Yves La Taille Maria Suzana De Stefano Menin (16)
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1 Valores em crise: o que nos causa indignação?

Yves La Taille; Maria Suzana De Stefano Menin Artmed PDF Criptografado

16 La Taille, Menin & cols.

Antes dessa apresentação, todavia, é preciso que nos questionemos: por que a indignação? A resposta a essa pergunta remete-nos a pensar na complexidade dos estudos sobre moral e ética e suas fontes. Em outras palavas, para entender o papel desse sentimento – indignação – na formação de um valor moral, será preciso, primeiro, supor que este participa efetivamente dessa construção. Essa mesma discussão nos ajudará, mais tarde, a pensar na tarefa da escola ao tratar da formação moral e ética de seus alunos.

A COMPLEXIDADE DOS ESTUDOS SOBRE MORAL E ÉTICA

Na história da filosofia clássica, por muito tempo a moral foi compreendida enquanto um conjunto de normas a serem seguidas. O bem e o mal, nessa concepção, são pensados exatamente como normas que vêm de fora, da religião, por exemplo. E se nos perguntarmos o que, ainda segundo essas premissas, define ou classifica tais condutas como boas ou ruins, poderemos ter como resposta: a razão.

Mas a mesma história aponta-nos o contrário: Shaftesbury (Taylor,

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2 As virtudes segundo os jovens

Yves La Taille; Maria Suzana De Stefano Menin Artmed PDF Criptografado

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As virtudes segundo os jovens

Yves de La Taille

Virtudes! Tema clássico da moralidade e do civismo. E também tema recorrente da antiga educação moral que, baseada no “verbo docente”, cantava as glórias de algumas delas e denunciava os terríveis riscos pessoais e sociais de seus opostos, os vícios. Lê-se, por exemplo, no livro Petite

Histoire de l’enseignement de la morale à l’école de Michel Jeury e JeanDaniel Baltassat, que uma atividade proposta às crianças era a de conjugar em vários tempos e modos frases do tipo “Eu preferiria me matar a faltar com o meu nome”, ou “Seja bom. Seja forte. Não seja maldoso. Tenha confiança. Não tenha medo. Escute, não se mexa! Acorde! Acabe sua lição.

Não se queixe” (Jeury; Baltassat; 2000, p.73). Como se vê, virtudes como honra, coragem, bondade, confiança, perseverança, tranquilidade, força, e outras mais eram, sem demais nuances, apresentadas como qualidade boas e necessárias ao adulto digno desse nome. Quanto aos vícios, eles eram evidentemente definidos como aspectos pessoais contrários às virtudes.

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3 Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Yves La Taille; Maria Suzana De Stefano Menin Artmed PDF Criptografado

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Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Denise D’Aurea-Tardeli

A missão da educação é transmitir conhecimentos integrados em uma cultura por meio de uma perspectiva ética, fato que leva a educar em valores, não quaisquer valores, mas sim, valores éticos, isto é, aqueles que formam o caráter e permitem promover um mundo mais justo. Isso não é tarefa fácil, já que esses valores vinculam-se a representações sociais e manifestações afetivas que os constituem, bem como a conteúdos de natureza moral.

Tomamos aqui as explicações de Piaget (1954) que dizem que os valores referem-se a uma troca afetiva do sujeito com os objetos, entendendo objeto como as coisas e as pessoas do mundo exterior. Sendo assim, os valores são construídos com base nas interações que o sujeito faz com a realidade. Segundo Araújo (2007, em Arantes, p. 20), “nessa concepção (...) os valores nem estão pré-determinados nem são simples internalizações (de fora para dentro), mas resultantes das ações do sujeito sobre o mundo objetivo e subjetivo em que ele vive”.

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4 O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

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O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

Júlio Rique Neto

INTRODUÇÃO

O debate sobre valores apresentado neste trabalho reflete a preocupação com a possibilidade de que os interesses pessoais e privados, motivados por um individualismo exacerbado, estejam avançando na área dos interesses públicos e sociais. Em outras palavras, as pessoas não estariam mais demonstrando o interesse de participar da sociedade em benefício do coletivo, mas sim em benefício próprio. Sendo assim, pergunta-se: estaríamos vivendo uma crise de valores ou estariam os valores em crise? Crise de valores é a idéia de que certos valores sociais e morais estão doentes e em vias de extinção. Por outro lado, valores em crise indicam que certos valores sociais e morais estão em um processo de reconstrução na sua definição e/ ou forma de expressão, para se adequarem ao momento histórico. Nesse contexto de dúvida, entre estado de crise e de transição, encontram-se os valores cívicos. A questão é: estariam os valores do civismo em extinção ou sofrendo uma transição na sua definição e forma?

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5 Valores evocados nos posicionamentos referente sàs cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

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Valores evocados nos posicionamentos referentes

às cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

Maria Suzana De Stefano Menin

Alessandra de Morais Shimizu

Divino José Silva

INTRODUÇÃO

Crise de valores ou valores em crise? No decorrer deste texto propomo-nos enfrentar o desafio que é pensar, com base em uma pesquisa, o tema “cotas para alunos negros e alunos de escola pública no ensino superior público brasileiro”, no registro dessa pergunta, a qual La Taille denominou enigmática. Mesmo a denominando enigmática, La Taille já nos adiantou um comentário que retira dela seu caráter de mistério, pois não se trata de um enigma como aquele proposto pela Esfinge a Édipo, “decifra-me ou te devoro!”, mas de refletirmos a respeito de valores presentes em nossas práticas e discursos contemporâneos, que não sabemos, ainda, de que polo da pergunta acima enfrentá-los. Enfim, a discussão que hoje presenciamos no Brasil a respeito das cotas no ensino superior, trata-se de crise de valores ou de valores em crise? Como esclarece La

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Yves De La Taille (6)
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Medium 9788536316925

Capítulo 1. Cultura do tédio

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1

Cultura do tédio

É de Benjamin Disraeli o aforismo “a vida é curta demais para ser pequena”. Acrescentaria eu: “para quem sofre de tédio, ela é longa demais, porque pequena”.

A vida é curta! Expressão corrente. Mas por que é empregada? Será uma avaliação objetiva do tempo de que dispomos para habitar o planeta

Terra? Será uma queixa relativa à brevidade de nossa permanência no mundo? Um espanto diante do ritmo em que se sucedem dias e noites?

Uma maneira de expressar nosso medo da morte?

Sim, essas razões são válidas, mas não esgotam o sentido da brevidade da vida. Durasse nossa vida tanto quanto aquela de alguns répteis, ainda seria curta demais, pois finita. Durasse ela vários séculos, ainda seria breve, pois não eterna. Para quem teme a morte, a vida é sempre curta demais. Quem emprega a referida expressão para lamentar nossa condição provisória pensa em viver apenas para não morrer.

Há, porém, quem tema a morte, não apenas porque ela nos priva da vida, mas porque a brevidade desta nos impede de fazer tudo aquilo que gostaríamos. Há quem pense que a vida é curta demais, não tanto como angústia diante do absurdo da morte, mas como frustração existencial.

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Capítulo 2. Cultura do sentido

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2

Cultura do sentido

Fechei o capítulo anterior afirmando que somente uma cultura do sentido pode vencer uma cultura do tédio. Afirmei também que tal batalha é possível de ser travada com provável sucesso. Nunca uma cultura é um todo coeso. Em todas elas há sempre paradoxos, tensões, oposições, ambiguidades, contradições, que permitem o movimento, a evolução, a superação. O mesmo vale para os indivíduos. A abordagem construtivista, à qual me filio, vê no homem ricas capacidades de adaptação, de autorregulação, de equilibração, que lhe permitem criar novas formas de pensar e de sentir, que lhe permitem criar novas estruturas mentais que podem dar novos rumos à compreensão que tem do mundo e da vida. A abordagem construtivista vê no sujeito recursos para superar insatisfações, resolver problemas, sair de situações desconfortáveis ou até mesmo insuportáveis.

Para tanto, duas condições devem ser contempladas. A primeira: que o sujeito esteja, de fato, em uma situação que considera problemática. A segunda: que tenha a seu alcance elementos para alimentar a construção de novas soluções.

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Capítulo 3. Cultura da vaidade

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3

Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

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Capítulo 4. Cultura do "respeito de si"

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

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Cultura do “respeito de si”

Os capítulos dedicados à “cultura do tédio” e à “cultura da vaidade” são, como vimos, complementares. Neles procurei oferecer uma visão geral de dois traços da contemporaneidade que seriamente comprometem o que

Ricoeur define como perspectiva ética: uma vida boa, para e com outrem, em instituições justas. Em uma cultura do tédio e da vaidade, temos uma vida pequena, sem ou contra outrem, em instituições injustas.1

No capítulo dedicado à “cultura do sentido”, comecei a apontar algumas direções para, na educação dos jovens, ajudá-los a construir a perspectiva ética, as quais devem ser agora completadas pelo que se costuma chamar “educação moral”. Como, na perspectiva teórica adotada aqui, o respeito moral por outrem pressupõe a construção de representações de si entre as quais as de valor moral ocupam lugar central, uma “educação moral” depende necessariamente de uma “cultura do respeito de si”.

Isso posto, tudo o que foi escrito no capítulo dedicado à “cultura do sentido” também vale para a educação moral. Com efeito, nós, adultos, precisamos cuidar do mundo, pois, se não o fizermos, além de deixarmos

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Parte I - Plano ético

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parte I

Plano ético

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Cultura do tédio

É de Benjamin Disraeli o aforismo “a vida é curta demais para ser pequena”. Acrescentaria eu: “para quem sofre de tédio, ela é longa demais, porque pequena”.

A vida é curta! Expressão corrente. Mas por que é empregada? Será uma avaliação objetiva do tempo de que dispomos para habitar o planeta

Terra? Será uma queixa relativa à brevidade de nossa permanência no mundo? Um espanto diante do ritmo em que se sucedem dias e noites?

Uma maneira de expressar nosso medo da morte?

Sim, essas razões são válidas, mas não esgotam o sentido da brevidade da vida. Durasse nossa vida tanto quanto aquela de alguns répteis, ainda seria curta demais, pois finita. Durasse ela vários séculos, ainda seria breve, pois não eterna. Para quem teme a morte, a vida é sempre curta demais. Quem emprega a referida expressão para lamentar nossa condição provisória pensa em viver apenas para não morrer.

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Ygor Corr A Carina Rebello Cruz (11)
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Medium 9788584291670

Capítulo 10. A construção comunicativa digital dos sujeitos comunicantes surdos: estratégias metodológicas

Ygor Corrêa, Carina Rebello Cruz Grupo A PDF Criptografado

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A construção comunicativa digital dos sujeitos comunicantes surdos: estratégias metodológicas

Janaína Pereira Claudio

O presente capítulo propõe-se a fazer uma reflexão inicial sobre as análises metodológicas adotadas e as experiências da autora durante a sua tese de doutorado (CLAUDIO,

2016), cuja temática é a busca do entendimento e do reconhecimento do uso, da apropriação e das práticas sociais nos processos comunicativos digitais dos sujeitos comunicantes surdos brasileiros. Esse processo permitiu pensar e estudar um modo de desenvolvimento do objeto de pesquisa que se constituem nas práticas acerca do uso da rede social Facebook pelos sujeitos comunicantes surdos.

Optou-se pela metodologia estruturada em combinações técnicas, como a análise de materiais de arquivo nos ambientes digitais, que são fruto de uma observação sistemática, além da aplicação de questionários, como blocos temáticos e entrevistas etnográficas (ANGROSINO, 2009), com os relatos de trajetórias de vida dos quatro entrevistados surdos que vivenciam deslocamentos territoriais digitais e novas formas de comunicação em comunidades surdas no Brasil. Assim, a importância do uso das mídias nesse método promove reflexões sobre os conhecimentos e experiências dos sujeitos comunicantes surdos usuários do

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Capítulo 11. Novas tecnologias e suas contribuições para o registro e a divulgação das línguas de sinais: uma discussão sobre o projeto SpreadTheSign no Brasil

Ygor Corrêa, Carina Rebello Cruz Grupo A PDF Criptografado

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Novas tecnologias e suas contribuições para o registro e a divulgação das línguas de sinais: uma discussão sobre o projeto SpreadTheSign no Brasil

Angela Nediane dos Santos | Karina Ávila Pereira | Tatiana Bolivar Lebedeff

Este capítulo apresenta uma discussão sobre as contribuições das novas tecnologias para o registro e a divulgação das línguas de sinais a partir do desenvolvimento do projeto SpreadTheSign no Brasil, entrelaçando o estudo sobre o impacto das novas tecnologias no registro das línguas de sinais e a experiência de divulgação e registro da língua brasileira de sinais (Libras) no dicionário internacional de línguas de sinais

SpreadTheSign.

O IMPACTO DAS TECNOLOGIAS

DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

PARA A COMUNIDADE SURDA

É inegável a contribuição que o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação (TICs) proporcionam, hodiernamente, para a humanidade. Nunca foi tão fácil e tão rápido se conectar, se encontrar, se comunicar e compartilhar o conhecimento produzido:

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Capítulo 1. Tecnologia para o estabelecimento de documentação de língua de sinais

Ygor Corrêa, Carina Rebello Cruz Grupo A PDF Criptografado

1

Tecnologia para o estabelecimento de documentação de língua de sinais

Ronice Müller de Quadros

A documentação de línguas para a constituição dos corpora se desenvolveu muito com os avanços tecnológicos. Segundo

McCarthy e Okeeffe (2010), a invenção do escâner representou um grande avanço na linguística de corpus na década de 1990.

Depois disso, na virada do milênio, os textos passaram a ser digitais de forma ilimitada, consolidando a linguística de corpus.

A possibilidade de ter à disposição dados linguísticos em grandes quantidades viabiliza a identificação de padrões que não eram vistos anteriormente. Conforme os autores indicam, o problema do linguista mudou de acessar grandes quantidades de dados para elaborar metodologias confiáveis que descrevam e deem conta das evidências linguísticas.

No caso das línguas de sinais, está se avançando na mesma direção. Com a possibilidade de acessar vídeos digitalmente, os dados nessas línguas tornam-se cada vez mais acessíveis e também em quantidades muito maiores do que antes. Além disso, os avanços tecnológicos permitem anotar vídeos usando softwares que os integram a sistemas de anotação que localizam os dados de modo muito preciso. Por exemplo, estamos usando o sistema de anotação Eudico (Eudico Language Annotator – Elan1), tecnologia esta que tem revolucionado os estudos linguísticos das línguas de sinais.

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Capítulo 2. Construção de ambientes virtuais de ensino e aprendizagem acessíveis para surdos: recomendações de projeto e avaliação de usabilidade

Ygor Corrêa, Carina Rebello Cruz Grupo A PDF Criptografado

2

Construção de ambientes virtuais de ensino e aprendizagem acessíveis para surdos: recomendações de projeto e avaliação de usabilidade

Carla da Silva Flor | Tarcisio Vanzin

Ambientes virtuais de ensino e aprendizagem (AVEAs) são um conjunto de ferramentas digitais que favorecem o compartilhamento de informações para o gerenciamento da aprendizagem. Com a evolução dos sistemas de transmissão de dados pela internet, a transferência de vídeos tem se tornado cada vez mais fácil e rápida, o que corrobora o uso da língua de sinais nos AVEAs. De fato, estudos sobre o uso da língua de sinais em sites têm mostrado que eles facilitam a navegação de surdos na internet, uma vez que, quando os vídeos estão presentes, os surdos ficam menos desorientados (visitam menos páginas em busca da informação pretendida) do que quando estão navegando apenas por meio de hyperlinks textuais (FAJARDO; ABASCAL; CAÑAS, 2008; FAJARDO;

VIGO; SALMERÓN, 2009; FAJARDO; PARRA; CAÑAS, 2010).

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Capítulo 3. Auxiliando designers de recursos educacionais digitais bilíngues: uma proposta de 33 diretrizes de projeto

Ygor Corrêa, Carina Rebello Cruz Grupo A PDF Criptografado

3

Auxiliando designers de recursos educacionais digitais bilíngues: uma proposta de 33 diretrizes de projeto

Maria Nilza Oliveira Quixaba | Eduardo Cardoso | Gabriela Trindade Perry

O objetivo do trabalho descrito neste capítulo é o de apresentar diretrizes de projeto de recursos educacionais digitais, voltados para a educação bilíngue de surdos, como forma de auxiliar designers. A justificativa é que muitos designers não estão acostumados a projetos que envolvam tecnologias assistivas ou acessibilidade, mesmo que de maneira geral; não estão familiarizados com as necessidades do público surdo; não percebem que a língua brasileira de sinais

(Libras) e o português são dois idiomas distintos; e não compreendem a necessidade da educação bilíngue de surdos. Ainda que estas possam ser características da população em geral (no Brasil e no mundo), argumenta-se que, no caso dos designers, é preciso oferecer ferramentas que permitam uma rápida aculturação neste universo de modo que possam projetar recursos educacionais universais e inclusivos.

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Yasser Seirawan (21)
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Capítulo 10. Erros de estratégia

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

XADREZ VITORIOSO: ESTRATÉGIAS

171

10

Erros de estratégia

U

ma antiga máxima do xadrez diz o seguinte: “Antes um plano ruim do que plano nenhum”. Ao aplicar um plano ruim, pelo menos o jogador tenta melhorar sua posição. Talvez esse plano seja derrotado por outro melhor, mas ainda assim restará o mérito de ter tentado! Por outro lado, sem plano algum, o jogador limita-se a empurrar as peças de um lado para o outro, sem objetivo determinado, na esperança de que o adversário venha tirá-lo dessa situação terrível ou cometa algum erro grave que resulte em derrota.

Tudo isso traz à lembrança uma outra máxima do xadrez: “Quando não souber o que fazer, deixe o oponente avançar uma idéia. Certamente ela estará errada!” Embora inclua uma boa dose de exagero e, além disso, entre em conflito com o que foi dito antes, essa pitada de sabedoria tem um fundo de verdade. O fato é que o xadrez é um jogo quase perfeito jogado por pessoas nada perfeitas.

Em quase todos os jogos observamos algum tipo de erro, e todas as vitórias resultam de erros do perdedor e da habilidade do vencedor em explorá-los (da sua capacidade de punir o adversário por ter criado peões fracos, ter permitido a ocupação de espaço excessivo etc.).

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Capítulo 11. Os grandes mestres da estratégia

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

XADREZ VITORIOSO: ESTRATÉGIAS

183

11

Os grandes mestres da estratégia

N

o xadrez, como na vida, cada jogador tem um estilo, algo distinto e pessoal.

Há os jogadores ofensivos, os defensivos e os posicionais ou estratégicos. Atualmente se espera que um grande mestre jogue bem em todas as situações, mas em geral o enxadrista se sobressai em apenas um desses estilos de jogo. No boxe, o público logo se apaixona pelo golpeador; no xadrez, a platéia está sujeita ao mesmo tipo de discriminação. Todos adoram o atacante impetuoso e as maravilhosas combinações produzidas por ele. No entanto, o grande mestre de estilo posicional é o que demonstra a mais profunda compreensão do xadrez.

Neste capítulo dedicaremos um pouco de nosso tempo aos seis maiores expoentes da estratégia. Cada um deles forneceu ao xadrez algo que enriqueceu a geração subseqüente de jogadores.

WILHELM STEINITZ

Nascido em Praga, em 1836, Wilhelm Steinitz mudou-se para Viena na juventude, encantou-se pelo xadrez e, em 1862, jogava xadrez profissional na Inglaterra, tendo passado a morar em Londres. Num estilo ofensivo, próprio de seus contemporâneos, o jovem Steinitz logo foi reconhecido como um dos melhores jogadores do mundo.

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Capítulo 12. Solução dos testes

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

12

Solução dos testes

TESTE 1: na partida real, as pretas apegam-se cegamente a sua Dama com 9...Dg6?? e pagam o preço depois de 10.Td8+ Rf7 11.Bc4+ Be6 12.Cxe5 xeque-mate. Em vez de exibir essa ganância suicida, deveriam ter apostado no desenvolvimento com 9...Bxc3+ (na verdade, esse lance não é necessário, mas não faz mal nenhum enfraquecer a estrutura de peões do inimigo). Em seguida, depois de 10.bxc3

Cf6! 11.Txd6, cxd6, as brancas ficariam sem ameaças e as pretas ainda estariam

à frente com uma Torre extra.

TESTE 2: as brancas deveriam trocar as Damas, é claro! O lance 1.Dd2!, encaminhando para g5 ou h6, embora seja aparentemente muito ruim, mostra-se superior às forças das pretas. Em resposta a 1...Bf5, as brancas decidem que têm o jogo sob controle e devoram mais um pouco com 2.Txa6 antes de fazer a troca.

Depois de 2...Txa6 3.bxa6 Ta8 4.Dg5+ Dxg5 5.Bxg5 Txa6 6.gxf3 gxf3 7.Cxf3, as brancas ganham em mais alguns lances.

TESTE 3: trocar peças com 1...Dg1+ 2.Rc2 Dxb1+ 3.Rxb1 é o mais simples. Se jogarem 1...h3, as pretas também forçam as brancas a abandonarem a partida.

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Capítulo 1. A importância da estratégia

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XADREZ VITORIOSO: ESTRATÉGIAS

11

1

A importância da estratégia

O

s jogos estão presentes em toda a história da humanidade. De todos os jogos do mundo, o xadrez é o único chamado, com toda razão, de Jogo Real ou O Rei dos Jogos. Que elogio estimulante! A beleza singular do xadrez tem atraído as maiores mentes da história humana. E por quê? O que o torna tão fascinante?

Quem o deprecia afirma que esse jogo consiste apenas em alguns marmanjos gastando horas intermináveis em estado de meditação e, vez ou outra, movimentando algumas peças de madeira posicionadas num tabuleiro quadriculado. Supondo ser verdadeira essa avaliação, então por que as pessoas gostam de jogar xadrez? Deve haver algo que o torne tão fascinante. Caso contrário, ele não teria sobrevivido por milênios.

Obviamente, se seus críticos estivessem certos, o xadrez não existiria. Mas ele sobreviveu, e muito bem! A Federação Internacional de Xadrez (FIDE –

Fédération International des Échecs) é a terceira maior organização esportiva do mundo (a primeira é o Comitê Olímpico Internacional e a segunda, a Federação

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Capítulo 1. Primórdios

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

13

1

Primórdios

D

ê uma olhada no Diagrama 1, a posição inicial de uma partida de xadrez. É a posição mais complicada no xadrez. Pode acreditar. O Grande

Mestre David Bronstein, que empatou o match do Campeonato Mundial de

Xadrez em 1951, freqüentemente ia à partida de um torneio importante e sentava, maravilhado, olhando essa mesma posição. Uma vez ele levou mais de 50 minutos em seu primeiro lance! E em que será que esse gênio do xadrez, esse titã, praticamente co-campeão do mundo inteiro do xadrez, estava pensando?

“Eu estava imaginando que lance fazer”, disse David.

A posição inicial é realmente tão complexa assim? A resposta é mais complicada que um simples sim ou não. E a complexidade aumenta à medida que o estudante aprende mais! Quando estava jogando minhas primeiras partidas de xadrez, tinha certeza absoluta de qual era o melhor lance (claro que eu estava redondamente enganado). Agora, como Grande

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William E Deturk (22)
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Capítulo 10 - Avaliação Cardiovascular

William E. Deturk Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO 10

AVALIAÇÃO CARDIOVASCULAR

Lawrence P. Cahalin

INTRODUÇÃO

Como ocorre com o sistema pulmonar, o exame do sistema cardíaco também requer o uso adequado de informações auditivas, observacionais, posicionais, táteis, auscultatórias e clínicas. Alterações no exame inicial percebidas por meio de diferentes posições corporais ou manobras podem fornecer importantes achados observacionais, táteis e auscultatórios a fim de (1) direcionar as técnicas de exame, (2) direcionar as técnicas de tratamento e (3) fornecer importantes informações prognósticas. Este capítulo revisará uma variedade de técnicas de exame e manobras específicas que podem auxiliar a direcionar e a prognosticar os efeitos das técnicas de exame e tratamento.

Muitas dessas informações são apresentadas no Quadro 10.1.

Exame Fisioterapêutico

Análise da Informação Clínica e dos Fatores de Risco

A história clínica é muito importante e deve ser incluída na avaliação dos pacientes. Isto é particularmente verdadeiro para pacientes com doença cardíaca conhecida ou suspeita.

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Capítulo 11 - Eletrocardiografia

William E. Deturk Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO 11

ELETROCARDIOGRAFIA

William E. DeTurk

Lawrence P. Cahalin

INTRODUÇÃO

O eletrocardiograma (ECG) é uma representação gráfica da despolarização do coração. A fisiologia da despolarização do coração foi descrita no Capítulo 5, e os caminhos específicos da condução da onda de despolarização são apresentados na

Figura 11.3. A eletrocardiografia passou por grandes mudanças desde que foi aplicada em humanos pela primeira vez em

1

1887, por Augustus D. Waller. Um breve histórico da eletro1-6 cardiografia é apresentado na Tabela 11.1.

A contração e a descontração do miocárdio, sístole e diástole, respectivamente, são causadas por sua despolarização e repolarização. O vetor (ou soma total) de todas as força elétricas durante um ciclo cardíaco é chamado de onda de despolarização. Essa onda se movimenta ao longo do caminho de condução normal desde os átrios até os ventrículos, provocando a contração do miocárdio e produzindo a deflexão das linhas do eletrocardiograma. Com relação

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Capítulo 12 - Avaliação da Intolerância do Paciente ao Exercício

William E. Deturk Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO 12

AVALIAÇÃO DA INTOLERÂNCIA

DO PACIENTE AO EXERCÍCIO

William E. DeTurk

Lawrence P. Cahalin

INTRODUÇÃO

Os Capítulos 9 e 10 apresentaram informações sobre as avaliações cardíaca e pulmonar. Essas informações incluíam testes e medições apropriadas para o diagnóstico e a medição do estado cardíaco e pulmonar, métodos de determinação da freqüência cardíaca e da pressão arterial, além de exames como a oximetria de pulso e a avaliação da função muscular. O Capítulo

11 apresentou um outro instrumento de medição muito importante, a eletrocardiografia. Entretanto, conhecer os instrumentos e os procedimentos de exame constitui apenas uma parte do quadro completo: durante os testes de exercício, o clínico também deve saber interpretar os dados obtidos e decidir o que fazer com eles. O uso dessas informações pode se limitar apenas à decisão de quando interromper o teste de exercício, mas tão importante quanto isso é o uso das informações obtidas em intervenções terapêuticas capazes de otimizar os resultados. O exame e a intervenção são, assim, processos dinâmicos que não se limitam à relação paciente–fisioterapeuta. O registro adequado das informações e as consultas subseqüentes podem incluir a participação de outros membros de uma equipe multidisciplinar, tais como enfermeiros, cardiologistas e assistentes sociais, por exemplo. Um programa de fisioterapia que utiliza avaliações constantes, somadas a tratamentos e a informações documentadas por outros membros da equipe de saúde, pode render melhores resultados. De fato, tal abordagem é benéfica em, pelo menos, três aspectos:

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Capítulo 13 - Cuidados Cardiorrespiratórios em Pacientes com Déficit Tegumentar e Musculoesquelético: Uma Abordagem Baseada em Evidências

William E. Deturk Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO 13

CUIDADOS CARDIORRESPIRATÓRIOS EM

PACIENTES COM DÉFICIT TEGUMENTAR

E MUSCULOESQUELÉTICO: UMA

ABORDAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS

John S. Leard

Chris L. Wells

INTRODUÇÃO

A proposta deste capítulo é descrever as doenças tegumentares e musculoesqueléticas mais comuns, considerando sua influência sobre o sistema cardiorrespiratório. Os prejuízos da estrutura óssea, das articulações, da pele, da fáscia e musculatura do tórax podem levar a um decréscimo da função cardiorrespiratória. Tais prejuízos causam danos à circulação,

à capacidade aeróbia/resistência, à ventilação e à respiração/ troca gasosa pela restrição dos movimentos corporais, resultando em um decréscimo da mobilidade funcional do paciente e em algum tipo de incapacidade. Este capítulo descreve também as evidências encontradas na literatura, bem como as intervenções comumente associadas a essas doenças.

Condições Musculoesqueléticas

Osteoporose (Padrões de Prática 4A, 4B, 4C, 4F,

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Capítulo 14 - Cuidados Cardiorrespitatórios em Pacientes com Déficit Neurológico: Uma Abordagem Baseada em Evidências

William E. Deturk Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO 14

CUIDADOS CARDIORRESPIRATÓRIOS

EM PACIENTES COM DÉFICIT

NEUROLÓGICO: UMA ABORDAGEM

BASEADA EM EVIDÊNCIAS

Sue Ann Sisto

INTRODUÇÃO

Os fisioterapeutas são responsáveis pela prescrição de exercícios e pelo tratamento de pacientes com distúrbios neurológicos. A abordagem fisioterapêutica para pacientes com doenças neurológicas é focada principalmente no déficit neurológico ou de movimento. A disfunção do movimento em geral é atribuída ao comprometimento dos sistemas musculoesquelético e neurológico. No entanto, o sistema cardiorrespiratório representa um papel importante no movimento, porque sua função é transportar oxigênio ao músculo esquelético. Anormalidades no sistema cardiorrespiratório podem produzir limitações no movimento.

As populações incapacitadas apresentam um problema especial de condicionamento devido à hospitalização ou à inatividade resultante de sua deficiência ou doença. Essa falta de condicionamento pode definir a diferença entre independência ou dependência. O fisioterapeuta pode ser o primeiro profissional da saúde a observar aspectos cardiorrespiratórios pela maneira como os pacientes respondem a exercícios e trocas de postura.

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