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9. Concorrência imperfeita e monopólio

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concorrência imperfeita e monopólio

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O melhor de todos os lucros do monopólio é uma vida tranquila.

J. R. Hicks

A concorrência perfeita é um mercado ideal de inúme‑ ras empresas que não podem afetar o preço. Mas, sen‑ do fácil de analisar, é difícil encontrar esse tipo de em‑ presa. Quando compra o seu automóvel Ford ou Toyota, os seus hambúrgueres do McDonald’s ou da Wendy’s, ou o seu computador da Dell ou da Apple, você está li‑ dando com empresas suficientemente grandes para in‑ fluenciar o preço de mercado. De fato, na Economia, a maioria dos mercados é dominada por um punhado de grandes empresas, e frequentemente apenas por duas ou três. Bem‑vindo ao mundo em que vivemos, o mun‑ do da concorrência imperfeita.

a. paDRÕES DE coNcoRRÊNcIa

IMpERFEIta

Veremos que, para dada tecnologia, os preços são mais elevados e as produções são menores em concorrência imperfeita do que em concorrência perfeita. Mas, jun‑ tamente a esses vícios, os concorrentes imperfeitos têm virtudes. As grandes empresas exploram economias da produção em larga escala e são responsáveis por muitas das inovações que impulsionam o crescimento econô‑ mico de longo prazo. Se você compreender o funciona‑ mento dos mercados de concorrência imperfeita, terá um conhecimento muito mais aprofundado das econo‑ mias industriais modernas.

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19. Panorama da macroeconomia

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panorama da macroeconomia

O propósito global da economia é a produção de bens ou serviços para consumo no presente ou no futuro. Penso que o ônus da prova tem de recair sempre sobre aqueles que produzem menos em vez de mais, sobre aqueles que deixam homens, máquinas ou terra desocupados e que podiam ser usados. É impressionante como podem ser encontradas tantas razões para justificar esses desperdícios: receio de inflação, déficits da balança de pagamentos, orçamentos desequilibrados, dívida externa excessiva, perda de confiança no dólar.

James Tobin

National Economic Policy

Existe uma grande oferta de empregos ou estes são di­ fíceis de encontrar? Os salários reais e os padrões de vida estão crescendo rapidamente ou os consumidores estão lutando para sobreviver quando a inflação reduz o salário real? Está ocorrendo um período de exube­ rância financeira com os preços das ações subindo rapi­ damente? Ou o banco central está utilizando a política monetária para combater os efeitos da queda dos pre­

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10. Concorrência entre poucos

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concorrência entre poucos

Veja as guerras de preço das companhias aéreas de 1992. Quando a American Airlines, a Northwest Airlines e outras companhias aéreas dos Estados Unidos entraram em um corpo a corpo para igualar e superar a redução dos preços umas das outras, o resultado foi um recorde de viagens aéreas – e um recorde de prejuízos. Algumas estimativas sugerem que as perdas totais sofridas pelo setor, naquele ano, ultrapassaram os lucros conjuntos de todo o setor desde o seu início.

Akshay R. Rao, Mark E. Bergen e Scott Davis

“Como combater em uma guerra de preços”

Nos capítulos anteriores, analisamos as estruturas de mercado da concorrência perfeita e do monopólio total. Porém, se observar a economia norte-americana, você verá que esses casos extremos são raros. A maioria dos setores situa-se entre eles, sendo constituídos por um pequeno número de empresas que concorrem entre si.

Quais são as características-chave desses tipos intermédios de concorrentes imperfeitos? Como eles estabelecem seus preços e a sua produção? Para responder a essas questões, observaremos de perto o que acontece no oligopólio e em concorrência monopolística, prestando especial atenção ao papel da concentração e da interação estratégica. A seguir, apresentamos os elementos da teoria dos jogos, que é uma ferramenta importante para compreendermos como as pessoas e as empresas interagem em situações estratégicas. A seção final revê as várias políticas públicas usadas para combater os abusos de monopólio, focando a regulação e as leis de defesa da concorrência.

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27. Taxas de câmbio e o sistema financeiro internacional

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taxas de câmbio e o sistema financeiro internacional

O benefício do comércio internacional – a utilização mais eficiente das forças produtivas mundiais.

John Stuart Mill

Economicamente, nenhum país é como uma ilha isola‑ da. Quando o sino dobra para anunciar a recessão ou a crise financeira, o eco ressoa pelo mundo inteiro.

Vemos essa ideia ilustrada expressivamente no sécu‑ lo XX, que pode ser dividido em dois períodos distin‑ tos. O período de 1914 a 1945 foi caracterizado por con‑ corrência destruidora, redução do comércio mundial, isolamento financeiro crescente, guerras militares e comerciais, ditaduras e depressão. Em contrapartida, após a Segunda Guerra Mundial, a maior parte do mundo tem usufruído de crescente cooperação econô‑ mica, da ampliação dos laços comerciais, da integração crescente dos mercados financeiros, da expansão da democracia e de um crescimento econômico rápido.

Esse contraste acentuado salienta a importância de uma gestão esclarecida das nossas economias, nacional e global.

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4. Oferta e demanda: elasticidade e aplicações

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oferta e demanda: elasticidade e aplicações

Você não consegue ensinar um papagaio a ser um economista apenas ensinando -o a dizer “oferta” e “demanda”.

Anônimo

Do nosso estudo introdutório, passamos agora para um estudo detalhado da microeconomia – do compor‑ tamento de empresas, consumidores e mercados seto‑ riais. Em cada um dos mercados verifica‑se a maior parte dos aspectos mais relevantes da história econômi‑ ca e as controvérsias da política econômica. No âmbito da microeconomia estudaremos as razões da grande disparidade de rendas entre neurocirurgiões e operá‑ rios têxteis. A microeconomia é essencial para enten‑ dermos por que os preços dos computadores diminuí‑ ram tão rapidamente e por que o seu uso se expandiu exponencialmente. Não esperemos compreender os de‑ bates acirrados sobre saúde ou salário mínimo sem apli‑ carmos as ferramentas da oferta e da demanda a esses setores. Mesmo temas como as drogas ilícitas ou o cri‑ me e punição são analisados com vantagem quando se considera como a demanda de substâncias que viciam é diferente da de outros bens.

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11. Economia da incerteza

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Economia da incerteza

As pérolas não se encontram na praia. Você quer uma? Mergulhe à procura dela.

Provérbio chinês

A vida está repleta de incertezas. Suponha que você es‑ tivesse atuando no setor petrolífero. Você poderia estar encarregado de uma joint venture na Sibéria. Que obstá‑ culos teria de enfrentar? Você encontraria, é claro, os riscos normais que atormentam qualquer produtor de petróleo em todo o mundo – os riscos da queda de pre‑

ço, de embargos ou de um ataque aos seus petroleiros por algum regime político hostil. Juntamente com es‑ tes, haveria os riscos de operar em uma área nova: o desconhecimento das formações geológicas, do territó‑ rio que deve ser percorrido para levar o petróleo ao mercado, da taxa de sucesso dos poços de petróleo e da qualificação dos trabalhadores locais.

A essas incertezas devem‑se juntar os riscos políticos relacionados com a negociação com um governo cres‑ centemente autocrático e nacionalista em Moscou, jun‑ tamente com os problemas que decorrem de guerras ocasionais e de elementos corruptos em um país em que a corrupção é corriqueira e a lei não impera. E os seus parceiros podem revelar‑se sem escrúpulos em se aproveitar do conhecimento local para ficar com mais do que lhes é devido.

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31. Fronteiras da macroeconomia

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Fronteiras da macroeconomia

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A tarefa da estabilização econômica exige que a economia não se afaste demais para acima, ou para abaixo, de um nível de emprego constante e elevado. De um modo, resultaria em inflação e, de outro, em recessão. A política fiscal e monetária vigilante e flexível nos permitirá seguir pelo estreito meio termo.

Presidente John F. Kennedy (1962)

A economia dos Estados Unidos tem mudado muito nos últimos 50 anos. A importância da agricultura e da indústria de transformação diminuiu. As pessoas tra‑ balham com computadores em vez de tratores. O co‑ mércio tem uma parcela crescente da produção e do consumo. A tecnologia revolucionou a vida diária. Sis‑ temas avançados de telecomunicações permitem às em‑ presas controlar as suas atividades que estejam dissemi‑ nadas pelo país e por todo o mundo, e computadores cada vez mais potentes eliminaram muitas das tarefas repetitivas que costumavam empregar muitas pessoas.

Contudo, com essas mudanças gigantescas na nossa estrutura econômica, os objetivos centrais da política macroeconômica não se alteraram: emprego estável, boa remuneração, desemprego reduzido, aumento da produtividade e das rendas reais e uma inflação redu‑ zida e estável. O desafio continua a ser encontrar polí‑ ticas que possam atingir esses objetivos.

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12. Como os mercados determinam as rendas

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como os mercados determinam as rendas

Sabes, Ernest, os ricos são diferentes de nós.

F. Scott Fitzgerald

Sim, eu sei. Eles têm mais dinheiro do que nós.

Ernest Hemingway

a. RENDa E RIQuEZa

Nos capítulos anteriores examinamos o produto e os preços de bens e serviços produzidos, desde pequeníssi‑ mas granjas a empresas gigantes. Mas o vasto conjunto de produtos que usufruímos não brota simplesmente da terra – são produzidos por trabalhadores, que estão equipados com máquinas, que estão instaladas em fá‑ bricas, que estão implantadas em terrenos. Esses insu‑ mos recebem rendas – salários, lucros, juro e aluguéis.

Chegou o momento de compreender a determinação dos preços dos fatores juntamente com as forças que afetam a distribuição da renda na população.

Os Estados Unidos são uma terra de extremos de ren‑ da e de riqueza. Se você fosse um dos 400 norte‑ameri‑ canos mais ricos, provavelmente seria um homem bran‑ co, com 60 anos de idade, com uma licenciatura de uma universidade conceituadíssima e um patrimônio líqui‑ do de US$ 4 bilhões. Essa ínfima faixa da sociedade norte‑americana possui cerca de 5% da riqueza total do país. No passado, essas pessoas fizeram a sua fortuna na indústria manufatureira ou no setor imobiliário, mas os bilionários recentes vêm, sobretudo, da Economia da informação e das finanças. O seu percurso ascen‑ dente seria tanto consequência da origem familiar co‑ mo de seu cérebro, pois provavelmente as suas famílias proporcionaram‑lhes um bom começo de vida com uma educação cara; mas atualmente existem mais ho‑ mens e mulheres que obtiveram sucesso por si mesmos do que há uma década.

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7. Análise de custos

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análise de custos

Custos registram simplesmente atrações concorrentes.

Frank Knight

Risk, Uncertainty and Profit (1921)

Onde quer que haja produção, os custos a seguem como uma sombra. As empresas têm de pagar pelos seus fatores produtivos: parafusos, solventes, softwares, esponjas, secretárias e estatísticos. As empresas lucra‑ tivas estão cientes desse simples fato quando estabele‑ cem as suas estratégias de produção, uma vez que qual‑ quer dólar gasto em custos desnecessários reduz os lucros da empresa em igual montante.

Mas o papel dos custos vai muito além da influência na produção e nos lucros. Os custos afetam a escolha dos insumos, as decisões de investimento e mesmo a decisão de manter, ou não, a atividade. É mais barato contratar um novo trabalhador ou pagar hora extra?

Construir outra fábrica ou expandir a antiga? Investir em equipamento no país ou terceirizar a produção no exterior? As empresas precisam escolher métodos de produção que sejam os mais eficientes e que produzam ao custo mínimo.

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2. Economia mista moderna

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Economia mista moderna

Todo indivíduo se esforça para empregar o seu capital de modo que o produto deste tenha o máximo valor.

Em geral, não tem intenção de promover o interesse público nem sabe o quanto está agindo nesse sentido.

Quer apenas a própria segurança, o próprio ganho. É levado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte das suas intenções. Ao perseguir do seu próprio interesse, frequentemente, promove o interesse da sociedade de uma forma mais eficaz do que quando, de fato, tem a intenção de fazê ‑lo.

Adam Smith

A Riqueza das Nações (1776)

Pense sobre alguns dos bens e serviços que consumiu nos últimos dias. Talvez tenha viajado de avião ou com‑ prado gasolina. Você deve, certamente, ter preparado algum alimento comprado em um supermercado ou feito uma refeição em algum restaurante. Pode ter comprado um livro (como este) ou medicamentos.

Considere agora algumas das muitas etapas que ante‑ cederam as suas compras. A viagem de avião vai ilustrar a ideia muito bem. Você pode ter comprado a passagem pela internet. Essa simples compra envolve muitos bens tangíveis, como o seu computador, a propriedade inte‑ lectual (em software e design), e sofisticadas linhas de transmissão de fibra óptica, bem como complexos sis‑ temas de reservas e de modelos de preços das compa‑ nhias aéreas. As companhias aéreas fazem tudo isso para obter lucros (embora os lucros sejam muito mo‑ destos nesse setor).

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30. Inflação

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Inflação

Dizem que Lênin declarou que a melhor maneira de destruir o sistema capitalista seria pela destruição da moeda. Por meio de um processo contínuo de inflação, os governos podem confiscar, de uma forma secreta e não visível, uma parte importante da riqueza dos seus cidadãos.

J. M. Keynes

Nos últimos 25 anos, os Estados Unidos têm tido su‑ cesso em manter a inflação reduzida e estável. Essa evolução foi devida principalmente ao sucesso das po‑ líticas monetária e fiscal em manter o produto em um corredor estreito entre os excessos inflacionários e as recaídas depressivas, mas a evolução favorável dos pre‑

ços das matérias ‑primas, bem como a moderação dos salários, ajudou a reforçar as políticas.

Um novo elemento na equação da inflação foi a cres‑ cente “globalização” da produção. À medida que avan‑

ça a integração dos Estados Unidos nos mercados mun‑ diais, as empresas internamente descobrem que os seus preços são restringidos pelos preços dos concorrentes internacionais. Mesmo quando as vendas internas de vestuário e produtos eletrônicos estavam em expansão, os fabricantes domésticos não podiam aumentar muito os seus preços, com receio de perda de participação de mercado para os fabricantes estrangeiros.

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3. Elementos básicos da oferta e da demanda

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Elementos básicos da oferta e da demanda

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O que é um cínico?

Um homem que conhece o preço de tudo e o valor de coisa alguma.

Oscar Wilde

Os dois primeiros capítulos apresentaram os proble‑ mas básicos que qualquer economia deve resolver: O que deve ser produzido? Como os bens devem ser produ‑ zidos? E para quem os bens devem ser produzidos?

Vimos também que a moderna economia mista se ba‑ seia principalmente em um sistema de mercados e preços para resolver os três problemas centrais. Recorde que os tijolos fundamentais da construção de uma economia são a monarquia dupla das preferências e da tecnologia.

A “soberania do consumidor”, operando por meio do po‑ der de compra, determina o que é produzido e para onde vão os bens, mas as tecnologias influenciam os custos, os preços, e quais os bens que estão disponíveis. A nossa ta‑ refa neste capítulo é descrever em detalhe como esse pro‑ cesso funciona em uma economia de mercado.

Os mercados são como o tempo – às vezes tempestuo‑ so, às vezes calmo, mas sempre mudando. Contudo, um estudo cuidadoso dos mercados revelará certas forças subjacentes aos movimentos aparentemente vagos. Para prever os preços e as quantidades em cada mercado, é necessário dominar a análise da oferta e da demanda.

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18. Comércio internacional

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18

comércio internacional

À CÂMARA DOS DEPUTADOS: Estamos sujeitos à concorrência intolerável de um rival estrangeiro que goza de condições de tal modo superiores na produção de luz que pode inundar o nosso mercado nacional com preços reduzidos. Este concorrente

é nem mais nem menos que o Sol. Reivindicamos, então, que seja aprovada uma lei que obrigue o fechamento de todas as janelas, aberturas e fissuras por meio das quais a luz do Sol costuma penetrar nas nossas casas em prejuízo da atividade lucrativa que temos sido capazes de desenvolver no país.

Assinado: Os fabricantes de velas

Frédéric Bastiat

a. NatuREZa Do coMÉRcIo

INtERNacIoNal

No nosso dia a dia, é fácil deixar de notar a importância do comércio internacional. Os Estados Unidos forne‑ cem enormes quantidades de alimentos, aviões, compu‑ tadores e máquinas a outros países; e, em troca, obtêm grandes quantidades de petróleo, calçados, automóveis, café e outros bens e serviços. Embora os norte‑americanos tenham orgulho de sua engenhosidade, é necessário re‑ conhecer quantos bens – incluindo pólvora, música clássi‑ ca, relógios, ferrovias, penicilina e radar – resultaram de invenções de pessoas de terras muito distantes e, há mui‑ to, esquecidas.

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5. Demanda e comportamento do consumidor

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Demanda e comportamento do consumidor

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Oh, a razão não a necessidade: os nossos mais indigentes pedintes são supérfluos nas coisas mais ínfimas.

W. Shakespeare

Rei Lear

Todos os dias tomamos um número infindável de deci‑ sões sobre como aplicar o nosso dinheiro e o nosso tempo, sendo ambos escassos. Vamos comprar uma pizza ou um hambúrguer? Comprar um carro novo ou consertar o velho? Gastar a nossa renda hoje ou poupá ‑la para consumo futuro? Vamos tomar o café da manhã ou dormir até tarde? Ao pesar demandas e desejos alternativos, estamos tomando as decisões que definem as nossas vidas.

São os resultados dessas escolhas individuais que es‑ tão subjacentes às curvas da demanda e às elasticida‑ des‑preço que encontramos nos capítulos anteriores.

Este capítulo explora os princípios básicos da escolha e do comportamento do consumidor. Veremos como os padrões da demanda de mercado podem ser explica‑ dos pelo processo da busca individual do conjunto pre‑ ferido de bens de consumo. Aprenderemos também a quantificar os benefícios que cada um de nós tira por participar de uma economia de mercado.

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25. Crescimento econômico

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Crescimento econômico

A Revolução Industrial não foi um episódio com um começo e um fim... Ela ainda está em curso.

E. J. Hobsbawm

The Age Of Revolution (1962)

Se você observar fotografias antigas, logo irá perceber como os padrões de vida da família de classe média mudaram significativamente nos últimos tempos. As residências atuais estão recheadas com produtos que dificilmente poderiam ser imaginados há um século.

Basta pensar no entretenimento antes da era dos televi‑ sores de plasma, dos DVDs de alta definição e apare‑ lhos portáteis de mídia. Da mesma forma, a internet abriu um vasto conjunto de informações que poderiam ser obtidas somente indo a uma biblioteca, e mesmo assim apenas uma pequena fração do conhecimento publicado estava disponível, na maioria delas. Ou con‑ sidere os serviços de saúde disponíveis hoje, em compa‑ ração com tempos como os da Guerra Civil dos Estados

Unidos, quando os soldados morriam apenas porque contraíam uma infecção.

Essas mudanças na variedade, qualidade e quantidade de bens e serviços disponíveis para o agregado familiar médio são a face humana do crescimento econômico.

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