos e anais de eventos podem ser considerados como tipos especiais de documentos.

Por isso, em muitos casos, as etapas de seu desenvolvimento são praticamente as mesmas, embora haja pesquisas documentais cujo delineamento se aproxima dos delineamentos experimentais. É o caso de pesquisas ex-post-facto (“a partir do fato passado”), que são elaboradas com dados disponíveis, mas que são submetidos a tratamento estatístico, envolvendo até mesmo teste de hipóteses. Também há pesquisas documentais que se assemelham a levantamentos, diferindo destes simplesmente pelo fato de terem sido elaboradas com dados disponíveis e não obtidos diretamente das pessoas.

De modo geral, é possível identificar as seguintes etapas na pesquisa documental: a) formulação do problema; b) elaboração do plano de trabalho; c) identificação das fontes; d) localização das fontes e obtenção do material; e) análise e interpretação dos dados; f) redação do relatório.

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2. Teorias Clássicas

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Teorias clássicas

Teorias clássicas são as que foram elaboradas pelos “pais fundadores” da Administração: Frederick W. Taylor e Henri Fayol. Também se inclui nessa categoria a teoria formulada por Max Weber, que, embora sem o objetivo expresso de conferir fundamentação à nova disciplina científica, fornece importantes elementos para a compreensão do funcionamento das organizações. Incluem-se, ainda, entre as teorias clássicas trabalhos desenvolvidos até meados da década de 1930 que constituem aprimoramentos dos trabalhos pioneiros e contribuíram significativamente para a difusão e consolidação da Ciência da Administração. Incluem-se, portanto, nessa categoria, os trabalhos elaborados por

Luther Gulick e Lindall F. Urwick, que, embora representando avanço em relação à teoria de Fayol, não divergem significativamente de suas propostas.

O que caracteriza as teorias clássicas é principalmente a ênfase nos aspectos internos e estruturais das organizações. Elas se fundamentam no pressuposto da racionalidade absoluta, ou seja, consideram o ser humano capaz de analisar racionalmente as diversas possibilidades de decisão e, consequentemente, capaz de criar e implantar os melhores sistemas administrativos. Uma característica importante dessas teorias é o seu caráter prescritivo, já que existiria – segundo a perspectiva de seus formuladores – uma maneira mais adequada de fazer com que as organizações funcionem bem.

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