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Capítulo 3. Desempenho Econômico de Longo Prazo

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Capítulo

3

Desempenho Econômico de Longo Prazo

O

objetivo geral deste capítulo é mostrar as diferenças marcantes de desempenho macroeconômico nas distintas fases de evolução da economia brasileira. O objetivo específico é destacar o fraco desempenho do país na atual fase de Modelo Liberal

Periférico (MLP) e analisar o desempenho econômico do país durante o Governo Lula a partir da perspectiva histórica.

No capítulo anterior foram discutidas as características gerais das distintas fases de evolução da economia brasileira. Foi dada

ênfase para as questões estruturais, em particular a estrutura de produção e o padrão de inserção do país no sistema econômico internacional. A análise dos indicadores de desempenho de longo prazo da economia brasileira é o foco deste capítulo. Tendo em vista a limitação dos dados, a análise mais detalhada dos indicadores concentra-se no período republicano.

Os indicadores macroeconômicos usados são: taxa de variação real da renda (Produto Interno Bruto – PIB); investimento

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Capítulo 8. Conclusões

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Capítulo

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Conclusões

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ste último capítulo resume as principais conclusões do livro e também apresenta algumas considerações gerais sobre perspectivas de longo prazo. Cabe destacar, mais uma vez, que a análise se concentra nas mudanças estruturais e no desempenho macroeconômico de longo prazo. Para efeitos da perspectiva histórica, divide-se a formação econômica do país nas seguintes fases: sistema colonial (1500-1822); economia agroexportadora escravista (1822-1889); expansão cafeeira e primórdios da industrialização (1889-1930); desenvolvimentismo, substituição de importações e industrialização (1930-1979); crise, instabilidade e transição (1980-1994); e Modelo Liberal Periférico, de 1995 em diante.

8.1 Principais Resultados

A independência não rompeu com a estrutura colonial, visto que, no período 1822-1889, o país continuou com uma economia primário-exportadora, essencialmente agrícola, baseada em poucos produtos. O atraso econômico do país era evidente quando se considera as revoluções tecnológicas que ocorreram ao longo do século XIX. Nesse período, os registros de produção industrial no Brasil são modestos e o trabalho escravo continuou como elemento básico do modelo. Na medida em que o século XIX avançava, a cultura do café expandia-se no Centro-Sul e se tornava a

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Capítulo 6. Custos das Reservas Internacionais

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Capítulo

6

Custos das Reservas

Internacionais

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ste capítulo aborda dois temas complementares: o custo das reservas internacionais e o empréstimo do país ao FMI em

2010. A formação de reservas internacionais pode ser passiva ou ativa. Na formação passiva, as variações (incrementos ou reduções de haveres externos) respondem a fatores externos (nível de renda mundial, liquidez internacional, taxa de juro, preço do petróleo etc.) e internos (quebra de safra agrícola, liberalização financeira, oferta monetária, acesso ao mercado financeiro internacional, dívida pública, regime cambial etc.). No segundo, a acumulação ativa de reservas ocorre de acordo com os objetivos definidos pelo Estado nacional.

6.1 Níveis Estratégico, Ótimo e Crítico

A acumulação ativa de reservas internacionais está associada a três níveis distintos: estratégico, ótimo e crítico. O nível estratégico é o das reservas internacionais suficientemente elevadas, que garantem significativa capacidade de resistência do país a pressões externas envolvendo mudanças no seu modelo de desenvolvimento e na sua política externa. O nível estratégico parte da visão de que a arena internacional é locus de conflito ou rivalidade entre Estados nacionais. Portanto, a reserva internacional

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Introdução

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Introdução

A

avaliação quanto à atual situação econômica brasileira tem diferentes correntes. A primeira é formada por aqueles que acreditam que o país está tendo bom ou ótimo desempenho e que está passando por mudanças estruturais significativas. Ademais, essas mudanças implicariam retorno à Era Desenvolvimentista (1930-1980), perdida pelo país entre 1980 e 2002. Os participantes dessa corrente identificam três traços distintivos do

Governo Lula: (i) grandes transformações (SADER; GARCIA,

2010); (ii) reversão de tendências estruturais (MERCADANTE,

2006); e (iii) predominância da visão desenvolvimentista nas políticas do governo a partir de 2005 (BARBOSA; DIAS, 2010).

Naturalmente, a maioria dos membros dessa corrente está ligada por interesses ao Governo Lula e ao Partido dos Trabalhadores

(PT). Nesse ponto de vista, é colocada ênfase em alguns temas: crescimento econômico; queda da taxa de desemprego; melhora da distribuição de renda; e aumento das reservas internacionais.

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Capítulo 7. Desigualdade da Renda

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Capítulo

7

Desigualdade da Renda

A

s críticas ao desempenho do MLP, em geral, e ao Governo Lula, em particular, provocam como reação imediata o argumento de que houve queda da desigualdade e da pobreza na primeira década do século XXI. Assim, ainda que muitos reconheçam as deficiências do MLP e os graves problemas econômicos vigentes no Governo Lula, é frequente encontrar o argumento de que, pelo menos, houve melhora com a redução da desigualdade de renda e da pobreza. Como veremos abaixo, essa melhora é um fato irrefutável.

Este capítulo se concentra na análise da evolução da desigualdade da renda no Brasil e no restante da América Latina na primeira década do século XXI. Naturalmente, é preciso cautela na comparação de indicadores da desigualdade da renda entre países, visto que as pesquisas por amostras de domicílios têm coberturas diferentes; por exemplo, podem se basear em gastos ou renda, podem ser para amostra nacional ou regional, área urbana etc. Ademais, pesquisas de domicílios subestimam rendas que são derivadas do capital (juro, lucro e aluguel) e tendem a expressar, fundamentalmente, a distribuição de rendimentos da classe trabalhadora e as transferências públicas sociais.

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