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22 - Viroses Oculares

SANTOS, Norma Suely de Oliveira; ROMANOS, Maria Teresa Villela; WIGG, Marcia Dutra Grupo Gen PDF Criptografado

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Viroses Oculares

Norma Suely de Oliveira Santos

CC

Introdução

O olho e suas estruturas estão sujeitos a um grande número de doen­ças de etiologia viral as quais são classificadas de acordo com a estrutura anatômica do olho predominantemente afetada. A anatomia do olho é complexa, e está dividida em 2 segmentos, anterior e posterior. A câmara anterior está localizada no segmento anterior e é um sítio imunológico privilegiado, pois a resposta imunológica mediada por células T está suprimida nesta ­área. Isso protege o olho contra uma resposta imunológica potencialmente destrutiva, mas por outro lado também dificulta a defesa contra agentes infecciosos (Figura 22.1).

Retina

Íris

Pupila

Cristalino

te epidêmica, febre faringoconjuntival e conjuntivite folicular aguda; enterovírus (echovírus, enterovírus 70 e Coxsakievírus

A), associados a quadros de conjuntivite hemorrágica aguda, altamente epidêmica; e os vírus herpes simplex, responsáveis por quadro de ceratoconjuntivite, normalmente com graves complicações da córnea (Quadro 22.1). A conjuntivite viral é, em sua maioria, altamente contagiosa, porém, autolimitada, com duração de sintomas por aproximadamente 15 dias.

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20 - Viroses Oncogênicas

SANTOS, Norma Suely de Oliveira; ROMANOS, Maria Teresa Villela; WIGG, Marcia Dutra Grupo Gen PDF Criptografado

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Viroses Oncogênicas

Maria Teresa Villela Romanos  Jéssica Figueiredo Cavalcanti 

Norma Suely de Oliveira Santos  Raquel Cirlene da Silva 

Tatiana Ferreira Robaina  Giselle Priscila dos Anjos Pena

CC

Introdução

A evidência de que alguns cânceres poderiam ter etiologia viral começou em 1908, quando Ellerman e Bang demonstraram que a leucemia de galinhas podia ser transmitida a outras aves da mesma espécie, por inoculação de filtrados de células tumorais. Em 1911, Rous constatou que o sarcoma de galinhas também era transmitido da mesma forma, descoberta que lhe rendeu o Prêmio Nobel, em 1966. Vinte e cinco  anos depois das observações de Rous, Bittner mostrou que o carcinoma mamário de camundongos era induzido por um vírus transmitido da mãe para a progênie pelo leite. Em seguida, Gross e Friend identificaram 2 vírus relacionados com a leucemia de camundongos.

No decorrer das pesquisas, outros agentes semelhantes foram identificados em uma variedade de animais e, normalmente, associados a vários tipos de leucemias ou sarcomas. Ao mesmo tempo, outras descobertas foram feitas não envolvendo vírus diretamente. Foi demonstrado que radiação ionizante e vários produtos quí­micos eram oncogênicos, sugerindo que o câncer deveria ser causado, pelo menos em parte, por mutação no material genético celular, fato comprovado por Avery e colaboradores, em 1944.

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2 - Origem, Evolução e Emergência dos Vírus

SANTOS, Norma Suely de Oliveira; ROMANOS, Maria Teresa Villela; WIGG, Marcia Dutra Grupo Gen PDF Criptografado

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Origem, Evolução e

Emergência dos Vírus

Norma Suely de Oliveira Santos

CC

Origem dos vírus

Por muito tempo, o difícil problema de elucidar a origem dos vírus foi negligenciado. Após serem considerados “não vivos” e deixados à margem dos estudos da evolução da vida por muitos bió­logos, os vírus estão agora no centro do palco – podem ter atuado na origem do DNA, ter tido um papel central na emergência das células eucariotas e ter sido a causa da separação dos organismos biológicos nos três domínios: bactérias, arqueias e eucariotos.

Até a metade do ­século XX, os organismos eram divididos em dois grupos: bactérias (procariotos) e eucariotos; ao final deste

­século, as modernas ferramentas de Biologia Molecular tornaram possível uma nova classificação dos organismos celulares.

Em 1990, Carl Woese, microbiologista norte-americano, descobriu a existência de três diferentes ribossomas no mundo celular, substituindo assim a antiga dicotomia procarioto-eucarioto pela tría­de arqueia-procarioto-eucarioto. Nos últimos 30 anos, o desenvolvimento de estratégias de sequenciamento mais eficientes permitiu a criação de uma árvore universal da vida

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21 - Febres Hemorrágicas Virais

SANTOS, Norma Suely de Oliveira; ROMANOS, Maria Teresa Villela; WIGG, Marcia Dutra Grupo Gen PDF Criptografado

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Febres Hemorrágicas Virais

Fernando Portela Câmara  Luiz Max Fagundes de Carvalho

CC

Introdução

As febres hemorrágicas virais (FHV) são infecções que geralmente apresentam coeficiente de mortalidade e potencial epidêmico elevados. Causam terror nas populações atingidas e, se não forem controladas a tempo, frequentemente se espalham com intensidade, levando os serviços assistenciais ao colapso.

Essas viroses são temidas desde a época das Guerras Púnicas, quando uma epidemia de grandes proporções, até hoje de causa desconhecida da medicina e que se assemelhava a uma espécie de sarampo hemorrágico, segundo a descrição de Tucídides, emergiu na península do Peloponeso no perío­do de 431 a 404 a.C., causando inúmeras mortes na cidade-estado de Atenas e suas cidades-satélites no Mediterrâneo.

O fim do Império Romano foi fustigado por uma febre hemorrágica, possivelmente a varío­la hemorrágica, incidindo frequentemente nas campanhas romanas e sendo confundida com a peste negra pelos historiadores. Na Idade Média, a partir do ano 348 d.C., quando o clima se tornou mais quente, a Europa foi castigada por terríveis ciclos epidêmicos da chamada peste negra (transmitida por pulgas infectadas pela bactéria Yersinia pestis). Não há evidências concretas de que essa epidemia tenha sido de etiologia bacteriana, e pode-se es­pecular, com base nas características epidemiológicas, ciclos e trajetória dessa doen­ça que mudaria o rumo da história econômica e política da Europa, que se tratava de uma febre hemorrágica de alta mortalidade. O que se chama de peste negra con­ti­nuaria grassando a

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11 - Viroses Entéricas

SANTOS, Norma Suely de Oliveira; ROMANOS, Maria Teresa Villela; WIGG, Marcia Dutra Grupo Gen PDF Criptografado

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Viroses Entéricas

Norma Suely de Oliveira Santos  Caroline Cordeiro Soares

CC

Introdução

A doen­ça diarreica infecciosa é uma das principais causas de mortalidade e morbidade em todo o mundo. Resulta da contaminação de água e alimentos ou é transmitida pessoa a pessoa, devido a condições precárias de higiene. De acordo com a Organização Mundial da Saú­de (OMS), a doen­ça diarreica

é a segunda principal causa de morte entre crianças menores de 5 anos de idade. Uma porção significativa desses episódios poderia ser evitada por meio de medidas de saneamento, higiene e tratamento de água. Em todo o mundo, 780 milhões de in­di­ví­duos não têm acesso à água potável e 2,5 bilhões não têm acesso a saneamento básico. Trata-se de um problema enfrentado por diversos paí­ses e que enfatiza as diferenças entre as metas de gerenciamento clínico e as prioridades da saú­de pública.

O impacto da doen­ça é maior em paí­ses em desenvolvimento, em que representa uma das principais causas de mortalidade infantil. O tratamento na forma de solução de reidratação oral

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