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Capítulo 11 - Em Direção ao Futuro: Tensões e Dilemas

Peter Mittler Grupo A PDF Criptografado

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Em Direção ao Futuro:

Tensões e Dilemas

À medida que começamos um novo século, quais são as perspectivas para uma sociedade e um sistema escolar mais inclusivos? Que mudanças serão testemunhadas por professoras que começam o seu primeiro emprego este ano e que mudanças eles próprios iniciarão antes de se aposentarem em 2040?

Será que olharão para a primeira década do século XXI como um novo amanhecer ou como uma oportunidade perdida?

Neste capítulo final, tentarei resumir algumas das bases para se ter otimismo sobre o futuro, mas também abordarei as tensões e as contradições subjacentes à política atual e à prática, identificando algumas decisões fundamentais que ainda precisam ser realizadas.

A EDUCAÇÃO COMO UM IMPERATIVO GLOBAL

Primeiramente, podemos sentir-nos encorajados pelo fato de que muitos governos ao redor do mundo estão dando maior prioridade à educação. Isto deriva da convicção de que a educação é a chave para uma sociedade melhor, não somente para as crianças de hoje, mas também para as gerações futuras.

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Medium 9788573073164

Capítulo 9 - Discussões Sociais e Morais

Rheta DeVries, Betty Zan Grupo A PDF Criptografado

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DISCUSSÕES SOCIAIS

E MORAIS

N

os capítulos anteriores, discutimos modos pelos quais os professores podem estabelecer uma atmosfera sócio-moral construtivista por meio do apoio à comunidade e uma atitude de cooperação, delegação do poder de tomar decisões às crianças, votação e resolução de conflitos. Os professores também podem incluir em seus planos de aula atividades especificamente voltadas para a promoção do desenvolvimento sócio-moral. Um interesse focalizado em como resolver dilemas sociais e morais é um aspecto importante da atmosfera sócio-moral. Neste capítulo, discutimos como os professores utilizam as discussões para promoverem reflexões das crianças sobre questões sociais e morais.

Em primeiro lugar, explicamos o que queremos dizer com discussões

“sociais” e “morais” e por que usamos o termo sócio-moral. Oferecemos uma breve fundamentação teórica para o entendimento do julgamento moral, depois discutimos duas diferentes espécies de discussões sociais e morais e oferecemos conselhos sobre onde e como encontrar materiais para essas.

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Medium 9788584291694

Capítulo 10. Narrativa de games: uma estratégia para mobilização e engajamento do alunado

Flavio Rodrigues Campos, Paulo Blikstein Grupo A PDF Criptografado

NARRATIVA DE GAMES: uma estratégia para mobilização e engajamento do alunado

Luciano Aparecido Borges Almeida

Um entre os muitos desafios da educação no século XXI será o de propor estratégias de ensino e aprendizagem que mobilizem e engajem o alunado. Nesse sentido, este capítulo apresenta uma prática não tradicional: levar literalmente os videogames e seus jogos com narrativas ricamente elaboradas para a sala de aula. Assim como há em toda boa escola uma sala de informática, onde os alunos têm a oportunidade de realizar suas pesquisas e navegar pelo conhecimento disponível na internet, questiona-se: por que não criar uma sala de jogos digitais em todas as escolas do País? Uma sala na qual, em lugar de computadores, os alunos tenham à disposição consoles de videogames que os auxiliem a aprender acerca de outra cultura, por exemplo, ou mesmo as histórias sobre o mundo e os homens que vivem e viveram nele.

Fazer os jogos de videogame, como meio de expressão importante na contemporaneidade, passarem a dialogar com o universo formal da educação é um dever não apenas dos professores e da escola, mas, sobretudo, de quem pensa em educação. Não obstante, incluir os games e as narrativas que trazem, uma vez que não figuram como conteúdo tradicional no currículo,

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Capítulo 17 | Regras de cima, regras de baixo: a prescrição na organização do trabalho docente

Monica Gather Thurler, Olivier Maulini, Fátima Murad, José Fernando B. Lomônaco Grupo A PDF Criptografado

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Regras de cima, regras de baixo

A prescrição na organização do trabalho docente

Andreea Capitanescu Benetti

Université de Genève

J

á há muito tempo, as ciências sociais e a ergonomia se interessam pela orga nização do trabalho, assim como pela atividade do trabalhador no quadro dessa organização. Reproduzimos aqui De Montmollin (1995/1997), ergonomista, para esclarecer de início o que entendemos por

“organização do trabalho” em uma pesquisa sobre o trabalho docente e sua relação com as prescrições da instituição:

No sentido mais geral, a expressão “organização do trabalho” refere-se a todas as prescrições estabelecidas, em menor ou maior grau de formalidade, dentro de empresas e serviços de toda natureza, referentes à atividade dos trabalhadores. (p. 210)

Em um sistema organizado de produção, antecipa-se a atividade do operador visando ao controle e à racionalização muito antes que ele comece a trabalhar. A organização coletiva passa por procedimentos prescri-

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Medium 9788573074260

As Sequências de Conteúdo, Outra Unidade de Análise

Antoni Zabala Grupo A PDF Criptografado

76 / ANTONI ZABALA

professores deverão ter uma consciência clara a respeito do sentido de cada fase. Numa unidade deste tipo é fácil se deixar levar pela dinâmica do grupo e perder de vista os objetivos que se perseguem. Os problemas e a complexidade da organização do grupo fazem com que esta tarefa ocupe um espaço de tempo notável, somado à necessidade de reconduzir os interesses naturais dos alunos para os objetivos previstos. Apesar de tudo, o maior risco está na possibilidade de cair no denominado falso ativismo, quer dizer, que a atenção do educador se centre nas atividades de pesquisa: observações diretas, visitas, excursões, elaborações, etc., abandonando as atividades prévias e posteriores que são básicas para alcançar a compreensão dos conhecimentos propostos. Embora este não seja o caso, também é possível que não realize um trabalho sério de estudo, posterior às atividades de compreensão, de forma que não haja oportunidade para se fazer os exercícios de memorização imprescindíveis para possibilitar sua lembrança posterior.

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