Alina Wheeler (61)
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Básico - Dinâmicas de marca

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Dinâmicas de marca

Tendências

A próxima grande novidade já está acontecendo. A sociedade evolui a cada instante de formas imprevisíveis. À medida que o mercado se transforma, as melhores marcas inovam continuamente em resposta a mudanças sociais, tecnológicas, na cultura popular, na pesquisa e no cenário político. As grandes marcas reconhecem nossa nostalgia paradoxal por um passado mais simples para nos proteger das mudanças implacáveis.

A mudança quase nunca fracassa por vir cedo demais. Ela quase sempre fracassa por chegar atrasada.

Uma fusão de tecnologias está apagando as linhas entre as esferas físicas, digitais e biológicas.

A tecnologia muda mais rápido do que as pessoas.

Seth Godin

Tribes

Derek Thompson

Hit Makers: The Science of Popularity in an Age of Distraction

Sergei Brin

Cofundador da Google e presidente da Alphabet

O Gear VR da Samsung ajuda os clientes a fazer e descobrir coisas que só existiam nos seus sonhos e a ir onde jamais estiveram.

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Estudos de caso - Adanu

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Estudos de caso

Adanu

Construímos escolas no interior de Gana, usando a educação para transformar a vida de crianças, e de vilas inteiras, para sempre.

Metas

Conscientizar e aumentar o apoio.

Representar a ONG ganesa nos EUA.

Renomear a organização.

A Adanu é uma organização não governamental (ONG) que trabalha ao lado de comunidades rurais subdesenvolvidas em Gana para criar e estabelecer soluções sustentáveis para a educação, e oportunidades iguais para todas as pessoas, independentemente de gênero, idade ou situação econômica. Fundada por Richard Yinkah, em 1997, com o nome de Disaster Volunteers of Ghana

(DIVOG), a organização desde então atendeu mais de 50 comunidades e recebeu 1.500 voluntários internacionais para construir escolas, instalações de saneamento, clínicas de saúde e mais.

Desenvolver uma narrativa de marca dinâmica.

Projetar um novo sistema de identidade visual.

Adanu captura a essência de todos os nossos valores:

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Estudos de caso - Coors Light

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Estudos de caso

Coors Light

Nossa cerveja é armazenada, filtrada e embalada no limite do congelamento, límpida e refrescante como as próprias Montanhas

Rochosas. São nossas montanhas que nos fazem quem somos.

Metas

A Coors Brewing Company foi fundada em 1873 por Adolph Coors, que escolheu o Clear Creek

Valley em Golden, Colorado, para a sua nova cervejaria devido à qualidade da água pura das fontes das Montanhas Rochosas na região. A Coors Light foi lançada em 1978 e hoje é produzida em todo o país. A Coors Light é a segunda cerveja mais vendida dos EUA, onde é produzida e comercializada pela MillerCoors, de propriedade da Molson Coors, a terceira maior cervejaria do mundo.

Renovar a experiência de marca.

Partir da tradição da marca e expandi-la.

Evocar ligações emocionais fortes.

Produzir uma experiência consistente para uma marca de estilo de vida.

Durante a evolução da nossa campanha e a criação de um mundo de marca visualmente icônico, estabelecemos a Coors Light como uma marca de estilo de vida, posicionada para o crescimento sustentável.

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Estudos de caso - Vueling

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Estudos de caso

Vueling

Metas

A Vueling é rápida e objetiva. Não são só os preços baixos que fazem a empresa; também é importante ser prática e estar um passo à frente de todo mundo, seja no que for.

A Vueling Airlines SA oferece voos a mais de cem destinos na África, Ásia e Europa, e atualmente

é a segunda maior companhia aérea da Espanha. A empresa foi fundada em 2002 e tem sede em

Barcelona, na Espanha.

Imaginar um nome e uma nova marca.

Criar uma companhia aérea da nova geração, que rompesse com as categorias tradicionais e desafiasse os limites do setor.

Projetar uma identidade visual, verbal e comportamental integrada.

Agradar o cliente.

A Vueling se tornou o que a criamos para ser: uma companhia aérea da nova geração, combinando preços baixos, grande estilo e serviço de alta qualidade.

Juan Pablo Ramírez

Estrategista de marca

Saffron Brand Consultants

Vueling: Saffron Brand Consultants

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Estudos de caso - ACHC

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Estudos de caso

ACHC

Nossa família de empresas constrói relações fortes com os clientes na busca contínua por oportunidades para fortalecer as liberdades culturais e econômicas dos iñupiat.

A ACHC (ASRC Construction Holding Company) é a divisão de consturção da Arctic Slope Regional

Corporation (ASRC), uma empresa de propriedade do povo iñupiat, criada em consequência da Alaska

Native Claims Settlement Act (Lei de Conciliação das Reivindicações de Terra dos Povos Nativos do

Alasca). A ACHC presta serviços de apoio e supervisão para seis empresas, que realizam uma ampla gama de serviços de construção para diversos clientes governamentais e do setor privado.

Metas

Ampliar a vantagem competitiva.

Criar uma arquitetura de marca unificada.

Elevar o perfil público.

Honrar a tradição cultural da ACHC.

Criar um sistema integrado

Criamos uma marca que reflete totalmente os motivos da nossa existência. Nossa marca funciona como um alicerce para o nosso sucesso contínuo e, ao mesmo tempo, lembra constantemente da nossa tradição e dos nossos valores fundamentais.

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Barry Purves (9)
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Conclusão

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ava s-m end_P186-192:endmatter 24/11/2009 4:26 PM Page 187

Title: Basic Animation-Stop Motion

Client: AVA Book Pte Ltd Size: 160mmx230mm

186 | 187

Conclusão

Contudo, se você encontrar prazer nas minúcias da profissão ou vibrar de alegria com os resultados de um boneco aparentemente se movendo sozinho, então logo poderá ficar encantado. Se você consegue valorizar alguns segundos de filme produzidos em um dia como uma conquista, então bem-vindo ao stop-motion. Você terá enorme satisfação com as atividades detalhistas da arte, desde colocar a mão na massa e tentar controlar o mínimo detalhe, até a própria repetição do processo.

Se você quer dar vida a personagens extraordinárias e muito verossímeis pelo contato íntimo de suas mãos, então o stop-motion certamente é sua praia.

Você precisará aceitar que o imprevisível acontecerá. Veja isso como uma característica positiva, não como uma

mudança em seu filme, mas como seu crescimento. Uma vez que aceite isso, o stop-motion poderá ser realmente viciante, pois você fez algo se mover aparentemente sozinho; na verdade, você criou vida. As pessoas que nunca tentaram fazer isso podem achar essa necessidade de dar vida

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Ferramentas e técnicas

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ava s-m ch5_P134-159:5 Tools & techniques 24/11/2009 4:40 PM Page 135

Title: Basic Animation-Stop Motion

Client: AVA Book Pte Ltd Size: 160mmx230mm

134 | 135

Ferramentas e técnicas

No Capítulo 5, veremos como todos os elementos técnicos envolvidos no stop-motion afetam a narrativa e o filme em si, e por que eles são tão importantes quanto a animação.

Preparativos > Ferramentas e técnicas > Movimento e performance

Como precisamos criar absolutamente tudo a partir do zero, é importante extrair o máximo de cada elemento, permitindo que contribuam para o filme, em vez de serem apenas algo secundário, mera decoração ou arquitetura. Tente relacionar cada corte, cada enquadramento, cada música a alguma coisa na narrativa e no tema global.

A animação é mais do que personagens móveis; trata-se de narrativa, e cada elemento pode ajudar a contar essa história.

Wallace e Gromit:

A batalha dos vegetais

2005 animador

Aardman

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Preparativos

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ava s-m ch4_P116-133:4 Preparations 23/11/2009 2:09 PM Page 117

Title: Basic Animation-Stop Motion

Client: AVA Book Pte Ltd Size: 160mmx230mm

116 | 117

Preparativos

Os bonecos > Preparativos > Ferramentas e técnicas

No Capítulo 4, veremos toda a preparação necessária para uma gravação tranquila e o tipo de problemas e satisfações você encontrará em um estúdio. O processo nesse estágio da produção de um filme é muito diferente de qualquer outra forma de animação, com muito mais fisicalidade envolvida. Uma preparação detalhada antes de gravar evitará muitos problemas posteriormente, e é uma fase essencial a ser atravessada.

Mary and Max 2009 animador

Adam Elliot

Esta imagem resume tudo que o stop-motion tem de maravilhoso: aproveitar todos os elementos de design, textura, iluminação, cor, profundidade, detalhe e personagem, para produzir algo muito estilizado, mas instantaneamente verossímil e reconhecível. Cada elemento está trabalhando em harmonia com os outros.

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Concentrando-se na ideia

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ava s-m ch2_P48-77:2 Focusing 23/11/2009 11:06 AM Page 49

Title: Basic Animation-Stop Motion

Client: AVA Book Pte Ltd Size: 160mmx230mm

48 | 49

Concentrando-se na ideia

No Capítulo 2, veremos como as qualidades particulares e extraordinárias do stop-motion servem perfeitamente para certas histórias e personagens, mas podem parecer inadequadas quando utilizadas em outros contextos.

O que é stop-motion? > Concentrando-se na ideia > Os bonecos

Também veremos como tirar o máximo dessas qualidades e começar a aproveitar tudo o que o stop-motion pode trazer para um filme, em vez de encobri-lo como um efeito invisível. Por fim, veremos como a natureza física e trabalhosa do stop-motion e seus orçamentos podem afetar a narrativa.

A Christmas Dream 1946 diretor

Karel Zeman

Neste clássico, uma garotinha ganha novos e empolgantes presentes de Natal e joga fora sua velha boneca de pano.

Então, o Papai Noel aparece enquanto a garota está dormindo, faz os sonhos dela sobre a antiga boneca ganharem vida e as duas vivem uma aventura juntas. Histórias criativas sobre sonhos se tornando realidade e bonecas ganhando vida são perfeitas para a animação.

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Os bonecos

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ava s-m ch3_P78-115:3 Puppets 23/11/2009 1:06 PM Page 79

Title: Basic Animation-Stop Motion

Client: AVA Book Pte Ltd Size: 160mmx230mm

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Os bonecos

No Capítulo 3, descobriremos quais qualidades que um boneco pode trazer para um filme que atores, desenhos e imagens 3D não podem.

Veremos por que os bonecos de stop-motion têm um elemento extra de vida e espontaneidade e veremos também como tirar o máximo proveito de um boneco em termos de design. Em particular, vamos nos concentrar em como explorar os traços de um boneco, como os olhos e as mãos, que são mais expressivos, e como torná-lo o mais fácil de animar possível.

Concentrando-se na ideia > Os bonecos > Preparativos

Por fim, discutiremos outras técnicas que envolvem tocar e manipular os objetos diante da câmera para contar uma história. Essas técnicas demonstram claramente que um boneco complexo nem sempre é necessário para se contar uma história emocionante.

Rigoletto 1993 animador

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David A Aaker (12)
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10. Mantendo a Relevância em meio à Dinâmica do Mercado

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266

Relevância de Marca

Walmart

Em 2005, a Walmart estava em ascensão.1 Suas vendas chegavam a quase 300 bilhões de dólares, quase três vezes o valor de 10 anos antes. No mesmo período, o número de lojas tinha passado de 3 mil para cerca de 5 mil, e a área média de cada loja também crescera. Entretanto, a empresa enfrentava algumas dificuldades persistentes, às vezes acompanhadas de boicotes e processos judiciais, que estavam sempre na mídia.

Quatro pontos se destacavam. Primeiro, a Walmart tinha a reputação, alimentada pelos sindicatos, de tratar seus funcionários de modo injusto, com programas de seguro de saúde inadequados, salários baixos (descritos por algumas pessoas como abaixo do nível de subsistência) e discriminação contra trabalhadores do sexo feminino, uma série de políticas que, segundo os críticos, incentivava ou até forçava a concorrência a fazer o mesmo. Segundo, a aquisição de produtos na China e em outros países, que afetava o déficit comercial dos EUA, exportava empregos e evocava o espectro da exploração dos trabalhadores, era resultado em parte do foco da Walmart em custos baixos, considerado uma obsessão por alguns críticos. Terceiro, alguns eleitores e políticos locais acreditavam que a chegada da Walmart em uma região fazia com que pequenos comerciantes fossem à falência e criava aumentos indesejáveis no trânsito e no crescimento urbano. Quarto, havia histórias sobre como a Walmart fazia exigências em termos de preços e marcas que os fornecedores que dependiam das compras da rede eram forçados a fazer concessões em suas marcas e produtos, transferir a produção para o exterior e até fechar as portas.

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Epílogo: O Yin e o Yang da Batalha por Relevância

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Epílogo

O Yin e o Yang da Batalha por Relevância

Não acabou até ter acabado.

—Yogi Berra

A

s dinâmicas do mercado e as opções estratégicas discutidas neste livro precisam ser colocadas em perspectiva. A batalha pela criação e manutenção da relevância de marca e por deixar os concorrentes para trás está ligada a um yin e a um yang. Precisamos analisar o lado ruim de uma estratégia orientada por relevância, não apenas o bom.

É verdade que a criação de novas categorias e subcategorias costuma envolver recompensas enormes. A concorrência sem concorrentes, ou então com adversários reduzidos ou enfraquecidos, é muito mais lucrativa do que uma guerra por preferência de marca, além de muito mais agradável. Mesmo que o período favorável na área competitiva seja limitado, ele ainda pode criar um fluxo de lucros, momento de mercado e base de clientes muito vantajosos

à medida que os concorrentes se tornam relevantes.

Também é verdade que o índice de empresas que têm sucesso na criação de espaços com pouca ou nenhuma concorrência é alta. Este livro explorou dezenas de casos do tipo, mas estes representam apenas uma pequena parcela do total. Podemos encontrar uma série de casos semelhantes aos da minivan da Chrysler, da Enterprise Rent-A-Car, da Go-Gurt da Yoplait, da SoBe, da

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5. O Setor Alimentício se Adapta

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Relevância de Marca

Além de cientistas e gurus da saúde, o governo tem uma função no discurso, pois ele valida ou se opõe a certas posições, comunica ideias e regula produtos. Um estudo da função de gurus, cientistas e governos, além de ajudar e dar contexto às estratégias das empresas do setor alimentício, também demonstra por que não é fácil prever e interpretar tendências. As tendências são poderosas, ambíguas e complexas e costumam flutuar.

As lições do setor alimentício sobre como lidar com tendências podem ser aplicadas a outras atividades. Todos os setores enfrentam o desafio de identificar, compreender, prever e às vezes influenciar as tendências que afetam os mercados. Os lojistas lidam com as tendências da moda, o desenvolvimento de materiais em vestuário, as preferências dos consumidores e assim por diante. A indústria automobilística precisa enfrentar questões de tecnologia, regulamentações governamentais, tendências de estilo, preferências dos consumidores, demografia e muito mais.

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1. Vencendo a Batalha Por Relevânciade Marca

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Relevância de Marca

outra. As marcas por trás da emergência e do reposicionamento das subcategorias se tornaram mais relevantes e conquistaram posições melhores no mercado, enquanto as outras que não eram relevantes para as novas categorias perderam suas posições, um exemplo marcante do que está por trás da dinâmica de mercado.

A Kirin e a Asahi foram as duas marcas principais durante o período. A Kirin, dominante entre 1970 e 1986, com inabaláveis 60% de participação de mercado, era a

“cerveja de quem ama cerveja”, bastante associada com o sabor encorpado e um pouco amargo das cervejas lager pasteurizadas. Foi uma grande carreira. Nenhuma oferta criava novas subcategorias para perturbar sua posição.

Surge a Asahi Super Dry

A Asahi, que em 1986 estava perdendo participação e caíra para menos de 10% do mercado, lançou a Asahi Super Dry no começo de 1987, uma cerveja mais refrescante e com gosto mais forte e menos ressaibo. O novo produto, com mais álcool e menos açúcar que as cervejas lager, além de usar uma levedura especial, atraía uma nova geração de bebedores de cerveja mais jovens. Seu apelo se devia em parte a uma imagem ocidental cuidadosamente construída pelo rótulo, pelos patrocinadores e pela propaganda.

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6. Encontrando Novos Conceitos

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146

Relevância de Marca

produto uma vez para apreciá-lo. O iPod era legal e o consenso geral era de que ele era usado por pessoas legais.

A Apple acertou o timing. Steve Jobs reconheceu que havia uma janela de oportunidade para o iPod. O mercado tinha uma necessidade, os produtos concorrentes tinham falhas graves e a combinação da tecnologia da Apple com as novas opções de hardware criou uma abertura. Um avanço essencial para a produção do iPod foi a disponibilidade de um disco rígido barato de 4,5 cm da Toshiba, que podia armazenar mais de mil músicas. Para reagir rapidamente ao mercado e acessar competências em

áreas essenciais, a Apple usou parceiros no processo de desenvolvimento.² A equipe foi liderada pela PortalPlayer, que criou a plataforma básica, e gerou um produto que incluía um conversor digital-analógico estéreo da Wolfson Microelectronics, um chip de memória flash da Sharp Electronics, um controlador de interface da Texas Instruments e um circuito integrado de gerenciamento de energia da Linear Technologies. A Apple não enfrentou o projeto sozinha.

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Ericson Straub Marcelo Castilho Paulo Biondan H Lio De Queiroz (6)
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Fundamentos da representação

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Fundamentos da representação

Fundamentos da representação

O potencial criativo de um designer ou artista deve ser enriquecido pelo processo da representação. Nesse sentido, a análise e os complexos fatores pelos quais se elaboram os juízos do desenho acabam sendo um processo natural. Cada desenho ou rendering é sempre um problema diferente que possui peculiaridades, porém alguns fundamentos são inerentes a qualquer tipo de desenho ou representação. Questões como a proporção ou a composição são, sem dúvida, fundamentos familiares e conhecidos mesmo

àqueles que desconhecem o desenho; o que muitas vezes não existe para alguns é a educação ou o aprendizado do olhar, que aguça a sensibilidade e o poder de transformar imagens mentais em uma representação bidimensional. Talvez a essência dessa pequena parte do livro seja salientar a importância do ato de desenhar – afinal, o sketch, por exemplo, é um desenho “in natura” que se utiliza de materiais próprios. O rendering, manual ou digital, é uma técnica, mas antes dele existe o desenho, a definição do que se quer representar.

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Galeria

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Galeria

Montagem com sketches produzidos com técnica de marcador, caneta esferográfica e pastel seco

Marcelo Castilho

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abc do Rendering

Rendering utilizando técnica de sketch manual e software de manipulação de imagens

Departamento de Design da

Volkswagen do Brasil / Marco Pavone

Galeria

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Renderings digitais utilizando software 3D

Electrolux Group Design Latin America /

Érik Gurski Lima, Leonardo Hatamura,

Fabio Matsuda, Rafael Raulino

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abc do Rendering

Galeria

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Renderings digitais

Electrolux Group Design Latin America /

Rafael Alonso

Rendering digital

Electrolux Group Design

Latin America /

Érik Gurski Lima

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abc do Rendering

Rendering digital

Electrolux Group Design

Latin America /

Rafael Raulino

Rendering digital

Electrolux Group Design

Latin America /

Vinícius Weinert

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A evolução dos meios de representação do design

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A evolução dos meios de representação do design

O ato da representação visual faz parte da evolução do homem. Mais do que apenas a caracterização de crenças, o desenho tem um papel fundamental como elemento de comunicação entre os povos. Tem sido assim desde a evolução das antigas formas de escrita, que nasceram da necessidade de registro e de transmissão do conhecimento adquirido, estabelecendo uma ligação entre o emissor e o receptor e permitindo o compartilhamento de códigos comuns ao longo das gerações.

A representação no design – apesar de utilizar alguns códigos específicos que, muitas vezes, diferenciam-se de outras formas de representação visual – tem um papel similar ao da escrita porque também parte da necessidade de comunicar uma ideia. Desde a Antiguidade, o ato da representação tem uma estreita ligação com as artes, mas foi somente no final da Idade Média, quando arquitetos e projetistas começaram a ser chamados pela Igreja para projetar e renovar catedrais e edifícios, que surgiu a real necessidade de se estabelecer um diálogo efetivo entre o projetista, o cliente e os operários que deveriam executar a obra. Filippo Brunelleschi, um dos mais importantes arquitetos daquele período, foi um dos primeiros a desenvolver seus projetos com base na transferência de ideias para o papel, tendo sido responsável pelo projeto da cúpula da Igreja Santa Maria Del Fiore, em Florença, na Itália.

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Passo a passo

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Passo a passo

Materiais utilizados em um rendering manual

A qualidade dos materiais escolhidos influi diretamente na geração de um rendering.

Marcadores, markers ou rotuladores são tradicionalmente definidos como formadores da base de um rendering. A ponta em forma de chanfro das canetas é uma característica fundamental para se obter a gestualidade e a rapidez nos traçados. E são exatamente a gestualidade e a rapidez nos traçados que marcam um rendering manual ou, até mesmo, um rendering digital.

Os marcadores funcionam à base de solventes, o que possibilita o preenchimento homogêneo de grandes superfícies e a superposição de camadas de tinta sem provocar

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abc do Rendering

danos às fibras do papel. Outro material importante é o pastel seco, indispensável para a representação de volumes e superfícies de alto brilho e de forma arredondada. Para dar mais homogeneidade e transparência ao rendering, geralmente é utilizado o pó raspado do bastão. A dureza e a consistência do material também devem ser levadas em conta no momento da criação de um rendering. Se o material for quebradiço ou muito duro, pode danificar o trabalho.

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O desenho como forma de representação. Essência ou necessidade?

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O desenho como forma de representação.

Essência ou necessidade?

A era digital trouxe alterações significativas para o processo de representação do design. Em meados dos anos 1980, no início da propagação dos novos sistemas operacionais e dos softwares de computação gráfica, os designers mais entusiasmados diziam que a representação à mão livre estava fadada a desaparecer. No entanto, tantos anos depois, percebemos que a representação à mão livre ainda não deu o suspiro final. Ao contrário, encontra-se longe disso, apesar de algumas previsões para o setor

Sketch utilizando caneta esferográfica e marcador

Marcelo Castilho

terem se concretizado.

Na atualidade, existem mais e mais designers buscando o aprimoramento das técnicas de representação manual, mesmo tendo à disposição os mais modernos softwares ligados ao design e ao processo de representação. Talvez a poética da concepção gestual – solidificada pelo conhecimento técnico, mas fundamentalmente constituída por um processo holístico e intuitivo – conduza os designers em sua busca pela pureza criativa. Afinal, a essência do ser humano está ligada à representação visual, seja nos registros pré-históricos encontrados em cavernas, na arte do Renascimento ou, simplesmente, na expressão de uma criança revelada por meio de singelos desenhos.

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Gavin Ambrose Paul Harris (8)
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Classificação de tipos

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BDT_001-176

3/31/06

10:18 PM

Page 34

Classificação de tipos

Cliente: Absolut Label

Design: KesselsKramer

Resumo tipográfico:

Eclética coleção de tipos usados em harmonia com o tema

(WK)

Job:01-76355 Title:Basic Design-Typography

(02-AC30671) 175# Dtp:119 Page:34

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3/31/06

10:18 PM

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34 35

Classificação de tipos

A vasta gama de tipos disponíveis torna essencial a existência de algum sistema de classificação para, principalmente, simplificar as especificações de um trabalho.

Tipos e famílias de tipos podem ser classificados de acordo com suas características intrínsecas. Para entender o sistema de classificação, e os meios pelos quais um tipo é classificado, devemos estar familiarizados com a terminologia utilizada para descrever essas características. Muitas faces – e grande parte da terminologia adotada para descrevê-las – têm origem em projetos concebidos há 500 anos, e foram originalmente fundidas em metal ou gravadas em rocha. Mesmo agora, em nossa era digital, tais faces ainda apresentam as características inconfundíveis associadas às necessidades físicas dos períodos nos quais foram criadas. A classificação de tipos é um daqueles raros casos em que faz sentido julgar somente pela aparência. Por isso, é importante compreender como os tipos são classificados e quais são as diferenças entre suas variações, a fim de entender melhor quando usá-los em um projeto.

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Compondo com tipos

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BDT_001-176

1/4/06

8:29 AM

Page 60

Compondo com tipos

Cliente: Shakespeare’s Globe

Design: Pentagram

(Angus Hyland e

Charlie Hanson)

Resumo tipográfico:

Combinação de tipos históricos e contemporâneos

(WK)

Job:01-76355 Title:Basic Design-Typography

(116)C31243 175# Dtp:119 Page:60

BDT_001-176

3/31/06

10:26 PM

Page 61

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Compondo com tipos

Compor ou diagramar parece algo bastante simples – você coloca as letras na página e as manipula –, mas para fazer isso e produzir o efeito desejado, é preciso saber como manipulá-las. Para tanto, existem várias técnicas e estruturas que ajudam o designer a controlar e diagramar a página de forma eficiente. A compreensão dessas noções básicas permite que o designer desenvolva projetos coerentes e eficazes, controlando e harmonizando os vários elementos tipográficos que eles contêm. Em alguns casos, como no exemplo da página oposta, elementos tipográficos foram selecionados por suas evocações históricas, bem como por sua estética contemporânea.

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Prática tipográfica

PDF Criptografado

BDT_001-176

3/31/06

10:46 PM

Page 150

Prática tipográfica

Cliente: Lancaster City Council

Design: Why Not Associates e Gordon Young

Resumo tipográfico:

Vários estilos utilizados para apresentar poemas, letras de músicas e expressões

(WK)

Job:01-76355 Title:Basic Design-Typography

175# Dtp:116 Page:150

BDT_001-176

3/31/06

10:47 PM

Page 151

150 151

Prática tipográfica

A aplicação prática da tipografia no design nem sempre é o que se espera. As demandas tipográficas podem ser mais extensas e menos ortodoxas do que as vistas nas seções anteriores deste livro, embora os princípios básicos permaneçam os mesmos. A aplicação dos tipos pode ser incomum – como o exemplo na página ao lado demonstra –, mas, ainda assim, o designer deve levar em conta a seleção de tipos, sua composição, espaçamento, corpo, legibilidade e padrão.

A tipografia é um ofício técnico, exigente e às vezes confuso, que requer muita atenção, paciência e compreensão histórica. No final das contas, a tipografia é uma experiência íntima e humana – no caso da

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Geração de tipos

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BDT_001-176

3/31/06

10:37 PM

Page 108

Geração de tipos

Cliente: Balletlab

Design: 3 Deep Design

Resumo tipográfico:

Tipo gerado a partir do padrão de fundo

(WK)

Job:01-76355 Title:Basic Design-Typography

03-AC31201(119) 175# Dtp:116 Page:108

BDT_001-176

3/31/06

10:37 PM

Page 109

108 109

Geração de tipos

A geração de tipos refere-se aos diferentes instrumentos ou abordagens utilizados para criar letras. Esse processo pode ser parte de um método deliberado para projetar uma nova face, ou algo tão simples como desenhar as letras necessárias com spray.

O tema unificador desta seção é que a tipografia pode ser manipulada de muitas maneiras, e pode ser criada a partir de diferentes recursos para servir a propósitos de design específicos.

Dessa forma, os designers tiram proveito dos atributos do tipo gerado para acrescentar, ou reforçar, a mensagem que querem transmitir.

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Conclusão

PDF Criptografado

BDT_001-176

3/31/06

10:50 PM

Page 172

Conclusão

Conclusão

Este livro buscou explicar e ilustrar os princípios básicos da tipografia. Uma boa compreensão desses elementos básicos, aliada ao conhecimento de formato, layout, cor e imagem, equipa o designer com ferramentas poderosas para soltar a criatividade.

O design é uma atividade comercial, e a aplicação desses princípios básicos facilita a eficiência do processo de design, mantendo tempo e custos dentro do planejado. No entanto, a inspiração continua a ser o centro da atividade criativa, e esperamos que os exemplos que ilustram este volume, de muitos dos principais estúdios de design contemporâneos, tenham servido como inspiração. Ao produzirmos este livro, ficou claro que a tipografia tem um apelo especial para muitos designers. O entusiasmo e a compreensão com que nossos colaboradores abordaram o assunto, por sua vez, ajudaram-nos a oferecer um conhecimento sólido sobre essa área muito querida por todos.

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