Yves De La Taille Maria Suzana De Stefano Menin (8)
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6 Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

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Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

Cleonice Camino

Márcia Paz

Verônica Luna

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo analisar, dentro de uma perspectiva sócio-histórica, como os valores morais têm sido considerados em livros didáticos e por professores, no âmbito do ensino formal, em três contextos sociopolíticos da realidade brasileira: ditadura militar, redemocratização e momento atual. Para tanto, avalia-se o percurso do ensino da moral, considerando se houve avanço ou retrocesso em relação à formação do indivíduo autônomo, tendo por base a perspectiva cognitiva de Piaget.

Acredita-se que, a compreensão do percurso do ensino de valores nas últimas décadas, seja relevante para interpretar se houve ou não crise de valores na trajetória do ensino da moral. Essa interpretação é feita a partir de uma reflexão retrospectiva sobre as concepções de valores, normas e práticas educativas priorizadas nos diferentes contextos políticos.

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2 As virtudes segundo os jovens

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As virtudes segundo os jovens

Yves de La Taille

Virtudes! Tema clássico da moralidade e do civismo. E também tema recorrente da antiga educação moral que, baseada no “verbo docente”, cantava as glórias de algumas delas e denunciava os terríveis riscos pessoais e sociais de seus opostos, os vícios. Lê-se, por exemplo, no livro Petite

Histoire de l’enseignement de la morale à l’école de Michel Jeury e JeanDaniel Baltassat, que uma atividade proposta às crianças era a de conjugar em vários tempos e modos frases do tipo “Eu preferiria me matar a faltar com o meu nome”, ou “Seja bom. Seja forte. Não seja maldoso. Tenha confiança. Não tenha medo. Escute, não se mexa! Acorde! Acabe sua lição.

Não se queixe” (Jeury; Baltassat; 2000, p.73). Como se vê, virtudes como honra, coragem, bondade, confiança, perseverança, tranquilidade, força, e outras mais eram, sem demais nuances, apresentadas como qualidade boas e necessárias ao adulto digno desse nome. Quanto aos vícios, eles eram evidentemente definidos como aspectos pessoais contrários às virtudes.

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1 Valores em crise: o que nos causa indignação?

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16 La Taille, Menin & cols.

Antes dessa apresentação, todavia, é preciso que nos questionemos: por que a indignação? A resposta a essa pergunta remete-nos a pensar na complexidade dos estudos sobre moral e ética e suas fontes. Em outras palavas, para entender o papel desse sentimento – indignação – na formação de um valor moral, será preciso, primeiro, supor que este participa efetivamente dessa construção. Essa mesma discussão nos ajudará, mais tarde, a pensar na tarefa da escola ao tratar da formação moral e ética de seus alunos.

A COMPLEXIDADE DOS ESTUDOS SOBRE MORAL E ÉTICA

Na história da filosofia clássica, por muito tempo a moral foi compreendida enquanto um conjunto de normas a serem seguidas. O bem e o mal, nessa concepção, são pensados exatamente como normas que vêm de fora, da religião, por exemplo. E se nos perguntarmos o que, ainda segundo essas premissas, define ou classifica tais condutas como boas ou ruins, poderemos ter como resposta: a razão.

Mas a mesma história aponta-nos o contrário: Shaftesbury (Taylor,

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4 O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

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O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

Júlio Rique Neto

INTRODUÇÃO

O debate sobre valores apresentado neste trabalho reflete a preocupação com a possibilidade de que os interesses pessoais e privados, motivados por um individualismo exacerbado, estejam avançando na área dos interesses públicos e sociais. Em outras palavras, as pessoas não estariam mais demonstrando o interesse de participar da sociedade em benefício do coletivo, mas sim em benefício próprio. Sendo assim, pergunta-se: estaríamos vivendo uma crise de valores ou estariam os valores em crise? Crise de valores é a idéia de que certos valores sociais e morais estão doentes e em vias de extinção. Por outro lado, valores em crise indicam que certos valores sociais e morais estão em um processo de reconstrução na sua definição e/ ou forma de expressão, para se adequarem ao momento histórico. Nesse contexto de dúvida, entre estado de crise e de transição, encontram-se os valores cívicos. A questão é: estariam os valores do civismo em extinção ou sofrendo uma transição na sua definição e forma?

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8 Valores morais do ponto de vista de professores de ensino fundamental e médio

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186 La Taille, Menin & cols.

Sobre o trabalho com questões morais dentro do espaço escolar, a nossa sociedade conta com uma orientação pedagógica bem fundamentada sobre o tema, uma vez que em 1997 o Ministério da Educação trouxe a público os Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1997) para o ensino fundamental e, posteriormente, foram publicados os parâmetros para os outros níveis do ensino. A finalidade de tais trabalhos é propor uma ação pedagógica que apresente a cidadania como eixo direcionador da educação, de maneira que crianças e adolescentes reflitam sobre os conteúdos trabalhados e, a partir disso, construam pontos de vista próprios a respeito dos mesmos. Um dos volumes dos Parâmetros é voltado para um conjunto de temas, que, por sua abrangência, passam a ser de responsabilidade de todos os professores e não de uma única disciplina. Esse conjunto de conhecimentos recebeu o nome de Temas Transversais e envolve assuntos como ética, orientação sexual, pluralidade cultural e outros.

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Yves De La Taille (4)
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Capítulo 1. Cultura do tédio

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Cultura do tédio

É de Benjamin Disraeli o aforismo “a vida é curta demais para ser pequena”. Acrescentaria eu: “para quem sofre de tédio, ela é longa demais, porque pequena”.

A vida é curta! Expressão corrente. Mas por que é empregada? Será uma avaliação objetiva do tempo de que dispomos para habitar o planeta

Terra? Será uma queixa relativa à brevidade de nossa permanência no mundo? Um espanto diante do ritmo em que se sucedem dias e noites?

Uma maneira de expressar nosso medo da morte?

Sim, essas razões são válidas, mas não esgotam o sentido da brevidade da vida. Durasse nossa vida tanto quanto aquela de alguns répteis, ainda seria curta demais, pois finita. Durasse ela vários séculos, ainda seria breve, pois não eterna. Para quem teme a morte, a vida é sempre curta demais. Quem emprega a referida expressão para lamentar nossa condição provisória pensa em viver apenas para não morrer.

Há, porém, quem tema a morte, não apenas porque ela nos priva da vida, mas porque a brevidade desta nos impede de fazer tudo aquilo que gostaríamos. Há quem pense que a vida é curta demais, não tanto como angústia diante do absurdo da morte, mas como frustração existencial.

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Capítulo 4. Cultura do "respeito de si"

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Cultura do “respeito de si”

Os capítulos dedicados à “cultura do tédio” e à “cultura da vaidade” são, como vimos, complementares. Neles procurei oferecer uma visão geral de dois traços da contemporaneidade que seriamente comprometem o que

Ricoeur define como perspectiva ética: uma vida boa, para e com outrem, em instituições justas. Em uma cultura do tédio e da vaidade, temos uma vida pequena, sem ou contra outrem, em instituições injustas.1

No capítulo dedicado à “cultura do sentido”, comecei a apontar algumas direções para, na educação dos jovens, ajudá-los a construir a perspectiva ética, as quais devem ser agora completadas pelo que se costuma chamar “educação moral”. Como, na perspectiva teórica adotada aqui, o respeito moral por outrem pressupõe a construção de representações de si entre as quais as de valor moral ocupam lugar central, uma “educação moral” depende necessariamente de uma “cultura do respeito de si”.

Isso posto, tudo o que foi escrito no capítulo dedicado à “cultura do sentido” também vale para a educação moral. Com efeito, nós, adultos, precisamos cuidar do mundo, pois, se não o fizermos, além de deixarmos

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Capítulo 2. Cultura do sentido

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Cultura do sentido

Fechei o capítulo anterior afirmando que somente uma cultura do sentido pode vencer uma cultura do tédio. Afirmei também que tal batalha é possível de ser travada com provável sucesso. Nunca uma cultura é um todo coeso. Em todas elas há sempre paradoxos, tensões, oposições, ambiguidades, contradições, que permitem o movimento, a evolução, a superação. O mesmo vale para os indivíduos. A abordagem construtivista, à qual me filio, vê no homem ricas capacidades de adaptação, de autorregulação, de equilibração, que lhe permitem criar novas formas de pensar e de sentir, que lhe permitem criar novas estruturas mentais que podem dar novos rumos à compreensão que tem do mundo e da vida. A abordagem construtivista vê no sujeito recursos para superar insatisfações, resolver problemas, sair de situações desconfortáveis ou até mesmo insuportáveis.

Para tanto, duas condições devem ser contempladas. A primeira: que o sujeito esteja, de fato, em uma situação que considera problemática. A segunda: que tenha a seu alcance elementos para alimentar a construção de novas soluções.

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Capítulo 3. Cultura da vaidade

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Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

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Yasser Seirawan (46)
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24. Soluções dos testes da Parte 1

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XADREZ VITORIOSO: TÁTICAS

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Soluções dos testes da Parte 1

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este capítulo, reuni as soluções dos testes apresentados na Parte 1. É provável que não haja nenhuma dúvida na compreensão das respostas. Uma vez que, em todos os capítulos dessa parte, eu forneci várias dicas sobre o que procurar, espero que seu resultado seja bom.

TESTES DO CAPÍTULO 2

TESTE 1. Não! 2.Ce1! é um ataque duplo contra a Dama e a Torre pretas. Em seguida, 2...Dg5 3.Cxg2 Dxg2 ganha a qualidade por um peão (um ponto de vantagem).

TESTE 2. O surpreendente 1.Cxh4! ganha um peão.

TESTE 3. Com o seqüestro clássico de um peão: 1.Cxd4!. Em seguida, 1...Cxd4 permite 2.Bxg4, enquanto 1...Bxe2 2.Cxe2 mantém o peão.

TESTE 4. O atordoante 1.Bg8!, que ameaça a Dama e um xeque-mate em h7, é vitorioso para as brancas.

TESTE 5. 1.Cf5! é o melhor, pois ameaça a Dama preta e abre o caminho da Dama branca para o xeque-mate à casa-h8. (Nesse caso, uma peça descobre um ataque contra uma casa e não contra uma peça ou um peão.)

TESTE 6. A solução elegante é 1.Tc8! Txa7. O peão tem de ser capturado; caso contrário, a8=D força a captura de uma Torre. Em seguida, 2.Rb6+ é um xeque descoberto, que captura a Torre.

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19. Mikhail Tal (1936-1992)

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XADREZ VITORIOSO: TÁTICAS

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Mikhail Tal

(1936-1992)

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uando Alexander Alekhine morreu, em 1946, não havia magos táticos prontos a tomar o seu lugar. Era a vez da ciência do xadrez posicional subir ao palco, e o líder dos cientistas, Mikhail Botvinnik, reinou de 1948 a 1960, com exceção de um ano, em que perdeu para Vasily Smyslov, tendo reconquistado o título num rematch. Esse desempenho impressivo parecia indicar que todos os futuros campeões mundiais seriam jogadores posicionais. No mundo do xadrez não se suspeitava do surgimento de um outro agitador que viria mudar o rumo do jogo.

Mikhail Tal nasceu em Riga, na Letônia, em 1936. Na carreira profissional, seu estilo era caracterizado pelo risco e arrojo; o enxadrista deleitava-se em duelos táticos e combinações complexas. Homem de visão tática inacreditável, Tal era capaz de calcular variações longas e complicadas após uma rápida olhada na posição. Apesar de ser considerado um jogador inconsistente, confundiu os críticos ao vencer consistentemente vários torneios seguidos. Em 1960, na tenra idade de 24 anos, alcançou o inimaginável ao desbancar Botvinnik e levar o título de campeão mundial. Botvinnik declarou:

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3. A cravada

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XADREZ VITORIOSO: TÁTICAS

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A cravada

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uando o jogador ataca uma peça que o adversário não pode mover sem perder uma outra peça de maior valor, isso significa que ele cravou essa primeira peça. Se a peça de maior valor for um Rei, a tática será chamada de cravada absoluta; se não, de cravada relativa. É claro que a cravada absoluta é uma ameaça muito mais séria do que a relativa, porque o adversário não pode mover a peça cravada de jeito nenhum. (Colocar o próprio Rei em xeque é ilegal.)

A cravada é uma das táticas mais comuns no xadrez e, por isso, deve ser estudada com cuidado. Tenha em mente que todas as peças são vulneráveis à cravada, mas apenas a Dama, o Bispo ou a Torre podem cravar – o Rei, o Cavalo e o peão só podem fazer o papel de vítima. Vejamos primeiro a cravada absoluta.

CRAVADAS ABSOLUTAS

As cravadas ocorrem em todas as fases do jogo, porém são mais comuns na abertura. Um exemplo de cravada absoluta típica é a seguinte abertura: 1.e4 e5

2.Cf3 Cc6 3.Cc3 d6 4.Bb5. O resultado é mostrado no Diagrama 29. O Cavalo das pretas em c6 não pode se mover, pois isso deixaria o Rei preto exposto a um ataque do Bispo branco. Será que as pretas devem entrar em pânico ao primeiro sinal de uma cravada desse tipo? Não, o Cavalo está bem protegido pelo peão-b7, e sua captura pelo Bispo branco levaria simplesmente a uma troca equilibrada.

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10. O sacrifício de desobstrução

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XADREZ VITORIOSO: TÁTICAS

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O sacrifício de desobstrução

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magine esta situação: você tem a oportunidade de fazer um grande lance – um lance forte o bastante para ganhar material ou talvez chegar ao xeque-mate.

O problema é que uma de suas peças está no caminho e, se tiver de gastar tempo removendo o obstáculo para uma casa segura, seu adversário terá a chance de preparar a defesa.

A solução para esse dilema é sacrificar a peça que está obstruindo o caminho. Conhecida como sacrifício de desobstrução, essa tática força o adversário a capturar o obstáculo, deixando livre a casa de seus sonhos e impedindo quaisquer medidas defensivas.

Como se pode forçar o adversário a fazer uma captura que levará a sua própria ruína? O melhor meio é dar um xeque no Rei inimigo com essa peça e assim forçar uma resposta. O segundo melhor meio é capturar alguma coisa com essa peça. Se o adversário não fizer a recaptura, você sairá com uma vantagem material.

Obviamente, um lance que envolve o xeque é o método mais atrativo. Apresentamos um exemplo no Diagrama 99, em que as brancas estão montando um

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22. Combinações avançadas

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Wim Veen Ben Vrakking (6)
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2. CONHECENDO O HOMO ZAPPIENS

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CONHECENDO O

HOMO ZAPPIENS

A curto prazo, sempre superestimamos os efeitos das novas tecnologias, mas, a longo prazo, sempre os subestimamos.

Richard Thieme

“Repentinamente, as crianças que chegavam à nossa escola demonstravam um comportamento bastante diferente: direto, ativo, impaciente, incontrolável e, de certa forma, indisciplinado; parecia-me que algo havia acontecido no verão. Isso me assustava e empolgava ao mesmo tempo.”

Foi assim que uma professora sueca descreveu o que sentiu quando começou o novo ano letivo em um bairro de Estocolmo na metade da década de

1990, quando crianças de 6 anos voltaram à escola depois das férias de verão. A professora teve a sensação de que de um ano para o outro uma nova geração surgira e que ela tinha de lidar com elas, ainda não sabendo, mas percebendo, que precisaria empregar estratégias e abordagens diferentes.

Desde que essa professora teve tal impressão sobre seus alunos, muitos colegas na Europa inteira experimentaram o fato de que os alunos de hoje demandam novas abordagens e métodos de ensino para que se consiga manter a atenção e a motivação na escola. Ouvimos muitos deles dizerem que os alunos dedicam atenção às coisas por um período curto de tempo, que não conseguem ouvir alguém falar por mais de cinco minutos.

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4. APRENDENDO DE MANEIRA DIVERTIDA

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Homo Zappiens

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APRENDENDO DE

MANEIRA DIVERTIDA

Trate as pessoas como se elas fossem o que deveriam ser e con“tribuirá para que elas se tornem o que são capazes de ser.

Johann Wolfgang von Goethe

Nos capítulos anteriores, descrevemos a nova geração de crianças, que cresce em meio à tecnologia da informação e da comunicação. Descrevemos tais crianças como pensadores digitais e tentamos lhes dar uma visão geral sobre a tecnologia, que, para elas, não é novidade. Para você, contudo, talvez o assunto seja inédito e até mesmo revolucionário. Tentamos nomear as habilidades mais importantes e distintivas que essas crianças parecem desenvolver, o que as coloca à parte de nós e que nos faz chamá-las de Homo zappiens – uma nova espécie de ser humano. Também abordamos as similaridades entre jogar e aprender.

Neste capítulo, refletiremos sobre os aspectos de aprendizagem do comportamento do Homo zappiens. Tentaremos traduzir as habilidades que foram descritas no Capítulo 3 acerca de nossa visão atual da sociedade, para demonstrar como elas podem ser consideradas úteis na aprendizagem. A principal questão a responder neste capítulo é se, e como, a aprendizagem mudou por causa da tecnologia. Para fazê-lo, devemos primeiramente observar mais de perto a própria aprendizagem – o que ela é e como pode ser definida.

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6. O QUE AS ESCOLAS PODERIAM FAZER

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Veen & Vrakking

mais tempo a ela. Por outro lado, se você acha que devemos mudar alguma coisa, não se sinta desestimulado se nossas sugestões não estiverem em perfeita consonância com o que você pensa. Como última observação, gostaríamos novamente de recomendar a visita a nosso site (www.homozappiens.nl), que servirá como uma plataforma e oportunidade de discussão sobre os tópicos da aprendizagem, educação e progresso tecnológico.

CENÁRIOS PARA A EDUCAÇÃO FUTURA

Presumimos e desejamos que nossas visões não sejam apenas fantasias, mas que recebam apoio de outras pessoas. Assim, pensamos que as escolas deveriam se encaixar na sociedade a que servem, e, por isso, projetar escolas para o futuro é algo que se deve fazer tendo em mente os avanços da sociedade. O problema todo é dispor ou não de precognição: alguns alegam tê-la, embora ninguém possa provar. Um método bem-conhecido, e de uma natureza bem-pensada, no lidar com a incerteza futura é o desenvolvimento de cenários, que são futuros quadros possíveis, retirados das tendências atuais e de nossas expectativas. Tendemos a depositar maior confiança em cenários que são sustentados por especialistas reconhecidos

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1. TEMPOS DE MUDANÇA

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TEMPOS DE MUDANÇA

Em tempos de mudança, aqueles que aprenderem herdarão a

“Terra, enquanto aqueles que já aprenderam encontrar-se-ão esplendidamente equipados para lidar com um mundo que não mais existe.

Eric Hoffer

Há alguns anos ficamos assombrados com a mídia, quando, com o final do século, deparamo-nos repentinamente com o que passou a ser chamado de o “bug do milênio”: os chips dos computadores haviam sido programados para ter uma data de seis dígitos e, com a passagem de 1999 para 2000, havia o risco de que esses chips passassem a informar que estávamos vivendo no ano de 1900, e não 2000. Havia o medo de que nossa vida e a sociedade que construimos com tanto cuidado – com nossos governos, nossos registros de transações, nossos equipamentos eletrônicos, entre muitas outras coisas – fossem seriamente prejudicadas. Para piorar o problema, muitos dos programadores daqueles antigos chips, feitos em linguagem FORTRAN ou COBOL, estavam aposentados, levando seu conhecimento embora com eles. O quadro apresentado era de desastre.

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3. ENTENDENDO O CAOS

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ENTENDENDO O CAOS

A melhor coisa a respeito dos melhores jogos é que eles levam a

“garotada a uma aprendizagem muito intensa.

Seymour Papert

Como interpretar o uso que as crianças fazem da tecnologia? Será que seu comportamento aparentemente caótico de zapear de um canal para outro e de navegar na internet é perda de tempo? Assistir à televisão e jogar no computador pode ser útil? Ou os benefícios de jogar no computador ou navegar na internet simplesmente se reduzem ao desenvolvimento de uma boa coordenação entre o olhar e o movimento das mãos? No que diz respeito a essa habilidade, parece que os jovens cirurgiões que jogaram no computador durante sua infância têm um melhor desempenho em cirurgias do que os que não jogaram (Rosser, 2004). É claro que se pode argumentar que apenas uma pequena parcela de nossa força de trabalho atuará na profissão de cirurgião, e que, assim, as vantagens de uma coordenação bem-desenvolvida se aplicaria somente a um número restrito de profissões. Então, como a tecnologia poderia ajudar a maioria das pessoas a tirar vantagem dos usos da própria tecnologia? Até que ponto a tecnologia pode ajudar as crianças a se tornarem melhores aprendizes?

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William E Deturk (22)
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Capítulo 17 - Fisioterapia Associada a Disfunção e Insuficiência da Bomba Cardiovascular

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C APÍTULO 17

FISIOTERAPIA ASSOCIADA A

DISFUNÇÃO E INSUFICIÊNCIA DA

BOMBA CARDIOVASCULAR

Lawrence P. Cahalin

Lori A. Buck

INTRODUÇÃO

O padrão de prática D representa uma progressão da classificação da doença cardíaca, a começar pela disfunção, que, eventualmente, pode evoluir para insuficiência da bomba cardíaca. É de suma importância que o fisioterapeuta saiba fazer a distinção entre uma pessoa com disfunção cardíaca e uma outra com insuficiência cardíaca. Os critérios de inclusão/exclusão do padrão D relacionam duas situações específicas (fração de ejeção < 30% e isquemia miocárdica induzida pelo exercício) e dois tipos específicos de alterações (resposta ao exercício e nível de energia [MET] durante o teste de exercício) que podem auxiliar na distinção entre disfunção e insu1 ficiência da função cardíaca. Essas características distintas encontram-se relacionadas no Quadro 17.1.

Ainda que esses testes e medidas estejam disponíveis na história clínica do paciente, eles podem, na verdade, representar apenas a história, e não o desempenho cardíaco atual.

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Capítulo 2 - História e Uso do Guide

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C APÍTULO 2

HISTÓRIA E USO DO GUIDE

Gary Brooks

Lawrence P. Cahalin

INTRODUÇÃO

O Guide to Physical Therapist Practice é uma importante publicação para a comunidade fisioterapêutica nacional e internacional. Ele foi desenvolvido devido à necessidade de definição de regras mais adequadas para o fisioterapeuta no contexto das mudanças no cuidado com a saúde.1-8 Jules

Rothstein, editor do jornal Physical Therapy, apresentou sua opinião sobre o Guide em dois editoriais que precederam a publicação da primeira e da segunda edições.3,4 O Quadro 2.1 mostra uma visão geral de alguns dos comentários feitos pelo

Dr. Rothstein, incluindo a seguinte definição do Guide: essa obra, apesar de seu prestígio, não é específica (esclarece dúvidas por meio do uso de modelos definidos de forma ampla).

Segundo ele, o Guide é “a primeira informação que mais se aproxima do que fazemos e do que devemos fazer... e possivelmente do que podemos fazer”.3,4 O Dr. Rothstein concluiu seu editorial declarando que há necessidade: (1) de buscar uma abordagem mais estreita (desenvolver modelos que sejam menos amplos e tenham mais especificidade) em futuras versões do Guide; (2) de diálogo entre todos os clínicos sobre suas conclusões em relação ao Guide, especificando se este contribui ou não para sua prática; e (3) de esclarecimento de itens particulares ou de sua mudança no futuro.3

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Capítulo 13 - Cuidados Cardiorrespiratórios em Pacientes com Déficit Tegumentar e Musculoesquelético: Uma Abordagem Baseada em Evidências

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C APÍTULO 13

CUIDADOS CARDIORRESPIRATÓRIOS EM

PACIENTES COM DÉFICIT TEGUMENTAR

E MUSCULOESQUELÉTICO: UMA

ABORDAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS

John S. Leard

Chris L. Wells

INTRODUÇÃO

A proposta deste capítulo é descrever as doenças tegumentares e musculoesqueléticas mais comuns, considerando sua influência sobre o sistema cardiorrespiratório. Os prejuízos da estrutura óssea, das articulações, da pele, da fáscia e musculatura do tórax podem levar a um decréscimo da função cardiorrespiratória. Tais prejuízos causam danos à circulação,

à capacidade aeróbia/resistência, à ventilação e à respiração/ troca gasosa pela restrição dos movimentos corporais, resultando em um decréscimo da mobilidade funcional do paciente e em algum tipo de incapacidade. Este capítulo descreve também as evidências encontradas na literatura, bem como as intervenções comumente associadas a essas doenças.

Condições Musculoesqueléticas

Osteoporose (Padrões de Prática 4A, 4B, 4C, 4F,

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Capítulo 9 - Avaliação Pulmonar

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C APÍTULO 9

AVALIAÇÃO PULMONAR

Lawrence P. Cahalin

INTRODUÇÃO

O exame do sistema pulmonar requer o uso adequado de informações auditivas, observacionais, táteis, auscultatórias e clínicas. Uma parte significativa deste capítulo será focada no processo do exame fisioterapêutico. Os achados no exame inicial por meio de manobras auditivas, táteis ou de posicionamento podem (1) definir técnicas para o exame, (2) definir técnicas para o tratamento e (3) prover informações importantes a respeito do prognóstico. A seção seguinte revisará cada uma das técnicas de avaliação e a aplicação de manobras específicas que podem ajudar a direcionar e a predizer os efeitos dessas técnicas. Também será feita uma revisão de informações clínicas e de testes e medidas específicos

1-5 mais utilizados clinicamente. Muitas informações sobre a abordagem empregada para avaliar um paciente com doença pulmonar estão listadas no Quadro 9.1, as quais podem ser registradas no prontuário inicial do paciente, apresentado no

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Capítulo 4 - Anatomia do Sistema Cardiorrespiratório

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C APÍTULO 4

ANATOMIA DO SISTEMA

CARDIORRESPIRATÓRIO

Sean M. Collins

Barbara Cocanour

INTRODUÇÃO

Anatomia, da palavra grega anatome, é a ciência médica

1 básica mais antiga. Trata do estudo das estruturas de um organismo, sendo principalmente uma ciência morfológica

(morfologia é o estudo das estruturas, sem levar em conta sua função). Função é a atividade executada por qualquer estrutura. Para entender de fato a função do corpo humano, normal ou anormal, é essencial o conhecimento de suas estruturas. Os fisioterapeutas examinam, avaliam e tratam indivíduos com diversas incapacidades cardiorrespiratórias.

A compreensão da anatomia cardiorrespiratória permite identificar a função e reconhcer as relações entre os sistemas corporais envolvidos no transporte de oxigênio e de nutrientes.

Não é intenção deste capítulo ser uma fonte completa sobre a anatomia do sistema cardiorrespiratório, mas sim descrever os aspectos pertinentes à fisioterapia, esclarecendo os termos anatômicos básicos.

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