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Capítulo 3. Interação do casal em casamentos com saltos e baixos níveis de satisfação

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CAPÍTULO 3

Interação do casal em casamentos com altos e baixos níveis de satisfação

Estudos do Laboratório Gottman

Janice Driver

Amber Tabares

Alyson F. Shapiro

John M. Gottman

N

ossa equipe de pesquisa do Laboratório Gottman dedicou mais de três décadas

à identificação dos padrões que distinguem casais satisfeitos e estáveis dos casais insatisfeitos que rumam para o divórcio. Embora muitas pesquisas sobre o casamento tenham sido baseadas em métodos de pesquisa como questionários e autorrelatos, nossa pesquisa também inclui observações detalhadas e em profundidade. Nossa pesquisa focou no conflito conjugal, o qual acreditamos ser parte importante e necessária, tanto dos casamentos satisfatórios quanto dos insatisfatórios. Descobrimos que o sucesso ou fracasso de um casamento depende não da existência ou ausência de conflito, mas de como o conflito é administrado quando ocorre. Essa pesquisa nos possibilitou expor os mitos sobre o casamento.

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Capítulo 10. Famílias adotivas

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CAPÍTULO 10

Famílias adotivas

Cheryl Rampage

Marina Eovaldi

Cassandra Ma

Catherine Weigel Foy

Gina Miranda Samuels

Leah Bloom

A

adoção começa por uma decisão de ser pai ou mãe de uma criança não nascida ou concebida do próprio corpo. Assim, as famílias adotivas são famílias intencionais, unidas pela convicção, desejo, prática e, acima de tudo, amor. Considerada no conjunto, a adoção é uma solução altamente bem-sucedida para o problema de proporcionar cuidados e relações familiares a crianças cujos pais biológicos não estão disponíveis (Fisher, 2003; Nickman et al., 2005). Existe aproximadamente 1,5 milhão de crianças adotadas com menos de 18 anos nos Estados Unidos (Nickman et al., 2005).

Todas as famílias enfrentam inúmeros desafios no curso da sua vida. As famílias adotivas enfrentam quase todos os desafios das famílias biológicas e vários outros que surgem em função das circunstâncias peculiares da adoção, incluindo o fato de que toda a criança adotada possui duas famílias. Essas circunstâncias tornam mais complexas as famílias adotivas. Existem ainda visões tendenciosas na sociedade que encaram essa complexidade como uma deficiência. O linguajar que se refere aos pais “naturais” ou “verdadeiros” nada mais é do que uma forma como esta tendenciosidade é revelada. A premissa desse capítulo, no entanto, é que as famílias adotivas são uma expressão das diversas formas que as relações humanas podem assumir e são eminentemente capazes de atender às necessidades das crianças de terem uma família. Embora historicamente a parentalidade adotiva nos

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Capítulo 19. Enfrentando os desafios familiares em doenças graves e incapacidade

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CAPÍTULO 19

Enfrentando os desafios familiares em doenças graves e incapacidade

John S. Rolland

UM PARADIGMA NORMATIVO DA SAÚDE SISTÊMICA

Doença, incapacidade e morte são experiências universais nas famílias, a verdadeira pergunta não é “se” enfrentaremos estas questões, em nossas vidas, mas quando, em que condições, qual será a sua gravidade e por quanto tempo. Com os importantes avanços na tecnologia médica, pessoas com condições que anteriormente eram fatais estão vivendo mais. Câncer, doença cardíaca, diabetes e agora Aids são apenas alguns exemplos. Muitas crianças com condições crônicas que eram fatais ou necessitavam de vida institucional estão atingindo a idade adulta e, com a ajuda de novas políticas, estão sendo assimiladas à vida adulta convencional. Isso significa que números crescentes de famílias estão vivendo com transtornos crônicos por um tempo cada vez mais longo, enfrentando múltiplas condições de forma simultânea.

A extensão da velhice aumentou a tensão para os filhos e filhas que precisam enfrentar lealdades divididas e um número de malabarismo complexo entre cuidar dos seus pais e avós idosos, cuidar dos filhos e prover financeiramente a família. Eles precisam atingir esses objetivos numa sociedade em que mais de 50 milhões não eram segurados em 2010 (com projeções do Congressional Budget Office de que 23 milhões permanecerão sem seguro após a implantação da regulamentação da reforma do sistema de saúde atual) e 62% das falências atualmente estão associadas a doença e contas médicas (Himmelstein Thorne, Warren & Woolhandler, 2009). As famílias estão dispersas geograficamente, a maioria tendo cobertura inadequada para atendimento de longa duração, e as disparidades na assistência à saúde continuam a aumentar para as populações de minorias e status socioeconômico mais baixo (U. S. Bureau of the

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Capítulo 12. Intersercções de raça, classe e pobreza

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CAPÍTULO 12

Intersecções de raça, classe e pobreza

Desafios e resiliência em famílias afro-americanas

Nancy Boyd-Franklin

Melanie Karger

P

ara avaliar o que é “normal” no desenvolvimento de uma família, clínicos e pesquisadores devem explorar de maneira ampla o contexto social em que a família vive (Hines & Boyd-Franklin, 2005; Pinderhughes, 2002; Walsh, Cap. 1 deste livro).

Raça e classe são duas das questões mais complexas e emocionalmente carregadas nos

Estados Unidos. Para as famílias afro-americanas pobres da periferia, as realidades diárias de racismo, discriminação, classismo, pobreza, privação de habitação, violência, crime e drogas criam forças que continuamente ameaçam a sobrevivência da família (Sampson & Wilson, 2005). A eleição do presidente Obama, apesar da sua natureza histórica, não facilitou estes desafios. No relatório, The State of Black America

2009, publicado pela National Urban League, Jones (2009) indicou: “Ironicamente, mesmo quando um afro-americano detém o cargo mais alto neste país, os afro-americanos continuam a ter duas vezes mais probabilidade de serem desempregados; três vezes mais de viverem na pobreza e mais de seis vezes de estarem encarcerados” (p. 1).

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Capítulo 2. Visões clínicas de normalidade, saúde e disfunção familiar

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CAPÍTULO 2

Visões clínicas de normalidade, saúde e disfunção familiar

A partir de uma perspectiva dos déficits até os pontos fortes

Froma Walsh

A

s construções de normalidade, saúde e disfunção familiar, que estão inseridas em nossos sistemas de crenças culturais e profissionais, se encontram subjacentes a toda a teoria e prática clínica. Esses pressupostos exercem uma influência poderosa e em boa parte não examinada em cada avaliação e intervenção familiar.

ATRAVÉS DE UMA VISÃO RESTRITA

O campo da saúde mental por muito tempo ignorou o estudo e a promoção da saúde.

Devido ao foco na doença mental, a normalidade familiar foi associada à ausência de sintomas, uma situação raramente, ou nunca, vista no contexto clínico. Os pressupostos sobre famílias sadias eram em grande parte especulativos e utópicos, extrapolados da experiência com casos clínicos perturbados. Foi dada pouca atenção aos desafios estressantes e aos pontos fortes das famílias comuns na comunidade ou no seu contexto social mais amplo.

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