Yves De La Taille Maria Suzana De Stefano Menin (8)
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8 Valores morais do ponto de vista de professores de ensino fundamental e médio

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186 La Taille, Menin & cols.

Sobre o trabalho com questões morais dentro do espaço escolar, a nossa sociedade conta com uma orientação pedagógica bem fundamentada sobre o tema, uma vez que em 1997 o Ministério da Educação trouxe a público os Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1997) para o ensino fundamental e, posteriormente, foram publicados os parâmetros para os outros níveis do ensino. A finalidade de tais trabalhos é propor uma ação pedagógica que apresente a cidadania como eixo direcionador da educação, de maneira que crianças e adolescentes reflitam sobre os conteúdos trabalhados e, a partir disso, construam pontos de vista próprios a respeito dos mesmos. Um dos volumes dos Parâmetros é voltado para um conjunto de temas, que, por sua abrangência, passam a ser de responsabilidade de todos os professores e não de uma única disciplina. Esse conjunto de conhecimentos recebeu o nome de Temas Transversais e envolve assuntos como ética, orientação sexual, pluralidade cultural e outros.

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6 Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

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Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

Cleonice Camino

Márcia Paz

Verônica Luna

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo analisar, dentro de uma perspectiva sócio-histórica, como os valores morais têm sido considerados em livros didáticos e por professores, no âmbito do ensino formal, em três contextos sociopolíticos da realidade brasileira: ditadura militar, redemocratização e momento atual. Para tanto, avalia-se o percurso do ensino da moral, considerando se houve avanço ou retrocesso em relação à formação do indivíduo autônomo, tendo por base a perspectiva cognitiva de Piaget.

Acredita-se que, a compreensão do percurso do ensino de valores nas últimas décadas, seja relevante para interpretar se houve ou não crise de valores na trajetória do ensino da moral. Essa interpretação é feita a partir de uma reflexão retrospectiva sobre as concepções de valores, normas e práticas educativas priorizadas nos diferentes contextos políticos.

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5 Valores evocados nos posicionamentos referente sàs cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

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Valores evocados nos posicionamentos referentes

às cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

Maria Suzana De Stefano Menin

Alessandra de Morais Shimizu

Divino José Silva

INTRODUÇÃO

Crise de valores ou valores em crise? No decorrer deste texto propomo-nos enfrentar o desafio que é pensar, com base em uma pesquisa, o tema “cotas para alunos negros e alunos de escola pública no ensino superior público brasileiro”, no registro dessa pergunta, a qual La Taille denominou enigmática. Mesmo a denominando enigmática, La Taille já nos adiantou um comentário que retira dela seu caráter de mistério, pois não se trata de um enigma como aquele proposto pela Esfinge a Édipo, “decifra-me ou te devoro!”, mas de refletirmos a respeito de valores presentes em nossas práticas e discursos contemporâneos, que não sabemos, ainda, de que polo da pergunta acima enfrentá-los. Enfim, a discussão que hoje presenciamos no Brasil a respeito das cotas no ensino superior, trata-se de crise de valores ou de valores em crise? Como esclarece La

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2 As virtudes segundo os jovens

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As virtudes segundo os jovens

Yves de La Taille

Virtudes! Tema clássico da moralidade e do civismo. E também tema recorrente da antiga educação moral que, baseada no “verbo docente”, cantava as glórias de algumas delas e denunciava os terríveis riscos pessoais e sociais de seus opostos, os vícios. Lê-se, por exemplo, no livro Petite

Histoire de l’enseignement de la morale à l’école de Michel Jeury e JeanDaniel Baltassat, que uma atividade proposta às crianças era a de conjugar em vários tempos e modos frases do tipo “Eu preferiria me matar a faltar com o meu nome”, ou “Seja bom. Seja forte. Não seja maldoso. Tenha confiança. Não tenha medo. Escute, não se mexa! Acorde! Acabe sua lição.

Não se queixe” (Jeury; Baltassat; 2000, p.73). Como se vê, virtudes como honra, coragem, bondade, confiança, perseverança, tranquilidade, força, e outras mais eram, sem demais nuances, apresentadas como qualidade boas e necessárias ao adulto digno desse nome. Quanto aos vícios, eles eram evidentemente definidos como aspectos pessoais contrários às virtudes.

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4 O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

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O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

Júlio Rique Neto

INTRODUÇÃO

O debate sobre valores apresentado neste trabalho reflete a preocupação com a possibilidade de que os interesses pessoais e privados, motivados por um individualismo exacerbado, estejam avançando na área dos interesses públicos e sociais. Em outras palavras, as pessoas não estariam mais demonstrando o interesse de participar da sociedade em benefício do coletivo, mas sim em benefício próprio. Sendo assim, pergunta-se: estaríamos vivendo uma crise de valores ou estariam os valores em crise? Crise de valores é a idéia de que certos valores sociais e morais estão doentes e em vias de extinção. Por outro lado, valores em crise indicam que certos valores sociais e morais estão em um processo de reconstrução na sua definição e/ ou forma de expressão, para se adequarem ao momento histórico. Nesse contexto de dúvida, entre estado de crise e de transição, encontram-se os valores cívicos. A questão é: estariam os valores do civismo em extinção ou sofrendo uma transição na sua definição e forma?

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Yves De La Taille (4)
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Capítulo 4. Cultura do "respeito de si"

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Cultura do “respeito de si”

Os capítulos dedicados à “cultura do tédio” e à “cultura da vaidade” são, como vimos, complementares. Neles procurei oferecer uma visão geral de dois traços da contemporaneidade que seriamente comprometem o que

Ricoeur define como perspectiva ética: uma vida boa, para e com outrem, em instituições justas. Em uma cultura do tédio e da vaidade, temos uma vida pequena, sem ou contra outrem, em instituições injustas.1

No capítulo dedicado à “cultura do sentido”, comecei a apontar algumas direções para, na educação dos jovens, ajudá-los a construir a perspectiva ética, as quais devem ser agora completadas pelo que se costuma chamar “educação moral”. Como, na perspectiva teórica adotada aqui, o respeito moral por outrem pressupõe a construção de representações de si entre as quais as de valor moral ocupam lugar central, uma “educação moral” depende necessariamente de uma “cultura do respeito de si”.

Isso posto, tudo o que foi escrito no capítulo dedicado à “cultura do sentido” também vale para a educação moral. Com efeito, nós, adultos, precisamos cuidar do mundo, pois, se não o fizermos, além de deixarmos

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Capítulo 1. Cultura do tédio

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Cultura do tédio

É de Benjamin Disraeli o aforismo “a vida é curta demais para ser pequena”. Acrescentaria eu: “para quem sofre de tédio, ela é longa demais, porque pequena”.

A vida é curta! Expressão corrente. Mas por que é empregada? Será uma avaliação objetiva do tempo de que dispomos para habitar o planeta

Terra? Será uma queixa relativa à brevidade de nossa permanência no mundo? Um espanto diante do ritmo em que se sucedem dias e noites?

Uma maneira de expressar nosso medo da morte?

Sim, essas razões são válidas, mas não esgotam o sentido da brevidade da vida. Durasse nossa vida tanto quanto aquela de alguns répteis, ainda seria curta demais, pois finita. Durasse ela vários séculos, ainda seria breve, pois não eterna. Para quem teme a morte, a vida é sempre curta demais. Quem emprega a referida expressão para lamentar nossa condição provisória pensa em viver apenas para não morrer.

Há, porém, quem tema a morte, não apenas porque ela nos priva da vida, mas porque a brevidade desta nos impede de fazer tudo aquilo que gostaríamos. Há quem pense que a vida é curta demais, não tanto como angústia diante do absurdo da morte, mas como frustração existencial.

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Capítulo 2. Cultura do sentido

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Cultura do sentido

Fechei o capítulo anterior afirmando que somente uma cultura do sentido pode vencer uma cultura do tédio. Afirmei também que tal batalha é possível de ser travada com provável sucesso. Nunca uma cultura é um todo coeso. Em todas elas há sempre paradoxos, tensões, oposições, ambiguidades, contradições, que permitem o movimento, a evolução, a superação. O mesmo vale para os indivíduos. A abordagem construtivista, à qual me filio, vê no homem ricas capacidades de adaptação, de autorregulação, de equilibração, que lhe permitem criar novas formas de pensar e de sentir, que lhe permitem criar novas estruturas mentais que podem dar novos rumos à compreensão que tem do mundo e da vida. A abordagem construtivista vê no sujeito recursos para superar insatisfações, resolver problemas, sair de situações desconfortáveis ou até mesmo insuportáveis.

Para tanto, duas condições devem ser contempladas. A primeira: que o sujeito esteja, de fato, em uma situação que considera problemática. A segunda: que tenha a seu alcance elementos para alimentar a construção de novas soluções.

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Capítulo 3. Cultura da vaidade

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Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

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Ygor Corr A Carina Rebello Cruz (11)
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Capítulo 10. A construção comunicativa digital dos sujeitos comunicantes surdos: estratégias metodológicas

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A construção comunicativa digital dos sujeitos comunicantes surdos: estratégias metodológicas

Janaína Pereira Claudio

O presente capítulo propõe-se a fazer uma reflexão inicial sobre as análises metodológicas adotadas e as experiências da autora durante a sua tese de doutorado (CLAUDIO,

2016), cuja temática é a busca do entendimento e do reconhecimento do uso, da apropriação e das práticas sociais nos processos comunicativos digitais dos sujeitos comunicantes surdos brasileiros. Esse processo permitiu pensar e estudar um modo de desenvolvimento do objeto de pesquisa que se constituem nas práticas acerca do uso da rede social Facebook pelos sujeitos comunicantes surdos.

Optou-se pela metodologia estruturada em combinações técnicas, como a análise de materiais de arquivo nos ambientes digitais, que são fruto de uma observação sistemática, além da aplicação de questionários, como blocos temáticos e entrevistas etnográficas (ANGROSINO, 2009), com os relatos de trajetórias de vida dos quatro entrevistados surdos que vivenciam deslocamentos territoriais digitais e novas formas de comunicação em comunidades surdas no Brasil. Assim, a importância do uso das mídias nesse método promove reflexões sobre os conhecimentos e experiências dos sujeitos comunicantes surdos usuários do

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Capítulo 7. Aplicativos de tradução automática português-Libras: o que revelam as pesquisas científicas brasileiras?

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Aplicativos de tradução automática português-Libras: o que revelam as pesquisas científicas brasileiras?

Ygor Corrêa | Carina Rebello Cruz

Este capítulo apresenta uma pesquisa qualitativa sobre aplicativos de tradução automática disponíveis em lojas virtuais de dispositivos móveis (smartphones e tablets) que fazem a tradução de palavras e pequenas frases do português brasileiro (PB) para a língua brasileira de sinais (Libras) com o uso de agentes animados tridimensionais (3D).

Neste horizonte, fez-se um levantamento de pesquisas realizadas até o momento sobre os aplicativos Hand Talk, ProDeaf Móvel,

Rybená e VLibras, a fim de analisar o que elas revelam.

O mote para a condução do estudo aqui descrito pautou-se no entendimento de que

é necessário delinear o status quo desta área de produção de conhecimento no âmbito brasileiro acerca de tecnologias digitais direcionadas ao possível rompimento de barreiras comunicacionais, ou seja, barreiras linguísticas entre surdos e ouvintes, haja vista também que em 2018 comemorou-se os 16 anos da oficialização da Libras no Brasil (BRASIL, 2002).

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Capítulo 8. As tecnologias como ferramentas auxiliares na comunicação em língua portuguesa para usuários de língua brasileira de sinais

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As tecnologias como ferramentas auxiliares na comunicação em língua portuguesa para usuários de língua brasileira de sinais

Nelson Goettert

As tecnologias têm se apresentado como ferramentas fundamentais para o desenvolvimento e a constituição dos sujeitos surdos.

A partir do desenvolvimento e da ampliação do acesso às novas tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC), torna-se necessária a análise do papel delas na comunicação dos surdos. Levando em consideração essas questões, o presente capítulo está organizado em quatro eixos, nos quais se apresentam um breve histórico das TDICs utilizadas pelos surdos, as tecnologias digitais e a comunicação dos surdos, a construção da identidade por meio da comunicação e a comunicação mediada pelas tecnologias.

Os sujeitos surdos estão expostos a inúmeros materiais escritos, o que torna necessário o aprendizado da língua portuguesa.

Parte da dificuldade de comunicação dos surdos se dá pela falta de conhecimento de palavras ou da estrutura da língua escrita.

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Capítulo 4. Tecnologia e design para facilitar a leitura em língua brasileira de sinais

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Tecnologia e design para facilitar a leitura em língua brasileira de sinais

Renata Krusser

Há extensa bibliografia sobre tipografia, design editorial e muitas pesquisas sobre a leitura de textos escritos, mas existem poucos estudos sobre a leitura em língua de sinais e, no Brasil, poucos textos em língua brasileira de sinais (Libras), de modo que os surdos não desenvolvem o hábito de ler. Apenas mais recentemente os surdos têm atingido níveis escolares mais elevados, ampliando a demanda por materiais de estudo, e também

é recente o desenvolvimento das tecnologias de produção e compartilhamento de vídeos digitais que possibilitaram maior circulação de materiais em língua de sinais.

Assim, o objetivo deste capítulo é reunir subsídios teóricos, recomendações ergonômicas e indicações de recursos tecnológicos que possam contribuir para o design de publicações em língua de sinais.

Inicialmente foi feita uma síntese de estudos sobre a leitura e o design editorial para ajudar a esclarecer o que contribui para uma leitura fluida e agradável. As recomendações para o design foram organizadas no que se refere à legibilidade do texto, leiturabilidade e satisfação do leitor.

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Capítulo 6. Glossário virtual de língua brasileira de sinais: constituição e usabilidade

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Glossário virtual de língua brasileira de sinais: constituição e usabilidade

Cássia Geciauskas Sofiato

O uso de imagens na educação de surdos tem sido observado desde o século XVI, quando os primeiros educadores começaram a desenvolver suas práticas pedagógicas mediadas por tal recurso (SOFIATO, 2016).

De meados do século XVI até a contemporaneidade, o discurso referente à importância da imagem na educação de surdos se faz presente e, hoje, além da imagem impressa, a imagem em movimento ocupa lugar de destaque devido à utilização da tecnologia em diferentes espaços educacionais.

Em contextos educativos, muitas são as possibilidades que se apresentam que podem contar com o uso do recurso imagético, e uma das questões proeminentes é o emprego da tecnologia para o ensino e aprendizado da língua brasileira de sinais

(Libras). Para tal, por vezes são utilizados dicionários ou manuais impressos e também dicionários e glossários virtuais, hoje mais abundantes e de fácil acesso.

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Yasser Seirawan (46)
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Capítulo 7. Uma solução para a abertura

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

233

7

Uma solução para a abertura

L

evei vários anos para compreender as informações apresentadas nos capítulos anteriores. Aprender todas as aberturas e defesas clássicas, bem como seus nomes, foi realmente difícil. Mas, sem dúvida, isso me ajudou a perceber que nunca mais voltaria a usar minhas aberturas de Canhão ou do Assalto da Dama! Meu lance de abertura favorito tornou-se 1.e4 e teria ficado assim para sempre se não fosse por um pequeno problema: eu perdia. Na verdade, perdia com bastante freqüência, e a abertura era a verdadeira culpada. Eu achava que era preciso tornar-se um especialista em todo tipo de abertura e defesa! Assim que encontrava uma linha para lidar com a Dragão, eu perdia porque não estava ciente da última novidade do

Ataque Keres da Scheveningen. As coisas não melhoravam com a Defesa

Petroff. Desconhecer as nuanças de tantas aberturas significava que eu não conseguia ter uma vantagem, independentemente da linha escolhida. Todos concordavam com minhas reclamações: “É isso aí, Yaz. Me avisa quando você achar alguma coisa que valha a pena”.

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11. Raios X e moinhos de vento

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YASSER SEIRAWAN & JEREMY SILMAN

seguro porque a Torre em c5 o protege; mas, nesse caso, essa segurança transforma-se em ilusão. Com 1...Txa5!, a Torre-a8 captura o peão, enquanto a Torre preta em d5 aplica um raio X. (O peão, na verdade, estava sendo atacado pelas duas Torres pretas, e a Torre-c5 branca não podia fazer nada para detê-las.)

A tática do raio X é particularmente forte diante de uma fraqueza na primeira fileira, pois, nesse caso, ameaças de xeque ou xeque-mate acrescentam combustível ao fogo. No Diagrama 105, as brancas têm consciência de que o Rei enfrenta o perigo de um xeque-mate na primeira fileira, mas, como a casa-e1 e a casa-f1 parecem bem defendidas, elas se sentem seguras e esperam 1...Txe2 2.Dxe2 para fazer uma troca equilibrada em termos de material. Elas não percebem que um raio X paira sobre suas cabeças e que a casa-e1 está sendo atacada não apenas pela Dama preta, mas também pela Torre. A morte das brancas é rápida e certa: 1...De1+! 2.Txe1 Txe1+ 3.Cf1 Txf1 xeque-mate.

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Capítulo 9. O ataque ao Rei

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9

O ataque ao Rei

P

ode parecer estranho dedicar um capítulo para o ataque ao Rei num livro sobre estratégia. No entanto, o ataque em qualquer ala do tabuleiro é um empreendimento estratégico. Se a posição exige o ataque ao monarca do adversário, então essa é a estratégia correta para essa posição. Esse tipo de decisão estratégica não é uma questão de gosto ou estilo pessoal. Quando o tabuleiro aponta a necessidade de decapitar o Rei inimigo, é isso o que o jogador tem de fazer.

Primeiro um alerta: quando todas as condições permitem o ataque na ala do

Rei e você decide pular na garganta dele, não pressuponha que a situação implica “dar o xeque-mate ou morrer”. Isso pode acontecer, mas um ataque nessa ala, por si só, não exige a necessidade de uma luta por tudo ou nada. É preciso ser flexível. Se o ataque envolve um peão, sinta-se à vontade para trocar e alcançar um final com uma vantagem material. Se o ataque abre várias fraquezas de peões no campo inimigo, não hesite em mudar a estratégia para uma batalha posicional do tipo “caçar e destruir alvos”. Um ataque ao Rei pode levar ao xeque-mate, mas também pode levar a uma série de outras vantagens que o jogador deve estar preparado para explorar.

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Capítulo 6. Defesas modernas do Peão da Dama

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

179

6

Defesas modernas do Peão da Dama

C

onforme demonstrei no Capítulo 5, os grandes mestres de hoje estão dispostos a fazer experimentos com os princípios básicos, muitas vezes os infringindo para obter algum tipo de vantagem estratégica. Basta lembrar que, no Capítulo 5, as pretas atacariam o peão-e4 com ...d7-d5, pelo flanco, por assim dizer, tentando atrair o peão-e branco para a frente. Muitas das defesas modernas para a Abertura do Peão da Dama (1.d4) tentam o mesmo tipo de estratégia. Outras defesas procuram ignorar o peão-d e jogar

“ao redor” do centro.

DEFESA POLONESA

Um claro exemplo de jogar ao redor do peão-d4 é a Defesa Polonesa (1.d4):

1...b5

O lance de abertura das pretas parece absurdo à primeira vista, mas tem seus objetivos: controla c4 e prepara um fianqueto, como mostra o

Diagrama 132.

Em 1990, joguei um match contra o ex-campeão mundial Boris Spassky, que usou a Defesa Polonesa três vezes:

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13. Outros tipos de empates

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XADREZ VITORIOSO: TÁTICAS

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13

Outros tipos de empates

É

impossível vencer sempre e, algumas vezes, as coisas andam tão mal que um empate parece até um resultado excepcional, diante das circunstâncias. Além da possibilidade de um mate afogado ou de um xeque perpétuo (veja o Capítulo 5), há outras opções para salvar um jogo. Neste capítulo discutiremos duas dessas opções: as perseguições perpétuas e a construção de fortalezas. Examinaremos também posições que resultam num empate porque o lado mais forte não tem material suficiente para forçar uma vitória. Todas essas situações costumam ocorrer com facilidade e, caso o jogador esteja na defesa, com freqüência é possível alcançar o empate numa partida que, de outro modo, estaria perdida. O falecido

Grande Mestre americano Sammy Reshevsky deu esse conselho simples sobre a melhor atitude a ser tomada numa situação aparentemente irremediável:

Agüente firme e torça por um erro grave.

Também é útil colocar-se no lugar do adversário e descobrir o tipo de lance que ele menos gostaria de ver você jogar.

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Wim Veen Ben Vrakking (6)
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6. O QUE AS ESCOLAS PODERIAM FAZER

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Veen & Vrakking

mais tempo a ela. Por outro lado, se você acha que devemos mudar alguma coisa, não se sinta desestimulado se nossas sugestões não estiverem em perfeita consonância com o que você pensa. Como última observação, gostaríamos novamente de recomendar a visita a nosso site (www.homozappiens.nl), que servirá como uma plataforma e oportunidade de discussão sobre os tópicos da aprendizagem, educação e progresso tecnológico.

CENÁRIOS PARA A EDUCAÇÃO FUTURA

Presumimos e desejamos que nossas visões não sejam apenas fantasias, mas que recebam apoio de outras pessoas. Assim, pensamos que as escolas deveriam se encaixar na sociedade a que servem, e, por isso, projetar escolas para o futuro é algo que se deve fazer tendo em mente os avanços da sociedade. O problema todo é dispor ou não de precognição: alguns alegam tê-la, embora ninguém possa provar. Um método bem-conhecido, e de uma natureza bem-pensada, no lidar com a incerteza futura é o desenvolvimento de cenários, que são futuros quadros possíveis, retirados das tendências atuais e de nossas expectativas. Tendemos a depositar maior confiança em cenários que são sustentados por especialistas reconhecidos

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4. APRENDENDO DE MANEIRA DIVERTIDA

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Homo Zappiens

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4

APRENDENDO DE

MANEIRA DIVERTIDA

Trate as pessoas como se elas fossem o que deveriam ser e con“tribuirá para que elas se tornem o que são capazes de ser.

Johann Wolfgang von Goethe

Nos capítulos anteriores, descrevemos a nova geração de crianças, que cresce em meio à tecnologia da informação e da comunicação. Descrevemos tais crianças como pensadores digitais e tentamos lhes dar uma visão geral sobre a tecnologia, que, para elas, não é novidade. Para você, contudo, talvez o assunto seja inédito e até mesmo revolucionário. Tentamos nomear as habilidades mais importantes e distintivas que essas crianças parecem desenvolver, o que as coloca à parte de nós e que nos faz chamá-las de Homo zappiens – uma nova espécie de ser humano. Também abordamos as similaridades entre jogar e aprender.

Neste capítulo, refletiremos sobre os aspectos de aprendizagem do comportamento do Homo zappiens. Tentaremos traduzir as habilidades que foram descritas no Capítulo 3 acerca de nossa visão atual da sociedade, para demonstrar como elas podem ser consideradas úteis na aprendizagem. A principal questão a responder neste capítulo é se, e como, a aprendizagem mudou por causa da tecnologia. Para fazê-lo, devemos primeiramente observar mais de perto a própria aprendizagem – o que ela é e como pode ser definida.

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1. TEMPOS DE MUDANÇA

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1

TEMPOS DE MUDANÇA

Em tempos de mudança, aqueles que aprenderem herdarão a

“Terra, enquanto aqueles que já aprenderam encontrar-se-ão esplendidamente equipados para lidar com um mundo que não mais existe.

Eric Hoffer

Há alguns anos ficamos assombrados com a mídia, quando, com o final do século, deparamo-nos repentinamente com o que passou a ser chamado de o “bug do milênio”: os chips dos computadores haviam sido programados para ter uma data de seis dígitos e, com a passagem de 1999 para 2000, havia o risco de que esses chips passassem a informar que estávamos vivendo no ano de 1900, e não 2000. Havia o medo de que nossa vida e a sociedade que construimos com tanto cuidado – com nossos governos, nossos registros de transações, nossos equipamentos eletrônicos, entre muitas outras coisas – fossem seriamente prejudicadas. Para piorar o problema, muitos dos programadores daqueles antigos chips, feitos em linguagem FORTRAN ou COBOL, estavam aposentados, levando seu conhecimento embora com eles. O quadro apresentado era de desastre.

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2. CONHECENDO O HOMO ZAPPIENS

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CONHECENDO O

HOMO ZAPPIENS

A curto prazo, sempre superestimamos os efeitos das novas tecnologias, mas, a longo prazo, sempre os subestimamos.

Richard Thieme

“Repentinamente, as crianças que chegavam à nossa escola demonstravam um comportamento bastante diferente: direto, ativo, impaciente, incontrolável e, de certa forma, indisciplinado; parecia-me que algo havia acontecido no verão. Isso me assustava e empolgava ao mesmo tempo.”

Foi assim que uma professora sueca descreveu o que sentiu quando começou o novo ano letivo em um bairro de Estocolmo na metade da década de

1990, quando crianças de 6 anos voltaram à escola depois das férias de verão. A professora teve a sensação de que de um ano para o outro uma nova geração surgira e que ela tinha de lidar com elas, ainda não sabendo, mas percebendo, que precisaria empregar estratégias e abordagens diferentes.

Desde que essa professora teve tal impressão sobre seus alunos, muitos colegas na Europa inteira experimentaram o fato de que os alunos de hoje demandam novas abordagens e métodos de ensino para que se consiga manter a atenção e a motivação na escola. Ouvimos muitos deles dizerem que os alunos dedicam atenção às coisas por um período curto de tempo, que não conseguem ouvir alguém falar por mais de cinco minutos.

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5. PARANDO A MONTANHA-RUSSA

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Homo Zappiens

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PARANDO A

MONTANHA-RUSSA algo que não fica nada a dever a um milagre o

“fatoÉ, nade verdade, os métodos modernos de ensino ainda não terem estrangulado inteiramente a sagrada curiosidade da investigação.

Albert Einstein

As pessoas sempre aprendem. Mesmo quando você pensa que elas estão realizando as atividades mais inúteis que se possa imaginar, ainda se pode dizer que estão aprendendo a ser mais experientes em fazer algo inútil. Esse adquirir experiência não é, porém, o que, em termos gerais, chamamos de aprendizagem. Pensamos na aprendizagem como alguma mudança mensurável ou perceptível em resposta a uma determinada situação. Essa própria definição impede a possibilidade de se aprender em uma só situação, já que nunca teremos a oportunidade de testemunhar a mudança em uma resposta a uma situação que não volte a ocorrer novamente. Agora você deve estar pensando: “Espere um pouco! Isso está errado”, e, é claro, mais uma vez você está certo. A aprendizagem não é um estado binário em nossa percepção, algo que você possa fazer ou não fazer; há vários graus de aprendizagem, pelo menos para o observador, embora um cientista possa argumentar que a aprendizagem é uma atividade binária.

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