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14 - Nódulo e neoplasia da tireoide

GOMES, João Paulo Mangussi Costa; NOGUEIRA NETO, Francisco Bazílio; KOSUGI, Eduardo Macoto Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 14

NÓDULO E NEOPLASIA DA TIREOIDE

Tiago da Costa Moreira

Fernando Danelon Leonhardt

INTRODUÇÃO E EPIDEMIOLOGIA

Os nódulos da tireoide são muito prevalentes e constituem a principal forma de apresentação da maioria das doenças nessa glândula. Em regiões sem carência de iodo, o nódulo tireoidiano pode ser detectado à palpação em 1% dos homens e 5% das mulheres e, ao exame ultrassonográfico, em até um terço da população adulta (19 a 67%), com maior prevalência entre mulheres acima de 60 anos. Sua importância clínica reside no fato de que é necessário excluir a possibilidade de carcinoma, que ocorre em 5 a 15% dos nódulos, dependendo de idade, sexo, história familiar, exposição prévia à radiação e síndromes que cursam com este tumor (Cowden, Carney, neoplasia endócrina múltipla tipo 2 [NEM 2], Werner, dentre outras).1,2

O carcinoma da tireoide é, na maioria das vezes, indolente e assintomático. Microcarcinomas (definidos como menores de 1 cm de diâmetro) estão presentes em 15 a 36% dos pacientes submetidos à necropsia. No Brasil, estes tumores são encontrados em 7,2% das necropsias e 7,8% das tireoides operadas por doença benigna, e a incidência é de aproximadamente 1%.¹

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2 - Perdas auditivas crônicas

GOMES, João Paulo Mangussi Costa; NOGUEIRA NETO, Francisco Bazílio; KOSUGI, Eduardo Macoto Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 2

PERDAS AUDITIVAS CRÔNICAS

Francisco Bazílio Nogueira Neto

Fernando Kaoru Yonamine

As perdas auditivas podem decorrer de diversas entidades clínicas. Neste capítulo serão abordadas resumidamente as principais causas de perdas auditivas crônicas.

PERDA AUDITIVA NEUROSSENSORIAL GENÉTICA

As perdas auditivas genéticas apresentam grande variabilidade quanto à idade de aparecimento e ao grau de perda; cerca de 30% estão associadas a síndromes genéticas. Aproximadamente 80% das perdas auditivas neurossensoriais genéticas não sindrômicas prélinguais (instalação da perda auditiva antes da aquisição de fala) são autossômicas recessivas, 15% autossômicas dominantes e 2 a

3% ligadas ao X. As autossômicas dominantes costumam ser progressivas e menos graves, sendo as pós-linguais (instalação da perda auditiva após a aquisição de fala) mais frequentes que as pré-linguais. Os loci gênicos autossômicos dominantes são identificados como DFNA, os autossômicos recessivos como DFNB, os ligados ao X como DFNX.

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4 - Rinite alérgica

GOMES, João Paulo Mangussi Costa; NOGUEIRA NETO, Francisco Bazílio; KOSUGI, Eduardo Macoto Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 4

RINITE ALÉRGICA

Otávio Augusto Iavarone

Giuliano Bongiovanni

INTRODUÇÃO

Doença causada por inflamação da mucosa nasal mediada por imunoglobulina E (IgE). Apresenta-se, muitas vezes, associada a asma, dermatite atópica e rinoconjuntivite.1

EPIDEMIOLOGIA

Acomete 10 a 30% dos adultos e de 20 a 40% das crianças.2 A seguir estão listados os principais aeroalérgenos desencadeantes da rinite

(Quadro 4.1).

Quadro 4.1 Fatores desencadeantes da rinite.

Aeroalérgenos

Baratas

Blatella germanica e Periplaneta americana

Animais

Cão, gato, cavalo, hamster

Fungos

Cladosporium sp., Aspergillus sp., Alternaria sp. e Penicillium notatum

Ácaros domiciliares

Dermatophagoides pteronyssinus e

Dermatophagoides farinae

Pólens

Gramíneas

Ocupacionais

Trigo, detergente, látex, poeira de madeira

Adaptado de Solé (2012).1

FISIOPATOLOGIA

A fisiopatologia da rinite alérgica é dividida em três etapas principais

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9 - Estridor laríngeo

GOMES, João Paulo Mangussi Costa; NOGUEIRA NETO, Francisco Bazílio; KOSUGI, Eduardo Macoto Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 9

ESTRIDOR LARÍNGEO

Cláudia Antunha de Freitas

Grazzia Guglielmino da Cruz

INTRODUÇÃO

O estridor se caracteriza como respiração ruidosa em consequência do turbilhonamento do ar ao passar por uma via respiratória estreitada. Pode ser originado da via respiratória superior ou inferior. Em crianças, estridor é o sinal mais importante de obstrução da via respiratória.1-3

AVALIAÇÃO DA CRIANÇA COM ESTRIDOR

Na avaliação inicial de uma criança com estridor, é importante reconhecer se ela se encontra em insuficiência respiratória aguda. Se não se enquadrar em urgência médica, pode-se dar seguimento à investigação etiológica e ao tratamento definitivo.

A investigação do estridor deve começar com uma história detalhada do parto, época de aparecimento, duração e característica do estridor no choro e sono, e sinais de gravidade, como cianose. Devese atentar para o histórico de internações anteriores, necessidade de intubação orotraqueal, malformações congênitas, refluxo gastroesofágico e outros. O exame físico deve buscar sinais de alarme, como tiragem intercostal, taquipneia, batimento de asa nasal e uso de musculatura acessória, avaliação da deglutição e busca de anomalias congênitas.

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3 - Manejo do paciente com vertigem

GOMES, João Paulo Mangussi Costa; NOGUEIRA NETO, Francisco Bazílio; KOSUGI, Eduardo Macoto Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 3

MANEJO DO PACIENTE COM VERTIGEM

João Paulo Mangussi Costa Gomes

Evandro Maccarini Manoel

INTRODUÇÃO

Tontura corresponde à percepção errônea de alteração do equilíbrio corpóreo e é o principal sintoma de disfunções vestibulares. Nos Estados Unidos, representa a terceira queixa mais referida por pacientes ambulatoriais e é o principal motivo de consultas médicas de pacientes com mais de 75 anos.1

Quando há ilusão de movimento corpóreo, geralmente de caráter rotatório, recebe o nome de vertigem. Alguns estudos estimam que cerca de 30% das pessoas apresentarão esse sintoma em algum momento de suas vidas.2

A queixa de vertigem é um verdadeiro desafio ao médico atendente.

Isso porque, além de muitas vezes ser difícil de definir, não representa uma doença isolada. É, na verdade, um sintoma cardinal de diferentes doenças que podem se originar da orelha interna, do nervo vestibular, do tronco encefálico, do cerebelo ou ter origem psicogênica.2

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