Lvaro Marchesi (6)
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Dez livros para ler em tempos tranqüilos

Álvaro Marchesi Grupo A PDF Criptografado

dez livros

DEZ LIVROS PARA LER

EM TEMPOS TRANQÜILOS

Victoria Camps. Los valores de la educación (Os valores da educação)

Um livro breve, apenas 132 páginas, preciso, coerente e profundo. Nele são abordados os temas centrais da reflexão sobre os valores: o projeto de vida, a liberdade, a responsabilidade, a tolerância, a igualdade e a diferença, a justiça, a solidariedade e a paz. Seu propósito fundamental é refletir sobre a licitude e a possibilidade de uma ética universal e laica, aceitável por todos, fruto de vários séculos de tradição e pensamento, da mistura de culturas, ideologias e religiões, e pressuposto imprescindível de uma sociedade democrática.

David Carro. El sentido de la educación. Una introducción a la filosofía y a la teoría de la educación y de la enseñanza (O sentido da educação. Uma introdução à filosofia e à teoria da educação e do ensino)

Como seu subtítulo indica, trata-se de uma reflexão filosófica sobre o ensino e a aprendizagem que oferece múltiplos argumentos e pistas para encontrar, recuperar ou atualizar o significado da educação. Uma de suas idéias centrais é que o ensino é um projeto humano, que vai muito além de um conjunto de aptidões técnicas e que exige, para ser praticado corretamente, traços de personalidade, disposições e qualidades de caráter. Outro dos seus argumentos é o de que o ensino é uma forma de prática moral racional que requer um amplo conhecimento do contexto moral, social e político em que se desenvolve a educação. Também analisa a dicotomia tradicional-progressista e afirma que deveria ser interpretada, para além de diferentes métodos pedagógicos, como uma diferenciação de caráter moral ou valorativo, postura que permite ao autor adentrar a dimensão política da educação.

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1. Os professores na sociedade da incerteza

Álvaro Marchesi Grupo A PDF Criptografado

capítul

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os professores na sociedade da incerteza

sociedade e educação

As tensões que atualmente vive o sistema educacional são expressão das transformações sociais e das novas exigências que se apresentam para a formação das novas gerações. O acesso à informação e ao conhecimento, as mudanças da família e dos próprios alunos, as modificações no mercado de trabalho, os valores sociais emergentes, a presença crescente de pessoas imigrantes e a rapidez das mudanças são algumas das características da sociedade do século XXI que afetam, sem dúvida, o exercício da atividade docente. Além disso, as pressões sobre o ensino são cada vez maiores, razão pela qual o professor, para quem também passam os anos, sente-se, muitas vezes, sobrecarregado, desorientado e perplexo. Não é estranho, portanto, que a maioria dos professores – exceto, talvez, aqueles que recém ingressaram na docência – considere que a cada ano é mais difícil ensinar.

Entre todas as mudanças sociais que influenciam a atividade dos professores, considerei oportuno destacar apenas duas delas, porque causam um impacto especial na ação educadora: o crescimento inevitável da sociedade da informação e a configuração de uma sociedade multicultural.

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2. A história profissional dos professores

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capítul

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a história profissional dos professores

etapas na vida profissional

A maior parte dos estudos sobre professores se refere à categoria como um grupo bastante coeso e com atitudes e traços similares: “os professores estão cansados e desanimados” ou “os docentes sentem que são maltratados pela opinião pública” são afirmações que descrevem o estado de ânimo de um grupo profissional como se seus membros o constituíssem de forma homogênea. É possível que a maioria dos professores tenha atitudes similares perante determinados temas, mas também é previsível que surjam diferenças entre eles em função de algumas variáveis: a etapa educacional em que trabalham, o sexo e os anos de docência. Entre todas elas, talvez a última dimensão tradicionalmente tenha sido a mais esquecida, quem sabe pelas dificuldades de considerá-la, talvez pela sua relação com outras mudanças que acontecem no ciclo vital das pessoas, ou ainda, porque determinadas reações e valorizações dos professores são encontradas em todas as idades.

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3. As competências profissionais dos professores

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capítul

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as competências profissionais dos professores

O relatório Delors (1996) apresentou, em uma instigante formulação, as competências dos alunos que serão imprescindíveis ao longo de sua vida:

Para cumprir o conjunto das missões que lhe são próprias, a educação deve estar estruturada em torno de quatro aprendizagens fundamentais, que no transcurso da vida serão, para cada pessoa, em certo sentido, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, ou seja, adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder influenciar o próprio entorno; aprender a viver em conjunto, para participar e cooperar com os demais em todas as atividades humanas; e, finalmente, aprender a ser, um processo fundamental que agrupa elementos dos três anteriores.

Parece coerente, dessa forma, que os professores possuam as competências profissionais necessárias para contribuir para que seus alunos atinjam esses objetivos. Já abordei no Capítulo 1 o significado das competências profissionais e listei aquelas que me parecem imprescindíveis para o desempenho qualificado da atividade docente: ser capaz de favorecer o desejo de saber dos alunos e de ampliar seus conhecimentos, cuidar do seu desenvolvimento afetivo e social, facilitar sua autonomia moral, ser capaz de desenvolver uma educação multicultural, estar preparado para colaborar com os pais e ser competente para trabalhar em equipe.

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4. As emoções dos professores

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capítul

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as emoções dos professores

por que uma questão central na educação tem sido tão pouco estudada?

“As emoções estão no coração do ensino”, afirma Andy Hargreaves

(1998) de maneira veemente em um dos seus artigos dedicados ao tema das emoções dos professores. Quase nenhum docente poria em dúvida essa afirmação, e, inclusive, a maioria dos cidadãos pode aceitá-la sem dificuldade. O trabalho no ensino está baseado principalmente nas relações interpessoais com os alunos e com outros colegas, razão pela qual as experiências emocionais são permanentes. Irritação, alegria, ansiedade, afeto, preocupação, tristeza, frustração, etc., são alguns dos sentimentos que vive o professor no seu dia-a-dia, com maior ou menor intensidade e amplitude. Alguns têm a sorte e o bom fazer de conseguir que primem as emoções positivas; para outros, pelo contrário, predominam o infortúnio e as habilidades limitadas, o que faz com que as experiências negativas tenham maior peso. Quando essa última constatação se generaliza para sua maioria, encontramos descritores da situação dos professores com uma profunda carga emocional: sofrem de estafa, sentem-se desvalorizados ou sofrem uma pressão contínua por parte dos alunos e das suas famílias.

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Mile Durkheim (5)
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Medium 9789724413853

Capítulo II

Émile Durkheim Grupo Almedina PDF Criptografado

Capítulo IINatureza e método da pedagogiaTêm sido frequentemente confundidas as palavras educação e pedagogia, que exigem, no entanto, ser cuidadosamente distinguidas.A educação é a acção exercida sobre as crianças pelos pais e pelos professores. Esta acção acontece constantemente e é geral. Não há um instante na vida social, não há mesmo, por assim dizer, um instante ao longo do dia em que as jovens gerações não estejam em contacto com os seus predecessores, e em que, por conseguinte, não recebam destes últimos a influência educadora. Porque esta influência não se faz sentir apenas nos instantes muito curtos em que os pais ou os professores comunicam conscientemente, e através de um ensinamento propriamente dito, os resultados da sua experiênciaàqueles que vieram após eles. Há uma educação inconsciente que nunca pára. Pelo nosso exemplo, pelas palavras que pronunciamos, pelos actos que realizamos, formamos de uma maneira contínua a alma das nossas crianças.Com a pedagogia é completamente diferente. Esta consiste, não em acções, mas em teorias. Estas teorias são manei71

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Introdução

Émile Durkheim Grupo Almedina PDF Criptografado

IntroduçãoA obra pedagógica de DurkheimDurkheim ensinou Pedagogia toda a vida, ao mesmo tempo que Sociologia. Na Faculdade de Letras de Bordéus, entre 1887 e 1902, deu sempre Pedagogia em aulas semanais de uma hora. Os seus alunos eram, sobretudo, professores do ensino primário. Fez o mesmo na Sorbonne, na cadeira deCiência da Educação, onde em 1902 é assistente e em 1906 sucede a Ferdinand Buisson. Até à sua morte, reservou à pedagogia um terço, e frequentemente dois terços, do seu ensino: aulas públicas, conferências para os professores do ensino primário, aulas aos alunos da Escola Normal Superior. Esta obra pedagógica está quase inteiramente inédita. Nenhum dos seus alunos, sem dúvida, a conseguiu compreender na sua totalidade. Pretendemos apresentá-la aqui em resumo.IDurkheim não repartiu o seu tempo nem o seu pensamento entre duas actividades distintas, ligadas uma à outra de uma forma acidental. Aborda a educação pelo lado em que ela13

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Capítulo I

Émile Durkheim Grupo Almedina PDF Criptografado

Capítulo IA educação, a sua natureza e o seu papel1. As definições da educação: exame críticoA palavra educação foi por vezes empregue num sentido muito lato para designar o conjunto de influências que a natureza ou os outros homens podem exercer, seja sobre a nossa inteligência, seja sobre a nossa vontade. Abarca, diz StuartMill, «tudo aquilo que nós próprios fazemos e tudo o que os outros fazem por nós com o objectivo de nos aproximar da perfeição da nossa natureza. Na sua acepção mais lata, abrange mesmo os efeitos indirectos produzidos sobre o carácter e sobre as faculdades do homem por coisas cujo objectivo é muito diferente: pelas leis, pelas formas de governo, pelas artes industriais, e até mesmo por factos físicos, independentes da vontade do homem, como o clima, o sol e a posição local». Mas esta definição envolve factos completamente díspares e que não podemos reunir sob um mesmo vocábulo sem nos expormos a confusões. A acção das coisas sobre os homens é muito diferente, pelos seus processos e pelos seus resultados, daquela que é proveniente dos próprios43

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Capítulo III

Émile Durkheim Grupo Almedina PDF Criptografado

Capítulo IIIPedagogia e sociologiaMeus senhores,É para mim uma grande honra, e de que sinto vivamente todo o valor, substituir nesta cátedra o homem de alta razão e de firme vontade a quem a França deve, em larga medida, a renovação do seu ensino primário. Em contacto íntimo com os professores das nossas escolas desde que há quinze anos professo a pedagogia na Universidade de Bordéus, pude ver de perto a obra à qual o nome do Sr. Buisson continuará definitivamente ligado e de que conheço, por conseguinte, toda a grandeza. Principalmente quando nos lembramos do estado em que se encontrava este ensino no momento em que foi empreendida a reforma, é impossível não admirar a importância dos resultados obtidos e a rapidez dos progressos conseguidos. As escolas multiplicadas e materialmente transformadas, os métodos racionais substituindo as velhas rotinas de outrora, um verdadeiro impulso dado à reflexão pedagógica, uma estimulação geral de todas as iniciativas, tudo isto constitui certamente uma das maiores e mais felizes revoluções que foram produzidas na história da nossa educação nacio93

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Capítulo IV

Émile Durkheim Grupo Almedina PDF Criptografado

Capítulo IVA evolução e o papel do ensino secundário em França(4)1. O meu papel, senhores, não é ensinar-vos a técnica do vosso trabalho: ela apenas se pode aprender através da experiência e é pela experiência que a aprendereis no próximo ano(5). Mas uma técnica, qualquer que seja, degenera depressa num vulgar empirismo se aquele que dela se serve nunca tiver sido levado a reflectir no seu objectivo e nos meios que emprega. Encaminhar a vossa reflexão para as coisas do ensino e ensinar-vos a aplicá-las com método, eis precisamente qual será a minha tarefa. Um ensino pedagógico deve, com efeito, propor-se, não comunicar ao futuro praticante um certo número de procedimentos e de receitas, mas dar-lhe uma plena consciência da sua função.(4) Esta lição de abertura fora precedida de uma primeira sessão em que o Sr. reitor Liard, o Sr. Lavisse e o Sr. Langlois, director do MuseuPedagógico, tinham colocado os estudantes ao corrente das medidas tomadas para organizar a sua preparação profissional. A alocução do Sr. Langlois apareceu na Revue bleue, número de 25 de Novembro de 1905.

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Ngel I P Rez G Mez (9)
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Medium 9788584290239

Capítulo 3 | A construção da personalidade:aprender a se educar

Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

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A construção da personalidade: aprender a se educar

As novas descobertas da neurociência cognitiva vinculam o corpo e a mente, o eu e o os outros, o organismo e o contexto, de tal maneira que somente os poetas haviam se atrevido a descrever no passado.

(IMmordino-YanG, 2011, tradução nossa)

Como vimos no capítulo anterior, existe uma consciência generalizada de insatisfação quanto à qualidade dos processos de ensino-aprendizagem que ocorrem na escola contemporânea.

A interpretação holística da personalidade

Essa maneira holística de entender o desenvolvimento da personalidade está enraizada nas tradições já bem consolidadas do construtivismo, uma forma de entender o conhecimento, a aprendizagem e o desenvolvimento humano que se fortaleceu na segunda metade do século XX com as contribuições de pesquisadores muito importantes como Piaget, Vygotsky,

Bruner, Werch, Gergen, Lave, Werch, Schön,

Gardner, entre outros.

Como o próprio nome sugere, o construtivismo defende que os diversos componentes da personalidade são construídos ao longo da história de cada indivíduo

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Capítulo 7 | Avaliar para aprender

Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

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Avaliar para aprender

Nem tudo o que é importante pode ser medido, e nem tudo o que se mede é importante.

(Einstein)

A avaliação de competências

Não é fácil superestimar a importância da avaliação na configuração de toda a vida escolar. Poucos duvidam na atualidade, e PISA veio a confirmar mais uma vez que as formas de avaliar a aprendizagem dos alunos determinam substancialmente os processos de ensino dos professores, a seleção dos conteúdos curriculares, as práticas de ensino e, especial­mente, a configuração das experiências e estilos de aprendizagem dos alunos, assim com o clima das relações so­ciais e dos ambientes de aprendizagem escolar.  Um aluno, como afirma Boud

(1995), pode escapar dos efeitos de uma má qualidade de ensino, mas dificilmente escapa das consequências de uma forma perversa ou equivocada de conceber a avaliação e desenvolver os exames e a atribuição de notas. A avaliação constitui o verdadeiro e definitivo programa, pois indica o que realmente conta na vida escolar.

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Medium 9788584290239

Capítulo 9 | Novos cenários e ambientes de aprendizagem

Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

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Novos cenários e ambientes de aprendizagem

O ensino não é uma habilidade simples, mas uma atividade cultural complexa condicionada por crenças e hábitos que funcionam em parte além da consciência; um ritual cultural que foi assimilado por cada geração ao longo de vários séculos e que é reproduzido pelos professores, pela família e pelos próprios alunos sem terem consciência de seus fundamentos e implicações.

(NUTHALL, 2005)

Hábitos e habitat: A aprendizagem como participação em práticas sociais

Como já sugerimos anteriormente, toda aprendizagem, mas particularmente aquela que é relevante e duradoura, é pro­ duzida ligada às vivências, é essencialmente um subproduto da participação do indivíduo nas práticas sociais, por ser um membro de uma comunidade social. A aquisição eficaz de conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e conhecimentos, ou seja, competências, acontece como parte de um processo de familiaridade com as formas de ser, pensar, sentir e ver o que caracteriza o grupo e o ambiente em que se desenvolve a nossa vida (LAVE; WENGER 1991; WENGER, 2010). O fato de que os seres humanos são seres sociais não é trivial, pelo contrário, é um aspecto cen-

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Capítulo 4 | Uma nova racionalidade para a escola:aprender a se educar

Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

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Uma nova racionalidade para a escola: aprender a se educar

Os analfabetos do século XXI não são aqueles que não podem ler ou escrever, mas aqueles que não podem aprender, desaprender e reaprender.

(Toffler; TOFFLER, 2006, tradução nossa)

Uma nova ilustração: O desenvolvimento das qualidades ou competências humanas

Aprender, desaprender e voltar a aprender, evitar a separação das emoções e da razão, atender o território do inconsciente, sondar o vazio do desconhecido, ou se­ ja, para facilitar a educação do indivíduo completo requer, obviamente, uma nova racionalidade para a escola. Uma racionalidade mais profunda e complexa, que saiba como tirar proveito dos novos conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro como instância, em grande parte, inconsciente, emocional, “incorporada”, que é movida principalmente pela empatia, com representações não objetivas e universais, mas metafóricas, analógicas e narrativas, que funciona longe da relação consciente-inconsciente, em permanente diálogo entre o córtex “reflexivo” (pensamento) e a amígdala “reflexa” (emoções). Uma racionalidade capaz de compreender que os conceitos universais, abstratos, são apenas o

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Capítulo 2 | Insatisfação escolar:a escola sobre carregada

Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

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Insatisfação escolar: a escola sobrecarregada

A leitura, a escrita e a aritmética podem ser aprendidas em 100 horas se os aprendizes estiverem motivados... O que é que se aprende de verdadeiramente útil nos milhares de horas restantes da vida escolar?

(Gatto, 2005, tradução nossa)

As peculiaridades dos sistemas educacionais na sociedade neoliberal

Diante da impressão generalizada de fracasso e obsolescência do sistema educacional, a partir da década de 1990, quase todos os países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento promoveram reformas, de maior ou menor proporção, dos seus sistemas educacionais. Não é difícil reconhecer tendências, padrões e características semelhantes, apesar de eles pretenderem responder a situações e circunstâncias econômicas, sociais e culturais notavelmente diferentes. Assim convém destacar que as exigências da economia global atual, as demandas do sistema produtivo definido pelo capitalismo financeiro, digital e deslocalizado, as fórmulas e interesses da sociedade de consumo em um mundo global, interdependente e digitalizado, já discutidos no Capítulo 1, estão impondo modelos seme-

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Adelar Hengem Hle (13)
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Entre os referenciais e a prática: limitações e possibilidades

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Entre os referenciais e a prática: limitações e possibilidades

Na Grécia Antiga, um homem precisava levantar uma pedra de duzentos quilos sem o auxílio de ninguém. A partir dos elementos disponíveis na natureza, esse homem pegou uma pedra e um tronco de árvore e construiu uma alavanca, elevando o peso. Movimentando essa alavanca, com apenas vinte quilos ele conseguiu levantar a pedra, demonstrando sua fantástica capacidade de transformação

(Saltini, 1997, p. 18).

N

a segunda parte, o desafio é trazer possíveis respostas que contribuam para aproximar o idealizado da prática. Iniciamos com referenciais que perpassaram as discussões do cenário educacional nos últimos anos, para os quais necessitamos de:

• pessoas competentes e críticas, capazes de resolver problemas sempre novos, com espírito de pesquisa, com capacidade argumentativa, respaldando suas ações em bases teóricas;

• empreendedores que tenham a capacidade, com base em argumentos fundamentados, de encontrar e liderar soluções para problemas sempre novos, no contexto das relações pessoais, com o meio ou em sua atuação profissional;

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Capítulo 3 - Formar empreendedores competentes, focados no desenvolvimento de habilidades reflexivas

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Formar empreendedores competentes, focados no desenvolvimento de habilidades reflexivas

Identificar variáveis, compreender fenômenos, relacionar informações, analisar situações-problema, sintetizar, julgar, correlacionar e manipular são exemplos de habilidades. (Moretto, 2001).

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humanidade, pela sua natureza inquiridora, sempre criou novos movimentos e novas perspectivas. Encontrar respostas para os porquês da vida, para as curiosidades e necessidades humanas em todos os tempos sempre foi a tônica dessas inquietações. Pelo conhecimento adquirido até o momento, esse movimento se processa na mente humana.

Portanto, é ela que precisamos conhecer. É para o seu desenvolvimento que precisamos focar a didática das práticas pedagógicas.

Nesse sentido, historicamente, percebemos avanços e retrocessos na educação. Em algumas épocas, tudo indica que bastava à educação formal a transmissão de informações que os estudantes armazenavam em sua mente e, na hora da avaliação, repetiam com o objetivo de alcançar nota suficiente para passar de ano ou concluir um curso. Por trás dessas práticas, também se manifestavam ideologias, pois constituíam-se sujeitos docilmente preparados para cumprir ordens e repetir, novamente, em seu contexto pessoal ou profissional, o que alguém mais iluminado havia determinado. Bastava que a memória conseguisse repetir o que lhe havia sido passado, e o sujeito estava “formado”.

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Os referenciais que movem nossas curiosidades e necessidades

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Os referenciais que movem nossas curiosidades e necessidades

Temos um mundo externo, imenso, estruturado a partir da cultura, da natureza, de regras preestabelecidas e dos sujeitos que aí vivem. Possuímos também um mundo interno, da mesma forma grandioso, não somente nas áreas cognitivas, mas nas áreas afetivas (desejos e pulsões). Como aproveitar essas relações nas práticas da educação? (Saltini, 1997, p. 14).

T

odo fazer humano se manifesta, de uma forma ou de outra, por curiosidades e necessidades. Ao iniciar essas reflexões, queremos registrar os referenciais que nos movem. Na segunda parte, iremos ater-nos à reflexão das práticas pedagógicas. Quando nos indagamos sobre que educação precisamos ou queremos, somos chamados a definir nossas crenças. Assim, abrem-se, à nossa frente, múltiplas possibilidades.

Nesse cenário, podemos fazer um recorrido histórico situando-nos e projetando a educação que queremos ou precisamos. Para tanto, podemos concentrar-nos no contexto tecnológico, ou em qualquer outro, ou em todos eles, ao definir as bases da educação almejada. Ou, ainda, podemos focar-nos essencialmente no subjetivo do ser humano e discutir as bases da educação para este fim.

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Capítulo 4 - As dimensões cognitiva, afetiva e emocional contempladas na educação

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As dimensões cognitiva, afetiva e emocional contempladas na educação

O conhecimento só produz mudança na medida em que também é conhecimento afetivo. (Spinoza).

N

ossos pressupostos sugerem que o processo educativo seja motivador, significativo, instigador, de modo a aguçar a curiosidade e provocar a necessidade dos estudantes, integrando e envolvendo as dimensões cognitiva, emocional e afetiva, não restritas ao nível das relações pessoais, mas aplicada, principalmente, na relação com os novos conhecimentos a serem abordados ou reconstruídos durante o processo.

Esse é o elemento que queremos acrescentar às históricas reflexões; ou seja, a relação afetiva e emocional, focada nas relações pessoais, agora as ultrapassa e encontra o campo da relação com o conhecimento.

Temos consciência de que a educação precisa desenvolver ao máximo as dimensões e potencialidades humanas. Essa é a missão maior de todo ato formativo. A amplitude dessa natureza humana está permeada pelo subjetivo do sujeito que, em movimento constante, desloca-se na busca da satisfação de suas necessidades e desejos, nos quais estão implícitas as relações humanas, mas também a busca em conhecer por que as coisas são como são. As motivações levam-nos a fazer da busca um processo provocante e instigador, e não uma tarefa da qual precisamos dar conta e dela nos livrar.

De acordo com Morin (2000a), precisamos ensinar a condição humana. O ser humano é a um só tempo físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico. Esse deveria ser o objeto essencial de todo o pro-

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Medium 9788565848817

Introdução

Adelar Hengemühle Grupo A PDF Criptografado

Introdução

H

á 32 anos como professor, atuando desde as séries iniciais até a pós-graduação, atividade permeada pela função de direção de escolas e faculdades durante 22 anos, sempre fomos acompanhados por desejos, inquietações, ideais e desafios. Desejos de ver na educação a possibilidade de crescimento das pessoas, desenvolvendo suas dimensões e potencialidades e possibilitando-lhes o exercício de sua cidadania nos diversos contextos. Sempre fomos acompanhados do ideal de que, pela educação, é possível contribuir para a humanização da sociedade, para a qualificação da vida e para a preservação do meio ambiente, etc. Nestes anos, construímos caminhos de formação, apoiados por inúmeros teóricos que nos apontam possibilidades em que o conhecimento escolar tem sentido e

é útil para a vida, ajudando os estudantes a bem viver, capacitando-os a resolver problemas do seu tempo, a buscar respostas para suas curiosidades, a serem empreendedores, criativos, críticos, com espírito de pesquisa,

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Adobe Creative Team (46)
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Medium 9788582600382

Capíulo 12. Trabalhando com imagens em 3D

Adobe Creative Team Grupo A PDF Criptografado

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TRABALHANDO COM

IMAGENS EM 3D

Visão geral da lição

Nesta lição, você vai aprender a:

· Criar uma forma 3D a partir de uma camada

· Importar um objeto 3D

· Criar texto 3D

· Aplicar o efeito de cartão postal 3D

· Manipular objetos 3D utilizando a ferramenta 3D Axis

· Ajustar o ponto de visão da câmera

· Definir coordenadas no painel Properties

· Ajustar fontes de luz

· Criar animação para um arquivo 3D

Esta lição levará aproximadamente 90 minutos para ser concluída. Copie a pasta Lesson12 para seu computador, se ainda não fez isso. Ao trabalhar nesta lição, você preservará os arquivos iniciais. Se precisar restaurá-los, copie-os novamente do DVD do Adobe Photoshop CS6 Classroom in a Book.

Artistas da área de 3D passam horas, dias ou semanas criando imagens fotorrealistas. No Photoshop, os recursos 3D permitem criar imagens 3D exatas e sofisticadas – e alterá-las com a mesma facilidade.

320 ADOBE PHOTOSHOP CS6

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Medium 9788582600382

Capítulo 8. Técnicas de desenho vetorial

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TÉCNICAS DE DESENHO

VETORIAL

Visão geral da lição

Nesta lição, você vai aprender a:

· Diferenciar imagens bitmap e elementos gráficos vetoriais

· Desenhar demarcadores retos e curvos com a ferramenta Pen

· Converter um demarcador em uma seleção e converter uma seleção em um demarcador

· Salvar demarcadores

· Desenhar e editar camadas de formas

· Desenhar formas personalizadas

· Importar e editar um Smart Object do Adobe Illustrator

Esta lição levará aproximadamente 90 minutos para ser concluída. Copie a pasta Lesson08 para seu computador, se ainda não fez isso. Ao trabalhar nesta lição, você preservará os arquivos iniciais. Se precisar restaurá-los, copie-os do

DVD do Adobe Photoshop CS6 Classroom in a Book.

Ao contrário das imagens bitmap, os elementos gráficos vetoriais conservam suas bordas nítidas quando ampliados para qualquer tamanho. Você pode desenhar formas e demarcadores vetoriais nas suas imagens do Photoshop e adicionar máscaras vetoriais para controlar o que é mostrado em uma imagem.

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Medium 9788582600382

Capítulo 7. Design tipográfico

Adobe Creative Team Grupo A PDF Criptografado

7

DESIGN TIPOGRÁFICO

Visão geral da lição

Nesta lição, você vai aprender a:

· Utilizar guias para posicionar texto em uma composição

· Criar uma máscara de corte a partir de texto

· Mesclar texto a outras camadas

· Formatar texto

· Distribuir texto ao longo de um caminho

· Criar e aplicar estilos de texto

· Controlar e posicionar texto utilizando recursos avançados

Esta lição levará menos de 1 hora para ser concluída. Copie a pasta Lesson07 para seu computador, se ainda não fez isso. Ao trabalhar nesta lição, você preservará os arquivos iniciais. Se precisar restaurá-los, copie-os do DVD do

Adobe Photoshop CS6 Classroom in a Book.

Fotografia © Image Source, www.imagesource.com

O Photoshop tem ferramentas de texto flexíveis e poderosas para que você possa adicionar texto às suas imagens com excelente controle e criatividade.

198 ADOBE PHOTOSHOP CS6

Classroom in a Book

O texto

Texto (ou fonte) no Photoshop consiste em formas matematicamente definidas que descrevem letras, números e símbolos de uma família de fontes. Muitas fontes estão disponíveis em mais de um formato, sendo os mais comuns Type 1 ou PostScript, TrueType e OpenType (consulte “OpenType no Photoshop”, mais adiante neste capítulo).

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Medium 9788577801107

6. Criando Arquivos Interativos

Adobe Creative Team Grupo A PDF Criptografado

192 ADOBE FLASH CS3 PROFESSIONAL

Classroom in a Book

Introdução

Para começar, visualize a página do portfólio de fotografias que você criará à medida que a aprende a criar botões interativos no Flash.

1 Dê um clique duplo no arquivo 06End.swf na pasta Lesson06/06End para reproduzir a

animação.

O projeto é uma página da Web interativa para um fotógrafo. Depois de o filme inicial ser reproduzido, os usuários podem clicar em um botão para ver a versão expandida de uma foto. Nesta lição, você criará um segundo plano e adicionará botões interativos para as fotografias. O ActionScript já está incluído no arquivo de projeto, mas você irá configurar o arquivo para que o ActionScript funcione.

2 Feche o arquivo 06End.swf.

3 Dê um clique duplo no arquivo 06Start.fla na pasta Lesson06/06Start para abrir o arquivo

de projeto inicial no Flash. Esse arquivo inclui sete camadas, e vários recursos estão na biblioteca. O frame 10 da camada Actions já contém o ActionScript.

4 Escolha File > Save As. Atribua ao arquivo o nome 06_workingcopy.fla e salve-o na pasta 06Start. Salvar uma cópia de trabalho assegura que o arquivo original inicial esteja disponível caso você deseje começar novamente.

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Medium 9788577801107

7. Princípios Básicos de ActionScript

Adobe Creative Team Grupo A PDF Criptografado

226 ADOBE FLASH CS3 PROFESSIONAL

Classroom in a Book

2 No Flash, escolha File > Open. Selecione o arquivo 07Start.fla na pasta Lesson07/07Start

e clique em Open. Todo o trabalho criativo está feito para você. Você só precisa adicionar o script para carregar o arquivo e fazer com que os botões funcionem adequadamente.

3 Escolha File > Save As. Atribua ao arquivo o nome 07_workingcopy. fla e salve-o na pas-

ta 07Start. Salvar uma cópia de trabalho assegura que o arquivo original inicial esteja disponível se você desejar começar novamente.

Trabalhe com o ActionScript 3.0

O Adobe Flash CS3 utiliza o ActionScript 3.0, uma linguagem de criação de scripts poderosa, para estender as funcionalidades do Flash. Embora o ActionScript 3.0 possa parecer intimidador se você for iniciante em scripts, é possível obter excelentes resultados com alguns scripts muito simples. Como ocorre com qualquer linguagem, é recomendável parar um pouco para aprender a sua sintaxe e alguma terminologia básica.

Sobre o ActionScript

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