Ngel I P Rez G Mez (9)
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Capítulo 1 | A era digital:novos desafios educacionais

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1

A era digital: novos desafios educacionais

Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?

Onde está o conhecimento que perdemos na informação?

(Elliot, 1939, tradução nossa)

Uma nova época

Quando os alunos contemporâneos aban­donam a escola todos os dias, eles se introduzem em um cenário de aprendizagem organizado de maneira radicalmente diferente. Na era globalizada da informação digitalizada, o acesso ao co­­nhe­­ci­mento

é relativamente fácil, imediato, onipresente e acessível. Uma pessoa pode acessar na rede a informação necessária, o debate correspondente, seguir a linha de pesquisa que lhe pareça mais oportuna, sem o controle de alguém denominado professor; e, se qui­ser, pode criar ou participar de várias redes de pessoas e grupos que compartilham interesses, informações, projetos e atividades, sem restrições temporais, institucionais ou geográficas. Em que mundo vivemos? Qual seria o sentido da escola que conhecemos nesse cenário?

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Capítulo 6 | Novas formas de ensinar e aprender

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Novas formas de ensinar e aprender

Esquecemos o que ouvimos; lembramo-nos do que vemos e aprendemos o que fazemos.

(Texto atribuído a Confúcio)

Propor as competências ou qualidades humanas básicas como objetivos curriculares exige, na minha opinião, orientar os processos de ensino e aprendizagem de acordo com os seguintes princípios:

Primazia da atividade

O ensino e a aprendizagem relevantes exigem a atividade do sujeito em um processo contínuo de construção e reconstrução, como a ciência cognitiva vem afirmando há muito tempo (Baldwin, De­wey,

Bartlett, Piaget, Vygotsky, Bruner, Johnson,

Laird) e a neurociência leva cerca de 30 anos afirmando (Blakemore; Damasio, 2010; FritH, 2007). É fundamental ressaltar a importância do envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem: a aprendizagem deve ser vista como um processo ativo de indagação, investigação  e intervenção. Qualquer aplicação do conhecimento é uma nova oportunidade para aprender e toda nova aprendizagem abre uma nova oportunidade de aplicação.

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Capítulo 3 | A construção da personalidade:aprender a se educar

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A construção da personalidade: aprender a se educar

As novas descobertas da neurociência cognitiva vinculam o corpo e a mente, o eu e o os outros, o organismo e o contexto, de tal maneira que somente os poetas haviam se atrevido a descrever no passado.

(IMmordino-YanG, 2011, tradução nossa)

Como vimos no capítulo anterior, existe uma consciência generalizada de insatisfação quanto à qualidade dos processos de ensino-aprendizagem que ocorrem na escola contemporânea.

A interpretação holística da personalidade

Essa maneira holística de entender o desenvolvimento da personalidade está enraizada nas tradições já bem consolidadas do construtivismo, uma forma de entender o conhecimento, a aprendizagem e o desenvolvimento humano que se fortaleceu na segunda metade do século XX com as contribuições de pesquisadores muito importantes como Piaget, Vygotsky,

Bruner, Werch, Gergen, Lave, Werch, Schön,

Gardner, entre outros.

Como o próprio nome sugere, o construtivismo defende que os diversos componentes da personalidade são construídos ao longo da história de cada indivíduo

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Capítulo 4 | Uma nova racionalidade para a escola:aprender a se educar

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Uma nova racionalidade para a escola: aprender a se educar

Os analfabetos do século XXI não são aqueles que não podem ler ou escrever, mas aqueles que não podem aprender, desaprender e reaprender.

(Toffler; TOFFLER, 2006, tradução nossa)

Uma nova ilustração: O desenvolvimento das qualidades ou competências humanas

Aprender, desaprender e voltar a aprender, evitar a separação das emoções e da razão, atender o território do inconsciente, sondar o vazio do desconhecido, ou se­ ja, para facilitar a educação do indivíduo completo requer, obviamente, uma nova racionalidade para a escola. Uma racionalidade mais profunda e complexa, que saiba como tirar proveito dos novos conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro como instância, em grande parte, inconsciente, emocional, “incorporada”, que é movida principalmente pela empatia, com representações não objetivas e universais, mas metafóricas, analógicas e narrativas, que funciona longe da relação consciente-inconsciente, em permanente diálogo entre o córtex “reflexivo” (pensamento) e a amígdala “reflexa” (emoções). Uma racionalidade capaz de compreender que os conceitos universais, abstratos, são apenas o

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Capítulo 8 | A natureza tutorial da função docente:ajudar a se educar

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A natureza tutorial da função docente: ajudar a se educar

Nenhum sistema de ensino é superior à qualidade de seus professores.

(ORGANIZACIÓN PARA LA COOPERACIÓN Y EL DESARROLLO ECONÓMICO;

PROGRAMME FOR INTERNATIONAL STUDENT ASSESSMENT, 2011)

Mudar o olhar: Ajudar a aprender

A função docente, obviamente, terá de experimentar uma transformação tão radical quanto o resto dos componentes do sistema educacional. A visão terá de mudar de uma concepção do docente como um profissional definido pela capacidade de transmitir conhecimentos e avaliar resultados para a de um profissional capaz de diagnosticar as situações e as pessoas; elaborar o currículo ad hoc e preparar materiais; desenvolver atividades, experiências e projetos de aprendizagem; configurar e criar os contextos de aprendizagem; avaliar processos e monitorar o desenvolvimento integral dos indivíduos e dos grupos. Evidentemente, este docente exige competências profissionais mais complexas e distintas das tradicionalmente exigidas, para poder enfrentar uma atividade tão rica quanto difícil: provocar, acompanhar, questionar, orientar e estimular a aprendizagem dos alunos.

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Adelar Hengem Hle (13)
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Introdução

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Introdução

H

á 32 anos como professor, atuando desde as séries iniciais até a pós-graduação, atividade permeada pela função de direção de escolas e faculdades durante 22 anos, sempre fomos acompanhados por desejos, inquietações, ideais e desafios. Desejos de ver na educação a possibilidade de crescimento das pessoas, desenvolvendo suas dimensões e potencialidades e possibilitando-lhes o exercício de sua cidadania nos diversos contextos. Sempre fomos acompanhados do ideal de que, pela educação, é possível contribuir para a humanização da sociedade, para a qualificação da vida e para a preservação do meio ambiente, etc. Nestes anos, construímos caminhos de formação, apoiados por inúmeros teóricos que nos apontam possibilidades em que o conhecimento escolar tem sentido e

é útil para a vida, ajudando os estudantes a bem viver, capacitando-os a resolver problemas do seu tempo, a buscar respostas para suas curiosidades, a serem empreendedores, criativos, críticos, com espírito de pesquisa,

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Os referenciais que movem nossas curiosidades e necessidades

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Os referenciais que movem nossas curiosidades e necessidades

Temos um mundo externo, imenso, estruturado a partir da cultura, da natureza, de regras preestabelecidas e dos sujeitos que aí vivem. Possuímos também um mundo interno, da mesma forma grandioso, não somente nas áreas cognitivas, mas nas áreas afetivas (desejos e pulsões). Como aproveitar essas relações nas práticas da educação? (Saltini, 1997, p. 14).

T

odo fazer humano se manifesta, de uma forma ou de outra, por curiosidades e necessidades. Ao iniciar essas reflexões, queremos registrar os referenciais que nos movem. Na segunda parte, iremos ater-nos à reflexão das práticas pedagógicas. Quando nos indagamos sobre que educação precisamos ou queremos, somos chamados a definir nossas crenças. Assim, abrem-se, à nossa frente, múltiplas possibilidades.

Nesse cenário, podemos fazer um recorrido histórico situando-nos e projetando a educação que queremos ou precisamos. Para tanto, podemos concentrar-nos no contexto tecnológico, ou em qualquer outro, ou em todos eles, ao definir as bases da educação almejada. Ou, ainda, podemos focar-nos essencialmente no subjetivo do ser humano e discutir as bases da educação para este fim.

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Capítulo 9 - Avaliação: o perfil almejado como meta e as habilidades reflexivas como meio

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Avaliação: o perfil almejado como meta e as habilidades reflexivas como meio

Muitos professores ainda agem desta forma: conferindo nota dez para quem repete exatamente o que é dito e zero para quem contraria as suas expectativas. Poderia, então, pensar um aluno inteligente, que, para merecer a nota máxima, seria suficiente colar ou decorar. O professor parece nunca ter-se dado conta desse fato e narcisisticamente aprova quem decora. (Saltini, 1997, p. 17).

O

tema avaliação tem sido debate constante no meio educacional.

Alguns procuram conceituá-lo, dizendo que ela deve ser realizada no decorrer de todo o processo. Outros refletem e questionam que, historicamente, foi utilizada como poder e como meio disciplinador por parte dos professores. Outros, ainda, discutem o tipo de questões solicitadas nas avaliações que remetem à decoreba e à repetição de informações. Por sua vez, também são questionadas as formas de expressão das produções, por meio dos sinais de certo e errado, nota ou conceito.

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Capítulo 5 - Conteúdos empíricos e teóricos: a necessidade de ascender do senso comum ao conhecimento científico

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Conteúdos empíricos e teóricos: a necessidade de ascender do senso comum ao conhecimento científico

Estruturas de cognição formam-se a partir das ações sobre o meio, porém é o distanciamento desse meio que ativa a operação mental e, então, recriamos o que nos falta. (Saltini, 1997, p. 16)

O

tema conteúdo é uso comum nas expressões ouvidas cotidianamente no meio das instituições educacionais. Pelo tempo e pela intensidade do uso, parece ser conhecido e facilmente compreendido. No entanto, na prática, a compreensão e, principalmente, as dimensões que ele tem nas práticas pedagógicas não estão claras. Para testar nossas compreensões, propomos alguns questionamentos:

• Que conceito temos de conteúdo?;

• Qual é a diferença entre conteúdo empírico, ou senso comum, e teórico?;

• Como ele está presente e como se classifica na formação dos perfis de estudantes almejados?

A compreensão desse termo é fundamental para desenvolvermos as práticas pedagógicas. É dele que partimos para provocar o exercício mental e atingir a formação de pessoas empreendedoras e competentes. Pensar que o termo conteúdo era bem esclarecido nos meios educacionais tornouse, para nós, ledo engano. Nas reflexões com professores, verificamos que isso não está nada claro, havendo confusões das mais diversas ordens. Pessoalmente, tivemos surpresas quanto aos nossos conceitos.

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Capítulo 2 - Formar pessoas empreendedoras: necessidade do contexto contemporâneo

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Formar pessoas empreendedoras: necessidade do contexto contemporâneo

Toda a atenção está voltada para a empresa (quando, na verdade, o indivíduo está preocupado, quase exclusivamente, com o seu bem-es­ tar econômico, seu estar pessoal. (Thums, 1999, p. 106).

A

formação de pessoas empreendedoras, no atual cenário, torna-se necessidade estratégica, seja no campo pessoal quanto à empregabilidade, seja no campo institucional para o desenvolvimento. Não tratamos o tema apenas sob o prisma econômico. No atual contexto, precisamos de visão e ação sistêmicas. Logo, a necessidade do espírito empreendedor também se estende a todas as dimensões da vida, como veremos a seguir. No entanto, é importante esclarecer a interação dos termos competência e empreendedorismo. Temos claro que a formação do empreendedor passa pela formação de pessoas competentes. Ou seja, ambos são compreendidos como o perfil de pessoas que têm um olhar aguçado para detectar os problemas, buscando para eles soluções e compreensões embasadas teoricamente. Ambos necessitam do espírito de pesquisa constante, movimentando-se com olhar interessado, atentando, entre outros, para os detalhes das questões em análise.

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Adobe Creative Team (46)
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2. Trabalhando com Elementos Gráficos

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54 ADOBE FLASH CS3 PROFESSIONAL

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3 Selecione a ferramenta Selection.

4 Arraste a ferramenta Selection em torno de todo o retângulo para selecionar o traço e o

preenchimento. Quando uma forma é selecionada, o Flash exibe-a com pontos brancos.

5 No inspetor de propriedades, digite 95 para a largura (width) e 135 para a (height) altura.

Pressione Enter ou Return para aplicar os valores.

Adicione um preenchimento de bitmaps

O preenchimento é o interior do objeto desenhado. Você pode aplicar uma cor sólida, um gradiente ou uma imagem em bitmaps (como um arquivo TIFF, JPEG ou GIF) como um preenchimento no Flash, ou especificar que o objeto não tem um preenchimento. Nesta lição, para dar ao copo impressão de que ele contém líquido, você importará uma imagem de água para utilizá-la como preenchimento. Você pode importar um arquivo de bitmap no painel Color.

1 Certifique-se de que todo o retângulo continue selecionado. Se necessário, arraste a fer-

ramenta Selection em torno dele novamente.

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10. ADICIONANDO EFEITOS DE VÍDEO

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194 ADOBE PREMIERE PRO CS4

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Introdução

Os efeitos de vídeo adicionam sofisticação visual ao seu projeto ou corrigem problemas técnicos no seu material bruto. Eles podem alterar a exposição ou cor da filmagem, distorcer imagens ou adicionar um estilo artístico, bem como girar e animar um clipe ou ajustar seu tamanho e posição dentro do frame.

Adicionar efeitos de vídeo é fácil: arraste um efeito até um clipe, ou selecione o clipe e arraste o efeito até o painel Effect Controls. Combine quantos efeitos quiser em um único clipe, o que pode produzir resultados surpreendentes. Além disso, é possível usar uma sequência aninhada para adicionar os mesmos efeitos a uma coleção de clipes.

Praticamente todos os parâmetros de efeito de vídeo estão acessíveis dentro do painel Effect Controls, facilitando a configuração dos comportamentos e a intensidade desses efeitos. Keyframes podem ser adicionados de maneira independente a cada atributo listado no painel Effect Controls, a fim de que esses comportamentos mudem ao longo do tempo. Curvas de Bezier são empregadas para ajustar a velocidade e aceleração dessas modificações.

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6. Criando Arquivos Interativos

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192 ADOBE FLASH CS3 PROFESSIONAL

Classroom in a Book

Introdução

Para começar, visualize a página do portfólio de fotografias que você criará à medida que a aprende a criar botões interativos no Flash.

1 Dê um clique duplo no arquivo 06End.swf na pasta Lesson06/06End para reproduzir a

animação.

O projeto é uma página da Web interativa para um fotógrafo. Depois de o filme inicial ser reproduzido, os usuários podem clicar em um botão para ver a versão expandida de uma foto. Nesta lição, você criará um segundo plano e adicionará botões interativos para as fotografias. O ActionScript já está incluído no arquivo de projeto, mas você irá configurar o arquivo para que o ActionScript funcione.

2 Feche o arquivo 06End.swf.

3 Dê um clique duplo no arquivo 06Start.fla na pasta Lesson06/06Start para abrir o arquivo

de projeto inicial no Flash. Esse arquivo inclui sete camadas, e vários recursos estão na biblioteca. O frame 10 da camada Actions já contém o ActionScript.

4 Escolha File > Save As. Atribua ao arquivo o nome 06_workingcopy.fla e salve-o na pasta 06Start. Salvar uma cópia de trabalho assegura que o arquivo original inicial esteja disponível caso você deseje começar novamente.

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19. UTILIZANDO O PHOTOSHOP E O AFTER EFFECTS EM PROJETOS DE VÍDEO

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358 ADOBE PREMIERE PRO CS4

Classroom in a Book

Introdução

O Adobe Premiere Pro é uma ferramenta poderosa que também faz parte do

Adobe Creative Suite 4 Production Premium. Você pode comprar o Adobe

Premiere Pro separadamente e utilizar todos os recursos internos, ou comprá-lo como parte do Production Premium, onde ele faz parte de uma poderosa combinação de componentes integrados.

Quem trabalha com imagens gráficas impressas ou faz retoques de fotos provavelmente já utilizou o Adobe Photoshop. Considerado a força motriz do design gráfico, o Photoshop é uma ferramenta versátil e com uma importância cada vez maior no setor de produção de vídeo. Nesta lição, você vai aprender a utilizar os recursos de integração entre o Photoshop e o Adobe Premiere Pro.

O Adobe After Effects é o padrão no setor de produção de vídeo como uma ferramenta de animação de texto e de imagens gráficas em movimento. Nesta lição, você vai explorar a integração única entre o Adobe Premiere Pro e o After Effects para técnicas otimizadoras de tempo.

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21. CRIANDO DVDS COM O ADOBE ENCORE CS4

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392 ADOBE PREMIERE PRO CS4

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Introdução

DVDs são uma fantástica plataforma de saída de mídia: além de interativos, suas imagens e vídeos são de tela cheia (incluindo widescreen 16:9) e a qualidade de

áudio é boa. Com um simples clique em um menu, você pula para um vídeo, uma cena ou imagens estáticas por trás das cenas.

Criar esses DVDs interativos, com todos os menus e botões, exigia um orçamento hollywoodiano e hardware caro. Agora, com o Adobe Premiere Pro e Encore, é possível criar DVDs com uma aparência profissional no computador em questão de minutos.

Atualmente, o Encore acompanha o Adobe Premiere Pro e contém diversos modelos de menus de DVDs personalizáveis com fundos e botões – estáticos ou animados. Se preferir, utilize suas próprias imagens ou vídeos como fundos.

O Encore CS4 leva a autoração de DVDs a um nível muito mais alto que nas versões anteriores. O Encore pode ser usado para criar DVDs de definição padrão

(SD) ou Blu-ray Discs de alta definição (HD) e até mesmo gerar saída do seu projeto em DVD para o Flash.

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Adroaldo Gaya (14)
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7. Desenhos metodológicos (I) Etnografia, estudo de caso(s) e pesquisa-ação

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7

Desenhos metodológicos I

Etnografia, estudo de caso(s) e pesquisa-ação

Adroaldo Gaya

Neste e nos seguintes capítulos, vamos nos dedicar a discorrer sobre os principais desenhos metodológicos para a pesquisa em ciências do movimento humano.

Trataremos inicialmente, neste capítulo, das principais abordagens relacionadas aos modelos de pesquisa predominantemente qualitativos: a etnografia, o estudo de caso e a pesquisa-ação. Posteriormente, no Capítulo 8, trataremos das pesquisas do tipo experimental e, no Capítulo 9, das pesquisas do tipo ex post facto.

ETNOGRAFIA

O interesse dos antropólogos em registrar os hábitos de vida e a cultura dos povos submetidos à colonização européia no final do século XIX e no início do século

XX deu origem à moderna etnografia. Antropólogos, principalmente ingleses, preocupados com a influência dos colonizadores europeus sobre as culturas locais, deslocavam-se para essas longínquas regiões e realizavam observação com a intenção de descrever e preservar a memória cultural desses povos.

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4. Principais concepções metodológicas da investigação científica aplicadas às ciências do movimento humano

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Ciências do movimento humano

51

4

Principais concepções metodológicas da investigação científica aplicadas

às ciências do movimento humano

Adroaldo Gaya

Todas as disciplinas científicas se caracterizam pela adoção de métodos de investigação que lhe são mais ou menos peculiares. Nas ciências do movimento humano, considerando sua perspectiva predominantemente multidisciplinar, tais métodos podem assumir diferentes conotações ou modelos, dependendo da área de especialização a que estão mais próximos. Estudos sobre a fisiologia, a biomecânica do esporte, certamente adotam concepções metodológicas diferentes em relação aos estudos de antropologia e sociologia do esporte. Todavia, estando as ciências do movimento humano historicamente ligadas, em sua origem, às ciências biológicas, durante muito tempo se concebeu que os métodos desta área fossem capazes de possibilitar a emergência da totalidade dos conhecimentos inerentas às práticas da cultura corporal: os esportes, as danças, os jogos, as ginásticas, as terapias corporais, etc.

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12. A preparação de um artigo científico. As fases da redação

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Ciências do movimento humano

173

12

A preparação de um artigo científico: as fases da redação

Adroaldo Gaya

A elaboração de um artigo originado de um trabalho de investigação científica requer uma série de informações que forneça ao leitor todas as condições de que necessita para um adequado julgamento crítico da investigação. O artigo deve ser apresentado de tal forma que, inclusive, permita a replicação do estudo por outro pesquisador.

No caso de estudos empíricos, como os que foram enfatizados ao longo deste livro, as normas de redação costumam ser uniformes, o que, de certa forma, facilita sobremaneira o processo de elaboração do artigo científico. Como afirma Pinto (1990, p. 157),

Há um conjunto de normas gerais estabelecido para a redação de um estudo de caráter científico, que é seguido pelos investigadores e que tem por objetivo melhorar a compreensão dos estudos publicados. A adoção de tais normas é, aliás, uma condição importante para que um estudo venha a ser publicado pelas principais revistas científicas internacionais.

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8. Desenhos metodológicos (II). Métodos de procedimentos nomotéticos e controle experimental

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Ciências do movimento humano

117

8

Desenhos metodológicos II

Métodos de procedimento predominantemente nomotéticos

Controle experimental

Adroaldo Gaya

As abordagens metodológicas predominantemente quantitativas ou nomotéticas assumem, nas ciências do movimento humano, um papel relevante e indispensável. Os estudos que tratam as relações entre variáveis, sejam correlações, comparações, descrições ou predições, evidentemente atingem seu maior grau de controle e cientificidade ao tratarem seus dados a partir de técnicas estatísticas adequadas. Aspectos tão importantes, como a possibilidade de generalização de resultados de um pequeno grupo para populações maiores e o fato de podermos garantir índices sobre a probabilidade dos erros de medida, afirmam a relevância dessa metodologia na produção do conhecimento científico em nossa área de investigação.

Neste e nos próximos capítulos, vamos discorrer sobre os mais importantes aspectos da abordagem nomotética. Vamos iniciar com uma introdução genérica, identificando e classificando as técnicas em grupos conforme suas características principais e, posteriormente, vamos nos dedicar a analisar mais profundamente cada uma das técnicas mais freqüentes nas ciências do movimento humano.

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14. Estatística – Principais testes não-paramétricos (distribuição livre) e tópicos avançados

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14

Estatística

Principais testes não-paramétricos

(distribuição livre). Tópicos avançados

Marcelo Faria Silva

Adroaldo Gaya

Todo fenômeno merece ser investigado. Essa afirmação sugere que se deve interpretar a expressão “fenômeno” como um despertar de enigmas e que todo pesquisador é o responsável por decifrá-lo.

É bem verdade que observamos retratos da forma em que os fenômenos são interpretados. Atualmente, vemos cientistas que dominam determinadas técnicas, a partir das quais decifram seus enigmas com grande competência. Determinados ramos da comunidade científica, por exemplo, estabelecem critérios para aceitar artigos para a publicação em periódicos. Muitas vezes são normas que reduzem as expressões do saber à exigência de determinado olhar limitado a determinado método (p. ex., só são aceitos trabalhos predominantemente quantitativos). Essa exigência pode ser considerada válida em certos campos da atividade científica. Porém, o que deve ficar claro é que, em nosso entender, tais procedimentos não podem ser vistos como a única forma de estabelecermos as regras da compreensão de fenômenos complexos. Assim, como foi referido anterior-

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Aldo Eynard (15)
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Capítulo 1 - Métodos gerais para o estudo das células e dos tecidos

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1

Métodos gerais para o estudo das células e dos tecidos

Roberto A. Rovasio, Aldo R. Eynard e Mirta A. Valentich

Lente montada em um suporte metálico

Suporte para sustentar o espécime

Sistema de focalização e movimento do espécime

Fig. 1-0 A. Microscópio simples inventado por Antoni van Leeuwenhoek (1632-1723), vista posterior (direita) e lateral (esquerda) e modo de uso segundo o autor (quadro). B. Microscópio composto inventado por Robert Hooke (1635-1703).

Resumo conceitual

O

conhecimento da célula e dos tecidos tem início no século XVI, com a invenção dos primeiros microscópios, que permitiram transpor o limite imposto pela resolução do olho humano. Durante os primeiros anos, a observação de pequenos organismos ou de partes diminutas de estruturas biológicas maiores esteve restrita aos objetos tal como podiam ser obtidos em seu estado natural. Posteriormente, foram desenvolvidos métodos para a preservação dos espécimes, para conseguir maiores contrastes que permitissem avaliar melhor sua estrutura e para analisar seus componentes. Esse longo caminho, iniciado há muito tempo, mantém-se na atualidade e traça um paralelismo permanente entre o avanço tecnológico e as progressivas descobertas científicas.

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Capítulo 11 - Sistemas sensoriais: recepção de sinais e elaboração de respostas

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11

Sistemas sensoriais: recepção de sinais e elaboração de respostas

Roberto A. Rovasio e Pablo Gil Loyzaga

Fig. 11-0 O sensorial em duas épocas. Acima: O cego conduzindo os cegos, Pieter Brueghel “o Velho” (1525-1569). Abaixo: Infinito, Marco S. Rovasio (1974-).

Histologia e embriologia humanas

397

Resumo conceitual

A

importância dos sistemas sensoriais na vida cotidiana é evidente para todos, mas se pensarmos sobre nossa própria evolução, veremos com clareza o papel que desempenham. Quando os primeiros hominídeos perderam a proteção da selva e seus alimentos, vagaram pelas savanas africanas em uma busca incessante por comida, ao mesmo tempo que deviam se proteger de muitos carnívoros mais fortes e rápidos que eles. Esses seres primitivos conseguiram sobreviver a uma complexa situação graças a seus sistemas sensoriais. Por um lado, o uso combinado da visão, da audição e do olfato lhes permitiu dispor de tempo para evitar o ataque dos predadores, sem esquecer o equilíbrio imprescindível para a caminhada e a corrida. Os mesmos sistemas lhes serviram para localizar e obter os alimentos. Além disso, hoje sabemos que se os hominídeos sobreviveram foi, sobretudo, por sua capacidade de adaptação nutricional. As mudanças de herbívoros-carnívoros-onívoros supôs uma ampliação do espectro alimentar, ao mesmo tempo que trouxe as vantagens de poder comer quase qualquer coisa e, assim, adquirir um grau de independência do ritmo nutricional que os herbívoros não têm. Além disso, uma grande proporção da ingesta de carne não provinha da caça, mas da carniça que os predadores deixavam. Por isso, sua sobrevivência dependeu, também, de seu sentido do olfato e do paladar.

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Capítulo 8 - Atividades de defesa e reparação do corpo

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Atividades de defesa e reparação do corpo

8

B

A

C

D

Fig. 8-0 Desenhos de elementos do tecido conectivo e ósseo. A. Mesentério de rato. B. Movimento ameboide de um leucócito.

C. Mesentério de porquinho-da-índia. D. Processo de ossificação de fêmur de coelho. De: Nouveaux Éléments d’Histogie de E.

Klein. Octave Doin, éditeur, Paris, 1885.

232

Eynard, Valentich & Rovasio

Tecido conectivo, órgãos de sustentação e metabolismo mineral

Aldo R. Eynard e Carmen Carda Batalla

Resumo conceitual

O

tecido conectivo (TC) reúne uma variedade de tecidos que se caracterizam por conectar ou unir e proporcionar nutrição, suporte e proteção a outros tecidos. Ele possui várias atividades indutoras da morfologia, da diferenciação e da arquitetura dos diversos órgãos. Forma o estroma de todos os sistemas orgânicos, ou seja, a trama ou armação estrutural do corpo, bem como o microambiente de praticamente todas as células do organismo. Seus componentes são importantes não só para o desenvolvimento e funcionamento normal dos aparelhos e sistemas, como também intervêm nos processos de defesa e reparação (a cicatrização, por exemplo) que ocorrem no organismo. Vinculados intimamente ao TC, encontramos os vasos sanguíneos, que transportam células prontas para migrar ao TC para defesa diante de uma lesão física, química ou biológica; por isso, fala-se de tecido ou complexo “conectivo-vascular”, território onde é concluído um dos complexos processos de defesa do organismo, a inflamação.

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Capítulo 3 - Montagem, trânsito e destino de macromoléculas e membranas para exportação e uso interno

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3

Montagem, trânsito e destino de macromoléculas e membranas para exportação e uso interno

Mirta A. Valentich e R. Olga Calderón

A

C

B

Fig. 3-0 Preparações de Camillo Golgi (1843-1926) de neurônios ganglionares (A) e do cérebro (B) com a técnica da reazione nera, que permitiu a descoberta do aparelho reticular (setas) que hoje leva seu nome. C. Um desenho do hipocampo realizado de próprio punho.

[Camillo Golgi e Santiago Ramón e Cajal receberam o Prêmio Nobel de Medicina em 1906, por suas importantes contribuições

à neurobiologia.]

Resumo conceitual

O

precursor procarionte – a célula primitiva – tinha a capacidade de sintetizar e dispor de enzimas hidrolíticas em sua superfície, a fim de realizar a digestão extracelular e incorporar os nutrientes resultantes da degradação. A flexibilidade e a fluidez da membrana e o desenvolvimento do citoesqueleto produziram, em algum momento da

Histologia e embriologia humanas

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Capítulo 7 - Funções de revestimento, proteção, comunicação e produção

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7

Funções de revestimento, proteção, comunicação e produção

Aldo R. Eynard e Carmen Carda Batalha

A

B

Fig. 7-0 Imagens microscópicas coradas do epitélio respiratório (A) e glândula parótida (B), com identificação; à direita das estruturas, desinée à la plume sobre papel transparente. Do Atlas d’Histologie Normale, Principaux Tissus et Organs, de Étienne

Rabaud e Fernand Monpillard, G. Carre e C. Naud, Editores, 1900, Paris.

Histologia e embriologia humanas

207

Resumo conceitual

T

odos os epitélios têm origem nos três folhetos embrionários, revestem a superfície do corpo e de suas cavidades e formam todas as glândulas do organismo. Como características principais de todos os seus derivados, destacam-se a escassa substância intercelular e o desenvolvimento de especializações na superfície celular – características dos domínios apical e basolateral –, que relacionam, morfológica e funcionalmente, suas células entre si de um modo particular.

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