Yves De La Taille Maria Suzana De Stefano Menin (8)
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3 Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

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Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Denise D’Aurea-Tardeli

A missão da educação é transmitir conhecimentos integrados em uma cultura por meio de uma perspectiva ética, fato que leva a educar em valores, não quaisquer valores, mas sim, valores éticos, isto é, aqueles que formam o caráter e permitem promover um mundo mais justo. Isso não é tarefa fácil, já que esses valores vinculam-se a representações sociais e manifestações afetivas que os constituem, bem como a conteúdos de natureza moral.

Tomamos aqui as explicações de Piaget (1954) que dizem que os valores referem-se a uma troca afetiva do sujeito com os objetos, entendendo objeto como as coisas e as pessoas do mundo exterior. Sendo assim, os valores são construídos com base nas interações que o sujeito faz com a realidade. Segundo Araújo (2007, em Arantes, p. 20), “nessa concepção (...) os valores nem estão pré-determinados nem são simples internalizações (de fora para dentro), mas resultantes das ações do sujeito sobre o mundo objetivo e subjetivo em que ele vive”.

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4 O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

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O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

Júlio Rique Neto

INTRODUÇÃO

O debate sobre valores apresentado neste trabalho reflete a preocupação com a possibilidade de que os interesses pessoais e privados, motivados por um individualismo exacerbado, estejam avançando na área dos interesses públicos e sociais. Em outras palavras, as pessoas não estariam mais demonstrando o interesse de participar da sociedade em benefício do coletivo, mas sim em benefício próprio. Sendo assim, pergunta-se: estaríamos vivendo uma crise de valores ou estariam os valores em crise? Crise de valores é a idéia de que certos valores sociais e morais estão doentes e em vias de extinção. Por outro lado, valores em crise indicam que certos valores sociais e morais estão em um processo de reconstrução na sua definição e/ ou forma de expressão, para se adequarem ao momento histórico. Nesse contexto de dúvida, entre estado de crise e de transição, encontram-se os valores cívicos. A questão é: estariam os valores do civismo em extinção ou sofrendo uma transição na sua definição e forma?

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7 Tecendo os sentidos atribuídos por professores do ensino fundamental ao médio profissionalizante sobre a construção de valores na escola

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Crise de valores ou valores em crise? 153

um processo de transformação dos referidos valores, mas não em sua ausência ou progressivo desaparecimento.

Esse movimento de discussão tem estimulado uma vasta gama de iniciativas, seja na esfera da produção acadêmica, no âmbito das práticas pedagógicas, seja, ainda, no terreno das políticas públicas (Aquino e

Araújo, 2000). Os Temas Transversais, contidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais, representam uma mostra de tal vigor temático – mesmo considerando as polêmicas que marcaram sua proposição e as dificuldades, por parte da escola e de seus profissionais, de efetuarem a transversalização desses temas no cotidiano escolar.

Compactuamos com a compreensão desses autores, pois verificamos nas queixas dos indivíduos representantes de diferentes estratos sociais, nas posturas assumidas por eles e no encaminhamento de questões do cotidiano que os valores, normalmente aceitos pela sociedade, demandam processos de reflexão e de ressignificação. Evidenciamos com relação a essa questão um saudosismo dos valores clássicos e universais, bem como das grandes figuras que possuíam autoridade suficiente para liderar e encaminhar as situações-problema da comunidade, como os padres, os pais, os professores, o poder público. É importante ressaltar, ainda, as hierarquias de valores, representativas das comunidades onde estão inseridos os indivíduos, que nem sempre são coincidentes com as de outras pessoas. Ao que parece, houve um enfraquecimento dessa base de princípios, regras que norteiam o comportamento. Analisar essa rede de elementos não é algo fácil, transitamos por um campo de conceitos, de representações, movediço e arenoso. Entretanto, estamos sendo constantemente convidados, enquanto educadores, pesquisadores e, também, pessoas comuns, a refletirmos e construirmos uma relação crítica com esse tema complicado.

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5 Valores evocados nos posicionamentos referente sàs cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

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Valores evocados nos posicionamentos referentes

às cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

Maria Suzana De Stefano Menin

Alessandra de Morais Shimizu

Divino José Silva

INTRODUÇÃO

Crise de valores ou valores em crise? No decorrer deste texto propomo-nos enfrentar o desafio que é pensar, com base em uma pesquisa, o tema “cotas para alunos negros e alunos de escola pública no ensino superior público brasileiro”, no registro dessa pergunta, a qual La Taille denominou enigmática. Mesmo a denominando enigmática, La Taille já nos adiantou um comentário que retira dela seu caráter de mistério, pois não se trata de um enigma como aquele proposto pela Esfinge a Édipo, “decifra-me ou te devoro!”, mas de refletirmos a respeito de valores presentes em nossas práticas e discursos contemporâneos, que não sabemos, ainda, de que polo da pergunta acima enfrentá-los. Enfim, a discussão que hoje presenciamos no Brasil a respeito das cotas no ensino superior, trata-se de crise de valores ou de valores em crise? Como esclarece La

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6 Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

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Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

Cleonice Camino

Márcia Paz

Verônica Luna

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo analisar, dentro de uma perspectiva sócio-histórica, como os valores morais têm sido considerados em livros didáticos e por professores, no âmbito do ensino formal, em três contextos sociopolíticos da realidade brasileira: ditadura militar, redemocratização e momento atual. Para tanto, avalia-se o percurso do ensino da moral, considerando se houve avanço ou retrocesso em relação à formação do indivíduo autônomo, tendo por base a perspectiva cognitiva de Piaget.

Acredita-se que, a compreensão do percurso do ensino de valores nas últimas décadas, seja relevante para interpretar se houve ou não crise de valores na trajetória do ensino da moral. Essa interpretação é feita a partir de uma reflexão retrospectiva sobre as concepções de valores, normas e práticas educativas priorizadas nos diferentes contextos políticos.

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Yves De La Taille (4)
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Capítulo 4. Cultura do "respeito de si"

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Cultura do “respeito de si”

Os capítulos dedicados à “cultura do tédio” e à “cultura da vaidade” são, como vimos, complementares. Neles procurei oferecer uma visão geral de dois traços da contemporaneidade que seriamente comprometem o que

Ricoeur define como perspectiva ética: uma vida boa, para e com outrem, em instituições justas. Em uma cultura do tédio e da vaidade, temos uma vida pequena, sem ou contra outrem, em instituições injustas.1

No capítulo dedicado à “cultura do sentido”, comecei a apontar algumas direções para, na educação dos jovens, ajudá-los a construir a perspectiva ética, as quais devem ser agora completadas pelo que se costuma chamar “educação moral”. Como, na perspectiva teórica adotada aqui, o respeito moral por outrem pressupõe a construção de representações de si entre as quais as de valor moral ocupam lugar central, uma “educação moral” depende necessariamente de uma “cultura do respeito de si”.

Isso posto, tudo o que foi escrito no capítulo dedicado à “cultura do sentido” também vale para a educação moral. Com efeito, nós, adultos, precisamos cuidar do mundo, pois, se não o fizermos, além de deixarmos

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Capítulo 2. Cultura do sentido

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Cultura do sentido

Fechei o capítulo anterior afirmando que somente uma cultura do sentido pode vencer uma cultura do tédio. Afirmei também que tal batalha é possível de ser travada com provável sucesso. Nunca uma cultura é um todo coeso. Em todas elas há sempre paradoxos, tensões, oposições, ambiguidades, contradições, que permitem o movimento, a evolução, a superação. O mesmo vale para os indivíduos. A abordagem construtivista, à qual me filio, vê no homem ricas capacidades de adaptação, de autorregulação, de equilibração, que lhe permitem criar novas formas de pensar e de sentir, que lhe permitem criar novas estruturas mentais que podem dar novos rumos à compreensão que tem do mundo e da vida. A abordagem construtivista vê no sujeito recursos para superar insatisfações, resolver problemas, sair de situações desconfortáveis ou até mesmo insuportáveis.

Para tanto, duas condições devem ser contempladas. A primeira: que o sujeito esteja, de fato, em uma situação que considera problemática. A segunda: que tenha a seu alcance elementos para alimentar a construção de novas soluções.

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Capítulo 1. Cultura do tédio

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Cultura do tédio

É de Benjamin Disraeli o aforismo “a vida é curta demais para ser pequena”. Acrescentaria eu: “para quem sofre de tédio, ela é longa demais, porque pequena”.

A vida é curta! Expressão corrente. Mas por que é empregada? Será uma avaliação objetiva do tempo de que dispomos para habitar o planeta

Terra? Será uma queixa relativa à brevidade de nossa permanência no mundo? Um espanto diante do ritmo em que se sucedem dias e noites?

Uma maneira de expressar nosso medo da morte?

Sim, essas razões são válidas, mas não esgotam o sentido da brevidade da vida. Durasse nossa vida tanto quanto aquela de alguns répteis, ainda seria curta demais, pois finita. Durasse ela vários séculos, ainda seria breve, pois não eterna. Para quem teme a morte, a vida é sempre curta demais. Quem emprega a referida expressão para lamentar nossa condição provisória pensa em viver apenas para não morrer.

Há, porém, quem tema a morte, não apenas porque ela nos priva da vida, mas porque a brevidade desta nos impede de fazer tudo aquilo que gostaríamos. Há quem pense que a vida é curta demais, não tanto como angústia diante do absurdo da morte, mas como frustração existencial.

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Capítulo 3. Cultura da vaidade

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Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

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Yasser Seirawan (46)
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Capítulo 4. Aberturas clássicas do Peão da Dama

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

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Aberturas clássicas do Peão da Dama

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a mesma forma que fiz no Capítulo 3, neste capítulo estudo aberturas clássicas do Peão da Dama e suas defesas. Vou seguir uma linha principal ao mesmo tempo em que analiso um grande número de desvios pelo caminho. Sempre comentarei as idéias fundamentais e os princípios envolvidos.

Aberturas do Peão da Dama, como o nome sugere, começam com as brancas movimentando o peão em frente à Dama:

1.d4

Partidários do 1.d4 têm um excelente argumento para defender seu lance de abertura favorito. O peão-d branco ataca e ocupa o pequeno centro, abre caminho para o Bispo e a Dama, e está apoiado pela Dama branca. Lembre-se de que, no Capítulo 3, o peão-e4 branco era cercado constantemente e precisava de proteção. Nas aberturas do Peão da Dama, o peão-d4 já está protegido.

Defensores do 1.e4 contra-argumentam que 1.d4 não ajuda o desenvolvimento das forças da ala do Rei das brancas e que o Rei branco precisa ficar no centro por pelo menos um ou dois tempos a mais. Você deve pesar os prós e contras ao fazer uma escolha de abertura.

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Capítulo 3. Aberturas clássicas do Peão do Rei

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Aberturas clássicas do Peão do Rei

A

gora que você já sabe que a chave para ganhar uma boa posição desde a abertura é controlar o centro – em especial as quatro casas mais centrais, também chamadas de “pequeno centro” – com peões e peças menores, está na hora de introduzir um novo conceito: a noção de equilíbrio. Dê uma olhada no Diagrama 17, a posição inicial. Os dois exércitos estão espelhados com perfeição. Os exércitos opostos estão em harmonia, ou o que Wilhelm Steinitz (1836-1900, campeão mundial de 1886 a 1894), o primeiro campeão mundial oficialmente reconhecido, chamou de equilíbrio. Gerações de enxadristas debateram qual seria o resultado de uma partida se ela fosse disputada com lances perfeitos pelos dois lados. As partidas acabariam sempre em empate? Quando as brancas fazem o primeiro movimento, elas perturbam o equilíbrio e ganham a vantagem de poder desenvolver seu exército ao mesmo tempo em que reivindicam uma parte do centro. As pretas reagem de maneira a restaurar o equilíbrio. As-

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Capítulo 5. Defesas modernas do Peão do Rei

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

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Defesas modernas do Peão do Rei

E

ste capítulo, diferentemente dos anteriores, não tem uma “linha principal” pela qual nos guiarmos enquanto consideramos alternativas. Em vez disso, ele fornece um breve esboço de algumas das principais linhas das defesas modernas mais populares ao desafio da abertura 1.e4 das brancas.

Os princípios de equilíbrio de Steinitz praticamente obrigaram todos os enxadristas proeminentes a confrontar o lance inicial das brancas no estilo clássico jogando 1...e5. O mesmo vale para as aberturas do Peão da Dama quando se considerava que 1.d4 d5 era praticamente forçado. Com o tempo, enxadristas começaram a experimentar várias defesas diferentes. Seu objetivo não era mais tentar “estabelecer ou restabelecer o equilíbrio”; em muitos casos o objetivo era atacar logo o lance de abertura das brancas ou permitir que elas ocupassem o centro. Inúmeros experimentos foram tentados e nem todos funcionaram muito bem. No entanto, alguns desafiaram o crivo do tempo. Enquanto segue as aberturas neste capítulo, perceba como os dois lados jogam pelo controle do centro, desenvolvimento e segurança do Rei. Esse será o tema dos próximos capítulos.

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Capítulo 8. Uma solução para a Abertura do Peão da Dama

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

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Uma solução para a

Abertura do Peão da Dama

F

iquei tão encantado com a Abertura Barcza ao jogar com as brancas que tentei a mesma formação com as pretas contra a Abertura do Peão da Dama.

Conhecida como Defesa Índia do Rei (DIR), essa é a defesa favorita de Garry

Kasparov e Bobby Fischer. Ela vem bem recomendada! Vamos vê-la em ação:

1.d4 Cf6

3.Cc3 Bg7

2.c4 g6

4.e4 d6

É claro que as brancas não têm a obrigação de ocupar o centro. Elas podem fazer jogadas muito mais discretas com seus primeiros quatro lances, mas são esses lances de abertura que mais pressionam a formação das pretas.

O Diagrama 212 serve como posição inicial. As brancas têm um amplo leque de opções. As principais tentativas são:

Diagrama 212

248

YASSER SEIRAWAN

5.f4 (Ataque dos Quatro Peões);

5.f3 (Variante Samisch);

5.Be2 (Variante Averbach);

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Capítulo 9. Uma solução para a Abertura do Peão do Rei

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Uma solução para a

Abertura do Peão do Rei

D

epois de descobrir a solidez de “construir uma casa” no xadrez, fiquei inclinado a usar as mesmas formações contra a Abertura do Peão do Rei das brancas. Dessa vez, no entanto, achei a tarefa mais complicada do que na Abertura Barcza e na Defesa Índia do Rei (DIR). Com o tempo, aprendi a jogar a Defesa Pirc, a qual se tornou uma constante, e a uso até hoje. A ordem dos lances de abertura é muito importante para as pretas, já que um

único erro pode resultar em uma péssima partida.

Os lances de abertura são:

1.e4 d6

As pretas estão se dirigindo para a formação Barcza. A alternativa

1...Cf6 é a Defesa Alekhine, que iria provocar e4-e5 – uma ameaça que as pretas tentarão evitar.

2.d4

As brancas estabelecem um centro de peões clássico. As brancas certamente poderiam cogitar outras formações mais tranqüilas, mas essa é considerada a melhor.

2...Cf6

As pretas desenvolvem enquanto atacam o peão-e4.

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Wim Veen Ben Vrakking (6)
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4. APRENDENDO DE MANEIRA DIVERTIDA

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Homo Zappiens

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4

APRENDENDO DE

MANEIRA DIVERTIDA

Trate as pessoas como se elas fossem o que deveriam ser e con“tribuirá para que elas se tornem o que são capazes de ser.

Johann Wolfgang von Goethe

Nos capítulos anteriores, descrevemos a nova geração de crianças, que cresce em meio à tecnologia da informação e da comunicação. Descrevemos tais crianças como pensadores digitais e tentamos lhes dar uma visão geral sobre a tecnologia, que, para elas, não é novidade. Para você, contudo, talvez o assunto seja inédito e até mesmo revolucionário. Tentamos nomear as habilidades mais importantes e distintivas que essas crianças parecem desenvolver, o que as coloca à parte de nós e que nos faz chamá-las de Homo zappiens – uma nova espécie de ser humano. Também abordamos as similaridades entre jogar e aprender.

Neste capítulo, refletiremos sobre os aspectos de aprendizagem do comportamento do Homo zappiens. Tentaremos traduzir as habilidades que foram descritas no Capítulo 3 acerca de nossa visão atual da sociedade, para demonstrar como elas podem ser consideradas úteis na aprendizagem. A principal questão a responder neste capítulo é se, e como, a aprendizagem mudou por causa da tecnologia. Para fazê-lo, devemos primeiramente observar mais de perto a própria aprendizagem – o que ela é e como pode ser definida.

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5. PARANDO A MONTANHA-RUSSA

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Homo Zappiens

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PARANDO A

MONTANHA-RUSSA algo que não fica nada a dever a um milagre o

“fatoÉ, nade verdade, os métodos modernos de ensino ainda não terem estrangulado inteiramente a sagrada curiosidade da investigação.

Albert Einstein

As pessoas sempre aprendem. Mesmo quando você pensa que elas estão realizando as atividades mais inúteis que se possa imaginar, ainda se pode dizer que estão aprendendo a ser mais experientes em fazer algo inútil. Esse adquirir experiência não é, porém, o que, em termos gerais, chamamos de aprendizagem. Pensamos na aprendizagem como alguma mudança mensurável ou perceptível em resposta a uma determinada situação. Essa própria definição impede a possibilidade de se aprender em uma só situação, já que nunca teremos a oportunidade de testemunhar a mudança em uma resposta a uma situação que não volte a ocorrer novamente. Agora você deve estar pensando: “Espere um pouco! Isso está errado”, e, é claro, mais uma vez você está certo. A aprendizagem não é um estado binário em nossa percepção, algo que você possa fazer ou não fazer; há vários graus de aprendizagem, pelo menos para o observador, embora um cientista possa argumentar que a aprendizagem é uma atividade binária.

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1. TEMPOS DE MUDANÇA

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TEMPOS DE MUDANÇA

Em tempos de mudança, aqueles que aprenderem herdarão a

“Terra, enquanto aqueles que já aprenderam encontrar-se-ão esplendidamente equipados para lidar com um mundo que não mais existe.

Eric Hoffer

Há alguns anos ficamos assombrados com a mídia, quando, com o final do século, deparamo-nos repentinamente com o que passou a ser chamado de o “bug do milênio”: os chips dos computadores haviam sido programados para ter uma data de seis dígitos e, com a passagem de 1999 para 2000, havia o risco de que esses chips passassem a informar que estávamos vivendo no ano de 1900, e não 2000. Havia o medo de que nossa vida e a sociedade que construimos com tanto cuidado – com nossos governos, nossos registros de transações, nossos equipamentos eletrônicos, entre muitas outras coisas – fossem seriamente prejudicadas. Para piorar o problema, muitos dos programadores daqueles antigos chips, feitos em linguagem FORTRAN ou COBOL, estavam aposentados, levando seu conhecimento embora com eles. O quadro apresentado era de desastre.

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6. O QUE AS ESCOLAS PODERIAM FAZER

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Veen & Vrakking

mais tempo a ela. Por outro lado, se você acha que devemos mudar alguma coisa, não se sinta desestimulado se nossas sugestões não estiverem em perfeita consonância com o que você pensa. Como última observação, gostaríamos novamente de recomendar a visita a nosso site (www.homozappiens.nl), que servirá como uma plataforma e oportunidade de discussão sobre os tópicos da aprendizagem, educação e progresso tecnológico.

CENÁRIOS PARA A EDUCAÇÃO FUTURA

Presumimos e desejamos que nossas visões não sejam apenas fantasias, mas que recebam apoio de outras pessoas. Assim, pensamos que as escolas deveriam se encaixar na sociedade a que servem, e, por isso, projetar escolas para o futuro é algo que se deve fazer tendo em mente os avanços da sociedade. O problema todo é dispor ou não de precognição: alguns alegam tê-la, embora ninguém possa provar. Um método bem-conhecido, e de uma natureza bem-pensada, no lidar com a incerteza futura é o desenvolvimento de cenários, que são futuros quadros possíveis, retirados das tendências atuais e de nossas expectativas. Tendemos a depositar maior confiança em cenários que são sustentados por especialistas reconhecidos

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2. CONHECENDO O HOMO ZAPPIENS

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CONHECENDO O

HOMO ZAPPIENS

A curto prazo, sempre superestimamos os efeitos das novas tecnologias, mas, a longo prazo, sempre os subestimamos.

Richard Thieme

“Repentinamente, as crianças que chegavam à nossa escola demonstravam um comportamento bastante diferente: direto, ativo, impaciente, incontrolável e, de certa forma, indisciplinado; parecia-me que algo havia acontecido no verão. Isso me assustava e empolgava ao mesmo tempo.”

Foi assim que uma professora sueca descreveu o que sentiu quando começou o novo ano letivo em um bairro de Estocolmo na metade da década de

1990, quando crianças de 6 anos voltaram à escola depois das férias de verão. A professora teve a sensação de que de um ano para o outro uma nova geração surgira e que ela tinha de lidar com elas, ainda não sabendo, mas percebendo, que precisaria empregar estratégias e abordagens diferentes.

Desde que essa professora teve tal impressão sobre seus alunos, muitos colegas na Europa inteira experimentaram o fato de que os alunos de hoje demandam novas abordagens e métodos de ensino para que se consiga manter a atenção e a motivação na escola. Ouvimos muitos deles dizerem que os alunos dedicam atenção às coisas por um período curto de tempo, que não conseguem ouvir alguém falar por mais de cinco minutos.

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William E Deturk (22)
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Capítulo 13 - Cuidados Cardiorrespiratórios em Pacientes com Déficit Tegumentar e Musculoesquelético: Uma Abordagem Baseada em Evidências

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C APÍTULO 13

CUIDADOS CARDIORRESPIRATÓRIOS EM

PACIENTES COM DÉFICIT TEGUMENTAR

E MUSCULOESQUELÉTICO: UMA

ABORDAGEM BASEADA EM EVIDÊNCIAS

John S. Leard

Chris L. Wells

INTRODUÇÃO

A proposta deste capítulo é descrever as doenças tegumentares e musculoesqueléticas mais comuns, considerando sua influência sobre o sistema cardiorrespiratório. Os prejuízos da estrutura óssea, das articulações, da pele, da fáscia e musculatura do tórax podem levar a um decréscimo da função cardiorrespiratória. Tais prejuízos causam danos à circulação,

à capacidade aeróbia/resistência, à ventilação e à respiração/ troca gasosa pela restrição dos movimentos corporais, resultando em um decréscimo da mobilidade funcional do paciente e em algum tipo de incapacidade. Este capítulo descreve também as evidências encontradas na literatura, bem como as intervenções comumente associadas a essas doenças.

Condições Musculoesqueléticas

Osteoporose (Padrões de Prática 4A, 4B, 4C, 4F,

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Capítulo 14 - Cuidados Cardiorrespitatórios em Pacientes com Déficit Neurológico: Uma Abordagem Baseada em Evidências

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C APÍTULO 14

CUIDADOS CARDIORRESPIRATÓRIOS

EM PACIENTES COM DÉFICIT

NEUROLÓGICO: UMA ABORDAGEM

BASEADA EM EVIDÊNCIAS

Sue Ann Sisto

INTRODUÇÃO

Os fisioterapeutas são responsáveis pela prescrição de exercícios e pelo tratamento de pacientes com distúrbios neurológicos. A abordagem fisioterapêutica para pacientes com doenças neurológicas é focada principalmente no déficit neurológico ou de movimento. A disfunção do movimento em geral é atribuída ao comprometimento dos sistemas musculoesquelético e neurológico. No entanto, o sistema cardiorrespiratório representa um papel importante no movimento, porque sua função é transportar oxigênio ao músculo esquelético. Anormalidades no sistema cardiorrespiratório podem produzir limitações no movimento.

As populações incapacitadas apresentam um problema especial de condicionamento devido à hospitalização ou à inatividade resultante de sua deficiência ou doença. Essa falta de condicionamento pode definir a diferença entre independência ou dependência. O fisioterapeuta pode ser o primeiro profissional da saúde a observar aspectos cardiorrespiratórios pela maneira como os pacientes respondem a exercícios e trocas de postura.

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Capítulo 19 - Fisioterapia Associada a Disfunção e Insuficiência da Bomba Ventilatória

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C APÍTULO 19

FISIOTERAPIA ASSOCIADA A

DISFUNÇÃO E INSUFICIÊNCIA

DA BOMBA VENTILATÓRIA

Mary Massery

Lawrence P. Cahalin

INTRODUÇÃO

Os exames e as intervenções fisioterapêuticas apresentados neste capítulo são direcionados aos pacientes com disfunção cardiorrespiratória que se enquadram no padrão de prática 6E:

Diminuição da Ventilação, da Respiração e da Troca Gasosa

Associada à Disfunção ou à Insuficiência da Bomba Ventilatória.1 Na primeira edição do Guide to Psysical Therapy Pratice, em 1997,2 esse padrão foi dividido em dois para distinguir a disfunção da bomba ventilatória (padrão de prática 6F) da insuficiência da bomba ventilatória (padrão de prática 6H).

Entretanto, o que diferencia a disfunção da insuficiência é a gravidade e/ou a acuidade do dano; assim, é mais adequado que esses padrões sejam agrupados em um único. Determinados níveis de comprometimento ou função podem ser utilizados para distinguir, de modo específico, entre disfunção e insuficiência da bomba ventilatória, por meio de características identificáveis dentro de sua função. Como será demonstrado, diversas características específicas do paciente podem ser utilizadas para distinguir entre disfunção e insuficiência da bomba ventilatória, permitindo a escolha de intervenções fisioterapêuticas mais específicas e apropriadas.

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Capítulo 5 - Fisiologia dos Sistemas Cardiovascular e Pulmonar

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C APÍTULO 5

FISIOLOGIA DOS SISTEMAS

CARDIOVASCULAR E PULMONAR

Barbara J. Morgan

Jerome A. Dempsey

Cabeça

FISIOLOGIA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

Tronco, braços

Book_DeTurk.indb 109

Brônquios

AP

Pulmões

Veia cava

Aorta

AD

Veias

AE

VD

VE

Coronária

Artérias

A função principal do sistema cardiovascular é fornecer oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do corpo através do sangue e remover deles o dióxido de carbono e outros resíduos do metabolismo celular. Considerando isso, o sistema cardiovascular é a ligação entre a respiração externa (gás trocado entre a atmosfera e os pulmões) e a respiração celular (uso do oxigênio para a produção de energia pelas mitocôndrias).

Outra função vital desse sistema inclui o transporte de calor para manter a temperatura do corpo, o transporte dos glóbulos brancos para locais onde é feita a defesa contra materiais estranhos e o transporte de hormônios do local de onde são liberados para os seus órgãos-alvo. Assim, o sistema cardiovascular é a chave que contribui para a estabilidade do meio interno do corpo, ou homeostase.

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Capítulo 9 - Avaliação Pulmonar

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C APÍTULO 9

AVALIAÇÃO PULMONAR

Lawrence P. Cahalin

INTRODUÇÃO

O exame do sistema pulmonar requer o uso adequado de informações auditivas, observacionais, táteis, auscultatórias e clínicas. Uma parte significativa deste capítulo será focada no processo do exame fisioterapêutico. Os achados no exame inicial por meio de manobras auditivas, táteis ou de posicionamento podem (1) definir técnicas para o exame, (2) definir técnicas para o tratamento e (3) prover informações importantes a respeito do prognóstico. A seção seguinte revisará cada uma das técnicas de avaliação e a aplicação de manobras específicas que podem ajudar a direcionar e a predizer os efeitos dessas técnicas. Também será feita uma revisão de informações clínicas e de testes e medidas específicos

1-5 mais utilizados clinicamente. Muitas informações sobre a abordagem empregada para avaliar um paciente com doença pulmonar estão listadas no Quadro 9.1, as quais podem ser registradas no prontuário inicial do paciente, apresentado no

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