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2 - DESAFIOS PARA A GESTÃO DE PESSOAS

GIL, Antonio Carlos Grupo Gen PDF Criptografado

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Desafios para a Gestão de Pessoas

Objetivos

Após estudar este capítulo, você será capaz de:

•• analisar criticamente o quadro atual da Gestão de Pessoas;

•• reconhecer desafios ambientais, organizacionais e individuais que se apresentam à área de Gestão de Pessoas;

•• identificar respostas aos desafios apresentados à área de Gestão de

Pessoas.

2.1  QUADRO INSTÁVEL DA GESTÃO DE PESSOAS

Vivemos tempos de grande inquietação acerca do futuro das instituições econômicas, políticas e sociais. A análise dos títulos de alguns livros editados a partir da última década do século passado justifica essa inquietação. São livros que tratam do fim da história (FUKUYAMA, 1992), do fim dos empregos (RIFKIN, 1996), do fim da concorrência (MOORE, 1996), do fim do Estado-nação

(OHMAE, 1999), do fim da educação (POSTMAN, 2002), do fim do crescimento econômico (HEINBERG, 2011), do fim da ciência (HORGAN, 1998), do fim da terra e do céu (GLEISER, 2001) e até mesmo do fim do futuro (LUTZENBERGER,

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1 - GESTÃO DE PESSOAS

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Gestão de Pessoas

Objetivos

Após estudar este capítulo, você será capaz de:

•• definir o conceito de Gestão de Pessoas;

•• identificar as etapas do processo histórico da Gestão de Pessoas;

•• caracterizar a Administração de Pessoal no contexto da Administração Científica;

•• reconhecer a influência da Escola de Relações Humanas na Administração de Pessoal;

•• reconhecer o papel da Teoria Geral dos Sistemas na consolidação da Administração de Recursos Humanos;

•• reconhecer o impacto da Gestão Estratégica na Gestão de Pessoas;

•• identificar atividades relacionadas à Gestão de Pessoas;

•• comparar as perspectivas da Administração de Recursos Humanos com a da Gestão de Pessoas;

•• identificar papéis estratégicos relacionados à Gestão de Pessoas.

1.1  CONCEITUAÇÃO

Gestão de Pessoas é a função gerencial que visa à cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos objetivos tanto organizacionais quanto individuais. Constitui, a rigor, uma evolução das áreas designadas no passado como Administração de Pessoal, Relações Industriais e Administração de

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Medium 9788597020571

16 Análise de dados qualitativos

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Durante muito tempo, os manuais de pesquisa social, ao tratarem da análise dos dados, voltaram-se quase que exclusivamente para os métodos quantitativos. Em virtude, porém, da adoção de novos enfoques teóricos da utilização de novas técnicas de coleta de dados, vem se tornado cada vez mais comum o uso de métodos qualitativos na análise dos dados. Tanto nas denominadas pesquisas qualitativas quanto nas que se propõem a utilizar métodos mistos.

Diferentemente, porém, do que ocorre com as pesquisas quantitativas, para as quais já se consolidaram procedimentos sistemáticos e rigorosos de análise de dados, nas pesquisas qualitativas nem sempre o pesquisador dispõe de orientação segura para tanto. Contribui para essa situação não apenas a ampla diversidade de tradições de pesquisa qualitativa, que implicam a utilização de procedimentos analíticos bastante diferenciados, mas também a inexistência de nítida separação entre as etapas do trabalho de pesquisa. Tanto é que se costuma dizer que na pesquisa qualitativa o processo de análise inicia-se com a transcrição da primeira entrevista ou com o primeiro registro de observação.

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Medium 9788597017335

4 - Como se relacionam professores e estudantes

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Como se relacionam professores e estudantes

Parece haver consenso entre os professores que o mais importante no Ensino

Superior é conseguir que o estudante aprenda. Também não é difícil admitir que tanto as aptidões e motivações dos estudantes quanto as dos professores exercem inf luência na aprendizagem, além de variáveis relacionadas aos objetivos e à organização dos cursos. Mas há outro aspecto muito importante a ser considerado, que é o do relacionamento que se estabelece entre professor e estudante.

Toda a vida em sala de aula é constituída por relações interpessoais. O professor explica, pergunta, responde, informa, admoesta, repreende, elogia, critica ou ameaça, valendo-se tanto da linguagem verbal quanto da não verbal. Da mesma forma, os estudantes comunicam-se com o professor e com os colegas em muitos momentos; perguntam, respondem, reclamam, dizem algo enquanto aguardam e também dizem alguma coisa quando estão distraídos ou mesmo quando se calam. O relacionamento entre professor e estudante ocorre de maneira tão intensa que, para Marchand (1985), ambos formam um “par educativo”, devendo, portanto, ser considerados como uma unidade.

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12 Entrevista

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A entrevista é uma das mais importantes dentre as técnicas disponíveis para a coleta de dados em pesquisas sociais. É também uma das mais curiosas, pois caracteriza-se por uma relação social muito atípica: duas pessoas que não se conhecem falam por um tempo relativamente longo e depois se separam para provavelmente não se reverem. Mas é exatamente essa estranheza que torna a entrevista uma técnica tão produtiva. O fato de o pesquisador estar fora da vida social do pesquisado é que o torna uma pessoa preparada para ouvir o que ele tem a dizer, até mesmo algumas de suas confidências (KVALE; BRINKMANN, 2014).

Pode-se considerar a entrevista como a técnica por excelência na investigação social, com valor muito semelhante ao tubo de ensaio na Química e ao microscópio na Microbiologia. Por sua flexibilidade, é adotada como técnica fundamental de investigação nos mais diversos campos e pode-se afirmar que parte importante do desenvolvimento das ciências sociais nas últimas décadas foi obtida graças à sua aplicação.

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