Ngel I P Rez G Mez (9)
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Capítulo 2 | Insatisfação escolar:a escola sobre carregada

Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

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Insatisfação escolar: a escola sobrecarregada

A leitura, a escrita e a aritmética podem ser aprendidas em 100 horas se os aprendizes estiverem motivados... O que é que se aprende de verdadeiramente útil nos milhares de horas restantes da vida escolar?

(Gatto, 2005, tradução nossa)

As peculiaridades dos sistemas educacionais na sociedade neoliberal

Diante da impressão generalizada de fracasso e obsolescência do sistema educacional, a partir da década de 1990, quase todos os países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento promoveram reformas, de maior ou menor proporção, dos seus sistemas educacionais. Não é difícil reconhecer tendências, padrões e características semelhantes, apesar de eles pretenderem responder a situações e circunstâncias econômicas, sociais e culturais notavelmente diferentes. Assim convém destacar que as exigências da economia global atual, as demandas do sistema produtivo definido pelo capitalismo financeiro, digital e deslocalizado, as fórmulas e interesses da sociedade de consumo em um mundo global, interdependente e digitalizado, já discutidos no Capítulo 1, estão impondo modelos seme-

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Capítulo 3 | A construção da personalidade:aprender a se educar

Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

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A construção da personalidade: aprender a se educar

As novas descobertas da neurociência cognitiva vinculam o corpo e a mente, o eu e o os outros, o organismo e o contexto, de tal maneira que somente os poetas haviam se atrevido a descrever no passado.

(IMmordino-YanG, 2011, tradução nossa)

Como vimos no capítulo anterior, existe uma consciência generalizada de insatisfação quanto à qualidade dos processos de ensino-aprendizagem que ocorrem na escola contemporânea.

A interpretação holística da personalidade

Essa maneira holística de entender o desenvolvimento da personalidade está enraizada nas tradições já bem consolidadas do construtivismo, uma forma de entender o conhecimento, a aprendizagem e o desenvolvimento humano que se fortaleceu na segunda metade do século XX com as contribuições de pesquisadores muito importantes como Piaget, Vygotsky,

Bruner, Werch, Gergen, Lave, Werch, Schön,

Gardner, entre outros.

Como o próprio nome sugere, o construtivismo defende que os diversos componentes da personalidade são construídos ao longo da história de cada indivíduo

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Capítulo 7 | Avaliar para aprender

Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

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Avaliar para aprender

Nem tudo o que é importante pode ser medido, e nem tudo o que se mede é importante.

(Einstein)

A avaliação de competências

Não é fácil superestimar a importância da avaliação na configuração de toda a vida escolar. Poucos duvidam na atualidade, e PISA veio a confirmar mais uma vez que as formas de avaliar a aprendizagem dos alunos determinam substancialmente os processos de ensino dos professores, a seleção dos conteúdos curriculares, as práticas de ensino e, especial­mente, a configuração das experiências e estilos de aprendizagem dos alunos, assim com o clima das relações so­ciais e dos ambientes de aprendizagem escolar.  Um aluno, como afirma Boud

(1995), pode escapar dos efeitos de uma má qualidade de ensino, mas dificilmente escapa das consequências de uma forma perversa ou equivocada de conceber a avaliação e desenvolver os exames e a atribuição de notas. A avaliação constitui o verdadeiro e definitivo programa, pois indica o que realmente conta na vida escolar.

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Capítulo 4 | Uma nova racionalidade para a escola:aprender a se educar

Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

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Uma nova racionalidade para a escola: aprender a se educar

Os analfabetos do século XXI não são aqueles que não podem ler ou escrever, mas aqueles que não podem aprender, desaprender e reaprender.

(Toffler; TOFFLER, 2006, tradução nossa)

Uma nova ilustração: O desenvolvimento das qualidades ou competências humanas

Aprender, desaprender e voltar a aprender, evitar a separação das emoções e da razão, atender o território do inconsciente, sondar o vazio do desconhecido, ou se­ ja, para facilitar a educação do indivíduo completo requer, obviamente, uma nova racionalidade para a escola. Uma racionalidade mais profunda e complexa, que saiba como tirar proveito dos novos conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro como instância, em grande parte, inconsciente, emocional, “incorporada”, que é movida principalmente pela empatia, com representações não objetivas e universais, mas metafóricas, analógicas e narrativas, que funciona longe da relação consciente-inconsciente, em permanente diálogo entre o córtex “reflexivo” (pensamento) e a amígdala “reflexa” (emoções). Uma racionalidade capaz de compreender que os conceitos universais, abstratos, são apenas o

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Capítulo 1 | A era digital:novos desafios educacionais

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A era digital: novos desafios educacionais

Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?

Onde está o conhecimento que perdemos na informação?

(Elliot, 1939, tradução nossa)

Uma nova época

Quando os alunos contemporâneos aban­donam a escola todos os dias, eles se introduzem em um cenário de aprendizagem organizado de maneira radicalmente diferente. Na era globalizada da informação digitalizada, o acesso ao co­­nhe­­ci­mento

é relativamente fácil, imediato, onipresente e acessível. Uma pessoa pode acessar na rede a informação necessária, o debate correspondente, seguir a linha de pesquisa que lhe pareça mais oportuna, sem o controle de alguém denominado professor; e, se qui­ser, pode criar ou participar de várias redes de pessoas e grupos que compartilham interesses, informações, projetos e atividades, sem restrições temporais, institucionais ou geográficas. Em que mundo vivemos? Qual seria o sentido da escola que conhecemos nesse cenário?

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Adelar Hengem Hle (13)
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Medium 9788565848817

Introdução

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Introdução

H

á 32 anos como professor, atuando desde as séries iniciais até a pós-graduação, atividade permeada pela função de direção de escolas e faculdades durante 22 anos, sempre fomos acompanhados por desejos, inquietações, ideais e desafios. Desejos de ver na educação a possibilidade de crescimento das pessoas, desenvolvendo suas dimensões e potencialidades e possibilitando-lhes o exercício de sua cidadania nos diversos contextos. Sempre fomos acompanhados do ideal de que, pela educação, é possível contribuir para a humanização da sociedade, para a qualificação da vida e para a preservação do meio ambiente, etc. Nestes anos, construímos caminhos de formação, apoiados por inúmeros teóricos que nos apontam possibilidades em que o conhecimento escolar tem sentido e

é útil para a vida, ajudando os estudantes a bem viver, capacitando-os a resolver problemas do seu tempo, a buscar respostas para suas curiosidades, a serem empreendedores, criativos, críticos, com espírito de pesquisa,

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Capítulo 2 - Formar pessoas empreendedoras: necessidade do contexto contemporâneo

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Formar pessoas empreendedoras: necessidade do contexto contemporâneo

Toda a atenção está voltada para a empresa (quando, na verdade, o indivíduo está preocupado, quase exclusivamente, com o seu bem-es­ tar econômico, seu estar pessoal. (Thums, 1999, p. 106).

A

formação de pessoas empreendedoras, no atual cenário, torna-se necessidade estratégica, seja no campo pessoal quanto à empregabilidade, seja no campo institucional para o desenvolvimento. Não tratamos o tema apenas sob o prisma econômico. No atual contexto, precisamos de visão e ação sistêmicas. Logo, a necessidade do espírito empreendedor também se estende a todas as dimensões da vida, como veremos a seguir. No entanto, é importante esclarecer a interação dos termos competência e empreendedorismo. Temos claro que a formação do empreendedor passa pela formação de pessoas competentes. Ou seja, ambos são compreendidos como o perfil de pessoas que têm um olhar aguçado para detectar os problemas, buscando para eles soluções e compreensões embasadas teoricamente. Ambos necessitam do espírito de pesquisa constante, movimentando-se com olhar interessado, atentando, entre outros, para os detalhes das questões em análise.

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Capítulo 3 - Formar empreendedores competentes, focados no desenvolvimento de habilidades reflexivas

Adelar Hengemühle Grupo A PDF Criptografado

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Formar empreendedores competentes, focados no desenvolvimento de habilidades reflexivas

Identificar variáveis, compreender fenômenos, relacionar informações, analisar situações-problema, sintetizar, julgar, correlacionar e manipular são exemplos de habilidades. (Moretto, 2001).

A

humanidade, pela sua natureza inquiridora, sempre criou novos movimentos e novas perspectivas. Encontrar respostas para os porquês da vida, para as curiosidades e necessidades humanas em todos os tempos sempre foi a tônica dessas inquietações. Pelo conhecimento adquirido até o momento, esse movimento se processa na mente humana.

Portanto, é ela que precisamos conhecer. É para o seu desenvolvimento que precisamos focar a didática das práticas pedagógicas.

Nesse sentido, historicamente, percebemos avanços e retrocessos na educação. Em algumas épocas, tudo indica que bastava à educação formal a transmissão de informações que os estudantes armazenavam em sua mente e, na hora da avaliação, repetiam com o objetivo de alcançar nota suficiente para passar de ano ou concluir um curso. Por trás dessas práticas, também se manifestavam ideologias, pois constituíam-se sujeitos docilmente preparados para cumprir ordens e repetir, novamente, em seu contexto pessoal ou profissional, o que alguém mais iluminado havia determinado. Bastava que a memória conseguisse repetir o que lhe havia sido passado, e o sujeito estava “formado”.

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Capítulo 1 - Pessoas competentes e empreendedoras: exigências do mundo contemporâneo

Adelar Hengemühle Grupo A PDF Criptografado

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Pessoas competentes e empreendedoras: exigências do mundo contemporâneo

O homem autorrealizado sabe conviver de forma mais clara consigo e com o meio. Identifica os problemas, enfrenta-os, soluciona-os e deixa-os. (Thums, 1999, p. 105).

O

s avanços científicos, que resultaram no cenário contemporâneo em que a visão e o agir sistêmicos, as inovações, as novas tecnologias, as distâncias em tempo real, entre o local e o global, foram superadas; as novas compreensões da vida, de forma rápida e permanente, substituem as verdades até há pouco inabaláveis; os valores humanos estão em constante crise; e as preocupações com o meio tomaram dimensões nunca vistas antes, exigem nova postura, nova capacidade de pensar e agir.

Necessitamos resgatar o homem que respeite a vida sistemicamente. Precisamos de pessoas capazes de estabelecer relações de respeito com os outros e com o meio, de visão integrada, que sejam criativas e competentes em apresentar soluções para problemas sempre novos e complexos, respeitando a harmonia da vida. Em síntese, para viver e interagir nesse cenário, exigem-se pessoas com novas competências e nova visão empreendedora. Está posto o desafio para a educação: exercitar a mente das pessoas, capacitando-as para viver e conviver nesse contexto.

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Considerações finais

Adelar Hengemühle Grupo A PDF Criptografado

Considerações finais

C

hegamos ao final de mais uma produção que provocou em nós muitas angústias e reflexões. São anos buscando respostas para inquietações pessoais e profissionais, uma vez que não conseguimos separar as duas. No meio educacional, no qual passamos praticamente os três turnos do dia, as reflexões aqui suscitadas estão bem vivas; ouvimos colegas e estudantes, em sua grande maioria dos cursos de licenciatura e futuros professores. Em muitos, mesmo antes de ingressar definitivamente na profissão docente, já vemos o seu olhar ansioso e, muitas vezes, um tanto descrente; noutros percebemos indignação com a situação educacional que vivemos. Também ouvimos muitas pessoas, entre elas pais e empresários, criticarem as escolas e os professores. Os investidores políticos, em especial no período das eleições, chegam até nós com suas soluções, caso forem eleitos. Escutamos especialistas nos meios de comunicação em debates acalorados. Participamos de eventos em que se discutem as questões educacionais.

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Alo Sio Ruscheinsky (15)
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Medium 9788563899866

Capítulo 2 - Querer-poder e os desafios socioambientais do século XXI

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Querer-poder e os desafios socioambientais do século XXI

Sirio Lopez Velasco

Gostaria de ser o autor da frase que motiva essas reflexões, mas infelizmente não é o caso; tive a oportunidade de lê-la no início de 2001 em um espaço muito singular: um banheiro de um centro universitário na

Holanda! E ela dizia aproximadamente o seguinte: “A questão é saber se podemos tudo aquilo que queremos e se queremos tudo aquilo que podemos.” Em meu entendimento, boa parte dos desafios socioambientais do século XXI é pensável e deve ser pensada a partir dessa sentença, merecedora de completa atenção por parte da educação ambiental em todas as suas formas.

CARACTERIZAÇÃO DO ªMEIO AMBIENTE"

Já em 1977, a Conferência Intergovernamental sobre Educação

Ambiental da ONU (realizada em Tbilisi, Geórgia, parte da então URSS; ver Resoluções da mesma em Dias, 1993, p. 63) assinalava que “o conceito de meio ambiente abarca uma série de elementos naturais, criados pelo homem, e sociais”, e que “os elementos sociais constituem um conjunto de valores culturais, morais e individuais, assim como de relações interpessoais na esfera do trabalho e das atividades de tempo livre” (Recomendação no 2). Assim afirmava-se claramente uma ótica não biologicista do “meio ambiente” ao se dar a esse conceito um perfil nitidamente socioambiental.

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Capítulo 6 - Visão sistêmica e educação ambiental: conflitos entre o velho e o novo paradigma

Aloísio Ruscheinsky Grupo A PDF Criptografado

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Visão sistêmica e educação ambiental conflitos entre o velho e o novo paradigma

Ivane Almeida Duvoisin e Aloisio Ruscheinsky*

Este capítulo traz uma reflexão sobre o sistema educativo no sentido de se repensar maneiras mais adequadas para acompanhar as mudanças velozes da contemporaneidade. Constitui-se de uma reflexão crítica sobre a forma como têm sido conduzidas as diversas reformas educacionais no Brasil e da emergência de uma visão sistêmica e mais complexa, que considere as influências das tecnologias da informação e da comunicação, das visões de mundo e das concepções epistemológicas do fazer pedagógico do professor.

Levando em conta o desenvolvimento histórico da Educação Ambiental

(EA) e de forma atenta às recomendações dos inúmeros fóruns, redes sociais, listas de discussão e pesquisas realizadas, até então, sobre as desvantagens da excessiva fragmentação das disciplinas acadêmicas, inicia-se esta reflexão sobre os velhos e os novos paradigmas e sobre a importância de uma visão sistêmica a nortear as práticas pedagógicas. À medida que o ser humano foi se distanciando da natureza e passou a encará-la como uma gama de recursos disponíveis a serem transformados em bens consumíveis, começaram a surgir os problemas socioambientais ameaçando a sobrevivência do nosso planeta.

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Capítulo 11 - As dimensões e os desafios da educação ambiental na contemporaneidade

Aloísio Ruscheinsky Grupo A PDF Criptografado

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As dimensões e os desafios da educação ambiental na contemporaneidade

Martha Tristão

A educação ambiental entendida, de modo geral, como uma prática social transformadora, comprometida com a justiça ambiental e com o respeito às diferenças culturais e biológicas, enfrenta alguns desafios nesse início de século. Pretendemos tecer alguns comentários e destacar aqueles que vêm adquirindo mais visibilidade nas sociedades contemporâneas.

O momento atual suscita uma articulação dos princípios teóricos filosóficos da educação ambiental de forma contextualizada e congruente com o pensamento contemporâneo. O respeito às diversidades cultural, social e biológica é o fio condutor das relações estabelecidas com o contexto contemporâneo, seja esse momento de transição paradigmático considerado uma nova fase do modernismo, seja uma outra realidade denominada pós-modernidade ou modernidade tardia.

Falar sobre os desafios da educação de modo geral é falar, também, sobre os desafios do educador ou da educadora. Compete a nós, educadores, discutir com seriedade os valores éticos que sustentarão a educação deste século. Serão preocupações e interesses eminentemente econômicos, visando à manutenção da lógica insustentável de mercado, ou, aproveitando o momento de transição paradigmática na sociedade contemporânea, poderemos promover valores conectados com a produção de saberes sustentáveis em uma relação local/global? Necessitamos de profissionais que compreendam a complexidade dos problemas ambientais globais e que busquem soluções locais de modo dialógico e contextual.

Diante das interlocuções estabelecidas com a literatura a essas indagações com que o mundo contemporâneo nos desafia, torna-se extre-

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Capítulo 7 - Experimentos educacionais: eventos heurísticos transdisciplinares em educação ambiental

Aloísio Ruscheinsky Grupo A PDF Criptografado

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Experimentos educacionais eventos heurísticos transdisciplinares em educação ambiental

Cleusa Helena Peralta Castell

PELO CAMINHO DA ARTE

A experiência com o ensino das artes tem me provocado uma inquietação singular: compreender a alma humana em sua sede de autoidentificação e em sua necessidade de protagonizar a criação em todos os níveis. Essa inquietação levou-me muito cedo a perceber que, a despeito dos limites cuidadosamente construídos das áreas de conhecimento, a criação humana nunca conheceu limites, fartando-se de tanto transgredir as normas das fronteiras das disciplinas e das áreas de conhecimento convencionais. De certa forma, isso pode explicar minha familiaridade com a transdisciplinaridade no campo da educação.

Por seu caráter transgressor, especialmente na modernidade, as artes se estigmatizaram em relação aos demais âmbitos do conhecimento, tornando-se um tanto enigmáticas, de um lado herméticas, estranhas; de outro, permissivas. Os artistas – esses extraterrestres – sempre lançaram seus manifestos contra todas as ordens instituídas, cada vez que a norma culta de alguma congregação econômica, política ou cultural se atrevesse a lançar suas doutrinas, pois, desde que a humanidade se reconhece como ente cultural, o sentido maior das artes sempre foi o da liberdade de criação. É triste lembrar o êxodo dos artistas, sempre os primeiros a serem perseguidos quando dos golpes das ditaduras.

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Capítulo 13 - Paradigma da cultura de consumo: novas linguagens decorrentes e implicações para o campo da educação ambiental

Aloísio Ruscheinsky Grupo A PDF Criptografado

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Paradigma da cultura de consumo novas linguagens decorrentes e implicações para o campo da educação ambiental

Aloisio Ruscheinsky

Este capítulo põe o desafio de investigar linguagens, discursos, visões de mundo decorrentes de uma cultura de consumo e que implicam influências na construção das práticas educativas. A partir das ciências sociais, aborda diferentes linguagens presentes em uma sociedade e que por sua vez incidem seja sobre as práticas do sistema de ensino em particular, seja sobre as práticas socioambientais. Portanto, a reflexão se insere na temática dos fundamentos para compreender as possibilidades e os obstáculos sociais no campo da educação socioambiental. Muito ao contrário de uma visão da generalização ou homogeneidade de práticas de consumo, as desigualdades nesse âmbito continuam persistentes e insidiosas. Todavia, o imaginário de consumo, mesmo com suas diferenciações de sonho de consumo, campeia em todos os setores sociais.

As diferentes linguagens correspondem a circunstâncias históricas datadas e ao mesmo tempo possuem uma autonomia relativa dos respectivos contextos, o que redobra a relevância de uma abordagem a partir das ciências sociais. O objetivo é destacar as linguagens recorrentes das desigualdades e do consumo e suas implicações para o novo campo do conhecimento, o da educação socioambiental. Igualmente atenta aos mecanismos e às mediações entre os sujeitos e suas práticas discursivas em meio aos conflitos pelos bens naturais, entendendo assim os desafios de um processo de mudança social com contribuição da educação socioambiental.

Convém alertar para a complexidade no entrecruzamento de diferentes linguagens no campo da cultura de consumo, da educação socioambiental na sociedade da informação e da instrumentalização da pro-

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Alves J Lia Falivene (17)
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Capítulo 2 - Década de 1980: Precursores e Concepções que Mudariam Nossa Visão como Educadores

ALVES, Júlia Falivene Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 2

Década de 1980: Precursores e

Concepções que Mudariam Nossa

Visão como Educadores

Contextualização

Foi a partir da década de 1980 que as novas concepções sobre educação começaram a provocar reflexões no pensamento de vários educadores brasileiros, embora elas tivessem sido elaboradas em décadas anteriores.

Essas concepções passaram a despertar o ânimo de professores dedicados à melhoria do ensino e que, no entanto, não alcançavam os resultados desejados para as suas práticas em sala de aula ou, então, percebiam essa decepção em muitos de seus colegas.

Fóruns, seminários, simpósios, congressos sobre Educação e seus problemas passaram a ser organizados em vários estados do país, e várias publicações chegaram às mãos de estudantes de licenciatura e professores no exercício da carreira, interessados em inovações.

Foi nesse período que a avaliação passou a ser objeto de estudo e de tratamento técnico e literário por parte de autores inovadores; foram questionados os seus princípios, objetivos, métodos e as modalidades de ferramentas (instrumentos) mais utilizadas e que haviam caracterizado a avaliação até aquele período.

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Capítulo 16 - A Prova Operatória e a Prova-Teste como Instrumentos de Avaliação de Competências

ALVES, Júlia Falivene Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 16

A Prova Operatória e a Prova-Teste como Instrumentos de Avaliação de Competências

Contextualização

Propositadamente foi deixado para o final dos capítulos o assunto que tem interessado muito aos educadores, não só nas escolas, como em concursos públicos, ingressos a cursos técnicos, tecnológicos e universitários, em contratação para vagas de emprego etc.: a questão da aplicação de provas.

Por isso, vamos aqui tratar dos dois tipos de prova que são mais adequados aos objetivos educacionais dos novos tempos: a prova operatória e a prova-teste de múltipla escolha para avaliação de competências.

Conceitos para entender a prática

Provas operatórias

O nome “prova operatória” pode parecer um pouco estranho para quem ainda não o conhece. No entanto, a técnica de avaliação assim denominada e que tem sido divulgada por Paulo Ronca e Cleide do Amaral Terzi é bastante interessante.

Na verdade, é um instrumento de avaliação que pode ter diferentes funções (diagnóstica, de acompanhamento e classificatória), em diferentes momentos, com objetivos diversos, porém complementares. É uma prova escrita composta de questões abertas e, por isso, pode ser classificada como subjetiva, embora seja muito diferente no modo como é elaborada e nos objetivos a que se propõe.

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Capítulo 6 - A Avaliação Nossa de Cada Dia

ALVES, Júlia Falivene Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 6

A Avaliação Nossa de Cada Dia

Contextualização

Quando o assunto se trata de avaliação educacional, precisamos definir muito bem de qual época e de que tipo é a avaliação e a educação da qual falamos.

Por isso, os capítulos anteriores foram necessários para que entendêssemos como foi a evolução da sociedade, do pensamento, da educação, até que chegássemos ao conceito e à prática pedagógica da avaliação que são propostos para o nosso tempo.

Sendo assim, vamos começar a refletir sobre o tema, partindo primeiramente de um conceito de avaliação utilizado e entendido por todos por ser popular, de uso cotidiano, sem pretensões científicas.

Conceitos para entender a prática

1. Todo dia é dia de avaliação

Todos os dias avaliamos pessoas, objetos, fatos, atitudes, tanto os elementos que constituem rotina em nossa vida quanto os que nos surpreendem ou são inusitados. Acordamos e, sem mesmo perceber, já nos avaliamos: estamos com sono ainda, ou não?

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Capítulo 15 - Outras Práticas e Sugestões de Instrumentos de Avaliação e Autoavaliação

ALVES, Júlia Falivene Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 15

Outras Práticas e Sugestões de

Instrumentos de Avaliação e

Autoavaliação

Contextualização

Em conformidade com o que foi dito nos capítulos anteriores e tendo como foco principal a Avaliação Formativa para o desenvolvimento de competências, serão apresentados, a seguir, alguns instrumentos de avaliação que poderão ser considerados adequados para esse fim.

Conceitos para entender a prática

O portfólio como instrumento de registro, avaliação e autoavaliação

O portfólio é um dos instrumentos que serve muito bem aos objetivos de autocontrole, autoavaliação e avaliação de alunos por seus colegas e professores. Por isso, é muito bem-vindo para os docentes que trabalham com a avaliação formativa.

Além de colaborar para o desenvolvimento de hábitos e práticas de organização, enquanto registro ele também serve de instrumento de consulta e pesquisa sobre o itinerário formativo até chegar aos resultados de seu trabalho. Por outro lado, para os pesquisadores da história da Educação, também servirá como objeto precioso para a construção da memória e da história do desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem e da formação da identidade de crianças, adolescentes e jovens em uma determinada época.

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Capítulo 5 - Princípios Pedagógicos Decorrentes da Reforma e a Avaliação de Competências

ALVES, Júlia Falivene Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 5

Princípios Pedagógicos

Decorrentes da Reforma e a

Avaliação de Competências

Contextualização

Em um livro como este, seria incoerente refletir sobre a avaliação nos padrões que são propostos para o nosso tempo se antes não refletíssemos sobre os princípios pedagógicos introduzidos pelos educadores comentados nos capítulos anteriores e como eles foram incorporados à Reforma de 1996.

Afinal, como já foi afirmado anteriormente, formação e avaliação são partes integrantes do mesmo processo educativo e, portanto, devem se desenvolver com foco nos mesmos objetivos. Foi por isso que, em termos de avaliação, a maior mudança foi a importância dada a esta enquanto processo essencialmente formativo de competências e de outras condições que dela fazem parte, tais como autonomia, criticismo, protagonismo, proatividade, problematização, cooperação, produção coletiva, autorregulação, autoavaliação, desenvolvimento de pesquisas e projetos etc.

Por isso, os princípios e tais objetivos serão apresentados resumidamente a seguir.

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Andrade Maria Margarida De (13)
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Parte II - 11 Métodos e técnicas de pesquisa

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Métodos e técnicas de pesquisa

11.1 Métodos

Quando o homem começou a interrogar-se a respeito dos fatos do mundo exterior, na cultura e na natureza, surgiu a necessidade de uma metodologia da pesquisa científica.

Metodologia é o conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca do conhecimento.

Descartes, pensador e filósofo francês, em seu Discurso do método,1 expõe a ideia fundamental de que é possível chegar-se à certeza por intermédio da razão.

Das concepções de Descartes surgiu o método dedutivo, cuja técnica se fundamenta em esclarecer as ideias através de cadeias de raciocínio.

Para Descartes, para quem verdade e evidência são a mesma coisa, pelo raciocínio torna-se possível chegar a conclusões verdadeiras, desde que o assunto seja pesquisado em partes, começando-se pelas proposições mais simples e evidentes até alcançar, por deduções lógicas, a conclusão final.

Segundo Francis Bacon (1561-1626), filósofo inglês, a lógica cartesiana, racionalista, não leva a nenhuma descoberta, apenas esclarece o que estava implícito, pois somente através da observação se pode conhecer algo novo. Este princípio básico fundamenta o método indutivo, que privilegia a observação como processo para chegar-se ao conhecimento. A indução consiste em enumerar os enunciados

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Parte I - 8 Normas para a redação dos trabalhos

ANDRADE, Maria Margarida de Grupo Gen PDF Criptografado

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Normas para a redação dos trabalhos

8.1 Objetividade

A qualidade essencial de um trabalho científico é a objetividade, que deve presidir tanto a elaboração, o conteúdo intelectual, quanto o tipo de linguagem empregado na redação.

Nos trabalhos científicos, emprega-se a linguagem denotativa, isto é, cada palavra deve apresentar seu significado próprio, referencial e não dar margem a outras interpretações.

Sendo a linguagem científica fundamentalmente informativa, técnica, racional, prescinde de torneios literários, figuras de retórica ou frases de efeito.

Aconselha-se o uso de frases curtas e simples, com vocabulário adequado. Os termos técnicos e expressões estrangeiras, inclusive citações em latim, só devem ser utilizados quando indispensáveis.

A própria natureza do trabalho científico é que determina a objetividade como requisito básico da redação.

8.2 Impessoalidade

A impessoalidade contribui grandemente para a objetividade da redação dos trabalhos científicos.

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Parte I - 1 A importância da leitura

ANDRADE, Maria Margarida de Grupo Gen PDF Criptografado

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A importância da leitura

Apesar de todo o avanço tecnológico observado na área de comunicações, principalmente audiovisuais, nos últimos tempos, ainda é, fundamentalmente, através da leitura que se realiza o processo de transmissão/aquisição da cultura. Daí a importância capital que se atribui ao ato de ler, enquanto habilidade indispensável, nos cursos de graduação.

Entre os professores universitários é generalizada a queixa: os alunos não sabem ler! O que pode parecer um exagero tem sua explicação. Os alunos, de modo geral, confundem leitura com a simples decodificação de sinais gráficos, isto é, não estão habituados a encarar a leitura como processo mais abrangente, que envolve o leitor com o autor, não se empenham em prestar atenção, em entender e analisar o que leem. Tal afirmativa comprova-se com um exemplo simples:

é muito comum, em provas e avaliações, os alunos responderem uma questão, com acerto, mas sem correspondência com o que foi solicitado. Pergunta-se, por exemplo, – quais as influências observadas... – esperando-se, obviamente, a enumeração das influências; a resposta, muitas vezes, aponta a que se referem essas influências e não – quais são –. Ora, por mais correta que seja a resposta, não responde ao que foi solicitado.

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Parte I - 2 Técnicas para a elaboração dos trabalhos de graduação

ANDRADE, Maria Margarida de Grupo Gen PDF Criptografado

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Técnicas para a elaboração dos trabalhos de graduação

2.1 Técnica de sublinhar para esquematizar e resumir

Sublinhar é a técnica indispensável não só para elaborar esquemas e resumos, mas também para ressaltar as ideias importantes de um texto, com as finalidades de estudo, revisão ou memorização do assunto ou mesmo para utilizar em citações.

O requisito fundamental para aplicar a técnica de sublinhar é a compreensão do assunto, pois este é o único processo que possibilita a identificação das ideias principais e secundárias, permitindo fazer a seleção do que é indispensável e do que pode ser omitido, sem prejuízo do entendimento global do texto.

Há, porém, certas normas que devem ser obedecidas, para que a técnica de sublinhar produza resultados eficazes.

Não se deve sublinhar parágrafos ou frases inteiras, mas apenas palavraschave, palavras nocionais ou, quando muito, grupos de palavras. Isto porque, ao sublinhar uma frase inteira, além de sobrecarregar a memória e o aspecto visual, corre-se o risco de, ao resumir, reproduzir-se as frases do autor, sem evidenciar as ideias principais, visto que o resumo deve ser uma condensação de ideias, não de frases ou palavras.

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Parte I - 5 Fases da elaboração dos trabalhos de graduação

ANDRADE, Maria Margarida de Grupo Gen PDF Criptografado

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Fases da elaboração dos trabalhos de graduação

5.1 Escolha do tema

A escolha do tema é fator de máxima importância, pois dela depende o bom

êxito do trabalho a ser desenvolvido. Bons temas podem surgir de leituras realizadas, muitas vezes para outras pesquisas, ou de artigos de revistas e jornais; de conversações ou de comentários sobre trabalhos de colegas; de debates e seminários; de experiências pessoais ou da curiosidade sobre determinado assunto ou ainda das reflexões acerca de algum tópico abordado nas diferentes disciplinas do curso. A consulta a catálogos de editoras, fichários de bibliotecas, verbetes de enciclopédias ou de dicionários especializados oferece sugestões aproveitáveis para temas de trabalhos ou pesquisas.

Muitas vezes, vale a pena fazer uma pesquisa exploratória, isto é, verificar se há possibilidade de elaborar um bom trabalho sobre determinado tema. Essa verificação começa pela bibliografia a respeito do assunto; é preciso pesquisar se há fontes fidedignas e de fácil acesso. Pode ocorrer que as fontes de pesquisa se constituam de livros raros, esgotados, de obras publicadas em outro idioma, de preço muito elevado e que não fazem parte do acervo das bibliotecas que podem ser facilmente consultadas. O acesso a uma boa bibliografia é requisito indispensável para a realização de um bom trabalho.

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