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14. Filo Bryozoa ou Ectoprocta

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CAPÍTULO 14

Filo Bryozoa ou Ectoprocta

Laí­s V. Ramalho

Apresentação geral do grupo

Os briozoá­rios são invertebrados triploblásticos, exclusivamente aquá­ticos (marinhos e dulciaquí­colas), de maioria colonial e séssil.

Os primeiros registros datam do Ordoviciano e ocorrem até o presente. As colônias variam de poucos centímetros (maioria das espécies) a alguns metros (p. ex., Schizoporella), contudo são formadas por pequeníssimos in­di­ví­duos que não ultrapassam 0,2 mm.

A quantidade de in­di­ví­duos pode variar de um (Monobryozoan) a

10 milhões de in­di­ví­duos. As colônias apresentam cores variadas

(branco, vermelho, azul, preto etc.) e mostram diferentes formas: eretas (arborescentes ou foliá­ceas), incrustantes (uni ou multilamelares) ou rastejantes. Os briozoá­rios podem formar colônias moles, devido à falta de calcificação das paredes, ou colônias rígidas, com diferentes níveis de calcificação. Em vista disso, muitas vezes são confundidos com corais e algas. Os briozoá­rios são organismos filtradores e utilizam o lofóforo (coroa de tentáculos ciliados) para rea­li­zar a captação de alimento e também para a troca gasosa. Eles são desprovidos de sistema excretor, respiratório e circulatório.

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22. Nematomorpha

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CAPÍTULO 22

Nematomorpha

Ricardo Massato Takemoto

Apresentação geral do grupo

Morfologia externa

Os Nematomorpha (do grego, nema = “fio”; morphe = “forma”) são conhecidos popularmente como cabelo ou verme crina de cavalo, isto porque podem apresentar de 1 a 3 mm de diâ­me­tro e até

1 metro de comprimento. A semelhança dos nematomorfos com um pelo da crina do cavalo é tão grande, que se pensava que eles poderiam surgir es­pon­ta­nea­men­te quando um pelo caía na água.

Esta ideia era reforçada pelo fato de ser comum encontrar estes animais nos tanques nos quais os cavalos bebem água.

São conhecidas apenas cinco espécies marinhas. Em água doce, existem aproximadamente 330 espécies de nematomorfos, mas estima-se que possam existir cerca de 2.000 espécies.

Os nematomorfos apresentam poucas características morfológicas importantes na identificação das espécies. Além do corpo alongado em forma de fio, que dá nome ao filo, as características ma­ croscópicas são as formas da extremidade posterior, que pode ser bilobada ou redonda nos machos e trilobada ou redonda nas fê­ meas (Figura 22.2 A a C), e a presença de estruturas como as pregas

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28. Trilobitomorpha

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CAPÍTULO 28

Trilobitomorpha

Marcello Guimarães Simões, Jacqueline Peixoto Neves,

Suzana Aparecida Matos, Luiz Eduardo Anelli e Juliana de Moares Leme

Apresentação geral do grupo

Trilobites (do latim, trilobito = “com três lobos”) foram artrópodes com corpo dividido longitudinalmente em 3 partes (trilobado).

Dessa maneira, o exoesqueleto ou a carapaça é constituído por um lobo axial (central), ladeado por dois lobos pleurais (Figura 28.1).

Transversalmente, o animal tem o corpo subdividido em três partes: céfalo (tagma frontal), tórax (tagma central) e pigídio (tagma posterior) (Figura 28.1). Estes artrópodes extintos variavam de tamanho, desde poucos milímetros até mais de 70 centímetros de comprimento (Figura 28.2) e apresentavam exclusivamente origem marinha, tendo vivido em praticamente todos os mares e oceanos da Era Paleozoica (250-542 milhões de anos). Por esta razão, os fósseis de trilobites são encontrados hoje em rochas paleozoicas de todos os continentes, incluindo a Antártica. Desse modo, eles estão entre os mais conhecidos, perdendo em popularidade apenas para os badalados dinossauros. Na América do Norte, por exemplo, índios da tribo Ute reverenciavam os trilobites, muito antes até dos primeiros naturalistas relatarem e descreverem estes incríveis fósseis. De fato, petróglifos de origem Ute, com possíveis representações a trilobites, foram encontrados no estado americano de

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21. Echiura

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CAPÍTULO 21

Echiura

Bruno Gabriel Nunes Pralon e Rafael Augusto Gregati

Apresentação do grupo

A palavra Echiura vem da junção de echis (do grego, “víbora”) e ura (“cauda”), referindo-se, portanto, a um filo de animais vermiformes com a extremidade posterior no formato de uma cauda de serpente. Também conhecidos como “vermes-colher”, têm o tamanho do corpo bastante va­riá­vel, e alguns são muito grandes, como a espécie vivente em águas japonesas Ikeda taenioides, que pode chegar a mais de 2 m de comprimento total do corpo. Por outro lado, Listriolobus pelodes do Pacífico pode chegar à maturidade sexual com apenas 7 mm de comprimento. Existem aproximadamente 165 espécies descritas.

Morfologia externa

Apresentam o tronco expandido em formato de uma salsicha e uma probóscide anterior pré-oral que pode enrolar-se e apresentar-se com aparência e função de colher, formando uma goteira (Figura  21.1). A probóscide participa da coleta de sedimento

Probóscide

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19. Annelida

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CAPÍTULO 19

Annelida

Tatiana Menchini Steiner, João Miguel de Matos Nogueira e Antonia Cecília Zacagnini Amaral

Apresentação geral do grupo

Os anelídeos formam um grande grupo de invertebrados vermiformes triblásticos e celomados. Com os artrópodes e os moluscos, constituem um dos grupos de protostomados mais bem-sucedidos.

Abundantes e muito diversificados em todos os tipos de habitats marinhos, os anelídeos também estão representados em ambientes de água doce e terrestres.

São conhecidas mais de 15.000 espécies, mas este número deve ser apenas um pálido reflexo da diversidade total do grupo. Estimase que, no futuro, este número seja, no mínimo, duas vezes maior, tendo em vista a frequência com que novas espécies são descobertas. Este fato se deve aos hábitos crípticos de muitas espécies e à escassez de estudos taxonômicos e de inventários da biodiversidade em diferentes tipos de ambientes, principalmente marinhos.

Há desde formas intersticiais, com menos de 1 mm de comprimento, a grandes minhocas terrestres, bem como alguns poliquetas marinhos, com mais de 3 m. A maioria dos táxons é de vida livre, com hábitos errantes ou sedentários, mas há também espécies comensais, mutualistas e até mesmo ecto- e endoparasitas.

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