Lvaro Marchesi (6)
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3. As competências profissionais dos professores

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capítul

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as competências profissionais dos professores

O relatório Delors (1996) apresentou, em uma instigante formulação, as competências dos alunos que serão imprescindíveis ao longo de sua vida:

Para cumprir o conjunto das missões que lhe são próprias, a educação deve estar estruturada em torno de quatro aprendizagens fundamentais, que no transcurso da vida serão, para cada pessoa, em certo sentido, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, ou seja, adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder influenciar o próprio entorno; aprender a viver em conjunto, para participar e cooperar com os demais em todas as atividades humanas; e, finalmente, aprender a ser, um processo fundamental que agrupa elementos dos três anteriores.

Parece coerente, dessa forma, que os professores possuam as competências profissionais necessárias para contribuir para que seus alunos atinjam esses objetivos. Já abordei no Capítulo 1 o significado das competências profissionais e listei aquelas que me parecem imprescindíveis para o desempenho qualificado da atividade docente: ser capaz de favorecer o desejo de saber dos alunos e de ampliar seus conhecimentos, cuidar do seu desenvolvimento afetivo e social, facilitar sua autonomia moral, ser capaz de desenvolver uma educação multicultural, estar preparado para colaborar com os pais e ser competente para trabalhar em equipe.

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4. As emoções dos professores

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capítul

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as emoções dos professores

por que uma questão central na educação tem sido tão pouco estudada?

“As emoções estão no coração do ensino”, afirma Andy Hargreaves

(1998) de maneira veemente em um dos seus artigos dedicados ao tema das emoções dos professores. Quase nenhum docente poria em dúvida essa afirmação, e, inclusive, a maioria dos cidadãos pode aceitá-la sem dificuldade. O trabalho no ensino está baseado principalmente nas relações interpessoais com os alunos e com outros colegas, razão pela qual as experiências emocionais são permanentes. Irritação, alegria, ansiedade, afeto, preocupação, tristeza, frustração, etc., são alguns dos sentimentos que vive o professor no seu dia-a-dia, com maior ou menor intensidade e amplitude. Alguns têm a sorte e o bom fazer de conseguir que primem as emoções positivas; para outros, pelo contrário, predominam o infortúnio e as habilidades limitadas, o que faz com que as experiências negativas tenham maior peso. Quando essa última constatação se generaliza para sua maioria, encontramos descritores da situação dos professores com uma profunda carga emocional: sofrem de estafa, sentem-se desvalorizados ou sofrem uma pressão contínua por parte dos alunos e das suas famílias.

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2. A história profissional dos professores

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capítul

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a história profissional dos professores

etapas na vida profissional

A maior parte dos estudos sobre professores se refere à categoria como um grupo bastante coeso e com atitudes e traços similares: “os professores estão cansados e desanimados” ou “os docentes sentem que são maltratados pela opinião pública” são afirmações que descrevem o estado de ânimo de um grupo profissional como se seus membros o constituíssem de forma homogênea. É possível que a maioria dos professores tenha atitudes similares perante determinados temas, mas também é previsível que surjam diferenças entre eles em função de algumas variáveis: a etapa educacional em que trabalham, o sexo e os anos de docência. Entre todas elas, talvez a última dimensão tradicionalmente tenha sido a mais esquecida, quem sabe pelas dificuldades de considerá-la, talvez pela sua relação com outras mudanças que acontecem no ciclo vital das pessoas, ou ainda, porque determinadas reações e valorizações dos professores são encontradas em todas as idades.

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5. A responsabilidade profissional e moral dos professores

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a responsabilidade profissional e moral dos professores

uma profissão moral

Ao pensar sobre o sentido da educação, sempre vem à minha mente o texto do livro de José Saramago O ano da morte de Ricardo Reis, quando o protagonista chega de barco em Lisboa e dispõe-se a pegar um táxi:

O táxi arranca, o condutor quer que lhe digam Para onde, e essa pergunta tão simples, tão natural, tão adequada ao lugar e circunstância, pega o viajante desprevenido [...] talvez porque lhe fizeram uma das perguntas fatais, Para onde, a outra, pior, seria, Para que.

A ação educadora não é simplesmente uma atividade técnica, que pode se repetir uma e outra vez, praticamente sem se refletir, nem uma ação desprovida de comunicação e de contato social. Exige, pelo contrário, uma estreita e confiada relação pessoal entre o professor e os alunos, a qual não pode se desenvolver de forma satisfatória sem a consciência por parte dos docentes dos objetivos que se pretende alcançar. Não se pode esquecer que o ensino supõe uma interação positiva entre um professor e um grupo de alunos, que não é nem voluntária nem livremente escolhida, como poderia ser a relação que se estabelece entre um grupo de amigos.

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1. Os professores na sociedade da incerteza

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capítul

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os professores na sociedade da incerteza

sociedade e educação

As tensões que atualmente vive o sistema educacional são expressão das transformações sociais e das novas exigências que se apresentam para a formação das novas gerações. O acesso à informação e ao conhecimento, as mudanças da família e dos próprios alunos, as modificações no mercado de trabalho, os valores sociais emergentes, a presença crescente de pessoas imigrantes e a rapidez das mudanças são algumas das características da sociedade do século XXI que afetam, sem dúvida, o exercício da atividade docente. Além disso, as pressões sobre o ensino são cada vez maiores, razão pela qual o professor, para quem também passam os anos, sente-se, muitas vezes, sobrecarregado, desorientado e perplexo. Não é estranho, portanto, que a maioria dos professores – exceto, talvez, aqueles que recém ingressaram na docência – considere que a cada ano é mais difícil ensinar.

Entre todas as mudanças sociais que influenciam a atividade dos professores, considerei oportuno destacar apenas duas delas, porque causam um impacto especial na ação educadora: o crescimento inevitável da sociedade da informação e a configuração de uma sociedade multicultural.

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Mile (10)
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Capítulo II

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Capítulo IINatureza e método da pedagogiaTêm sido frequentemente confundidas as palavras educação e pedagogia, que exigem, no entanto, ser cuidadosamente distinguidas.A educação é a acção exercida sobre as crianças pelos pais e pelos professores. Esta acção acontece constantemente e é geral. Não há um instante na vida social, não há mesmo, por assim dizer, um instante ao longo do dia em que as jovens gerações não estejam em contacto com os seus predecessores, e em que, por conseguinte, não recebam destes últimos a influência educadora. Porque esta influência não se faz sentir apenas nos instantes muito curtos em que os pais ou os professores comunicam conscientemente, e através de um ensinamento propriamente dito, os resultados da sua experiênciaàqueles que vieram após eles. Há uma educação inconsciente que nunca pára. Pelo nosso exemplo, pelas palavras que pronunciamos, pelos actos que realizamos, formamos de uma maneira contínua a alma das nossas crianças.Com a pedagogia é completamente diferente. Esta consiste, não em acções, mas em teorias. Estas teorias são manei71

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Capítulo IV

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Capítulo IVA evolução e o papel do ensino secundário em França(4)1. O meu papel, senhores, não é ensinar-vos a técnica do vosso trabalho: ela apenas se pode aprender através da experiência e é pela experiência que a aprendereis no próximo ano(5). Mas uma técnica, qualquer que seja, degenera depressa num vulgar empirismo se aquele que dela se serve nunca tiver sido levado a reflectir no seu objectivo e nos meios que emprega. Encaminhar a vossa reflexão para as coisas do ensino e ensinar-vos a aplicá-las com método, eis precisamente qual será a minha tarefa. Um ensino pedagógico deve, com efeito, propor-se, não comunicar ao futuro praticante um certo número de procedimentos e de receitas, mas dar-lhe uma plena consciência da sua função.(4) Esta lição de abertura fora precedida de uma primeira sessão em que o Sr. reitor Liard, o Sr. Lavisse e o Sr. Langlois, director do MuseuPedagógico, tinham colocado os estudantes ao corrente das medidas tomadas para organizar a sua preparação profissional. A alocução do Sr. Langlois apareceu na Revue bleue, número de 25 de Novembro de 1905.

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Capítulo I

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Capítulo IA educação, a sua natureza e o seu papel1. As definições da educação: exame críticoA palavra educação foi por vezes empregue num sentido muito lato para designar o conjunto de influências que a natureza ou os outros homens podem exercer, seja sobre a nossa inteligência, seja sobre a nossa vontade. Abarca, diz StuartMill, «tudo aquilo que nós próprios fazemos e tudo o que os outros fazem por nós com o objectivo de nos aproximar da perfeição da nossa natureza. Na sua acepção mais lata, abrange mesmo os efeitos indirectos produzidos sobre o carácter e sobre as faculdades do homem por coisas cujo objectivo é muito diferente: pelas leis, pelas formas de governo, pelas artes industriais, e até mesmo por factos físicos, independentes da vontade do homem, como o clima, o sol e a posição local». Mas esta definição envolve factos completamente díspares e que não podemos reunir sob um mesmo vocábulo sem nos expormos a confusões. A acção das coisas sobre os homens é muito diferente, pelos seus processos e pelos seus resultados, daquela que é proveniente dos próprios43

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CAPÍTULO I: A educação, a sua natureza e o seu papel

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Capítulo I

A educação, a sua natureza e o seu papel

1. As definições da educação: exame crítico

A palavra educação foi por vezes empregue num sentido muito lato para designar o conjunto de influências que a natureza ou os outros homens podem exercer, seja sobre a nossa inteligência, seja sobre a nossa vontade. Abarca, diz Stuart

Mill, «tudo aquilo que nós próprios fazemos e tudo o que os outros fazem por nós com o objectivo de nos aproximar da perfeição da nossa natureza. Na sua acepção mais lata, abrange mesmo os efeitos indirectos produzidos sobre o carácter e sobre as faculdades do homem por coisas cujo objectivo é muito diferente: pelas leis, pelas formas de governo, pelas artes industriais, e até mesmo por factos físicos, independentes da vontade do homem, como o clima, o sol e a posição local». Mas esta definição envolve factos completamente díspares e que não podemos reunir sob um mesmo vocábulo sem nos expormos a confusões. A acção das coisas sobre os homens é muito diferente, pelos seus processos e pelos seus resultados, daquela que é proveniente dos próprios

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INTRODUÇÃO

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Introdução

A obra pedagógica de Durkheim

Durkheim ensinou Pedagogia toda a vida, ao mesmo tempo que Sociologia. Na Faculdade de Letras de Bordéus, entre 1887 e 1902, deu sempre Pedagogia em aulas semanais de uma hora. Os seus alunos eram, sobretudo, professores do ensino primário. Fez o mesmo na Sorbonne, na cadeira de

Ciência da Educação, onde em 1902 é assistente e em 1906 sucede a Ferdinand Buisson. Até à sua morte, reservou à pedagogia um terço, e frequentemente dois terços, do seu ensino: aulas públicas, conferências para os professores do ensino primário, aulas aos alunos da Escola Normal Superior. Esta obra pedagógica está quase inteiramente inédita. Nenhum dos seus alunos, sem dúvida, a conseguiu compreender na sua totalidade. Pretendemos apresentá-la aqui em resumo.

I

Durkheim não repartiu o seu tempo nem o seu pensamento entre duas actividades distintas, ligadas uma à outra de uma forma acidental. Aborda a educação pelo lado em que ela

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Ngel I P Rez G Mez (9)
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Capítulo 9 | Novos cenários e ambientes de aprendizagem

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Novos cenários e ambientes de aprendizagem

O ensino não é uma habilidade simples, mas uma atividade cultural complexa condicionada por crenças e hábitos que funcionam em parte além da consciência; um ritual cultural que foi assimilado por cada geração ao longo de vários séculos e que é reproduzido pelos professores, pela família e pelos próprios alunos sem terem consciência de seus fundamentos e implicações.

(NUTHALL, 2005)

Hábitos e habitat: A aprendizagem como participação em práticas sociais

Como já sugerimos anteriormente, toda aprendizagem, mas particularmente aquela que é relevante e duradoura, é pro­ duzida ligada às vivências, é essencialmente um subproduto da participação do indivíduo nas práticas sociais, por ser um membro de uma comunidade social. A aquisição eficaz de conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e conhecimentos, ou seja, competências, acontece como parte de um processo de familiaridade com as formas de ser, pensar, sentir e ver o que caracteriza o grupo e o ambiente em que se desenvolve a nossa vida (LAVE; WENGER 1991; WENGER, 2010). O fato de que os seres humanos são seres sociais não é trivial, pelo contrário, é um aspecto cen-

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Capítulo 4 | Uma nova racionalidade para a escola:aprender a se educar

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Uma nova racionalidade para a escola: aprender a se educar

Os analfabetos do século XXI não são aqueles que não podem ler ou escrever, mas aqueles que não podem aprender, desaprender e reaprender.

(Toffler; TOFFLER, 2006, tradução nossa)

Uma nova ilustração: O desenvolvimento das qualidades ou competências humanas

Aprender, desaprender e voltar a aprender, evitar a separação das emoções e da razão, atender o território do inconsciente, sondar o vazio do desconhecido, ou se­ ja, para facilitar a educação do indivíduo completo requer, obviamente, uma nova racionalidade para a escola. Uma racionalidade mais profunda e complexa, que saiba como tirar proveito dos novos conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro como instância, em grande parte, inconsciente, emocional, “incorporada”, que é movida principalmente pela empatia, com representações não objetivas e universais, mas metafóricas, analógicas e narrativas, que funciona longe da relação consciente-inconsciente, em permanente diálogo entre o córtex “reflexivo” (pensamento) e a amígdala “reflexa” (emoções). Uma racionalidade capaz de compreender que os conceitos universais, abstratos, são apenas o

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Capítulo 6 | Novas formas de ensinar e aprender

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Novas formas de ensinar e aprender

Esquecemos o que ouvimos; lembramo-nos do que vemos e aprendemos o que fazemos.

(Texto atribuído a Confúcio)

Propor as competências ou qualidades humanas básicas como objetivos curriculares exige, na minha opinião, orientar os processos de ensino e aprendizagem de acordo com os seguintes princípios:

Primazia da atividade

O ensino e a aprendizagem relevantes exigem a atividade do sujeito em um processo contínuo de construção e reconstrução, como a ciência cognitiva vem afirmando há muito tempo (Baldwin, De­wey,

Bartlett, Piaget, Vygotsky, Bruner, Johnson,

Laird) e a neurociência leva cerca de 30 anos afirmando (Blakemore; Damasio, 2010; FritH, 2007). É fundamental ressaltar a importância do envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem: a aprendizagem deve ser vista como um processo ativo de indagação, investigação  e intervenção. Qualquer aplicação do conhecimento é uma nova oportunidade para aprender e toda nova aprendizagem abre uma nova oportunidade de aplicação.

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Capítulo 1 | A era digital:novos desafios educacionais

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A era digital: novos desafios educacionais

Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?

Onde está o conhecimento que perdemos na informação?

(Elliot, 1939, tradução nossa)

Uma nova época

Quando os alunos contemporâneos aban­donam a escola todos os dias, eles se introduzem em um cenário de aprendizagem organizado de maneira radicalmente diferente. Na era globalizada da informação digitalizada, o acesso ao co­­nhe­­ci­mento

é relativamente fácil, imediato, onipresente e acessível. Uma pessoa pode acessar na rede a informação necessária, o debate correspondente, seguir a linha de pesquisa que lhe pareça mais oportuna, sem o controle de alguém denominado professor; e, se qui­ser, pode criar ou participar de várias redes de pessoas e grupos que compartilham interesses, informações, projetos e atividades, sem restrições temporais, institucionais ou geográficas. Em que mundo vivemos? Qual seria o sentido da escola que conhecemos nesse cenário?

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Capítulo 2 | Insatisfação escolar:a escola sobre carregada

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Insatisfação escolar: a escola sobrecarregada

A leitura, a escrita e a aritmética podem ser aprendidas em 100 horas se os aprendizes estiverem motivados... O que é que se aprende de verdadeiramente útil nos milhares de horas restantes da vida escolar?

(Gatto, 2005, tradução nossa)

As peculiaridades dos sistemas educacionais na sociedade neoliberal

Diante da impressão generalizada de fracasso e obsolescência do sistema educacional, a partir da década de 1990, quase todos os países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento promoveram reformas, de maior ou menor proporção, dos seus sistemas educacionais. Não é difícil reconhecer tendências, padrões e características semelhantes, apesar de eles pretenderem responder a situações e circunstâncias econômicas, sociais e culturais notavelmente diferentes. Assim convém destacar que as exigências da economia global atual, as demandas do sistema produtivo definido pelo capitalismo financeiro, digital e deslocalizado, as fórmulas e interesses da sociedade de consumo em um mundo global, interdependente e digitalizado, já discutidos no Capítulo 1, estão impondo modelos seme-

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Adelar Hengem Hle (10)
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Capítulo 5 - Conteúdos empíricos e teóricos: a necessidade de ascender do senso comum ao conhecimento científico

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Conteúdos empíricos e teóricos: a necessidade de ascender do senso comum ao conhecimento científico

Estruturas de cognição formam-se a partir das ações sobre o meio, porém é o distanciamento desse meio que ativa a operação mental e, então, recriamos o que nos falta. (Saltini, 1997, p. 16)

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tema conteúdo é uso comum nas expressões ouvidas cotidianamente no meio das instituições educacionais. Pelo tempo e pela intensidade do uso, parece ser conhecido e facilmente compreendido. No entanto, na prática, a compreensão e, principalmente, as dimensões que ele tem nas práticas pedagógicas não estão claras. Para testar nossas compreensões, propomos alguns questionamentos:

• Que conceito temos de conteúdo?;

• Qual é a diferença entre conteúdo empírico, ou senso comum, e teórico?;

• Como ele está presente e como se classifica na formação dos perfis de estudantes almejados?

A compreensão desse termo é fundamental para desenvolvermos as práticas pedagógicas. É dele que partimos para provocar o exercício mental e atingir a formação de pessoas empreendedoras e competentes. Pensar que o termo conteúdo era bem esclarecido nos meios educacionais tornouse, para nós, ledo engano. Nas reflexões com professores, verificamos que isso não está nada claro, havendo confusões das mais diversas ordens. Pessoalmente, tivemos surpresas quanto aos nossos conceitos.

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Os referenciais que movem nossas curiosidades e necessidades

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Os referenciais que movem nossas curiosidades e necessidades

Temos um mundo externo, imenso, estruturado a partir da cultura, da natureza, de regras preestabelecidas e dos sujeitos que aí vivem. Possuímos também um mundo interno, da mesma forma grandioso, não somente nas áreas cognitivas, mas nas áreas afetivas (desejos e pulsões). Como aproveitar essas relações nas práticas da educação? (Saltini, 1997, p. 14).

T

odo fazer humano se manifesta, de uma forma ou de outra, por curiosidades e necessidades. Ao iniciar essas reflexões, queremos registrar os referenciais que nos movem. Na segunda parte, iremos ater-nos à reflexão das práticas pedagógicas. Quando nos indagamos sobre que educação precisamos ou queremos, somos chamados a definir nossas crenças. Assim, abrem-se, à nossa frente, múltiplas possibilidades.

Nesse cenário, podemos fazer um recorrido histórico situando-nos e projetando a educação que queremos ou precisamos. Para tanto, podemos concentrar-nos no contexto tecnológico, ou em qualquer outro, ou em todos eles, ao definir as bases da educação almejada. Ou, ainda, podemos focar-nos essencialmente no subjetivo do ser humano e discutir as bases da educação para este fim.

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Considerações finais

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Considerações finais

C

hegamos ao final de mais uma produção que provocou em nós muitas angústias e reflexões. São anos buscando respostas para inquietações pessoais e profissionais, uma vez que não conseguimos separar as duas. No meio educacional, no qual passamos praticamente os três turnos do dia, as reflexões aqui suscitadas estão bem vivas; ouvimos colegas e estudantes, em sua grande maioria dos cursos de licenciatura e futuros professores. Em muitos, mesmo antes de ingressar definitivamente na profissão docente, já vemos o seu olhar ansioso e, muitas vezes, um tanto descrente; noutros percebemos indignação com a situação educacional que vivemos. Também ouvimos muitas pessoas, entre elas pais e empresários, criticarem as escolas e os professores. Os investidores políticos, em especial no período das eleições, chegam até nós com suas soluções, caso forem eleitos. Escutamos especialistas nos meios de comunicação em debates acalorados. Participamos de eventos em que se discutem as questões educacionais.

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Capítulo 1 - Pessoas competentes e empreendedoras: exigências do mundo contemporâneo

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Pessoas competentes e empreendedoras: exigências do mundo contemporâneo

O homem autorrealizado sabe conviver de forma mais clara consigo e com o meio. Identifica os problemas, enfrenta-os, soluciona-os e deixa-os. (Thums, 1999, p. 105).

O

s avanços científicos, que resultaram no cenário contemporâneo em que a visão e o agir sistêmicos, as inovações, as novas tecnologias, as distâncias em tempo real, entre o local e o global, foram superadas; as novas compreensões da vida, de forma rápida e permanente, substituem as verdades até há pouco inabaláveis; os valores humanos estão em constante crise; e as preocupações com o meio tomaram dimensões nunca vistas antes, exigem nova postura, nova capacidade de pensar e agir.

Necessitamos resgatar o homem que respeite a vida sistemicamente. Precisamos de pessoas capazes de estabelecer relações de respeito com os outros e com o meio, de visão integrada, que sejam criativas e competentes em apresentar soluções para problemas sempre novos e complexos, respeitando a harmonia da vida. Em síntese, para viver e interagir nesse cenário, exigem-se pessoas com novas competências e nova visão empreendedora. Está posto o desafio para a educação: exercitar a mente das pessoas, capacitando-as para viver e conviver nesse contexto.

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Capítulo 7 - Problematização: o disparador na provocação do desejo

Adelar Hengemühle Grupo A PDF Criptografado

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Problematização: o disparador na provocação do desejo

A maior sorte que tive na vida foi ter um desafio permanente. (França,

2008, p. 15).1

A

nalisada a ressignificação, chegamos agora à problematização. Esse te­ ma, em tese, conclui a preparação do professor para o planejamento e desenvolvimento da prática pedagógica. É o momento de introduzir, como veremos adiante na metodologia, problemas e curiosidades que instiguem os estudantes a buscar, no conteúdo teórico, as explicações necessárias.

Nossa meta é formar pessoas empreendedoras e competentes que saibam, à luz de embasamento teórico, analisar, compreender, argumentar e resolver problemas sempre novos ou satisfazer suas curiosidades, desenvolvendo o espírito de pesquisa. Ora, como sabemos, a pesquisa é motivada por necessidades e curiosidades; em síntese, problemas a resolver.

Aceitamos que a curiosidade e a problematização ajudam a colocar as práticas pedagógicas de acordo com a formação almejada. Muitos autores da atualidade sugerem que esses termos também são excelentes meios metodológicos para provocar o desejo e disparar na mente a vontade para buscar explicações. Portanto, esses termos podem tornar-se importantes contribuições para tornar os processos provocantes, instigadores e significativos. No entanto, preparar práticas com a inclusão da problematização e de temas curiosos depende diretamente dos passos anteriores aqui desenvolvidos. Ou seja, é preciso:

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Adobe Creative Team (46)
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9. Trabalhando com Som e Vídeo

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LIÇÃO 9

Trabalhando com Som e Vídeo

Crie botões de som

Há três botões de som no quiosque final, cada um reproduzindo um som de um animal diferente. Você irá criar um símbolo de botão, configurar seus estados de rollover e importar um som para o botão. Em seguida, irá duplicar esse botão e adaptá-lo para criar botões para dois sons adicionais.

Crie símbolos de botão

Os símbolos de botão incluem quatro estados de rollover na Timeline: Up, Down, Over e

Hit. Você converterá o ícone de alto-falante e o texto em um botão, configurará os estados de rollover para o botão e desenhará o fundo de um retângulo para o botão da área de pressionamento.

1 Selecione a camada Sound Buttons. O grupo no canto inferior direito (Sound 1 e um sím-

bolo de alto-falante) é selecionado.

2 Escolha Modify > Convert To Symbol. Na caixa de diálogo Convert To Symbol, selecione

Button e atribua ao botão o nome sound_button1. Clique em OK.

3 Dê um clique duplo na instância sound_button1 no Stage para editá-la. Talvez você pre-

cise ampliar um pouco para ver o botão mais claramente.

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Medium 9788577806188

7. ADICIONANDO TRANSIÇÕES DE VÍDEO

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132 ADOBE PREMIERE PRO CS4

Classroom in a Book

Introdução

Ligar clipes com transições – dissolves, page wipes, spinning screens e muitos outros – é uma ótima maneira de levar os espectadores de uma cena para outra ou de atrair a atenção deles.

Adicionar transições ao seu projeto é uma arte. Aplicá-las começa de um modo bem simples; é um mero processo de arrastar e soltar. A arte entra no posicionamento, na duração e nos parâmetros, como bordas coloridas, movimento e cenários iniciais e finais.

A maior parte do trabalho com transições acontece no painel Effect Controls.

Além das várias opções únicas para cada transição, esse painel exibe algo chamado linha do tempo A/B, ou A/B timeline. Esse recurso permite mover transições em relação ao ponto de edição, alterar a duração da transição e aplicar transições a clipes que não têm um número suficiente de frames iniciais e finais.

Com o Adobe Premiere Pro, também é possível aplicar uma transição a um grupo de clipes.

Utilize transições com moderação

Ao descobrir as várias possibilidades de transições que o Adobe Premiere Pro oferece, você será tentado a empregá-las em todas as edições. Elas podem ser muito interessantes, embora seja recomendável utilizá-las com moderação.

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Medium 9788582600382

Capítulo 3. Trabalhando com seleções

Adobe Creative Team Grupo A PDF Criptografado

3

TRABALHANDO COM

SELEÇÕES

Visão geral da lição

Nesta lição, você vai aprender a:

· Criar áreas específicas em uma imagem utilizando ferramentas de seleção

· Reposicionar um contorno de seleção

· Mover e duplicar o conteúdo de uma seleção

· Utilizar combinações de teclado e mouse que economizam tempo e movimentos manuais

· Desmarcar uma seleção

· Restringir o movimento de uma área selecionada

· Ajustar a posição de uma área selecionada utilizando as setas

· Adicionar a e subtrair de uma seleção

· Girar uma seleção

· Utilizar várias ferramentas de seleção para criar uma seleção complexa

· Remover pixels dentro de uma seleção

Esta lição levará aproximadamente 1 hora para ser concluída. Copie a pasta

Lesson03 para o seu computador, se já não tiver feito isso. Ao trabalhar nesta lição, você preservará os arquivos iniciais. Se precisar restaurá-los, copie-os do

DVD do Adobe Photoshop CS6 Classroom in a Book.

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Capítulo 4. Princípios básicos de camadas

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4

PRINCÍPIOS BÁSICOS

DE CAMADAS

Visão geral da lição

Nesta lição, você vai aprender a:

· Organizar o trabalho em camadas (layers)

· Criar, visualizar, ocultar e selecionar camadas

· Reorganizar camadas para alterar a ordem de empilhamento do trabalho

· Aplicar modos de mesclagem a camadas

· Redimensionar e girar camadas

· Aplicar um degradê à camada

· Aplicar um filtro à camada

· Adicionar efeitos de texto e de camada à camada

· Adicionar uma camada de ajuste

· Salvar uma cópia do arquivo com as camadas achatadas

Esta lição levará menos de 1 hora para ser concluída. Copie a pasta Lesson04 para o seu computador, se ainda não fez isso. Ao trabalhar nesta lição, você preservará os arquivos iniciais. Se precisar restaurá-los, copie-os do DVD do

Adobe Photoshop CS6 Classroom in a Book.

Fotografias do abacaxi e da flor © Image Source, www.imagesource.com

O Adobe Photoshop permite isolar diferentes partes de uma imagem em camadas

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18. GERENCIANDO PROJETOS

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342 ADOBE PREMIERE PRO CS4

Classroom in a Book

Introdução

Se for do tipo que “faz tudo”, monitorar projetos provavelmente é algo muito fácil para você. Mas depois de começar a incorporar outras pessoas ao mix de produção, é necessário descobrir maneiras de gerenciar seus conteúdos. O Adobe

Premiere Pro CS4 tem uma ferramenta de gerenciamento de projetos eficiente, chamada Project Manager, que reduz o tamanho de armazenamento de um projeto e consolida os arquivos associados a ele.

O recurso Clip Notes no Adobe Premiere Pro simplifica um fluxo de trabalho colaborativo facilitando o feedback de clientes e colegas. É possível embutir uma sequência renderizada como um arquivo de vídeo dentro de um arquivo PDF ou armazená-la em um servidor e adicionar um link a esse arquivo no arquivo PDF.

Nos dois casos, um revisor pode abrir o arquivo PDF, reproduzir o filme e inserir comentários diretamente no arquivo PDF. Mais tarde você pode ler esses comentários de dentro da Timeline.

O Project Manager permite salvar ou consolidar um projeto para arquivamento fácil, e seus recursos de importação permitem compartilhar projetos completos ou partes de projetos.

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