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10 Sintaxe

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10 capítulo

Sintaxe

A língua é uma instituição bastante complexa. Para que possamos conhecê-la e utilizá-la na forma culta torna-se necessário o desdobramento de seu estudo, tendo em vista aspectos diferentes.

Assim, a morfologia estuda as formas das palavras, o gênero, a derivação de termos a partir de outros mais primitivos, além de outros fatos da língua.

A sintaxe, outro aspecto do estudo da língua, ocupa-se dos padrões estruturais vigentes na língua, motivados pelas relações recíprocas dos termos na oração e das orações no texto.

A Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) divide a sintaxe em:

1) de regência: nominal e verbal — associação dos vocábulos de acordo com a sua função sintática;

2) de concordância: nominal e verbal — concordância dos vocábulos de acordo com certos princípios fixados na língua;

3) de colocação: ordem dos vocábulos de acordo com sua função sintática e importância na comunhão das ideias.

10.1 A ORAÇÃO

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13 Concordância nominal

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Concordância nominal

Vimos que o verbo precisa concordar com o sujeito em número (singular e plural) e em pessoa (1ª, 2ª e 3ª). Na oração, os termos que acompanham ou modificam os substantivos, não importa a função que esses substantivos exerçam, também devem concordar com eles, agora em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural). É sobre essa concordância que trataremos.

Observe:

1) a) O homem sábio vive melhor. b) Os homens sábios vivem melhor.

Temos um só adjetivo, modificando um só substantivo. Quando isso ocorre, o adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo.

2) a) pai e mãe cuidadosos ou pai e mãe cuidadosa b) remédio e substâncias contraindicados ou remédio e substâncias contraindicadas c) esforço, empenho e dedicação extremos ou esforço, empenho e dedicação extrema

Temos vários substantivos de gêneros diferentes e um só adjetivo modificando-os; o adjetivo vai para o masculino plural ou concorda com o mais próximo.

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9 Revisão gramatical

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9

capítulo

Revisão gramatical

Uma das grandes exigências feitas aos profissionais do Direito é o perfeito domínio das normas da língua culta padrão, que deve ser usada em todos os textos jurídicos, quer na modalidade oral, quer na modalidade escrita da língua.

Para tanto, iniciaremos com as regras de acentuação gráfica.

Não procede a desculpa dada por alguns estudantes de que não é necessário o conhecimento das regras de acentuação, uma vez que o corretor ortográfico dos computadores faz esse trabalho. Esquecem-se, contudo, de que, em provas e concursos, quem deve saber acentuar, para escrever corretamente, é o candidato. Além disso, muitas serão as ocasiões, ao longo da vida, em que os profissionais terão de manuscrever algum texto, sem o auxílio do computador.

Evidenciamos, assim, a necessidade de conhecer tais regras. Vamos a elas.

9.1

ACENTUAÇÃO DAS PALAVRAS

Todas as palavras da língua portuguesa podem ser divididas em sílabas, que significam o conjunto de sons que nós produzimos em cada emissão de voz.

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Apresentação

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Apresentação

Após percorrer, com prazer e proveito, as páginas bem pensadas e bem escritas do Manual de linguagem jurídica, da Professora Maria José Constantino Petri, vieram-me à mente algumas reflexões que fiz sobre o Direito e sua linguagem, em breve peça intitulada O Direito, as emoções e as palavras. Rememoro, a seguir, algumas delas, conjugando-as com o valioso trabalho que me cabe apresentar.

O Direito é a alternativa que o mundo concebeu contra a força bruta. Em lugar de guerras, duelos ou brigas – debates públicos; em vez de armas, socos ou chutes – ideias e argumentos. A vida dos operadores jurídicos consiste em transformar emoções em palavras, interesses em razão, na busca do que é certo, do que é justo, do que é legítimo. Por vezes, em busca apenas de compreensão.

A linguagem, a capacidade de transmitir conhecimento, opiniões e emoções por via das palavras é um dos principais traços distintivos entre o homem e os outros animais. O mundo do Direito é o mundo da linguagem, falada e escrita. Nós vivemos das palavras: são elas as nossas armas para persuadir, conquistar, vencer. Para nós, falar ou escrever nunca é um ato banal. É a marca da nossa identidade, é o nosso modo de ser e de estar no mundo.

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11 Regência verbale nominal

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11 capítulo

Regência verbal e nominal

11.1 REGÊNCIA VERBAL

Conforme vimos, a regência é uma das três divisões da sintaxe, ao lado da concordância e da colocação.

A sintaxe de regência trata das relações de dependência dos termos na oração e das orações no período.

São chamados termos regentes aqueles que exigem outro termo, denominado regido, para completar a sua significação.

Quando o termo regente é um nome (substantivo ou adjetivo), estamos no campo da regência nominal; é o que ocorre com o complemento nominal.

Quando o termo regente é um verbo que não tem seu significado completo, exigindo um outro termo para completar-lhe a significação, estamos diante da regência verbal.

Dentre as diversas classes de palavras, o verbo ocupa lugar de especial relevo na linguagem, inclusive na linguagem jurídica, em virtude de seu conteúdo semântico básico, que se caracteriza pela função específica de indicar ações, na interação entre os seres, ou estados em que os seres se encontram, ou, ainda, a passagem de um estado para o outro.

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