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22. Nematomorpha

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CAPÍTULO 22

Nematomorpha

Ricardo Massato Takemoto

Apresentação geral do grupo

Morfologia externa

Os Nematomorpha (do grego, nema = “fio”; morphe = “forma”) são conhecidos popularmente como cabelo ou verme crina de cavalo, isto porque podem apresentar de 1 a 3 mm de diâ­me­tro e até

1 metro de comprimento. A semelhança dos nematomorfos com um pelo da crina do cavalo é tão grande, que se pensava que eles poderiam surgir es­pon­ta­nea­men­te quando um pelo caía na água.

Esta ideia era reforçada pelo fato de ser comum encontrar estes animais nos tanques nos quais os cavalos bebem água.

São conhecidas apenas cinco espécies marinhas. Em água doce, existem aproximadamente 330 espécies de nematomorfos, mas estima-se que possam existir cerca de 2.000 espécies.

Os nematomorfos apresentam poucas características morfológicas importantes na identificação das espécies. Além do corpo alongado em forma de fio, que dá nome ao filo, as características ma­ croscópicas são as formas da extremidade posterior, que pode ser bilobada ou redonda nos machos e trilobada ou redonda nas fê­ meas (Figura 22.2 A a C), e a presença de estruturas como as pregas

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10. Platyhelminthes e Acoelomorpha

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CAPÍTULO 10

Platyhelminthes e Acoelomorpha

Ana Maria Leal-Zanchet e Suzana Bencke Amato

Apresentação geral do grupo

Os platelmintos são acelomados, triploblásticos, de simetria bilateral. Com o desenvolvimento de simetria bilateral, eles passaram a apresentar cefalização, com sistema nervoso constituí­do de um par de gânglios cerebrais anteriores e cordões nervosos longitudinais. A maioria é hermafrodita e apresenta sistema reprodutor complexo. Os platelmintos possuem sistema digestório incompleto, sem ânus, e não apresentam sistemas respiratório e circulatório.

A epiderme dos platelmintos geralmente é constituí­da por epitélio cilíndrico simples ciliado. Devido à ausência de celoma, o corpo é preenchido, entre a epiderme e os órgãos internos, por tecido conjuntivo frouxo contendo células totipotentes (neoblastos), comumente denominado parênquima (ou mesênquima). Nesse tecido conjuntivo encontram-se alojadas estruturas de origem epitelial

(glândulas unicelulares), ­muscular (­musculaturas subepidérmica e mesenquimática) e nervosa (órgãos sensoriais e gânglios e cordões nervosos). Existem mais de 15.000 espécies descritas, sendo a maioria de hábito parasitário. Espécimes de vida livre apresentam, em geral, tamanho corporal pequeno (menos de 1 mm de comprimento), mas alguns podem chegar a ter mais de 30 cm de comprimento. Algumas espécies parasitas, como Diphyllobothrium latum e as tênias Taenia solium e Taenia saginata, podem ter vários metros de comprimento.

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8. Cnidaria

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CAPÍTULO 8

Cnidaria

Seção A | Aspectos Gerais

André C. Morandini e Sergio N. Stampar

Introdução

fixação/adesão, construção de tubos). Além disso, auxiliam, em muitos casos, especialistas em taxonomia fazerem melhor distinção entre grupos ou espécies.

A classificação dos cnidários em grandes categorias hierárquicas é relativamente intuitiva e utiliza características facilmente visualizáveis (Quadro  8.1). Eles são compostos por aproximadamente 11.300 espécies descritas e podem ser divididos em dois grandes e tradicionais grupos de acordo com os ciclos de vida: os que apresentam medusas e os que passam apenas pela fase de pólipo. As classes Cubozoa (36 espécies), Hydrozoa (3.500 espécies),

Scyphozoa (200 espécies) e Staurozoa (50 espécies) compõem o subfilo Medusozoa – cnidários que podem apresentar metagênese

(Figura 8.3). No passado, as classes atualmente reconhecidas como

Cubozoa (a partir de 1975) e Staurozoa (a partir de 2004) eram agrupadas dentro da classe Scyphozoa. Ainda hoje existem autores que defendem esta proposta classificatória. Já o subfilo Anthozoaria, com sua única classe Anthozoa (cerca de 7.500 espécies), é composto por animais cuja única forma corporal é a do pólipo.

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27. Introdução, Origem e Evolução dos Arthropoda

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CAPÍTULO 27

Introdução, Origem e Evolução dos Arthropoda

Marcos Tavares

Introdução

Estima-se em 1,8 milhão o número de espécies atuais descritas até o momento, das quais aproximadamente 63% são artrópodes.

Existem, portanto, mais de um milhão de espécies de artrópodes conhecidas (ou Arthropoda; do grego, Arthron = “articulação”; podos, “pés”), o que corresponde a cerca de 80% de toda diversidade animal. Incontestavelmente, os artrópodes são o grupo dominante hoje, embora provavelmente já o fossem no Cambriano inferior, há 530 milhões de anos. Em se tratando de número de espécies, proporcionalmente aos artrópodes, os demais grupos animais são fragmentos do que chamamos biodiversidade animal.

Praticamente tudo no tema artrópodes assume proporções exponenciais. Estima-se em cerca de 1021 os indivíduos de crustáceos Copepoda nos oceanos e, aproximadamente, 200 milhões de insetos para cada ser humano na terra. É possível que haja um bilhão de bilhão de indivíduos de artrópodes no planeta. Hölldobler e Wilson (1994) calculam que a biomassa de formigas vivas equivalha, aproximadamente, àquela de todos os seres humanos juntos (Lach et al., 2010).

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16. Brachiopoda

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CAPÍTULO 16

Brachiopoda

Juliana de Moraes Leme, Juliana Machado David, Suzana Aparecida Matos,

Jacqueline Peixoto Neves e Marcello Guimarães Simões

Apresentação geral do grupo

Brachiopoda (do latim, brachion = “braço”; podos = “pé”) é um filo de invertebrados exclusivamente marinhos, que, junto com Bryozoa e Phoronida, constitui o grupo dos lofoforados. Os braquiópodes são animais bentônicos suspensívoros e solitários. Têm o corpo protegido por uma concha de natureza carbonática ou fosfática composta por duas valvas, à semelhança dos moluscos bivalves, embora os dois grupos sejam bastante distintos morfologicamente

(Figura 16.1).

Nos moluscos bivalves as valvas são direita e esquerda, enquanto, nos braquiópodes, são dorsal e ventral. A valva dorsal ou braquial está associada ao lofóforo, uma estrutura característica do filo usada na alimentação por filtração. A valva ventral ou pedicular apresenta uma abertura semicircular, o forame, de onde sai um pedículo que fixa o animal ao substrato. As valvas dos braquiópodes são desiguais, isto é, inequivalves, mas simétricas em relação a um plano médio paralelo ao comprimento do corpo do animal (Figura

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