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PARTE II – 9 - DELINEAMENTO DE LEVANTAMENTO OU SURVEY

BAPTISTA, Makilim Nunes; CAMPOS, Dinael Corrêa de Grupo Gen PDF Criptografado

9

C apítulo

Delineamento de levantamento ou survey

SANDRA LEAL CALAIS

A pesquisa científica exige um conhecimento amplo do cientista (pesquisador) sobre o fazer científico, que se distingue do fazer popular. O método científico avalia as afirmações sobre a natureza do fenômeno, por meio de um conjunto de regras críticas, de maneira que outros possam replicar ou refutar tais asserções (Cozby, 2003).

Sempre que se tem um objeto de pesquisa, há a necessidade de, além da pergunta inicial (o que se deseja pesquisar), utilizar uma forma adequada de coleta de dados. Essa forma deve ser a mais adequada ao objetivo de investigação para que não ocorram distorções ao final do trabalho.

Na investigação científica, encontram-se dados que podem ser quantificados e outros que podem ser analisados de forma qualitativa. Por exemplo, quando se têm medidas fisiológicas de resposta de estresse, como sudorese e diurese, pode-se quantificá-las por meio de aparelhagem específica.

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PARTE III – 19 - A PESQUISA FENOMENOLÓGICA EM PSICOLOGIA

BAPTISTA, Makilim Nunes; CAMPOS, Dinael Corrêa de Grupo Gen PDF Criptografado

19

C apítulo

A pesquisa fenomenológica em Psicologia

SYLVIA MARA PIRES DE FREITAS1

Este capítulo tem como objetivo orientar os pesquisadores, principalmente os iniciantes em produções científicas, sobre como o método fenomenológico é aplicado em pesquisa.

Escrever sobre Pesquisa Fenomenológica em Psicologia é uma tentativa de ensinar o pesquisador a “voltar às coisas mesmas”, ao fenômeno vivido como ponto de partida do conhecimento.

Para tanto, tornar-se-á necessário um esforço do pesquisador para despir-se dos conhecimentos adquiridos em sua prática diária e também dos que lhe foram conferidos pela história, pela filosofia, pela ciência.

No entanto, antes de falarmos sobre o método fenomenológico, vamos compreender um pouco sobre a construção histórica do mundo científico. Acredito ser necessária tal contextualização para que possamos entender o que levou Husserl a iniciar a Fenomenologia moderna, nos fins do século

XIX, contrapondo-se ao psicologismo.

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PARTE II – 15 - A IMPORTÂNCIA DA REVISÃO SISTEMÁTICA NA PESQUISA CIENTÍFICA

BAPTISTA, Makilim Nunes; CAMPOS, Dinael Corrêa de Grupo Gen PDF Criptografado

15

C apítulo

A importância da revisão sistemática na pesquisa científica

LUCIANA XAVIER SENRA E LÉLIO MOURA LOURENÇO

O presente capítulo analisa a importância das várias formas e facetas da revisão sistemática de literatura na elaboração de material acadêmico científico. Diferentemente de uma revisão de literatura tradicional, a revisão sistemática de literatura estabelece um processo formal para conduzir a investigação, evitando, assim, a introdução de vieses da revisão de literatura informal, ou seja, dando mais confiabilidade a um novo protocolo de pesquisa.

A revisão sistemática é uma revisão de literatura científica, com objetivo pontual, que utiliza uma metodologia padrão para encontrar, avaliar e interpretar diversos estudos relevantes disponíveis para uma questão particular de pesquisa, área do conhecimento ou fenômeno de interesse, que representa o atual conhecimento sobre a intervenção ou fator de exposição no momento da realização da revisão sistemática. É um recurso importante da prática baseada em evidências, que consiste em uma forma de síntese dos resultados de pesquisas relacionados a um problema específico. Nesse sentido, utiliza um processo de revisão de literatura abrangente, imparcial e reprodutível, que localiza, avalia e sintetiza o conjunto de evidências dos estudos científicos.

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PARTE II – 11 - DELINEAMENTO DE CASO-CONTROLE

BAPTISTA, Makilim Nunes; CAMPOS, Dinael Corrêa de Grupo Gen PDF Criptografado

11

C apítulo

Delineamento de caso-controle

ALTEMIR JOSÉ GONÇALVES BARBOSA, MARINA MERLIM E MAKILIM NUNES BAPTISTA

As pesquisas do tipo caso-controle têm sido amplamente utilizadas por pesquisadores de várias áreas do conhecimento, especialmente das ciências da saúde. Medicina, educação física, fisioterapia, farmácia e psicologia representam uma amostra de áreas que têm se beneficiado com esse tipo de estudo.

Para ilustrar a importância do delineamento de caso-controle para as ciências da saúde e seu desenvolvimento ao longo do tempo, foi feita uma busca1 por publicações indexadas pela base de dados MEDLINE2 que têm no título o termo “caso-controle” (Figura 11.1). Foram recuperados 7.061 títulos, especialmente artigos de pesquisa. Ressalta-se que o número de indexações salta para mais de 63.000 se se considerar a aparição desse termo em todos os campos indexados (p. ex., resumo).

Figura 11.1: Distribuição temporal dos títulos indexados (1967–2003) na base de dados MEDLINE que têm o termo “caso-controle”.

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PARTE I – 6 - RELAÇÃO ENTRE METODOLOGIA E AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

BAPTISTA, Makilim Nunes; CAMPOS, Dinael Corrêa de Grupo Gen PDF Criptografado

6

C apítulo

Relação entre metodologia e avaliação psicológica

ANA PAULA PORTO NORONHA E MAKILIM NUNES BAPTISTA

COMO CORTAR UMA LARANJA COM UM GARFO?

O título deste capítulo remete a uma questão muito comum em pesquisa de campo em Psicologia, ou seja, até que ponto o fenômeno que se deseja estudar realmente é avaliado pelo instrumento que está sendo proposto? Ou ainda, será que a metodologia usada permitirá responder ao objetivo? Muitos pesquisadores, não necessariamente iniciantes, podem, por falta de conhecimento em avaliação psicológica (AP), planejar uma pesquisa de forma correta, definir os objetivos e as hipóteses, realizar uma busca bibliográfica minuciosa, planejar os participantes e os procedimentos, sem, no entanto, fazer uso de um instrumento (questionário, inventário, teste, entre outros) que tenha qualidades psicométricas para realmente avaliar o fenômeno proposto pelos objetivos da pesquisa. Nesse sentido, ao ignorar este fato, o pesquisador pode condenar não só a sua pesquisa, mas anos de estudo sobre um determinado tema, na medida em que utiliza um instrumento inadequado para aquilo a que se propôs. Essa última consideração, de alguma forma, pretende justificar o título do capítulo, ou seja, procedendo dessa forma, o pesquisador estará tentando “cortar uma laranja com um garfo”, pois, ele possui um objetivo específico, mas se utiliza de uma ferramenta inadequada para tal objetivo. A proposta é apresentar algumas considerações a respeito da avaliação psicológica, mais especialmente das qualidades que atestam a cientificidade dos instrumentos de medida, bem como algumas questões sobre a formação do psicólogo na

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