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15. Capital, juros e lucros

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capital, juros e lucros

É possível comer do bolo e continuar a tê ‑lo: emprestando ‑o a juros.

Anônimo

Os Estados Unidos são uma economia “capitalista”.

Com isso queremos dizer que a maior parte do capital e outros bens do país são de propriedade privada. Em

2008, o estoque líquido de capital nos Estados Unidos era de mais de US$ 150 mil per capita, dos quais 67% pertenciam a empresas privadas, 14% a pessoas, e 19% ao Estado. Além disso, a propriedade da riqueza do país estava fortemente concentrada nas carteiras dos americanos mais ricos. Sob o capitalismo, as pessoas e as empresas privadas realizam a maior parte da pou‑ pança, possuem a maior parte da riqueza, e obtêm a maior parte dos lucros desses investimentos.

Este capítulo é dedicado ao estudo do capital. Começa‑ mos com uma discussão sobre os conceitos básicos na teo‑ ria do capital. Estes incluem a noção de “etapas sucessivas” e várias medidas da taxa de rentabilidade do investimento.

Voltamo‑nos depois para as questões fundamentais da oferta e da demanda do capital. Essa panorâmica nos dará uma compreensão mais profunda de algumas das princi‑ pais características de uma economia de mercado privada.

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2. Economia mista moderna

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Economia mista moderna

Todo indivíduo se esforça para empregar o seu capital de modo que o produto deste tenha o máximo valor.

Em geral, não tem intenção de promover o interesse público nem sabe o quanto está agindo nesse sentido.

Quer apenas a própria segurança, o próprio ganho. É levado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte das suas intenções. Ao perseguir do seu próprio interesse, frequentemente, promove o interesse da sociedade de uma forma mais eficaz do que quando, de fato, tem a intenção de fazê ‑lo.

Adam Smith

A Riqueza das Nações (1776)

Pense sobre alguns dos bens e serviços que consumiu nos últimos dias. Talvez tenha viajado de avião ou com‑ prado gasolina. Você deve, certamente, ter preparado algum alimento comprado em um supermercado ou feito uma refeição em algum restaurante. Pode ter comprado um livro (como este) ou medicamentos.

Considere agora algumas das muitas etapas que ante‑ cederam as suas compras. A viagem de avião vai ilustrar a ideia muito bem. Você pode ter comprado a passagem pela internet. Essa simples compra envolve muitos bens tangíveis, como o seu computador, a propriedade inte‑ lectual (em software e design), e sofisticadas linhas de transmissão de fibra óptica, bem como complexos sis‑ temas de reservas e de modelos de preços das compa‑ nhias aéreas. As companhias aéreas fazem tudo isso para obter lucros (embora os lucros sejam muito mo‑ destos nesse setor).

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17. Eficiência versus igualdade

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Eficiência versus igualdade: o grande conflito

[O conflito] entre a igualdade e a eficiência [é] o nosso principal antagonismo socioeconômico, atormentando ‑nos em múltiplos aspectos da política social. Não podemos ter o bolo da eficiência do mercado e compartilhá‑lo de forma igualitária.

Arthur Okun (1975)

Há cerca de um século, vários governos do Ocidente co‑ meçaram a intervir no mercado e introduziram medidas de previdência social como proteção contra as pressões socialistas – essa nova concepção foi chamada de “estado do bem‑estar social”. As atitudes em relação ao estado do bem‑estar social evoluíram gradualmente para a eco‑ nomia de mercado mista existente atualmente nas de‑ mocracias da Europa e da América do Norte. Nesses continentes, o mercado é responsável pela produção e determinação de preços da maioria dos bens e serviços, enquanto os governos geram a economia e proporcio‑ nam apoio aos pobres, desempregados e idosos.

Um dos aspectos mais controversos das políticas go‑ vernamentais diz respeito às políticas relativas aos po‑ bres. As famílias devem ter renda garantida? Ou, tal‑ vez, apenas níveis mínimos de alimentação, habitação e assistência médica? Os impostos devem ser progressi‑ vos, redistribuindo a renda dos ricos para os pobres?

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26. Desafio do desenvolvimento econômico

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Desafio do desenvolvimento econômico

Acredito no materialismo. Acredito em todos os frutos de um materialismo saudável – boa cozinha, casas sem umidade, pés enxutos, esgotos, água encanada, água quente, banheiros, lâmpadas elétricas, automóveis, boas estradas, ruas iluminadas, férias longas longe do chafariz da vila, ideias novas, cavalos de corrida, conversa inteligente, teatros, óperas, orquestras, bandas – acredito em todos eles e para todos. O homem que morrer sem conhecer todas essas coisas poderá ser tão perfeito como um santo e tão rico quanto um poeta; mas o será apesar da sua privação e não por ter sido privado delas.

Francis Hacket

O planeta Terra abriga atualmente pessoas com níveis de vida muito diferentes. Em um dos extremos, estão as ricas América do Norte e Europa Ocidental, em que 1% das pessoas mais ricas usufrui cerca de 20% da renda e do consumo mundiais. No outro extremo, estão os desprotegidos da África e Ásia, cerca de bi‑ lhões de pessoas que vivem na pobreza absoluta, com pouco conforto e raramente sabendo quando terão a próxima refeição.

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10. Concorrência entre poucos

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10

concorrência entre poucos

Veja as guerras de preço das companhias aéreas de 1992. Quando a American Airlines, a Northwest Airlines e outras companhias aéreas dos Estados Unidos entraram em um corpo a corpo para igualar e superar a redução dos preços umas das outras, o resultado foi um recorde de viagens aéreas – e um recorde de prejuízos. Algumas estimativas sugerem que as perdas totais sofridas pelo setor, naquele ano, ultrapassaram os lucros conjuntos de todo o setor desde o seu início.

Akshay R. Rao, Mark E. Bergen e Scott Davis

“Como combater em uma guerra de preços”

Nos capítulos anteriores, analisamos as estruturas de mercado da concorrência perfeita e do monopólio total. Porém, se observar a economia norte-americana, você verá que esses casos extremos são raros. A maioria dos setores situa-se entre eles, sendo constituídos por um pequeno número de empresas que concorrem entre si.

Quais são as características-chave desses tipos intermédios de concorrentes imperfeitos? Como eles estabelecem seus preços e a sua produção? Para responder a essas questões, observaremos de perto o que acontece no oligopólio e em concorrência monopolística, prestando especial atenção ao papel da concentração e da interação estratégica. A seguir, apresentamos os elementos da teoria dos jogos, que é uma ferramenta importante para compreendermos como as pessoas e as empresas interagem em situações estratégicas. A seção final revê as várias políticas públicas usadas para combater os abusos de monopólio, focando a regulação e as leis de defesa da concorrência.

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