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14 - Viroses Respiratórias

SANTOS, Norma Suely de Oliveira; ROMANOS, Maria Teresa Villela; WIGG, Marcia Dutra Grupo Gen PDF Criptografado

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Viroses Respiratórias

José Nelson dos Santos Silva Couceiro  Gabriella da Silva Mendes 

Raquel Cirlene da Silva

CC

Introdução

As infecções do sistema respiratório representam uma das principais causas de morbidade e mortalidade no mundo inteiro.

Embora haja variações consideráveis nas causas de mortalidade infantil, a Organização Mundial da Saú­de (OMS) classifica as infecções do sistema respiratório inferior como a segunda prin­ cipal causa de morte entre crianças abaixo de 5 anos de idade.

As infecções respiratórias causadas por vírus desempenham um papel importante na saú­de pública. Doenças respiratórias agudas virais estão entre aquelas que mais comumente acome­ tem adultos e crianças. O sistema respiratório está sujeito a in­ fecções causadas por vírus de genoma constituí­do de DNA e de

RNA, os quais produzem doen­ças de variados níveis de gravi­ dade, desde quadros brandos, clinicamente sem importância, até doen­ças fatais. Cada um desses vírus pode ser responsá­ vel por diferentes síndromes clínicas, dependendo da idade e condição imunológica do hospedeiro. Por outro lado, cada um dos quadros clínicos respiratórios associados a infecções virais pode ser causado por diferentes patógenos virais. Em paí­ses de­ senvolvidos, a mortalidade devida à infecção respiratória viral aguda em in­di­ví­duos imunocompetentes é baixa, com exceção de epidemias causadas pelo vírus da influenza (FLUV) e, pos­ sivelmente, infecções pelo vírus respiratório sincicial humano

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2 - Origem, Evolução e Emergência dos Vírus

SANTOS, Norma Suely de Oliveira; ROMANOS, Maria Teresa Villela; WIGG, Marcia Dutra Grupo Gen PDF Criptografado

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Origem, Evolução e

Emergência dos Vírus

Norma Suely de Oliveira Santos

CC

Origem dos vírus

Por muito tempo, o difícil problema de elucidar a origem dos vírus foi negligenciado. Após serem considerados “não vivos” e deixados à margem dos estudos da evolução da vida por muitos bió­logos, os vírus estão agora no centro do palco – podem ter atuado na origem do DNA, ter tido um papel central na emergência das células eucariotas e ter sido a causa da separação dos organismos biológicos nos três domínios: bactérias, arqueias e eucariotos.

Até a metade do ­século XX, os organismos eram divididos em dois grupos: bactérias (procariotos) e eucariotos; ao final deste

­século, as modernas ferramentas de Biologia Molecular tornaram possível uma nova classificação dos organismos celulares.

Em 1990, Carl Woese, microbiologista norte-americano, descobriu a existência de três diferentes ribossomas no mundo celular, substituindo assim a antiga dicotomia procarioto-eucarioto pela tría­de arqueia-procarioto-eucarioto. Nos últimos 30 anos, o desenvolvimento de estratégias de sequenciamento mais eficientes permitiu a criação de uma árvore universal da vida

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16 - Hepatites Virais

SANTOS, Norma Suely de Oliveira; ROMANOS, Maria Teresa Villela; WIGG, Marcia Dutra Grupo Gen PDF Criptografado

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Hepatites Virais

Caroline Cordeiro Soares  Christian Maurice Gabriel Niel 

Francisco Campello do Amaral Mello  Selma de Andrade Gomes

CC

Introdução

Os agentes etiológicos da hepatite viral são responsáveis por grande incidência de casos de morbidade e mortalidade e repre­ sentam grave problema de Saú­de Pública em todo o mundo. As hepatites virais são causadas por agentes de diferentes famílias e gêneros que possuem em comum tropismo pelo fígado, levan­ do a alterações hepáticas de gravidade va­riá­vel (Quadro 16.1).

Os vírus, denominados de vírus da hepatite A (HAV) e vírus da hepatite E (HEV), classificados respectivamente nos gêne­ ros Hepatovirus (família Picornaviridae) e Hepevirus (família

Hepeviridae), são de transmissão entérica e causam hepatite aguda. As hepatites de tipo A e E são endêmicas em re­giões mundiais afetadas pela pobreza, onde as condições sanitárias são precárias. Epidemias de hepatite E foram reportadas em paí­ ses como Índia e México. Os vírus da hepatite B (HBV; gênero

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5 - Bases Físicas e Geométricas da Arquitetura do Capsídeo Viral

SANTOS, Norma Suely de Oliveira; ROMANOS, Maria Teresa Villela; WIGG, Marcia Dutra Grupo Gen PDF Criptografado

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Bases Físicas e Geométricas da

Arquitetura do Capsídeo Viral

Fernando Portela Câmara

CC

Conceito e propriedades elementares dos vírus

Vírus são agentes infecciosos que se propagam em uma célula hospedeira capaz de sustentar sua biossíntese; eles estão em um nível de complexidade inferior ao da célula mais primitiva, não tendo autonomia metabólica para obter sua própria energia e para se autorreplicar. São superestruturas formadas por um genoma de RNA ou de DNA revestido por proteí­nas e, algumas vezes, por um envelope glicolipoproteico. A partícula viral tem, em média, dimensões inferiores ao comprimento de onda médio da radiação ultravioleta, motivo pelo qual só podem ser discerníveis por v­ isua­lização em microscopia eletrônica.

Sendo basicamente um complexo nucleoproteico, as propriedades gerais dos vírus são as mesmas das proteí­nas e dos

ácidos nucleicos. Também são inativados pelo calor, sendo mais comumente utilizado o calor úmido. No caso dos vírus que apresentam revestimento glicolipoproteico, sua inativação ocorre rápida e facilmente pela ação de detergentes e por solventes lipídicos (p.  ex., clorofórmio, éter e desoxicolato de sódio). Um teste rápido de inativação com esses solventes já decide de maneira rápida e direta se um vírus apresenta envelope lipoproteico ou não.

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12 - Viroses Dermotrópicas

SANTOS, Norma Suely de Oliveira; ROMANOS, Maria Teresa Villela; WIGG, Marcia Dutra Grupo Gen PDF Criptografado

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Viroses Dermotrópicas

Marcia Dutra Wigg

CC

Introdução

As viroses dermotrópicas podem ser divididas em 2 tipos: aquelas em que os vírus permanecem no local da infecção, restritos à superfície corpórea (infecções causadas pelos vírus herpes simplex 1 e 2 e vírus do molusco contagioso, e verrugas pelos vírus do papiloma humano); e aquelas em que os vírus se alojam no tecido epitelial após se disseminarem sistemicamente pelo corpo, causando lesões visíveis na epiderme e/ou mucosa

(infecções causadas pelos vírus da varicela-zoster, herpesvírus humanos 6 e 7 e herpesvírus associado ao sarcoma de Kaposi, além de sarampo e rubéo­la, entre outros). Além disso, as lesões epiteliais causadas pelos vírus dermotrópicos que são disseminados pelo sangue podem ser divididas em lesões transmissoras diretas desses patógenos e que são contagiosas (varicela, por exemplo), ou lesões derivadas das reações imunológicas do hospedeiro e não contagiosas (exantemas causados pelos herpesvírus humanos 6 e 7 e vírus do sarampo, por exemplo).

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