Yves De La Taille Maria Suzana De Stefano Menin (8)
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6 Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

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6

Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

Cleonice Camino

Márcia Paz

Verônica Luna

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo analisar, dentro de uma perspectiva sócio-histórica, como os valores morais têm sido considerados em livros didáticos e por professores, no âmbito do ensino formal, em três contextos sociopolíticos da realidade brasileira: ditadura militar, redemocratização e momento atual. Para tanto, avalia-se o percurso do ensino da moral, considerando se houve avanço ou retrocesso em relação à formação do indivíduo autônomo, tendo por base a perspectiva cognitiva de Piaget.

Acredita-se que, a compreensão do percurso do ensino de valores nas últimas décadas, seja relevante para interpretar se houve ou não crise de valores na trajetória do ensino da moral. Essa interpretação é feita a partir de uma reflexão retrospectiva sobre as concepções de valores, normas e práticas educativas priorizadas nos diferentes contextos políticos.

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1 Valores em crise: o que nos causa indignação?

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16 La Taille, Menin & cols.

Antes dessa apresentação, todavia, é preciso que nos questionemos: por que a indignação? A resposta a essa pergunta remete-nos a pensar na complexidade dos estudos sobre moral e ética e suas fontes. Em outras palavas, para entender o papel desse sentimento – indignação – na formação de um valor moral, será preciso, primeiro, supor que este participa efetivamente dessa construção. Essa mesma discussão nos ajudará, mais tarde, a pensar na tarefa da escola ao tratar da formação moral e ética de seus alunos.

A COMPLEXIDADE DOS ESTUDOS SOBRE MORAL E ÉTICA

Na história da filosofia clássica, por muito tempo a moral foi compreendida enquanto um conjunto de normas a serem seguidas. O bem e o mal, nessa concepção, são pensados exatamente como normas que vêm de fora, da religião, por exemplo. E se nos perguntarmos o que, ainda segundo essas premissas, define ou classifica tais condutas como boas ou ruins, poderemos ter como resposta: a razão.

Mas a mesma história aponta-nos o contrário: Shaftesbury (Taylor,

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4 O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

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O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

Júlio Rique Neto

INTRODUÇÃO

O debate sobre valores apresentado neste trabalho reflete a preocupação com a possibilidade de que os interesses pessoais e privados, motivados por um individualismo exacerbado, estejam avançando na área dos interesses públicos e sociais. Em outras palavras, as pessoas não estariam mais demonstrando o interesse de participar da sociedade em benefício do coletivo, mas sim em benefício próprio. Sendo assim, pergunta-se: estaríamos vivendo uma crise de valores ou estariam os valores em crise? Crise de valores é a idéia de que certos valores sociais e morais estão doentes e em vias de extinção. Por outro lado, valores em crise indicam que certos valores sociais e morais estão em um processo de reconstrução na sua definição e/ ou forma de expressão, para se adequarem ao momento histórico. Nesse contexto de dúvida, entre estado de crise e de transição, encontram-se os valores cívicos. A questão é: estariam os valores do civismo em extinção ou sofrendo uma transição na sua definição e forma?

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7 Tecendo os sentidos atribuídos por professores do ensino fundamental ao médio profissionalizante sobre a construção de valores na escola

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Crise de valores ou valores em crise? 153

um processo de transformação dos referidos valores, mas não em sua ausência ou progressivo desaparecimento.

Esse movimento de discussão tem estimulado uma vasta gama de iniciativas, seja na esfera da produção acadêmica, no âmbito das práticas pedagógicas, seja, ainda, no terreno das políticas públicas (Aquino e

Araújo, 2000). Os Temas Transversais, contidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais, representam uma mostra de tal vigor temático – mesmo considerando as polêmicas que marcaram sua proposição e as dificuldades, por parte da escola e de seus profissionais, de efetuarem a transversalização desses temas no cotidiano escolar.

Compactuamos com a compreensão desses autores, pois verificamos nas queixas dos indivíduos representantes de diferentes estratos sociais, nas posturas assumidas por eles e no encaminhamento de questões do cotidiano que os valores, normalmente aceitos pela sociedade, demandam processos de reflexão e de ressignificação. Evidenciamos com relação a essa questão um saudosismo dos valores clássicos e universais, bem como das grandes figuras que possuíam autoridade suficiente para liderar e encaminhar as situações-problema da comunidade, como os padres, os pais, os professores, o poder público. É importante ressaltar, ainda, as hierarquias de valores, representativas das comunidades onde estão inseridos os indivíduos, que nem sempre são coincidentes com as de outras pessoas. Ao que parece, houve um enfraquecimento dessa base de princípios, regras que norteiam o comportamento. Analisar essa rede de elementos não é algo fácil, transitamos por um campo de conceitos, de representações, movediço e arenoso. Entretanto, estamos sendo constantemente convidados, enquanto educadores, pesquisadores e, também, pessoas comuns, a refletirmos e construirmos uma relação crítica com esse tema complicado.

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3 Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

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Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Denise D’Aurea-Tardeli

A missão da educação é transmitir conhecimentos integrados em uma cultura por meio de uma perspectiva ética, fato que leva a educar em valores, não quaisquer valores, mas sim, valores éticos, isto é, aqueles que formam o caráter e permitem promover um mundo mais justo. Isso não é tarefa fácil, já que esses valores vinculam-se a representações sociais e manifestações afetivas que os constituem, bem como a conteúdos de natureza moral.

Tomamos aqui as explicações de Piaget (1954) que dizem que os valores referem-se a uma troca afetiva do sujeito com os objetos, entendendo objeto como as coisas e as pessoas do mundo exterior. Sendo assim, os valores são construídos com base nas interações que o sujeito faz com a realidade. Segundo Araújo (2007, em Arantes, p. 20), “nessa concepção (...) os valores nem estão pré-determinados nem são simples internalizações (de fora para dentro), mas resultantes das ações do sujeito sobre o mundo objetivo e subjetivo em que ele vive”.

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Ygor Corr A Carina Rebello Cruz (11)
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Medium 9788584291670

Capítulo 3. Auxiliando designers de recursos educacionais digitais bilíngues: uma proposta de 33 diretrizes de projeto

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Auxiliando designers de recursos educacionais digitais bilíngues: uma proposta de 33 diretrizes de projeto

Maria Nilza Oliveira Quixaba | Eduardo Cardoso | Gabriela Trindade Perry

O objetivo do trabalho descrito neste capítulo é o de apresentar diretrizes de projeto de recursos educacionais digitais, voltados para a educação bilíngue de surdos, como forma de auxiliar designers. A justificativa é que muitos designers não estão acostumados a projetos que envolvam tecnologias assistivas ou acessibilidade, mesmo que de maneira geral; não estão familiarizados com as necessidades do público surdo; não percebem que a língua brasileira de sinais

(Libras) e o português são dois idiomas distintos; e não compreendem a necessidade da educação bilíngue de surdos. Ainda que estas possam ser características da população em geral (no Brasil e no mundo), argumenta-se que, no caso dos designers, é preciso oferecer ferramentas que permitam uma rápida aculturação neste universo de modo que possam projetar recursos educacionais universais e inclusivos.

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Capítulo 2. Construção de ambientes virtuais de ensino e aprendizagem acessíveis para surdos: recomendações de projeto e avaliação de usabilidade

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Construção de ambientes virtuais de ensino e aprendizagem acessíveis para surdos: recomendações de projeto e avaliação de usabilidade

Carla da Silva Flor | Tarcisio Vanzin

Ambientes virtuais de ensino e aprendizagem (AVEAs) são um conjunto de ferramentas digitais que favorecem o compartilhamento de informações para o gerenciamento da aprendizagem. Com a evolução dos sistemas de transmissão de dados pela internet, a transferência de vídeos tem se tornado cada vez mais fácil e rápida, o que corrobora o uso da língua de sinais nos AVEAs. De fato, estudos sobre o uso da língua de sinais em sites têm mostrado que eles facilitam a navegação de surdos na internet, uma vez que, quando os vídeos estão presentes, os surdos ficam menos desorientados (visitam menos páginas em busca da informação pretendida) do que quando estão navegando apenas por meio de hyperlinks textuais (FAJARDO; ABASCAL; CAÑAS, 2008; FAJARDO;

VIGO; SALMERÓN, 2009; FAJARDO; PARRA; CAÑAS, 2010).

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Capítulo 11. Novas tecnologias e suas contribuições para o registro e a divulgação das línguas de sinais: uma discussão sobre o projeto SpreadTheSign no Brasil

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11

Novas tecnologias e suas contribuições para o registro e a divulgação das línguas de sinais: uma discussão sobre o projeto SpreadTheSign no Brasil

Angela Nediane dos Santos | Karina Ávila Pereira | Tatiana Bolivar Lebedeff

Este capítulo apresenta uma discussão sobre as contribuições das novas tecnologias para o registro e a divulgação das línguas de sinais a partir do desenvolvimento do projeto SpreadTheSign no Brasil, entrelaçando o estudo sobre o impacto das novas tecnologias no registro das línguas de sinais e a experiência de divulgação e registro da língua brasileira de sinais (Libras) no dicionário internacional de línguas de sinais

SpreadTheSign.

O IMPACTO DAS TECNOLOGIAS

DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

PARA A COMUNIDADE SURDA

É inegável a contribuição que o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação (TICs) proporcionam, hodiernamente, para a humanidade. Nunca foi tão fácil e tão rápido se conectar, se encontrar, se comunicar e compartilhar o conhecimento produzido:

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Capítulo 9. Uma análise dos surdos como sujeitos bilíngues nas redes sociais

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Uma análise dos surdos como sujeitos bilíngues nas redes sociais

Tatiane Folchini dos Reis | Edgar Roberto Kirchof

O surgimento das mídias digitais e, mais especificamente, das redes sociais na internet vem modificando significativamente não apenas as formas de comunicação das comunidades de sujeitos surdos, mas também as suas formas de sociabilidade. Embora já exista um número expressivo de publicações e estudos sobre o impacto das redes sociais na sociedade contemporânea, de maneira geral, ainda há relativamente poucos estudos sobre o modo como os sujeitos surdos se inserem nesse contexto. Conforme ressaltam os pesquisadores Power, Power e

Horstmanshof (2006, p. 80),

[…] apesar da expansão do uso das tecnologias de comunicação por parte dos surdos, há poucas publicações sobre como eles utilizam a comunicação eletrônica em suas vidas sociais e no trabalho, bem como sobre as implicações disso em suas concepções de identidade e de comunidade.

Em nível internacional, embora em número reduzido, existem, desde os anos

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Capítulo 5. Framework Términus: comunidades de prática virtuais como apoio ao desenvolvimento de neologismos terminológicos em língua de sinais

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Framework Términus: comunidades de prática virtuais como apoio ao desenvolvimento de neologismos terminológicos em língua de sinais

Daniela S. Saito | Elisa Maria Pivetta

Para o pleno exercício da cidadania, além do acesso à informação e ao conhecimento, os cidadãos devem ser capazes de construir significados e desenvolver seu senso crítico

(FRADE, 2002; SILVA et al., 2005). No caso dos surdos, a diferença na modalidade de comunicação, que é visuoespacial, traz alguns desafios relativos ao acesso ao conhecimento. O reconhecimento e a regulamentação da língua brasileira de sinais (Libras) trouxeram grandes avanços em relação ao tema no que se refere ao respeito à diversidade humana, ampliando as oportunidades para o exercício do direito à cidadania.

Embora os avanços sejam visíveis, é sabido que a Libras foi, por muito tempo, excluída dos espaços sociais, e que os impactos dessa exclusão ainda se fazem presentes. Até os dias atuais, em decorrência desse período, é comum identificar problemas quanto ao repertório da língua. Mais especificamente, o que se nota é que muitos conceitos de áreas de especialidade não possuem terminologia específica em língua de sinais. Essa ausência prejudica o acesso aos conhecimentos de uma forma mais natural aos surdos nos mais diversos contextos. Com isso, dependendo da abordagem escolhida para apresentá-los, a compreensão pode se tornar uma tarefa bastante complexa.

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Yasser Seirawan (46)
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Medium 9788536313634

Capítulo 7. Uma solução para a abertura

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

233

7

Uma solução para a abertura

L

evei vários anos para compreender as informações apresentadas nos capítulos anteriores. Aprender todas as aberturas e defesas clássicas, bem como seus nomes, foi realmente difícil. Mas, sem dúvida, isso me ajudou a perceber que nunca mais voltaria a usar minhas aberturas de Canhão ou do Assalto da Dama! Meu lance de abertura favorito tornou-se 1.e4 e teria ficado assim para sempre se não fosse por um pequeno problema: eu perdia. Na verdade, perdia com bastante freqüência, e a abertura era a verdadeira culpada. Eu achava que era preciso tornar-se um especialista em todo tipo de abertura e defesa! Assim que encontrava uma linha para lidar com a Dragão, eu perdia porque não estava ciente da última novidade do

Ataque Keres da Scheveningen. As coisas não melhoravam com a Defesa

Petroff. Desconhecer as nuanças de tantas aberturas significava que eu não conseguia ter uma vantagem, independentemente da linha escolhida. Todos concordavam com minhas reclamações: “É isso aí, Yaz. Me avisa quando você achar alguma coisa que valha a pena”.

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Medium 9788536313634

Capítulo 2. Princípios básicos de abertura

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

37

2

Princípios básicos de abertura

M

inhas freqüentes idas ao café Last Exit propiciaram uma nova compreensão do mundo do xadrez. Ao enfrentar enxadristas experientes, adquiri mais respeito pelo jogo. Todas as minhas “inovações” de abertura estavam sendo postas à prova sistematicamente, e eu não conseguia ultrapassar os primeiros estágios. Sou profundamente grato a todos os enxadristas no

Last Exit que se compadeceram de minhas tentativas frustradas e começaram a analisar meus erros na abertura. Gostaria de agradecer especialmente a Jeffrey Parsons e James Blackwood, que, de bom grado, passaram horas me ensinando os inúmeros mistérios do jogo. Logo aprendi os princípios importantes de abertura. Esses princípios foram dispostos da forma a seguir e continuam válidos:

Uma partida de xadrez tem três fases: a abertura, o meio-jogo e o final.

Na abertura, são os peões e as peças menores que têm o papel principal, e não as peças maiores (a Dama e as Torres).

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Medium 9788536306643

24. Soluções dos testes da Parte 1

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XADREZ VITORIOSO: TÁTICAS

183

24

Soluções dos testes da Parte 1

N

este capítulo, reuni as soluções dos testes apresentados na Parte 1. É provável que não haja nenhuma dúvida na compreensão das respostas. Uma vez que, em todos os capítulos dessa parte, eu forneci várias dicas sobre o que procurar, espero que seu resultado seja bom.

TESTES DO CAPÍTULO 2

TESTE 1. Não! 2.Ce1! é um ataque duplo contra a Dama e a Torre pretas. Em seguida, 2...Dg5 3.Cxg2 Dxg2 ganha a qualidade por um peão (um ponto de vantagem).

TESTE 2. O surpreendente 1.Cxh4! ganha um peão.

TESTE 3. Com o seqüestro clássico de um peão: 1.Cxd4!. Em seguida, 1...Cxd4 permite 2.Bxg4, enquanto 1...Bxe2 2.Cxe2 mantém o peão.

TESTE 4. O atordoante 1.Bg8!, que ameaça a Dama e um xeque-mate em h7, é vitorioso para as brancas.

TESTE 5. 1.Cf5! é o melhor, pois ameaça a Dama preta e abre o caminho da Dama branca para o xeque-mate à casa-h8. (Nesse caso, uma peça descobre um ataque contra uma casa e não contra uma peça ou um peão.)

TESTE 6. A solução elegante é 1.Tc8! Txa7. O peão tem de ser capturado; caso contrário, a8=D força a captura de uma Torre. Em seguida, 2.Rb6+ é um xeque descoberto, que captura a Torre.

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Medium 9788536306513

Capítulo 4. Para onde levar as peças?

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XADREZ VITORIOSO: ESTRATÉGIAS

41

4

Para onde levar as peças?

P

ara onde levar as peças? Parece uma pergunta que envolve estratégia, não é?

Em geral todos os leitores deste livro sabem para onde podem mover as peças, e quase todos têm consciência de que a maioria das peças fica mais forte quando é colocada no centro do tabuleiro. Porém, saber como mover as peças não tem nada a ver com saber onde colocá-las. Para começar a entender essa questão, vamos examinar as necessidades específicas de cada peça e conhecer os princípios de sua movimentação. Na verdade, este capítulo pode ser considerado o mais importante do livro, pois a sutileza do que é ensinado aqui tem aplicação prática em quase todos os jogos. Portanto, depois de dominar essas informações, você estará vários passos à frente de grande parte dos outros competidores. Analisaremos uma peça de cada vez, a começar pelo Cavalo.

O CAVALO

O Cavalo é a única peça que pode saltar sobre outras peças e peões. Desde o início da história do jogo, essa peça move-se do mesmo modo, o que poderia levar o leitor a pensar que séculos de familiaridade teriam eliminado sua aura mística. Ao contrário! Número um na lista de preferências de Grandes Mestres (tais como

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Medium 9788536306643

20. Garry Kasparov (1963-)

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XADREZ VITORIOSO: TÁTICAS

167

20

Garry Kasparov

(1963-)

D

epois que Mikhail Botvinnik reconquistou o título, em 1961, os jogadores de estilo posicional conquistaram novamente os mais altos títulos do xadrez. Naquela época, o mundo do xadrez era dominado por jogadas como Tigran Petrosian, com o lema da “segurança em primeiro lugar”; Boris Spassky, com seu estilo universal e agressivo; e Bobby Fischer, cujo jogo era muito claro, simples e clássico.

Em 1975, Anatoly Karpov ganhou o título contra Fischer, por ausência e, a partir daí, Karpov buscou provar que merecia ser o campeão mundial. Num estilo seco e refinado, com precisão incansável, esmagou todos que surgiram à sua frente. Nesse momento, as pessoas sonhavam com um jogador à moda de Tal, um jogador capaz de levantar e agitar o mundo do xadrez com sua fantasia tática.

O sonho tornou-se realidade quando Garry Kasparov roubou o título de

Karpov, em 1985, aos 22 anos de idade! Nascido em Baku, no Azerbaijão, Kasparov

é considerado por muitos como a reencarnação de Alexander Alekhine. Mestre das aberturas, ele estraçalha os adversários com uma visão combinatória idêntica à de Tal e Alekhine. A excitação provocada pelo estilo de Kasparov revitalizou o interesse pelo xadrez.

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Wim Veen Ben Vrakking (6)
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Medium 9788536316864

4. APRENDENDO DE MANEIRA DIVERTIDA

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Homo Zappiens

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4

APRENDENDO DE

MANEIRA DIVERTIDA

Trate as pessoas como se elas fossem o que deveriam ser e con“tribuirá para que elas se tornem o que são capazes de ser.

Johann Wolfgang von Goethe

Nos capítulos anteriores, descrevemos a nova geração de crianças, que cresce em meio à tecnologia da informação e da comunicação. Descrevemos tais crianças como pensadores digitais e tentamos lhes dar uma visão geral sobre a tecnologia, que, para elas, não é novidade. Para você, contudo, talvez o assunto seja inédito e até mesmo revolucionário. Tentamos nomear as habilidades mais importantes e distintivas que essas crianças parecem desenvolver, o que as coloca à parte de nós e que nos faz chamá-las de Homo zappiens – uma nova espécie de ser humano. Também abordamos as similaridades entre jogar e aprender.

Neste capítulo, refletiremos sobre os aspectos de aprendizagem do comportamento do Homo zappiens. Tentaremos traduzir as habilidades que foram descritas no Capítulo 3 acerca de nossa visão atual da sociedade, para demonstrar como elas podem ser consideradas úteis na aprendizagem. A principal questão a responder neste capítulo é se, e como, a aprendizagem mudou por causa da tecnologia. Para fazê-lo, devemos primeiramente observar mais de perto a própria aprendizagem – o que ela é e como pode ser definida.

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Medium 9788536316864

5. PARANDO A MONTANHA-RUSSA

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Homo Zappiens

89

5

PARANDO A

MONTANHA-RUSSA algo que não fica nada a dever a um milagre o

“fatoÉ, nade verdade, os métodos modernos de ensino ainda não terem estrangulado inteiramente a sagrada curiosidade da investigação.

Albert Einstein

As pessoas sempre aprendem. Mesmo quando você pensa que elas estão realizando as atividades mais inúteis que se possa imaginar, ainda se pode dizer que estão aprendendo a ser mais experientes em fazer algo inútil. Esse adquirir experiência não é, porém, o que, em termos gerais, chamamos de aprendizagem. Pensamos na aprendizagem como alguma mudança mensurável ou perceptível em resposta a uma determinada situação. Essa própria definição impede a possibilidade de se aprender em uma só situação, já que nunca teremos a oportunidade de testemunhar a mudança em uma resposta a uma situação que não volte a ocorrer novamente. Agora você deve estar pensando: “Espere um pouco! Isso está errado”, e, é claro, mais uma vez você está certo. A aprendizagem não é um estado binário em nossa percepção, algo que você possa fazer ou não fazer; há vários graus de aprendizagem, pelo menos para o observador, embora um cientista possa argumentar que a aprendizagem é uma atividade binária.

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2. CONHECENDO O HOMO ZAPPIENS

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CONHECENDO O

HOMO ZAPPIENS

A curto prazo, sempre superestimamos os efeitos das novas tecnologias, mas, a longo prazo, sempre os subestimamos.

Richard Thieme

“Repentinamente, as crianças que chegavam à nossa escola demonstravam um comportamento bastante diferente: direto, ativo, impaciente, incontrolável e, de certa forma, indisciplinado; parecia-me que algo havia acontecido no verão. Isso me assustava e empolgava ao mesmo tempo.”

Foi assim que uma professora sueca descreveu o que sentiu quando começou o novo ano letivo em um bairro de Estocolmo na metade da década de

1990, quando crianças de 6 anos voltaram à escola depois das férias de verão. A professora teve a sensação de que de um ano para o outro uma nova geração surgira e que ela tinha de lidar com elas, ainda não sabendo, mas percebendo, que precisaria empregar estratégias e abordagens diferentes.

Desde que essa professora teve tal impressão sobre seus alunos, muitos colegas na Europa inteira experimentaram o fato de que os alunos de hoje demandam novas abordagens e métodos de ensino para que se consiga manter a atenção e a motivação na escola. Ouvimos muitos deles dizerem que os alunos dedicam atenção às coisas por um período curto de tempo, que não conseguem ouvir alguém falar por mais de cinco minutos.

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3. ENTENDENDO O CAOS

Wim Veen, Ben Vrakking Grupo A PDF Criptografado

3

ENTENDENDO O CAOS

A melhor coisa a respeito dos melhores jogos é que eles levam a

“garotada a uma aprendizagem muito intensa.

Seymour Papert

Como interpretar o uso que as crianças fazem da tecnologia? Será que seu comportamento aparentemente caótico de zapear de um canal para outro e de navegar na internet é perda de tempo? Assistir à televisão e jogar no computador pode ser útil? Ou os benefícios de jogar no computador ou navegar na internet simplesmente se reduzem ao desenvolvimento de uma boa coordenação entre o olhar e o movimento das mãos? No que diz respeito a essa habilidade, parece que os jovens cirurgiões que jogaram no computador durante sua infância têm um melhor desempenho em cirurgias do que os que não jogaram (Rosser, 2004). É claro que se pode argumentar que apenas uma pequena parcela de nossa força de trabalho atuará na profissão de cirurgião, e que, assim, as vantagens de uma coordenação bem-desenvolvida se aplicaria somente a um número restrito de profissões. Então, como a tecnologia poderia ajudar a maioria das pessoas a tirar vantagem dos usos da própria tecnologia? Até que ponto a tecnologia pode ajudar as crianças a se tornarem melhores aprendizes?

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1. TEMPOS DE MUDANÇA

Wim Veen, Ben Vrakking Grupo A PDF Criptografado

1

TEMPOS DE MUDANÇA

Em tempos de mudança, aqueles que aprenderem herdarão a

“Terra, enquanto aqueles que já aprenderam encontrar-se-ão esplendidamente equipados para lidar com um mundo que não mais existe.

Eric Hoffer

Há alguns anos ficamos assombrados com a mídia, quando, com o final do século, deparamo-nos repentinamente com o que passou a ser chamado de o “bug do milênio”: os chips dos computadores haviam sido programados para ter uma data de seis dígitos e, com a passagem de 1999 para 2000, havia o risco de que esses chips passassem a informar que estávamos vivendo no ano de 1900, e não 2000. Havia o medo de que nossa vida e a sociedade que construimos com tanto cuidado – com nossos governos, nossos registros de transações, nossos equipamentos eletrônicos, entre muitas outras coisas – fossem seriamente prejudicadas. Para piorar o problema, muitos dos programadores daqueles antigos chips, feitos em linguagem FORTRAN ou COBOL, estavam aposentados, levando seu conhecimento embora com eles. O quadro apresentado era de desastre.

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William E Deturk (22)
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Medium 9788536309156

Capítulo 5 - Fisiologia dos Sistemas Cardiovascular e Pulmonar

William E. Deturk Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO 5

FISIOLOGIA DOS SISTEMAS

CARDIOVASCULAR E PULMONAR

Barbara J. Morgan

Jerome A. Dempsey

Cabeça

FISIOLOGIA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

Tronco, braços

Book_DeTurk.indb 109

Brônquios

AP

Pulmões

Veia cava

Aorta

AD

Veias

AE

VD

VE

Coronária

Artérias

A função principal do sistema cardiovascular é fornecer oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do corpo através do sangue e remover deles o dióxido de carbono e outros resíduos do metabolismo celular. Considerando isso, o sistema cardiovascular é a ligação entre a respiração externa (gás trocado entre a atmosfera e os pulmões) e a respiração celular (uso do oxigênio para a produção de energia pelas mitocôndrias).

Outra função vital desse sistema inclui o transporte de calor para manter a temperatura do corpo, o transporte dos glóbulos brancos para locais onde é feita a defesa contra materiais estranhos e o transporte de hormônios do local de onde são liberados para os seus órgãos-alvo. Assim, o sistema cardiovascular é a chave que contribui para a estabilidade do meio interno do corpo, ou homeostase.

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Capítulo 9 - Avaliação Pulmonar

William E. Deturk Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO 9

AVALIAÇÃO PULMONAR

Lawrence P. Cahalin

INTRODUÇÃO

O exame do sistema pulmonar requer o uso adequado de informações auditivas, observacionais, táteis, auscultatórias e clínicas. Uma parte significativa deste capítulo será focada no processo do exame fisioterapêutico. Os achados no exame inicial por meio de manobras auditivas, táteis ou de posicionamento podem (1) definir técnicas para o exame, (2) definir técnicas para o tratamento e (3) prover informações importantes a respeito do prognóstico. A seção seguinte revisará cada uma das técnicas de avaliação e a aplicação de manobras específicas que podem ajudar a direcionar e a predizer os efeitos dessas técnicas. Também será feita uma revisão de informações clínicas e de testes e medidas específicos

1-5 mais utilizados clinicamente. Muitas informações sobre a abordagem empregada para avaliar um paciente com doença pulmonar estão listadas no Quadro 9.1, as quais podem ser registradas no prontuário inicial do paciente, apresentado no

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Capítulo 21 - Fisioterapia Associada a Distúrbios no Sistema Linfático

William E. Deturk Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO 21

FISIOTERAPIA ASSOCIADA A

DISTÚRBIOS NO SISTEMA LINFÁTICO

Kim Leaird

INTRODUÇÃO

Este capítulo será dirigido à avaliação e ao tratamento de pacientes que se enquadram no padrão de prática H: Diminuição da Circulação e Dimensões Antropométricas Associadas a Distúrbios do Sistema Linfático.1 O conhecimento desse padrão da prática capacitará o fisioterapeuta a diferenciar diagnósticos e proporcionar intervenções apropriadas para os pacientes com disfunção do sistema linfático.

Para tanto, será feita uma revisão da anatomia e da fisiologia do sistema linfático, acompanhada da discussão dos estágios do linfedema e da apresentação de evidências que apóiam ou não os atuais métodos de tratamento para os distúrbios do sistema linfático. O conhecimento do sistema linfático é imprescindível para que o fisioterapeuta possa fornecer intervenções adequadas.

Finalidade do Sistema Linfático

Além de agir na defesa imunológica, o sistema linfático também drena as substâncias da circulação sangüínea venosa que são incapazes de ser reabsorvidas. Sua função é atuar como um “varredor”, limpando o espaço intersticial (também conhecido como terceiro espaço do espaço tecidual) do excesso de fluidos, dos restos (debris) celulares, dos ácidos graxos de cadeia longa (encontrados somente nos intestinos) e das proteínas moleculares, conhecidas como cargas linfáticas. 2

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Capítulo 19 - Fisioterapia Associada a Disfunção e Insuficiência da Bomba Ventilatória

William E. Deturk Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO 19

FISIOTERAPIA ASSOCIADA A

DISFUNÇÃO E INSUFICIÊNCIA

DA BOMBA VENTILATÓRIA

Mary Massery

Lawrence P. Cahalin

INTRODUÇÃO

Os exames e as intervenções fisioterapêuticas apresentados neste capítulo são direcionados aos pacientes com disfunção cardiorrespiratória que se enquadram no padrão de prática 6E:

Diminuição da Ventilação, da Respiração e da Troca Gasosa

Associada à Disfunção ou à Insuficiência da Bomba Ventilatória.1 Na primeira edição do Guide to Psysical Therapy Pratice, em 1997,2 esse padrão foi dividido em dois para distinguir a disfunção da bomba ventilatória (padrão de prática 6F) da insuficiência da bomba ventilatória (padrão de prática 6H).

Entretanto, o que diferencia a disfunção da insuficiência é a gravidade e/ou a acuidade do dano; assim, é mais adequado que esses padrões sejam agrupados em um único. Determinados níveis de comprometimento ou função podem ser utilizados para distinguir, de modo específico, entre disfunção e insuficiência da bomba ventilatória, por meio de características identificáveis dentro de sua função. Como será demonstrado, diversas características específicas do paciente podem ser utilizadas para distinguir entre disfunção e insuficiência da bomba ventilatória, permitindo a escolha de intervenções fisioterapêuticas mais específicas e apropriadas.

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Medium 9788536309156

Capítulo 14 - Cuidados Cardiorrespitatórios em Pacientes com Déficit Neurológico: Uma Abordagem Baseada em Evidências

William E. Deturk Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO 14

CUIDADOS CARDIORRESPIRATÓRIOS

EM PACIENTES COM DÉFICIT

NEUROLÓGICO: UMA ABORDAGEM

BASEADA EM EVIDÊNCIAS

Sue Ann Sisto

INTRODUÇÃO

Os fisioterapeutas são responsáveis pela prescrição de exercícios e pelo tratamento de pacientes com distúrbios neurológicos. A abordagem fisioterapêutica para pacientes com doenças neurológicas é focada principalmente no déficit neurológico ou de movimento. A disfunção do movimento em geral é atribuída ao comprometimento dos sistemas musculoesquelético e neurológico. No entanto, o sistema cardiorrespiratório representa um papel importante no movimento, porque sua função é transportar oxigênio ao músculo esquelético. Anormalidades no sistema cardiorrespiratório podem produzir limitações no movimento.

As populações incapacitadas apresentam um problema especial de condicionamento devido à hospitalização ou à inatividade resultante de sua deficiência ou doença. Essa falta de condicionamento pode definir a diferença entre independência ou dependência. O fisioterapeuta pode ser o primeiro profissional da saúde a observar aspectos cardiorrespiratórios pela maneira como os pacientes respondem a exercícios e trocas de postura.

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