Yves De La Taille Maria Suzana De Stefano Menin (8)
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3 Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

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Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Denise D’Aurea-Tardeli

A missão da educação é transmitir conhecimentos integrados em uma cultura por meio de uma perspectiva ética, fato que leva a educar em valores, não quaisquer valores, mas sim, valores éticos, isto é, aqueles que formam o caráter e permitem promover um mundo mais justo. Isso não é tarefa fácil, já que esses valores vinculam-se a representações sociais e manifestações afetivas que os constituem, bem como a conteúdos de natureza moral.

Tomamos aqui as explicações de Piaget (1954) que dizem que os valores referem-se a uma troca afetiva do sujeito com os objetos, entendendo objeto como as coisas e as pessoas do mundo exterior. Sendo assim, os valores são construídos com base nas interações que o sujeito faz com a realidade. Segundo Araújo (2007, em Arantes, p. 20), “nessa concepção (...) os valores nem estão pré-determinados nem são simples internalizações (de fora para dentro), mas resultantes das ações do sujeito sobre o mundo objetivo e subjetivo em que ele vive”.

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4 O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

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O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

Júlio Rique Neto

INTRODUÇÃO

O debate sobre valores apresentado neste trabalho reflete a preocupação com a possibilidade de que os interesses pessoais e privados, motivados por um individualismo exacerbado, estejam avançando na área dos interesses públicos e sociais. Em outras palavras, as pessoas não estariam mais demonstrando o interesse de participar da sociedade em benefício do coletivo, mas sim em benefício próprio. Sendo assim, pergunta-se: estaríamos vivendo uma crise de valores ou estariam os valores em crise? Crise de valores é a idéia de que certos valores sociais e morais estão doentes e em vias de extinção. Por outro lado, valores em crise indicam que certos valores sociais e morais estão em um processo de reconstrução na sua definição e/ ou forma de expressão, para se adequarem ao momento histórico. Nesse contexto de dúvida, entre estado de crise e de transição, encontram-se os valores cívicos. A questão é: estariam os valores do civismo em extinção ou sofrendo uma transição na sua definição e forma?

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7 Tecendo os sentidos atribuídos por professores do ensino fundamental ao médio profissionalizante sobre a construção de valores na escola

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Crise de valores ou valores em crise? 153

um processo de transformação dos referidos valores, mas não em sua ausência ou progressivo desaparecimento.

Esse movimento de discussão tem estimulado uma vasta gama de iniciativas, seja na esfera da produção acadêmica, no âmbito das práticas pedagógicas, seja, ainda, no terreno das políticas públicas (Aquino e

Araújo, 2000). Os Temas Transversais, contidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais, representam uma mostra de tal vigor temático – mesmo considerando as polêmicas que marcaram sua proposição e as dificuldades, por parte da escola e de seus profissionais, de efetuarem a transversalização desses temas no cotidiano escolar.

Compactuamos com a compreensão desses autores, pois verificamos nas queixas dos indivíduos representantes de diferentes estratos sociais, nas posturas assumidas por eles e no encaminhamento de questões do cotidiano que os valores, normalmente aceitos pela sociedade, demandam processos de reflexão e de ressignificação. Evidenciamos com relação a essa questão um saudosismo dos valores clássicos e universais, bem como das grandes figuras que possuíam autoridade suficiente para liderar e encaminhar as situações-problema da comunidade, como os padres, os pais, os professores, o poder público. É importante ressaltar, ainda, as hierarquias de valores, representativas das comunidades onde estão inseridos os indivíduos, que nem sempre são coincidentes com as de outras pessoas. Ao que parece, houve um enfraquecimento dessa base de princípios, regras que norteiam o comportamento. Analisar essa rede de elementos não é algo fácil, transitamos por um campo de conceitos, de representações, movediço e arenoso. Entretanto, estamos sendo constantemente convidados, enquanto educadores, pesquisadores e, também, pessoas comuns, a refletirmos e construirmos uma relação crítica com esse tema complicado.

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5 Valores evocados nos posicionamentos referente sàs cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

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Valores evocados nos posicionamentos referentes

às cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

Maria Suzana De Stefano Menin

Alessandra de Morais Shimizu

Divino José Silva

INTRODUÇÃO

Crise de valores ou valores em crise? No decorrer deste texto propomo-nos enfrentar o desafio que é pensar, com base em uma pesquisa, o tema “cotas para alunos negros e alunos de escola pública no ensino superior público brasileiro”, no registro dessa pergunta, a qual La Taille denominou enigmática. Mesmo a denominando enigmática, La Taille já nos adiantou um comentário que retira dela seu caráter de mistério, pois não se trata de um enigma como aquele proposto pela Esfinge a Édipo, “decifra-me ou te devoro!”, mas de refletirmos a respeito de valores presentes em nossas práticas e discursos contemporâneos, que não sabemos, ainda, de que polo da pergunta acima enfrentá-los. Enfim, a discussão que hoje presenciamos no Brasil a respeito das cotas no ensino superior, trata-se de crise de valores ou de valores em crise? Como esclarece La

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1 Valores em crise: o que nos causa indignação?

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16 La Taille, Menin & cols.

Antes dessa apresentação, todavia, é preciso que nos questionemos: por que a indignação? A resposta a essa pergunta remete-nos a pensar na complexidade dos estudos sobre moral e ética e suas fontes. Em outras palavas, para entender o papel desse sentimento – indignação – na formação de um valor moral, será preciso, primeiro, supor que este participa efetivamente dessa construção. Essa mesma discussão nos ajudará, mais tarde, a pensar na tarefa da escola ao tratar da formação moral e ética de seus alunos.

A COMPLEXIDADE DOS ESTUDOS SOBRE MORAL E ÉTICA

Na história da filosofia clássica, por muito tempo a moral foi compreendida enquanto um conjunto de normas a serem seguidas. O bem e o mal, nessa concepção, são pensados exatamente como normas que vêm de fora, da religião, por exemplo. E se nos perguntarmos o que, ainda segundo essas premissas, define ou classifica tais condutas como boas ou ruins, poderemos ter como resposta: a razão.

Mas a mesma história aponta-nos o contrário: Shaftesbury (Taylor,

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Yves De La Taille (4)
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Medium 9788536316925

Capítulo 4. Cultura do "respeito de si"

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Cultura do “respeito de si”

Os capítulos dedicados à “cultura do tédio” e à “cultura da vaidade” são, como vimos, complementares. Neles procurei oferecer uma visão geral de dois traços da contemporaneidade que seriamente comprometem o que

Ricoeur define como perspectiva ética: uma vida boa, para e com outrem, em instituições justas. Em uma cultura do tédio e da vaidade, temos uma vida pequena, sem ou contra outrem, em instituições injustas.1

No capítulo dedicado à “cultura do sentido”, comecei a apontar algumas direções para, na educação dos jovens, ajudá-los a construir a perspectiva ética, as quais devem ser agora completadas pelo que se costuma chamar “educação moral”. Como, na perspectiva teórica adotada aqui, o respeito moral por outrem pressupõe a construção de representações de si entre as quais as de valor moral ocupam lugar central, uma “educação moral” depende necessariamente de uma “cultura do respeito de si”.

Isso posto, tudo o que foi escrito no capítulo dedicado à “cultura do sentido” também vale para a educação moral. Com efeito, nós, adultos, precisamos cuidar do mundo, pois, se não o fizermos, além de deixarmos

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Capítulo 2. Cultura do sentido

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Cultura do sentido

Fechei o capítulo anterior afirmando que somente uma cultura do sentido pode vencer uma cultura do tédio. Afirmei também que tal batalha é possível de ser travada com provável sucesso. Nunca uma cultura é um todo coeso. Em todas elas há sempre paradoxos, tensões, oposições, ambiguidades, contradições, que permitem o movimento, a evolução, a superação. O mesmo vale para os indivíduos. A abordagem construtivista, à qual me filio, vê no homem ricas capacidades de adaptação, de autorregulação, de equilibração, que lhe permitem criar novas formas de pensar e de sentir, que lhe permitem criar novas estruturas mentais que podem dar novos rumos à compreensão que tem do mundo e da vida. A abordagem construtivista vê no sujeito recursos para superar insatisfações, resolver problemas, sair de situações desconfortáveis ou até mesmo insuportáveis.

Para tanto, duas condições devem ser contempladas. A primeira: que o sujeito esteja, de fato, em uma situação que considera problemática. A segunda: que tenha a seu alcance elementos para alimentar a construção de novas soluções.

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Capítulo 1. Cultura do tédio

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Cultura do tédio

É de Benjamin Disraeli o aforismo “a vida é curta demais para ser pequena”. Acrescentaria eu: “para quem sofre de tédio, ela é longa demais, porque pequena”.

A vida é curta! Expressão corrente. Mas por que é empregada? Será uma avaliação objetiva do tempo de que dispomos para habitar o planeta

Terra? Será uma queixa relativa à brevidade de nossa permanência no mundo? Um espanto diante do ritmo em que se sucedem dias e noites?

Uma maneira de expressar nosso medo da morte?

Sim, essas razões são válidas, mas não esgotam o sentido da brevidade da vida. Durasse nossa vida tanto quanto aquela de alguns répteis, ainda seria curta demais, pois finita. Durasse ela vários séculos, ainda seria breve, pois não eterna. Para quem teme a morte, a vida é sempre curta demais. Quem emprega a referida expressão para lamentar nossa condição provisória pensa em viver apenas para não morrer.

Há, porém, quem tema a morte, não apenas porque ela nos priva da vida, mas porque a brevidade desta nos impede de fazer tudo aquilo que gostaríamos. Há quem pense que a vida é curta demais, não tanto como angústia diante do absurdo da morte, mas como frustração existencial.

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Capítulo 3. Cultura da vaidade

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

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Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

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Ygor Corr A Carina Rebello Cruz (11)
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Capítulo 7. Aplicativos de tradução automática português-Libras: o que revelam as pesquisas científicas brasileiras?

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Aplicativos de tradução automática português-Libras: o que revelam as pesquisas científicas brasileiras?

Ygor Corrêa | Carina Rebello Cruz

Este capítulo apresenta uma pesquisa qualitativa sobre aplicativos de tradução automática disponíveis em lojas virtuais de dispositivos móveis (smartphones e tablets) que fazem a tradução de palavras e pequenas frases do português brasileiro (PB) para a língua brasileira de sinais (Libras) com o uso de agentes animados tridimensionais (3D).

Neste horizonte, fez-se um levantamento de pesquisas realizadas até o momento sobre os aplicativos Hand Talk, ProDeaf Móvel,

Rybená e VLibras, a fim de analisar o que elas revelam.

O mote para a condução do estudo aqui descrito pautou-se no entendimento de que

é necessário delinear o status quo desta área de produção de conhecimento no âmbito brasileiro acerca de tecnologias digitais direcionadas ao possível rompimento de barreiras comunicacionais, ou seja, barreiras linguísticas entre surdos e ouvintes, haja vista também que em 2018 comemorou-se os 16 anos da oficialização da Libras no Brasil (BRASIL, 2002).

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Capítulo 3. Auxiliando designers de recursos educacionais digitais bilíngues: uma proposta de 33 diretrizes de projeto

Ygor Corrêa, Carina Rebello Cruz Grupo A PDF Criptografado

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Auxiliando designers de recursos educacionais digitais bilíngues: uma proposta de 33 diretrizes de projeto

Maria Nilza Oliveira Quixaba | Eduardo Cardoso | Gabriela Trindade Perry

O objetivo do trabalho descrito neste capítulo é o de apresentar diretrizes de projeto de recursos educacionais digitais, voltados para a educação bilíngue de surdos, como forma de auxiliar designers. A justificativa é que muitos designers não estão acostumados a projetos que envolvam tecnologias assistivas ou acessibilidade, mesmo que de maneira geral; não estão familiarizados com as necessidades do público surdo; não percebem que a língua brasileira de sinais

(Libras) e o português são dois idiomas distintos; e não compreendem a necessidade da educação bilíngue de surdos. Ainda que estas possam ser características da população em geral (no Brasil e no mundo), argumenta-se que, no caso dos designers, é preciso oferecer ferramentas que permitam uma rápida aculturação neste universo de modo que possam projetar recursos educacionais universais e inclusivos.

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Capítulo 9. Uma análise dos surdos como sujeitos bilíngues nas redes sociais

Ygor Corrêa, Carina Rebello Cruz Grupo A PDF Criptografado

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Uma análise dos surdos como sujeitos bilíngues nas redes sociais

Tatiane Folchini dos Reis | Edgar Roberto Kirchof

O surgimento das mídias digitais e, mais especificamente, das redes sociais na internet vem modificando significativamente não apenas as formas de comunicação das comunidades de sujeitos surdos, mas também as suas formas de sociabilidade. Embora já exista um número expressivo de publicações e estudos sobre o impacto das redes sociais na sociedade contemporânea, de maneira geral, ainda há relativamente poucos estudos sobre o modo como os sujeitos surdos se inserem nesse contexto. Conforme ressaltam os pesquisadores Power, Power e

Horstmanshof (2006, p. 80),

[…] apesar da expansão do uso das tecnologias de comunicação por parte dos surdos, há poucas publicações sobre como eles utilizam a comunicação eletrônica em suas vidas sociais e no trabalho, bem como sobre as implicações disso em suas concepções de identidade e de comunidade.

Em nível internacional, embora em número reduzido, existem, desde os anos

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Capítulo 8. As tecnologias como ferramentas auxiliares na comunicação em língua portuguesa para usuários de língua brasileira de sinais

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As tecnologias como ferramentas auxiliares na comunicação em língua portuguesa para usuários de língua brasileira de sinais

Nelson Goettert

As tecnologias têm se apresentado como ferramentas fundamentais para o desenvolvimento e a constituição dos sujeitos surdos.

A partir do desenvolvimento e da ampliação do acesso às novas tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC), torna-se necessária a análise do papel delas na comunicação dos surdos. Levando em consideração essas questões, o presente capítulo está organizado em quatro eixos, nos quais se apresentam um breve histórico das TDICs utilizadas pelos surdos, as tecnologias digitais e a comunicação dos surdos, a construção da identidade por meio da comunicação e a comunicação mediada pelas tecnologias.

Os sujeitos surdos estão expostos a inúmeros materiais escritos, o que torna necessário o aprendizado da língua portuguesa.

Parte da dificuldade de comunicação dos surdos se dá pela falta de conhecimento de palavras ou da estrutura da língua escrita.

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Capítulo 2. Construção de ambientes virtuais de ensino e aprendizagem acessíveis para surdos: recomendações de projeto e avaliação de usabilidade

Ygor Corrêa, Carina Rebello Cruz Grupo A PDF Criptografado

2

Construção de ambientes virtuais de ensino e aprendizagem acessíveis para surdos: recomendações de projeto e avaliação de usabilidade

Carla da Silva Flor | Tarcisio Vanzin

Ambientes virtuais de ensino e aprendizagem (AVEAs) são um conjunto de ferramentas digitais que favorecem o compartilhamento de informações para o gerenciamento da aprendizagem. Com a evolução dos sistemas de transmissão de dados pela internet, a transferência de vídeos tem se tornado cada vez mais fácil e rápida, o que corrobora o uso da língua de sinais nos AVEAs. De fato, estudos sobre o uso da língua de sinais em sites têm mostrado que eles facilitam a navegação de surdos na internet, uma vez que, quando os vídeos estão presentes, os surdos ficam menos desorientados (visitam menos páginas em busca da informação pretendida) do que quando estão navegando apenas por meio de hyperlinks textuais (FAJARDO; ABASCAL; CAÑAS, 2008; FAJARDO;

VIGO; SALMERÓN, 2009; FAJARDO; PARRA; CAÑAS, 2010).

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Yasser Seirawan (46)
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Capítulo 4. Aberturas clássicas do Peão da Dama

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

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4

Aberturas clássicas do Peão da Dama

D

a mesma forma que fiz no Capítulo 3, neste capítulo estudo aberturas clássicas do Peão da Dama e suas defesas. Vou seguir uma linha principal ao mesmo tempo em que analiso um grande número de desvios pelo caminho. Sempre comentarei as idéias fundamentais e os princípios envolvidos.

Aberturas do Peão da Dama, como o nome sugere, começam com as brancas movimentando o peão em frente à Dama:

1.d4

Partidários do 1.d4 têm um excelente argumento para defender seu lance de abertura favorito. O peão-d branco ataca e ocupa o pequeno centro, abre caminho para o Bispo e a Dama, e está apoiado pela Dama branca. Lembre-se de que, no Capítulo 3, o peão-e4 branco era cercado constantemente e precisava de proteção. Nas aberturas do Peão da Dama, o peão-d4 já está protegido.

Defensores do 1.e4 contra-argumentam que 1.d4 não ajuda o desenvolvimento das forças da ala do Rei das brancas e que o Rei branco precisa ficar no centro por pelo menos um ou dois tempos a mais. Você deve pesar os prós e contras ao fazer uma escolha de abertura.

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Capítulo 5. Defesas modernas do Peão do Rei

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

119

5

Defesas modernas do Peão do Rei

E

ste capítulo, diferentemente dos anteriores, não tem uma “linha principal” pela qual nos guiarmos enquanto consideramos alternativas. Em vez disso, ele fornece um breve esboço de algumas das principais linhas das defesas modernas mais populares ao desafio da abertura 1.e4 das brancas.

Os princípios de equilíbrio de Steinitz praticamente obrigaram todos os enxadristas proeminentes a confrontar o lance inicial das brancas no estilo clássico jogando 1...e5. O mesmo vale para as aberturas do Peão da Dama quando se considerava que 1.d4 d5 era praticamente forçado. Com o tempo, enxadristas começaram a experimentar várias defesas diferentes. Seu objetivo não era mais tentar “estabelecer ou restabelecer o equilíbrio”; em muitos casos o objetivo era atacar logo o lance de abertura das brancas ou permitir que elas ocupassem o centro. Inúmeros experimentos foram tentados e nem todos funcionaram muito bem. No entanto, alguns desafiaram o crivo do tempo. Enquanto segue as aberturas neste capítulo, perceba como os dois lados jogam pelo controle do centro, desenvolvimento e segurança do Rei. Esse será o tema dos próximos capítulos.

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Capítulo 3. Aberturas clássicas do Peão do Rei

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

3

Aberturas clássicas do Peão do Rei

A

gora que você já sabe que a chave para ganhar uma boa posição desde a abertura é controlar o centro – em especial as quatro casas mais centrais, também chamadas de “pequeno centro” – com peões e peças menores, está na hora de introduzir um novo conceito: a noção de equilíbrio. Dê uma olhada no Diagrama 17, a posição inicial. Os dois exércitos estão espelhados com perfeição. Os exércitos opostos estão em harmonia, ou o que Wilhelm Steinitz (1836-1900, campeão mundial de 1886 a 1894), o primeiro campeão mundial oficialmente reconhecido, chamou de equilíbrio. Gerações de enxadristas debateram qual seria o resultado de uma partida se ela fosse disputada com lances perfeitos pelos dois lados. As partidas acabariam sempre em empate? Quando as brancas fazem o primeiro movimento, elas perturbam o equilíbrio e ganham a vantagem de poder desenvolver seu exército ao mesmo tempo em que reivindicam uma parte do centro. As pretas reagem de maneira a restaurar o equilíbrio. As-

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Capítulo 2. Princípios básicos de abertura

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

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2

Princípios básicos de abertura

M

inhas freqüentes idas ao café Last Exit propiciaram uma nova compreensão do mundo do xadrez. Ao enfrentar enxadristas experientes, adquiri mais respeito pelo jogo. Todas as minhas “inovações” de abertura estavam sendo postas à prova sistematicamente, e eu não conseguia ultrapassar os primeiros estágios. Sou profundamente grato a todos os enxadristas no

Last Exit que se compadeceram de minhas tentativas frustradas e começaram a analisar meus erros na abertura. Gostaria de agradecer especialmente a Jeffrey Parsons e James Blackwood, que, de bom grado, passaram horas me ensinando os inúmeros mistérios do jogo. Logo aprendi os princípios importantes de abertura. Esses princípios foram dispostos da forma a seguir e continuam válidos:

Uma partida de xadrez tem três fases: a abertura, o meio-jogo e o final.

Na abertura, são os peões e as peças menores que têm o papel principal, e não as peças maiores (a Dama e as Torres).

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Capítulo 9. Uma solução para a Abertura do Peão do Rei

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

9

Uma solução para a

Abertura do Peão do Rei

D

epois de descobrir a solidez de “construir uma casa” no xadrez, fiquei inclinado a usar as mesmas formações contra a Abertura do Peão do Rei das brancas. Dessa vez, no entanto, achei a tarefa mais complicada do que na Abertura Barcza e na Defesa Índia do Rei (DIR). Com o tempo, aprendi a jogar a Defesa Pirc, a qual se tornou uma constante, e a uso até hoje. A ordem dos lances de abertura é muito importante para as pretas, já que um

único erro pode resultar em uma péssima partida.

Os lances de abertura são:

1.e4 d6

As pretas estão se dirigindo para a formação Barcza. A alternativa

1...Cf6 é a Defesa Alekhine, que iria provocar e4-e5 – uma ameaça que as pretas tentarão evitar.

2.d4

As brancas estabelecem um centro de peões clássico. As brancas certamente poderiam cogitar outras formações mais tranqüilas, mas essa é considerada a melhor.

2...Cf6

As pretas desenvolvem enquanto atacam o peão-e4.

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Wim Veen Ben Vrakking (6)
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4. APRENDENDO DE MANEIRA DIVERTIDA

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Homo Zappiens

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4

APRENDENDO DE

MANEIRA DIVERTIDA

Trate as pessoas como se elas fossem o que deveriam ser e con“tribuirá para que elas se tornem o que são capazes de ser.

Johann Wolfgang von Goethe

Nos capítulos anteriores, descrevemos a nova geração de crianças, que cresce em meio à tecnologia da informação e da comunicação. Descrevemos tais crianças como pensadores digitais e tentamos lhes dar uma visão geral sobre a tecnologia, que, para elas, não é novidade. Para você, contudo, talvez o assunto seja inédito e até mesmo revolucionário. Tentamos nomear as habilidades mais importantes e distintivas que essas crianças parecem desenvolver, o que as coloca à parte de nós e que nos faz chamá-las de Homo zappiens – uma nova espécie de ser humano. Também abordamos as similaridades entre jogar e aprender.

Neste capítulo, refletiremos sobre os aspectos de aprendizagem do comportamento do Homo zappiens. Tentaremos traduzir as habilidades que foram descritas no Capítulo 3 acerca de nossa visão atual da sociedade, para demonstrar como elas podem ser consideradas úteis na aprendizagem. A principal questão a responder neste capítulo é se, e como, a aprendizagem mudou por causa da tecnologia. Para fazê-lo, devemos primeiramente observar mais de perto a própria aprendizagem – o que ela é e como pode ser definida.

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5. PARANDO A MONTANHA-RUSSA

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Homo Zappiens

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5

PARANDO A

MONTANHA-RUSSA algo que não fica nada a dever a um milagre o

“fatoÉ, nade verdade, os métodos modernos de ensino ainda não terem estrangulado inteiramente a sagrada curiosidade da investigação.

Albert Einstein

As pessoas sempre aprendem. Mesmo quando você pensa que elas estão realizando as atividades mais inúteis que se possa imaginar, ainda se pode dizer que estão aprendendo a ser mais experientes em fazer algo inútil. Esse adquirir experiência não é, porém, o que, em termos gerais, chamamos de aprendizagem. Pensamos na aprendizagem como alguma mudança mensurável ou perceptível em resposta a uma determinada situação. Essa própria definição impede a possibilidade de se aprender em uma só situação, já que nunca teremos a oportunidade de testemunhar a mudança em uma resposta a uma situação que não volte a ocorrer novamente. Agora você deve estar pensando: “Espere um pouco! Isso está errado”, e, é claro, mais uma vez você está certo. A aprendizagem não é um estado binário em nossa percepção, algo que você possa fazer ou não fazer; há vários graus de aprendizagem, pelo menos para o observador, embora um cientista possa argumentar que a aprendizagem é uma atividade binária.

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6. O QUE AS ESCOLAS PODERIAM FAZER

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Veen & Vrakking

mais tempo a ela. Por outro lado, se você acha que devemos mudar alguma coisa, não se sinta desestimulado se nossas sugestões não estiverem em perfeita consonância com o que você pensa. Como última observação, gostaríamos novamente de recomendar a visita a nosso site (www.homozappiens.nl), que servirá como uma plataforma e oportunidade de discussão sobre os tópicos da aprendizagem, educação e progresso tecnológico.

CENÁRIOS PARA A EDUCAÇÃO FUTURA

Presumimos e desejamos que nossas visões não sejam apenas fantasias, mas que recebam apoio de outras pessoas. Assim, pensamos que as escolas deveriam se encaixar na sociedade a que servem, e, por isso, projetar escolas para o futuro é algo que se deve fazer tendo em mente os avanços da sociedade. O problema todo é dispor ou não de precognição: alguns alegam tê-la, embora ninguém possa provar. Um método bem-conhecido, e de uma natureza bem-pensada, no lidar com a incerteza futura é o desenvolvimento de cenários, que são futuros quadros possíveis, retirados das tendências atuais e de nossas expectativas. Tendemos a depositar maior confiança em cenários que são sustentados por especialistas reconhecidos

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1. TEMPOS DE MUDANÇA

Wim Veen, Ben Vrakking Grupo A PDF Criptografado

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TEMPOS DE MUDANÇA

Em tempos de mudança, aqueles que aprenderem herdarão a

“Terra, enquanto aqueles que já aprenderam encontrar-se-ão esplendidamente equipados para lidar com um mundo que não mais existe.

Eric Hoffer

Há alguns anos ficamos assombrados com a mídia, quando, com o final do século, deparamo-nos repentinamente com o que passou a ser chamado de o “bug do milênio”: os chips dos computadores haviam sido programados para ter uma data de seis dígitos e, com a passagem de 1999 para 2000, havia o risco de que esses chips passassem a informar que estávamos vivendo no ano de 1900, e não 2000. Havia o medo de que nossa vida e a sociedade que construimos com tanto cuidado – com nossos governos, nossos registros de transações, nossos equipamentos eletrônicos, entre muitas outras coisas – fossem seriamente prejudicadas. Para piorar o problema, muitos dos programadores daqueles antigos chips, feitos em linguagem FORTRAN ou COBOL, estavam aposentados, levando seu conhecimento embora com eles. O quadro apresentado era de desastre.

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2. CONHECENDO O HOMO ZAPPIENS

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CONHECENDO O

HOMO ZAPPIENS

A curto prazo, sempre superestimamos os efeitos das novas tecnologias, mas, a longo prazo, sempre os subestimamos.

Richard Thieme

“Repentinamente, as crianças que chegavam à nossa escola demonstravam um comportamento bastante diferente: direto, ativo, impaciente, incontrolável e, de certa forma, indisciplinado; parecia-me que algo havia acontecido no verão. Isso me assustava e empolgava ao mesmo tempo.”

Foi assim que uma professora sueca descreveu o que sentiu quando começou o novo ano letivo em um bairro de Estocolmo na metade da década de

1990, quando crianças de 6 anos voltaram à escola depois das férias de verão. A professora teve a sensação de que de um ano para o outro uma nova geração surgira e que ela tinha de lidar com elas, ainda não sabendo, mas percebendo, que precisaria empregar estratégias e abordagens diferentes.

Desde que essa professora teve tal impressão sobre seus alunos, muitos colegas na Europa inteira experimentaram o fato de que os alunos de hoje demandam novas abordagens e métodos de ensino para que se consiga manter a atenção e a motivação na escola. Ouvimos muitos deles dizerem que os alunos dedicam atenção às coisas por um período curto de tempo, que não conseguem ouvir alguém falar por mais de cinco minutos.

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