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2 Leitura e compreensão

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2

capítulo

Leitura e compreensão

Legere et non intelligere est tanquam non legere.

2.1

LEITURA E COMPREENSÃO

O fragmento acima põe em destaque a incompletude textual quanto ao significado, além de realçar a importância do leitor não apenas como um decodificador, mas como um colaborador na construção do sentido do texto.

O texto comporta um conjunto de enunciados linguísticos em que os pressupostos, as intenções, os implícitos, somados a fatores situacionais, criam um universo a ser desvendado pelo leitor. Ao refletir-se sobre a questão da compreensão, um fator que se apresenta como fundamental é o conhecimento prévio, que possibilita ao leitor a construção do sentido.

A constatação de que diferentes leitores podem interpretar de forma diversa os fatos apresentados no mesmo texto evidencia que de um leitor para outro, ou mesmo em momentos diferentes do mesmo leitor, a bagagem cognitiva armazenada durante o percurso de vida de cada um desempenha um papel muito importante no processo de leitura.

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14 Pontuação

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14 capítulo

Pontuação

O TESTAMENTO

Um homem rico, sem filhos, sentindo-se morrer, pediu papel e caneta e escreveu assim:

“Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do mecânico nada aos pobres”

Não teve tempo de pontuar — morreu.

Eram quatro concorrentes. Chegou o sobrinho e fez estas pontuações numa cópia do bilhete:

“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do mecânico. Nada aos pobres.”

A irmã do morto chegou em seguida com outra cópia do testamento e pontuou assim:

“Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do mecânico. Nada aos pobres.”

Apareceu o mecânico, pediu uma cópia do original e fez estas pontuações:

“Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do mecânico. Nada aos pobres.”

Um juiz estudava o caso, quando chegaram os pobres da cidade. Um deles, mais sabido, tomou outra cópia do testamento e pontuou deste modo:

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7 Argumentação

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7

capítulo

Argumentação

A argumentação, como já visto no capítulo anterior, é um tipo de texto e, como tal, pode fazer-se presente nos mais variados gêneros de texto. Assim, podemos ter argumentação nos gêneros textuais, tanto orais como escritos, por exemplo, em artigos acadêmicos, em editoriais de jornal, em textos publicitários, em debates, em pareceres processuais, em petições iniciais, entre tantos outros.

Segundo Ducrot1, a utilização argumentativa da língua não lhe é sobreposta; ao contrário, está inscrita nela, é prevista na sua organização interna.

A argumentatividade é subjacente ao uso da língua.

A função argumentativa da língua tem marcas na estrutura do enunciado. Assim, o valor argumentativo de uma frase não é devido apenas às informações que ela contém, mas à presença de determinadas expressões ou termos que, além de seu conteúdo informativo, têm a função de mostrar a orientação argumentativa do enunciado, conduzindo o receptor/leitor a determinada direção.

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10 Sintaxe

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10 capítulo

Sintaxe

A língua é uma instituição bastante complexa. Para que possamos conhecê-la e utilizá-la na forma culta torna-se necessário o desdobramento de seu estudo, tendo em vista aspectos diferentes.

Assim, a morfologia estuda as formas das palavras, o gênero, a derivação de termos a partir de outros mais primitivos, além de outros fatos da língua.

A sintaxe, outro aspecto do estudo da língua, ocupa-se dos padrões estruturais vigentes na língua, motivados pelas relações recíprocas dos termos na oração e das orações no texto.

A Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) divide a sintaxe em:

1) de regência: nominal e verbal — associação dos vocábulos de acordo com a sua função sintática;

2) de concordância: nominal e verbal — concordância dos vocábulos de acordo com certos princípios fixados na língua;

3) de colocação: ordem dos vocábulos de acordo com sua função sintática e importância na comunhão das ideias.

10.1 A ORAÇÃO

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13 Concordância nominal

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13 capítulo

Concordância nominal

Vimos que o verbo precisa concordar com o sujeito em número (singular e plural) e em pessoa (1ª, 2ª e 3ª). Na oração, os termos que acompanham ou modificam os substantivos, não importa a função que esses substantivos exerçam, também devem concordar com eles, agora em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). É sobre essa concordância que trataremos.

Observe:

1) a) O homem sábio vive melhor. b) Os homens sábios vivem melhor.

Temos um só adjetivo, modificando um só substantivo. Quando isso ocorre, o adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo.

2) a) pai e mãe cuidadosos ou pai e mãe cuidadosa b) remédio e substâncias contraindicados ou remédio e substâncias contraindicadas c) esforço, empenho e dedicação extremos ou esforço, empenho e dedicação extrema

Temos vários substantivos de gêneros diferentes e um só adjetivo modificando-os; o adjetivo vai para o masculino plural ou concorda com o mais próximo.

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