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Capítulo 11 - TRANSTORNOS DA ALIMENTAÇÃO

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TRANSTORNOS DA ALIMENTAcãO

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sível fazer uma refeição, por mais saborosa que ela seja, em um local que apresente aspectos desagradáveis, como pessoas sujas ou cheiro de esgoto.

De fato, a motivação alimentar é uma das características mais importantes para a sobrevivência do indivíduo e, certamente, modelou o desenvolvimento evolucionário de nossa espécie. Se hoje temos grande facilidade para obter alimento nos supermercados e armazená-lo em geladeiras, nossos primeiros ancestrais, que viveram cerca de 100 a 150 mil anos atrás, não possuíam tais facilidades. A comida era escassa. Acredita-se que, antes as dificuldades ambientais, o processo de seleção natural tenha privilegiado os fenótipos que pudessem armazenar o excesso de alimento ingerido sob forma de gordura. Hoje em dia, no entanto, como consequência da ampla disponibilidade de alimento observada em países desenvolvidos e em desenvolvimento, a obesidade tornou-se um problema de saúde pública. Estudos epidemiológicos indicam que a obesidade vem crescendo assustadoramente, chegando mesmo a níveis epidêmicos. Na América Latina, sua prevalência chega a ser maior do que a de desnutrição.

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Capítulo 8 - TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS

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TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS

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Fenômenos dissociativos podem ocorrer em pessoas normais e são comuns em nosso cotidiano. Eles ocorrem quando estamos devaneando e quando estamos tão concentrados em uma atividade – como ler um livro – que ficamos totalmente alheios ao ambiente. Da mesma forma, o estado de transe induzido por hipnose constitui, também, um fenômeno dissociativo. O indivíduo hipnotizado fica tão aderido à voz e às instruções do hipnotizador que ignora tudo mais que está ao redor.

Dessa forma, a impressão que temos de que nossa consciência é um fenômeno unitário e de que nossa atividade mental se expressa por meio de um processamento em série – ou seja, uma atividade mental de cada vez, ao longo de um processo contínuo – é relativamente falsa. Diversas funções mentais podem se manifestar concomitantemente. Nossa atividade mental funciona de forma paralela. Somos capazes de realizar várias tarefas de forma simultânea, embora grande parte dessas tarefas não sejam necessariamente agregadas a um sistema único de consciência ou de identidade.

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Capítulo 6 - TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

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Figura 6.1

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Grupos de sinais e sintomas que caracterizam uma reação de ansiedade.

de atividades comportamentais, como inquietação, definida pela movimentação das mãos, dos pés ou de qualquer outra parte do corpo, ou por andar de um lado para o outro; e reações fisiológicas associadas, como sudorese, palpitação, náusea e a sensação de vazio no estômago.

Tanto o DSM-IV-TR como a CID-10 definem diferentes transtornos de ansiedade, dentre os quais estão o transtorno de pânico, a agorafobia sem história de transtorno de pânico, a fobia social, a fobia específica, o transtorno obsessivo-compulsivo, o transtorno de estresse agudo, o transtorno de estresse pós-traumático e o transtorno de ansiedade generalizada.

TRANSTORNO DE PÂNICO

O transtorno de pânico possui dois componentes principais: os ataques de pânico inesperados e recorrentes; e o medo e a preocupação constantes quanto a apresentar novos ataques de pânico.

Um ataque de pânico consiste em uma crise aguda de ansiedade de grande intensidade, de início abrupto e curta duração, com destaque para os seguintes sintomas: falta de ar (dispneia), vertigem, sensação de desmaio, palpitação, tremor, sudorese, náusea, formigamento

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Capítulo 5 - TRANSTORNOS DO HUMOR

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capítulo 5

TRANSTORNOS

DO HUMOR

Afetividade e humor são conceitos estreitamente relacionados. Os afetos consistem em estados psíquicos subjetivos que se caracterizam pela propriedade de serem agradáveis ou desagradáveis. O humor, por sua vez, representa um somatório de todos os afetos presentes na consciência em um dado momento, constituindo o estado afetivo basal.

Caracteriza-se por ser difuso e persistente e não relacionado a um objeto específico. O humor imprime ao indivíduo um importante componente motivacional e é capaz de influenciar, praticamente, todas as outras funções mentais, assim como o seu comportamento.

Tradicionalmente, pode-se descrever o humor de acordo com duas dimensões: intensidade e valência. Como ilustrado na Figura 5.1, a intensidade ou ativação do humor pode variar entre um polo de alta e outro de baixa intensidade. A valência, por sua vez, pode ser subdividida em positiva, quando o estado afetivo é agradável para o próprio indivíduo (p. ex., alegria), ou negativa, quando se apresenta desagradável (p. ex., tristeza, raiva e ansiedade). O termo euforia refere-se a um humor positivo de grande intensidade, enquanto o termo disforia está relacionado a uma valência negativa de humor.

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Capítulo 14 - TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE

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TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE

208 personalidade colérica (do humor bile amarela) seria enérgica, com espírito de liderança, ambiciosa e empreendedora. Dentre suas características negativas estariam agressividade e irritabilidade. Finalmente, a personalidade melancólica (do humor bile negra) se caracterizaria por ser perfeccionista e exigente. Dentre seus aspectos negativos destacariam-se a insegurança e a depressão. O conceito de personalidade associada a diferentes humores foi predominante até o final da Idade Média, permanecendo praticamente intocado durante 14 séculos.

No início do século XX surgiram algumas tentativas de se estabelecer relações entre os aspectos corporais (morfológicos) e as características da personalidade. Em relação a isso,

Ernst Kretschmer (1888-1964) e William Sheldon (1901-1985) propuseram duas teorias muito próximas. Tanto Kretschmer como Sheldon, com nomenclaturas diferentes, definiram três biotipos. Na nomenclatura de Kretschmer (1921), encontram-se o pícnico, o leptossômico e o atlético. Na de Sheldon (1940), estão definidos os biotipos endomorfo, ectomorfo e mesomorfo.

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