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5 Índices de Endividamento

Marion, José Carlos Grupo Gen ePub Criptografado

LEITURA INTRODUTÓRIA

“A CRISE FINANCEIRA NOS EUA EM 2008 (INICIADA EM 2007) FOI RESULTADO DE UM ‘CALOTE’ MUITO GRANDE DE CLIENTES AMERICANOS QUE NÃO TINHAM BOM HISTÓRICO DE PAGAMENTO. O CITIGROUP E O MERRILL LYNCH ANUNCIARAM PREJUÍZOS BILIONÁRIOS, QUASE US$ 10 BILHÕES CADA UM, NO 4O TRIMESTRE DE 2007. VEJA COMO ESSA CRISE PODERIA TER AFETADO O ENDIVIDAMENTO NAS EMPRESAS BRASILEIRAS EM 2008:

O Lucro Líquido das empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desabou no primeiro trimestre. Um levantamento da empresa de informações financeiras Economática, com base no desempenho de 149 companhias que já apresentaram balanço, aponta queda de 29,5% no Ganho Líquido dos três primeiros meses de 2009, quando comparado com o de igual período de 2008.

De acordo com Fernando Pavel, presidente da Economática, boa parte da queda no lucro é explicada pelo aumento de 126,3% nas Despesas Financeiras Líquidas, que saltou de R$ 1,826 bilhão no primeiro trimestre de 2008 para R$ 4,133 bilhões agora.

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1 Universo Da Análise

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LEITURA INTRODUTÓRIA

“Adoção do IFRS no Brasil, uma verdadeira revolução contábil

A passagem de um modelo baseado em regras para outro que tem como norte princípios não é simples, principalmente porque exige a mudança de comportamento dos profissionais envolvidos.

O mercado brasileiro acabou de passar por uma verdadeira revolução contábil: a adoção nas normas contábeis emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), chamadas de International Financial Reporting Standard (IFRS). A adoção desse padrão contábil exigiu e continuará exigindo muito esforço de todos os que se relacionam com a informação contábil: os contadores, que preparam a informação, os auditores, que opinam sobre a informação, os analistas, que utilizam a informação, os órgãos reguladores, que emitem os novos padrões e fiscalizam as entidades, os professores, que pesquisam e ensinam tais padrões, entre outros.

Esse processo de adoção do padrão contábil internacional já vinha sendo feito de uma forma indireta há alguns anos, por meio de emissão de padrões locais próximos às práticas internacionais. Em 2006 e 2007, o processo de convergência evoluiu consideravelmente, a partir do momento em que o Banco Central, CVM e Susep decidiram que as entidades reguladas por tais órgãos teriam que adotar as IFRS em suas demonstrações consolidadas a partir de 2010. Mas foram as alterações da Lei das S/A, iniciadas pela aprovação da Lei no 11.638/07, e a emissão dos Pronunciamentos técnicos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) que tornaram a convergência no Brasil irreversível e com impactos na contabilidade individual das entidades, o que exigiu um esforço ainda maior dos profissionais.

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7 Índices de Rentabilidade

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LEITURA INTRODUTÓRIA

“Em 12 de abril, Jason Pressman passou a manhã torcendo no balcão da Bolsa de Valores de Nova York, quando as ações da empresa de software de gestão Zuora, na qual ele investiu em 2008, começaram a ser negociadas. Perto do fechamento do mercado, as ações da Zuora chegaram a subir 43%, fazendo com que o investimento de US$ 17 milhões feito pelo fundo Shasta Ventures, representado por Pressman, chegasse a um retorno de mais de US$ 150 milhões.

‘Nada mal mesmo’, disse Pressman após a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da Zuora, antes de ir a um jantar de comemoração com cerca de 60 pessoas em um caro restaurante italiano nos arredores de Chelsea, em Nova York. O capitalista de risco disse que passou boa parte da noite anterior em claro, mas tinha disposição para comemorar. ‘Estou com a adrenalina a toda.’

Muitos investidores, como Pressman, apoiam minúsculas startups de tecnologia na esperança de que algum dia elas abram o capital ou sejam vendidas por cifras enormes, entre nove e dez dígitos. Eles não têm lucrado realmente nos últimos anos. Isso porque empresas em rápido crescimento, como o aplicativo de carona paga Uber e a plataforma de hospedagem alternativa Airbnb, permanecem privadas.

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3 Demonstrações Contábeis a Serem Analisadas

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LEITURA INTRODUTÓRIA

QUER QUE DÊ QUANTO? POR QUE AS CONTAS NÃO FECHAM?

Há algum tempo atrás, a fabricante nacional de pistões e bronzinas Metal Leve abriu o capital na Bolsa de Valores de São Paulo. Levando em conta o valor do patrimônio da empresa, constante de seu balanço, cada ação teve o preço fixado em $ 2,65, à moeda da época. Após a abertura do capital, o valor das ações se multiplicou várias vezes até estabilizar na casa dos $ 15. O caso da Metal Leve mostra como uma empresa não vale apenas pelo patrimônio que está registrado em seu balanço. Vale, principalmente, pelo que o mercado acredita que ela pode gerar de lucro no futuro.

Balanço, então, para quê? De que serve aquela confusão de números, escondidos por trás de alíneas obscuras, notas em letra miúda no rodapé e um fraseado empolado, tocado a expressões cheias de significado como ativo ou passivo ou imobilizado? Que dizer dos créditos de liquidação duvidosa? Do realizável a longo prazo ou dos passivos circulantes? Como reagir diante de uma depreciação ou, pior, de uma amortização? Isso para não falar, nestes tempos de globalização, no goodwill, nas liabilities ou no equity. Pois é. Sabe-se vagamente que, no final das contas, o ativo tem de ser igual ao passivo. Sabe-se também que o que interessa mesmo é a última linha do balanço, aquela que diz se uma empresa está no azul ou no vermelho. Mas a ciência contábil continua sendo um mistério acessível a uns poucos iluminados.

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Introdução

Marion, José Carlos Grupo Gen ePub Criptografado

Podemos dividir a Análise das Demonstrações Contábeis em três níveis:

Um primeiro nível de análise financeira, segundo seu grau de complexidade, é INTRODUTÓRIO. Nesse caso, apenas alguns indicadores básicos são abordados.

Poderíamos dizer que só teremos condições de conhecer a situação econômico-financeira de uma empresa por meio dos três pontos fundamentais de análise: Liquidez (Situação Financeira), Rentabilidade (Situação Econômica) e Endividamento (Estrutura de Capital).

* Estrutura de capital.
Figura 1 Tripé da análise.

Tripé representa o equilíbrio ideal. Pense em dar sustento a uma filmadora (ou câmera), ou no equilíbrio profissional (conhecimento, habilidade e atitude = cha), ou nos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), ou nas forças armadas (exército, aeronáutica e marinha), ou na tricotomia do homem (corpo, alma e espírito), ou na Santíssima Trindade, ou nos três estados da água etc. O número três lembra-nos equidade. Daí criarmos o tripé decisorial.

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