Ngel I P Rez G Mez (9)
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Capítulo 3 | A construção da personalidade:aprender a se educar

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A construção da personalidade: aprender a se educar

As novas descobertas da neurociência cognitiva vinculam o corpo e a mente, o eu e o os outros, o organismo e o contexto, de tal maneira que somente os poetas haviam se atrevido a descrever no passado.

(IMmordino-YanG, 2011, tradução nossa)

Como vimos no capítulo anterior, existe uma consciência generalizada de insatisfação quanto à qualidade dos processos de ensino-aprendizagem que ocorrem na escola contemporânea.

A interpretação holística da personalidade

Essa maneira holística de entender o desenvolvimento da personalidade está enraizada nas tradições já bem consolidadas do construtivismo, uma forma de entender o conhecimento, a aprendizagem e o desenvolvimento humano que se fortaleceu na segunda metade do século XX com as contribuições de pesquisadores muito importantes como Piaget, Vygotsky,

Bruner, Werch, Gergen, Lave, Werch, Schön,

Gardner, entre outros.

Como o próprio nome sugere, o construtivismo defende que os diversos componentes da personalidade são construídos ao longo da história de cada indivíduo

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Capítulo 7 | Avaliar para aprender

Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

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Avaliar para aprender

Nem tudo o que é importante pode ser medido, e nem tudo o que se mede é importante.

(Einstein)

A avaliação de competências

Não é fácil superestimar a importância da avaliação na configuração de toda a vida escolar. Poucos duvidam na atualidade, e PISA veio a confirmar mais uma vez que as formas de avaliar a aprendizagem dos alunos determinam substancialmente os processos de ensino dos professores, a seleção dos conteúdos curriculares, as práticas de ensino e, especial­mente, a configuração das experiências e estilos de aprendizagem dos alunos, assim com o clima das relações so­ciais e dos ambientes de aprendizagem escolar.  Um aluno, como afirma Boud

(1995), pode escapar dos efeitos de uma má qualidade de ensino, mas dificilmente escapa das consequências de uma forma perversa ou equivocada de conceber a avaliação e desenvolver os exames e a atribuição de notas. A avaliação constitui o verdadeiro e definitivo programa, pois indica o que realmente conta na vida escolar.

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Capítulo 9 | Novos cenários e ambientes de aprendizagem

Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

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Novos cenários e ambientes de aprendizagem

O ensino não é uma habilidade simples, mas uma atividade cultural complexa condicionada por crenças e hábitos que funcionam em parte além da consciência; um ritual cultural que foi assimilado por cada geração ao longo de vários séculos e que é reproduzido pelos professores, pela família e pelos próprios alunos sem terem consciência de seus fundamentos e implicações.

(NUTHALL, 2005)

Hábitos e habitat: A aprendizagem como participação em práticas sociais

Como já sugerimos anteriormente, toda aprendizagem, mas particularmente aquela que é relevante e duradoura, é pro­ duzida ligada às vivências, é essencialmente um subproduto da participação do indivíduo nas práticas sociais, por ser um membro de uma comunidade social. A aquisição eficaz de conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e conhecimentos, ou seja, competências, acontece como parte de um processo de familiaridade com as formas de ser, pensar, sentir e ver o que caracteriza o grupo e o ambiente em que se desenvolve a nossa vida (LAVE; WENGER 1991; WENGER, 2010). O fato de que os seres humanos são seres sociais não é trivial, pelo contrário, é um aspecto cen-

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Capítulo 4 | Uma nova racionalidade para a escola:aprender a se educar

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Uma nova racionalidade para a escola: aprender a se educar

Os analfabetos do século XXI não são aqueles que não podem ler ou escrever, mas aqueles que não podem aprender, desaprender e reaprender.

(Toffler; TOFFLER, 2006, tradução nossa)

Uma nova ilustração: O desenvolvimento das qualidades ou competências humanas

Aprender, desaprender e voltar a aprender, evitar a separação das emoções e da razão, atender o território do inconsciente, sondar o vazio do desconhecido, ou se­ ja, para facilitar a educação do indivíduo completo requer, obviamente, uma nova racionalidade para a escola. Uma racionalidade mais profunda e complexa, que saiba como tirar proveito dos novos conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro como instância, em grande parte, inconsciente, emocional, “incorporada”, que é movida principalmente pela empatia, com representações não objetivas e universais, mas metafóricas, analógicas e narrativas, que funciona longe da relação consciente-inconsciente, em permanente diálogo entre o córtex “reflexivo” (pensamento) e a amígdala “reflexa” (emoções). Uma racionalidade capaz de compreender que os conceitos universais, abstratos, são apenas o

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Capítulo 1 | A era digital:novos desafios educacionais

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A era digital: novos desafios educacionais

Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?

Onde está o conhecimento que perdemos na informação?

(Elliot, 1939, tradução nossa)

Uma nova época

Quando os alunos contemporâneos aban­donam a escola todos os dias, eles se introduzem em um cenário de aprendizagem organizado de maneira radicalmente diferente. Na era globalizada da informação digitalizada, o acesso ao co­­nhe­­ci­mento

é relativamente fácil, imediato, onipresente e acessível. Uma pessoa pode acessar na rede a informação necessária, o debate correspondente, seguir a linha de pesquisa que lhe pareça mais oportuna, sem o controle de alguém denominado professor; e, se qui­ser, pode criar ou participar de várias redes de pessoas e grupos que compartilham interesses, informações, projetos e atividades, sem restrições temporais, institucionais ou geográficas. Em que mundo vivemos? Qual seria o sentido da escola que conhecemos nesse cenário?

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Adelar Hengem Hle (11)
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Entre os referenciais e a prática: limitações e possibilidades

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Entre os referenciais e a prática: limitações e possibilidades

Na Grécia Antiga, um homem precisava levantar uma pedra de duzentos quilos sem o auxílio de ninguém. A partir dos elementos disponíveis na natureza, esse homem pegou uma pedra e um tronco de árvore e construiu uma alavanca, elevando o peso. Movimentando essa alavanca, com apenas vinte quilos ele conseguiu levantar a pedra, demonstrando sua fantástica capacidade de transformação

(Saltini, 1997, p. 18).

N

a segunda parte, o desafio é trazer possíveis respostas que contribuam para aproximar o idealizado da prática. Iniciamos com referenciais que perpassaram as discussões do cenário educacional nos últimos anos, para os quais necessitamos de:

• pessoas competentes e críticas, capazes de resolver problemas sempre novos, com espírito de pesquisa, com capacidade argumentativa, respaldando suas ações em bases teóricas;

• empreendedores que tenham a capacidade, com base em argumentos fundamentados, de encontrar e liderar soluções para problemas sempre novos, no contexto das relações pessoais, com o meio ou em sua atuação profissional;

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Os referenciais que movem nossas curiosidades e necessidades

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Os referenciais que movem nossas curiosidades e necessidades

Temos um mundo externo, imenso, estruturado a partir da cultura, da natureza, de regras preestabelecidas e dos sujeitos que aí vivem. Possuímos também um mundo interno, da mesma forma grandioso, não somente nas áreas cognitivas, mas nas áreas afetivas (desejos e pulsões). Como aproveitar essas relações nas práticas da educação? (Saltini, 1997, p. 14).

T

odo fazer humano se manifesta, de uma forma ou de outra, por curiosidades e necessidades. Ao iniciar essas reflexões, queremos registrar os referenciais que nos movem. Na segunda parte, iremos ater-nos à reflexão das práticas pedagógicas. Quando nos indagamos sobre que educação precisamos ou queremos, somos chamados a definir nossas crenças. Assim, abrem-se, à nossa frente, múltiplas possibilidades.

Nesse cenário, podemos fazer um recorrido histórico situando-nos e projetando a educação que queremos ou precisamos. Para tanto, podemos concentrar-nos no contexto tecnológico, ou em qualquer outro, ou em todos eles, ao definir as bases da educação almejada. Ou, ainda, podemos focar-nos essencialmente no subjetivo do ser humano e discutir as bases da educação para este fim.

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Capítulo 3 - Formar empreendedores competentes, focados no desenvolvimento de habilidades reflexivas

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Formar empreendedores competentes, focados no desenvolvimento de habilidades reflexivas

Identificar variáveis, compreender fenômenos, relacionar informações, analisar situações-problema, sintetizar, julgar, correlacionar e manipular são exemplos de habilidades. (Moretto, 2001).

A

humanidade, pela sua natureza inquiridora, sempre criou novos movimentos e novas perspectivas. Encontrar respostas para os porquês da vida, para as curiosidades e necessidades humanas em todos os tempos sempre foi a tônica dessas inquietações. Pelo conhecimento adquirido até o momento, esse movimento se processa na mente humana.

Portanto, é ela que precisamos conhecer. É para o seu desenvolvimento que precisamos focar a didática das práticas pedagógicas.

Nesse sentido, historicamente, percebemos avanços e retrocessos na educação. Em algumas épocas, tudo indica que bastava à educação formal a transmissão de informações que os estudantes armazenavam em sua mente e, na hora da avaliação, repetiam com o objetivo de alcançar nota suficiente para passar de ano ou concluir um curso. Por trás dessas práticas, também se manifestavam ideologias, pois constituíam-se sujeitos docilmente preparados para cumprir ordens e repetir, novamente, em seu contexto pessoal ou profissional, o que alguém mais iluminado havia determinado. Bastava que a memória conseguisse repetir o que lhe havia sido passado, e o sujeito estava “formado”.

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Capítulo 4 - As dimensões cognitiva, afetiva e emocional contempladas na educação

Adelar Hengemühle Grupo A PDF Criptografado

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As dimensões cognitiva, afetiva e emocional contempladas na educação

O conhecimento só produz mudança na medida em que também é conhecimento afetivo. (Spinoza).

N

ossos pressupostos sugerem que o processo educativo seja motivador, significativo, instigador, de modo a aguçar a curiosidade e provocar a necessidade dos estudantes, integrando e envolvendo as dimensões cognitiva, emocional e afetiva, não restritas ao nível das relações pessoais, mas aplicada, principalmente, na relação com os novos conhecimentos a serem abordados ou reconstruídos durante o processo.

Esse é o elemento que queremos acrescentar às históricas reflexões; ou seja, a relação afetiva e emocional, focada nas relações pessoais, agora as ultrapassa e encontra o campo da relação com o conhecimento.

Temos consciência de que a educação precisa desenvolver ao máximo as dimensões e potencialidades humanas. Essa é a missão maior de todo ato formativo. A amplitude dessa natureza humana está permeada pelo subjetivo do sujeito que, em movimento constante, desloca-se na busca da satisfação de suas necessidades e desejos, nos quais estão implícitas as relações humanas, mas também a busca em conhecer por que as coisas são como são. As motivações levam-nos a fazer da busca um processo provocante e instigador, e não uma tarefa da qual precisamos dar conta e dela nos livrar.

De acordo com Morin (2000a), precisamos ensinar a condição humana. O ser humano é a um só tempo físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico. Esse deveria ser o objeto essencial de todo o pro-

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Introdução

Adelar Hengemühle Grupo A PDF Criptografado

Introdução

H

á 32 anos como professor, atuando desde as séries iniciais até a pós-graduação, atividade permeada pela função de direção de escolas e faculdades durante 22 anos, sempre fomos acompanhados por desejos, inquietações, ideais e desafios. Desejos de ver na educação a possibilidade de crescimento das pessoas, desenvolvendo suas dimensões e potencialidades e possibilitando-lhes o exercício de sua cidadania nos diversos contextos. Sempre fomos acompanhados do ideal de que, pela educação, é possível contribuir para a humanização da sociedade, para a qualificação da vida e para a preservação do meio ambiente, etc. Nestes anos, construímos caminhos de formação, apoiados por inúmeros teóricos que nos apontam possibilidades em que o conhecimento escolar tem sentido e

é útil para a vida, ajudando os estudantes a bem viver, capacitando-os a resolver problemas do seu tempo, a buscar respostas para suas curiosidades, a serem empreendedores, criativos, críticos, com espírito de pesquisa,

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Alo Sio Ruscheinsky (15)
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Capítulo 3 - Política Nacional de Educação Ambiental e Construção da Cidadania: revendo os desafios contemporâneos

Aloísio Ruscheinsky Grupo A PDF Criptografado

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Política Nacional de Educação

Ambiental e Construção da Cidadania revendo os desafios contemporâneos

Carlos Hiroo Saito

A educação ambiental no Brasil, após anos de luta dos ambientalistas, começou a ter um certo reconhecimento no cenário nacional na década de

1990, cujo ápice foi a promulgação da Lei 9.795, em 27 de abril de 1999, instituindo a Política Nacional de Educação Ambiental. Isso não significa, no entanto, a sua consolidação ou a assunção de sua centralidade; apenas se trata do seu reconhecimento político. Menos ainda há consenso sobre sua compreensão, natureza ou princípio.

O objetivo deste capítulo é, justamente, contextualizar o texto aprovado da Política Nacional de Educação Ambiental, nos planos histórico e sociopolítico nacionais, assim como destacar aqueles princípios e objetivos presentes nas letras da lei, voltados à construção da cidadania, suas consequências sociais e os fundamentos teórico-metodológicos necessários para sua plena execução.

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Capítulo 13 - Paradigma da cultura de consumo: novas linguagens decorrentes e implicações para o campo da educação ambiental

Aloísio Ruscheinsky Grupo A PDF Criptografado

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Paradigma da cultura de consumo novas linguagens decorrentes e implicações para o campo da educação ambiental

Aloisio Ruscheinsky

Este capítulo põe o desafio de investigar linguagens, discursos, visões de mundo decorrentes de uma cultura de consumo e que implicam influências na construção das práticas educativas. A partir das ciências sociais, aborda diferentes linguagens presentes em uma sociedade e que por sua vez incidem seja sobre as práticas do sistema de ensino em particular, seja sobre as práticas socioambientais. Portanto, a reflexão se insere na temática dos fundamentos para compreender as possibilidades e os obstáculos sociais no campo da educação socioambiental. Muito ao contrário de uma visão da generalização ou homogeneidade de práticas de consumo, as desigualdades nesse âmbito continuam persistentes e insidiosas. Todavia, o imaginário de consumo, mesmo com suas diferenciações de sonho de consumo, campeia em todos os setores sociais.

As diferentes linguagens correspondem a circunstâncias históricas datadas e ao mesmo tempo possuem uma autonomia relativa dos respectivos contextos, o que redobra a relevância de uma abordagem a partir das ciências sociais. O objetivo é destacar as linguagens recorrentes das desigualdades e do consumo e suas implicações para o novo campo do conhecimento, o da educação socioambiental. Igualmente atenta aos mecanismos e às mediações entre os sujeitos e suas práticas discursivas em meio aos conflitos pelos bens naturais, entendendo assim os desafios de um processo de mudança social com contribuição da educação socioambiental.

Convém alertar para a complexidade no entrecruzamento de diferentes linguagens no campo da cultura de consumo, da educação socioambiental na sociedade da informação e da instrumentalização da pro-

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Capítulo 10 - Histórias em quadrinhos: recursos da educação ambiental formal e informal

Aloísio Ruscheinsky Grupo A PDF Criptografado

10

Histórias em quadrinhos recursos da educação ambiental formal e informal

Nágila Caporlíngua Giesta

A ocupação humana dos espaços, ainda que em processos naturais, tem provocado impactos e degradação da Terra. Os modos de vida nos ambientes urbanos e rurais, a opção pela exploração de espécies e o caráter de atividades mais valorizadas nos meios econômicos e de produção tendem a promover perdas inestimáveis de qualidade de vida pelas populações.

A educação ambiental, diante dessa situação, tem sido apontada como uma possiblidade de análise e reflexão, visando a transformações em modos de ser e estar no mundo. No entanto, ainda que seja recomendada em conferências nacionais e internacionais, tanto da área ambiental como da educacional, prescrita pela Constituição e defendida como prioridade de governos em distintos âmbitos, as ações ainda carecem de características transformadoras e inerentes a processos de conscientização constante.

Iniciativas de educação ambiental são identificadas nas escolas e na comunidade, porém a repercussão e a abrangência são irrisórias frente à demanda. No Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande – FURG, por exemplo, trabalhos acadêmicos, teses e dissertações versam sobre problemas ambientais e apontam propostas que levem a mudanças de atitudes em relação ao meio e ao tratamento desse assunto na educação escolarizada ou não.

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Introdução

Aloísio Ruscheinsky Grupo A PDF Criptografado

Introdução

Aloisio Ruscheinsky

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: EM DEFESA DA SOCIEDADE E DO MEIO AMBIENTE

A diversidade com que se enfoca, neste livro, a questão da educação ambiental permite propor e firmar a defesa da multiplicidade. A abordagem da educação ambiental vem adquirindo, por meio de investigações, o contorno de uma nova e crescente presença entre as áreas e as linhas de pesquisa dentro do campo da educação. Além do mais, a área do meio ambiente conquista e assume a possibilidade de se somar como mais um enfoque epistemológico, incorporando, de forma decisiva, as contribuições das ciências humanas.

A diversidade de abordagens remete ao relacionamento complexo entre dimensões como economia e cultura, natureza e sociedade, bem-estar e utopia, meio ambiente e mudança cultural.

A ideia de primeiro gerar estabilidade e desenvolvimento econômico para depois realizar a distribuição se revelou uma falácia na história da modernidade. De forma similar, ocorre primeiro a destruição ou a submissão da natureza para despontar ou se dar conta do aniquilamento de aspectos fundamentais relativos ao meio ambiente; ou, ainda, com o pressuposto de afirmar em primeiro lugar a abundância de bens que cercam nosso cotidiano preenchendo nosso vazio ou nosso bem-estar, para depois despertar para o meio ambiente em degradação.

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Capítulo 4 - As rimas da ecopedagogia: perspectiva ambientalista e crítica social

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As rimas da ecopedagogia perspectiva ambientalista e crítica social

Aloisio Ruscheinsky

Refundamentar a educação em uma base epistemológica, cultura política, estética, crítica social e ética ambiental. (Ruscheinsky)

A educação ambiental de maneira fecunda e em suas múltiplas abordagens se encontra na busca de fundamentos metodológicos para as práticas socioambientais e as decisões estratégicas para uma perspectiva ambientalista. Na diversidade das denominações localizamos os intuitos e ênfases que venham a dar conta das angústias cotidianas e do imaginário de educação ambiental. Nossa reflexão compreende que uma ótica teórica e metodológica fundamenta o âmbito das práticas socioambientais e reciprocamente. Ao suscitar explicitação e fundamentação dessas práticas, iluminando-as e conduzindo-as, este alicerce teórico se conjuga com um processo de inovação.

O objetivo deste capítulo é destacar as contribuições metodológicas para cotejar, encantar e arrebatar a ótica da ecopedagogia1 como um movimento social, político e pedagógico. Essa iniciativa se constitui em um debate que se situa ainda nos seus primórdios, assim como uma mudança cultural que produza efeitos a partir de uma consciência ecológica. Para vislumbrar o que se entende pelo termo ecopedagogia parece relevante trazer ao debate os fragmentos possíveis de serem destacados.

Ao longo da exposição se apontará que, por suas delimitações teóricas e nexos com as práticas socioambientais, a ecopedagogia não se ca-

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Alves J Lia Falivene (17)
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Capítulo 14 - Como Planejar Projetos para o Desenvolvimento e Avaliação de Competências

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Capítulo 14

Como Planejar Projetos para o

Desenvolvimento e Avaliação de

Competências

Contextualização

Quando se pensa em desenvolver um projeto, é necessário reconhecer a necessidade de assumir certas posturas. Sobre isso há algumas coisas sobre as quais se deve refletir:

>> Saber que cada passo do projeto tece um caminho que, mais cedo ou mais tarde

do que se pensa, propiciará a chegada àquele ponto proposto que se tinha imaginado “lá adiante”, no futuro – que pode ser daqui a três dias, uma semana, um mês, mais de um ano, dependendo dos seus propósitos.

>> Trabalhar por projeto é mais do que simplesmente fazer um plano de trabalho

para todo um semestre ou um ano inteiro, delineando o grande objetivo a ser atingido para depois, contraditoriamente, deixar que cada atividade “flua normalmente” como consequência de um esforço despendido em algumas horas na semana de planejamento.

>> As aulas ou as outras atividades não vão “fluir naturalmente” em direção ao obje-

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Capítulo 12 - Integração dos Conceitos Discutidos: Exemplo Prático

ALVES, Júlia Falivene Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 12

Integração dos Conceitos

Discutidos: Exemplo Prático

Contextualização

Embora tenhamos analisado separadamente o que são conhecimentos, habilidades, valores, atitudes, ações, procedimentos, é evidente que,“na vida real” e no cotidiano,

é muito difícil percebê-los distintos um dos outros, pois todos compõem uma textura, ou seja, um tipo de rede de fios interligados, que, no caso, seria uma determinada competência.

Contudo, se o professor quer orientar o aluno para desenvolver essa competência e avaliar se isso aconteceu, ele precisa compreender como é essa textura para estar atento à prática de cada elemento que a compõe. Portanto, embora conhecimentos, habilidades e atitudes sejam mobilizados e interajam o tempo todo, é importante a percepção desses fatores separadamente, para que possamos optar por metodologias de ensino-aprendizagem/avaliação que combinem a teoria com a prática e possam, de fato, desenvolver competências.

E como combinar teoria e prática? A solução é a proposta de atividades que requeiram não somente a reprodução do conhecimento, mas operações mentais e físicas que deem sentido ao que os alunos estão fazendo e que concretizem a sua importância antes, durante e depois da resolução de problemas, quer sejam eles de natureza literária, científica, técnica, artística, afetiva ou de outra natureza. Enfim, qualquer problema e em qualquer situação que tenhamos de resolver.

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Capítulo 7 - Avaliando em Educação: O Porquê, o Para quê, o Quê e o Como Avaliamos

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Capítulo 7

Avaliando em Educação:

O Porquê, o Para quê, o Quê e o Como Avaliamos

Contextualização

No Capítulo 6 vimos como avaliar é um ato comum em nosso dia a dia, e você foi solicitado a fazer uma atividade que consistia em identificar as qualidades que os integrantes de sua equipe deveriam ter para trabalhar em um determinado projeto e, além disso, observar e analisar seus colegas de modo a escolher aqueles que apresentassem tais qualidades, conforme o seu julgamento de valor, com base em capacidades e desempenhos demonstrados.

Veja que essa atividade demandou de você o desenvolvimento de um processo de avaliação que supunha um objetivo a alcançar, ou seja, o de apresentar um bom trabalho que demonstrasse desempenho competente da sua equipe.

Em outras palavras, você fez uma avaliação de competências. Então, antes de tratarmos com mais ênfase da avaliação de competências, que é a proposta para o nosso tempo, vamos relembrar como era o processo de ensino-aprendizagem até pouco tempo atrás (e continua sendo em muitas escolas ainda hoje) e qual era o papel da avaliação nesse processo.

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Capítulo 8 - A Avaliação para os Novos Tempos: Qualitativa e Formativa

ALVES, Júlia Falivene Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 8

A Avaliação para os Novos

Tempos: Qualitativa e Formativa

Contextualização

Um dos grandes desafios que enfrentamos hoje é exatamente o de questionar e substituir os parâmetros com os quais a aprendizagem foi mensurada durante muito tempo e construir e adotar outros que correspondam aos princípios de uma educação mais adequada à realidade do século XXI.

Para os novos tempos − e já faz cerca de 20 anos que se fala nisso − o que se propõe

é a avaliação formativa.

Conceitos para entender a prática

Como se caracteriza esta avaliação?

1. É qualitativa, pois deve ser feita para orientar e acompanhar a aprendizagem dos alunos e as práticas didático-pedagógicas dos professores, ao invés de apenas classificar, julgar, atribuir aos primeiros os resultados insatisfatórios e responsabilizar os segundos pelos os resultados satisfatórios, como se fazia mais comumente na avaliação tradicional.

2. Está inserida no processo de ensino-aprendizagem o tempo todo – desde antes do planejamento do curso até à sua finalização –, abrindo, inclusive, possibilidades para a reformulação do plano de curso e de aula elaborados pelo professor, conforme forem coletados dados nas diversas atividades avaliadas.

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Capítulo 1 - A Avaliação Tradicional nas Décadas de 1960 e de 1970

ALVES, Júlia Falivene Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 1

A Avaliação Tradicional nas

Décadas de 1960 e de 1970

Contextualização

Até a década de 1970, o tema avaliação não despertava a atenção de educadores, alunos e pais como agora acontece. Ele só começou a ser mais discutido depois que foram criados os conselhos de classe, embora tais discussões se baseassem muito menos em princípios e métodos pedagógicos e muito mais em divergências entre professores sobre os méritos ou deméritos dos alunos e dos próprios professores, enquanto os pais se concentravam mais nas “injustiças” ocorridas durante as avaliações.

Isso porque a avaliação e as discussões que suscitavam eram feitas com base em pesos e medidas – o “peso da responsabilidade”, que recaía unicamente sobre os alunos, e a “medida dos seus conhecimentos”, representada pelos pontos conseguidos por eles em provas e trabalhos escolares, que eram considerados representativos do quanto conheciam ou desconheciam o conteúdo avaliado.

Em outras palavras, aqueles pontos eram o resultado do conjunto de informações que se pressupunha que os alunos haviam ou, pelo menos, deveriam ter acumulado, registrado, rememorado e apresentado durante a avaliação.

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Andrade Maria Margarida De (13)
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Parte I - 6 Partes que compõem um trabalho de graduação

ANDRADE, Maria Margarida de Grupo Gen PDF Criptografado

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Partes que compõem um trabalho de graduação

6.1 Folha de rosto

A capa do trabalho de graduação é perfeitamente dispensável, mas a folha de rosto é parte absolutamente indispensável em qualquer tipo de trabalho. Ela deve conter as informações essenciais que identificam o trabalho, o autor, bem como a

Faculdade, o ano de curso etc. e são as mesmas que constariam da capa.

Nos trabalhos de graduação, o cabeçalho da folha de rosto indica a Universidade, a Faculdade, o curso, a disciplina e o professor da disciplina. Essas indicações devem ser centralizadas, guardando um espaço de 5 cm da borda superior da página e um espaço duplo entre as indicações.

O título aparece no meio da página, centralizado, em maiúsculas, de preferência em duas linhas.

Abaixo, cerca de 5 cm à direita, indica-se o ano do curso e o nome do aluno

(ou alunos) autor(es) do trabalho.

Embaixo, centralizado, indica-se o local e a data, abreviada, da entrega do trabalho, à distância de 3 cm da borda inferior da página.

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Parte II - 11 Métodos e técnicas de pesquisa

ANDRADE, Maria Margarida de Editora Atlas S.A. PDF Criptografado

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Métodos e técnicas de pesquisa

11.1 Métodos

Quando o homem começou a interrogar-se a respeito dos fatos do mundo exterior, na cultura e na natureza, surgiu a necessidade de uma metodologia da pesquisa científica.

Metodologia é o conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca do conhecimento.

Descartes, pensador e filósofo francês, em seu Discurso do método,1 expõe a ideia fundamental de que é possível chegar-se à certeza por intermédio da razão.

Das concepções de Descartes surgiu o método dedutivo, cuja técnica se fundamenta em esclarecer as ideias através de cadeias de raciocínio.

Para Descartes, para quem verdade e evidência são a mesma coisa, pelo raciocínio torna-se possível chegar a conclusões verdadeiras, desde que o assunto seja pesquisado em partes, começando-se pelas proposições mais simples e evidentes até alcançar, por deduções lógicas, a conclusão final.

Segundo Francis Bacon (1561-1626), filósofo inglês, a lógica cartesiana, racionalista, não leva a nenhuma descoberta, apenas esclarece o que estava implícito, pois somente através da observação se pode conhecer algo novo. Este princípio básico fundamenta o método indutivo, que privilegia a observação como processo para chegar-se ao conhecimento. A indução consiste em enumerar os enunciados

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Parte II - 13 O relatório de pesquisa

ANDRADE, Maria Margarida de Grupo Gen PDF Criptografado

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O relatório de pesquisa

13.1 Partes que compõem um relatório

A apresentação escrita do Relatório de Pesquisa obedece, de modo geral, às mesmas normas de apresentação dos trabalhos científicos.

As partes que compõem um Relatório são: folha de rosto, sumário, índice, introdução, desenvolvimento e conclusão. Caso sejam necessários, apêndices e anexos; no final, bibliografia.

A folha de rosto deve conter as informações essenciais, como já foi especificado. O sumário é o resumo das etapas da pesquisa. O índice é utilizado para indicar as páginas que contêm ilustrações, como fotografias, desenhos, figuras etc.

13.2 Introdução

A introdução do Relatório compõe-se dos seguintes elementos: a) título

(tema); b) delimitação do assunto; c) objetivos; d) hipóteses; e) variáveis; f) universo da pesquisa (amostragem); g) justificativa; h) procedimentos metodológicos. a) O título, geralmente, corresponde ao tema da pesquisa. Devem ser evitados os títulos longos demais, optando-se pelo que melhor corresponde ao conteúdo do trabalho.

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Parte I - 7 Apresentação dos trabalhos: aspectos exteriores

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7

Apresentação dos trabalhos: aspectos exteriores

A apresentação dos trabalhos obedece às normas contidas na NBR 14724:2005, válida a partir de 30-1-2006. Não basta que a elaboração intelectual dos trabalhos seja cuidadosa, é necessário que a apresentação reflita a seriedade, a ordem e o empenho dedicados a sua realização.

Os trabalhos devem ser digitados ou datilografados, podendo ser encadernados pelo processo espiral, com capa de plástico transparente, para possibilitar a leitura da folha de rosto.

A apresentação física do trabalho escrito, ou seus aspectos exteriores, deve obedecer às seguintes normas:

7.1 Tamanho das folhas e numeração

Utiliza-se papel branco, tamanho A-4 (210×297 mm), que será impresso com tinta preta, apenas no anverso da folha, com exceção da página de aprovação. A numeração das folhas é contínua: todas as folhas devem ser numeradas, embora a Folha de Rosto, as folhas indicativas dos capítulos e a do sumário não apresentem o número de página grafado. A numeração deve aparecer no alto da página, à direita, a 2 cm da borda direita e a 2 cm da borda superior.

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Parte I - 2 Técnicas para a elaboração dos trabalhos de graduação

ANDRADE, Maria Margarida de Grupo Gen PDF Criptografado

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Técnicas para a elaboração dos trabalhos de graduação

2.1 Técnica de sublinhar para esquematizar e resumir

Sublinhar é a técnica indispensável não só para elaborar esquemas e resumos, mas também para ressaltar as ideias importantes de um texto, com as finalidades de estudo, revisão ou memorização do assunto ou mesmo para utilizar em citações.

O requisito fundamental para aplicar a técnica de sublinhar é a compreensão do assunto, pois este é o único processo que possibilita a identificação das ideias principais e secundárias, permitindo fazer a seleção do que é indispensável e do que pode ser omitido, sem prejuízo do entendimento global do texto.

Há, porém, certas normas que devem ser obedecidas, para que a técnica de sublinhar produza resultados eficazes.

Não se deve sublinhar parágrafos ou frases inteiras, mas apenas palavraschave, palavras nocionais ou, quando muito, grupos de palavras. Isto porque, ao sublinhar uma frase inteira, além de sobrecarregar a memória e o aspecto visual, corre-se o risco de, ao resumir, reproduzir-se as frases do autor, sem evidenciar as ideias principais, visto que o resumo deve ser uma condensação de ideias, não de frases ou palavras.

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