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Capítulo 2 - Criando experiência: vantagem competitiva na era das redes

Paul R. Kleindorfer; Yoram (Jerry) Wind; Robert E Gunther Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 2

Criando experiência: vantagem competitiva na era das redes

C. K. Prahalad

 Resumo

O locus da inovação está se transferindo da empresa para a rede. Ao contrário de desenvolver produtos independentes, os inovadores estão reunindo redes que oferecem ao cliente uma experiência personalizada de cocriação. Neste capítulo, C. K. Prahalad descreve um modelo no qual empresas nodais unem comunidades de consumidores a comunidades de fornecedores pré-selecionados. Examinando casos de marca-passos cardíacos para o combate ao diabetes, o autor explora as implicações dessa mudança para a inovação de produtos e serviços, para a criação de valor e para novas fontes de vantagem competitiva.

O processo de inovação e criação de valor está mudando. Considere, por exemplo, a nova lógica de geração de valor pela cocriação personalizada de experiências demonstrada pelo caso da Build-A-Bear Workshop®. Tradicionalmente, os fabricantes de brinquedos de pelúcia têm por hábito tentar antecipar a demanda do consumidor, confeccionando a linha certa de produtos para preencher tal demanda e colocando-a nas prateleiras a tempo para as vendas sazonais. Os resultados dessa abordagem, no entanto, têm sido contraditórios; enquanto alguns produtos atraem a simpatia dos consumidores, outros acabam mofando nas prateleiras – uma proposição igualmente cara para varejistas e fabricantes. Na contramão dessa prática, a Build-A-Bear Worskshop criou uma plataforma para a inovação, cocriação e experiência para o cliente. Seu propósito não é tentar prever o portfolio certo de produtos que chamarão a atenção dos consumidores. Em vez disso, a loja convida as crianças e seus familiares a projetar e

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24- O Brasil e a Globalização Após o Plano Real: os Censos do Capital Estrangeiro, 1995, 2000 e 2005

BACHA, Edmar; BOLLE, Monica de Grupo Gen PDF Criptografado

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O Brasil e a Globalização após o Plano Real: os Censos do Capital Estrangeiro,

1995, 2000 e 20051

Gustavo H. B. Franco

1 Introdução

Na época em que fui professor e pesquisador, em regime de tempo integral, no Departamento de Economia da PUC-Rio, entre 1986 e 1993 — período em que convivi diariamente com Dionisio Dias Carneiro

—, mantive uma produção regular, geralmente em parceria com Winston Fritsch, em torno do tema das empresas multinacionais e sua influência sobre a inserção internacional do país. Nos anos que se seguiram, a despeito de me envolver diretamente com o assunto como dirigente do Banco Central do

Brasil (BCB), e de patrocinar diversas iniciativas relevantes para ampliar a visibilidade da presença do capital estrangeiro no Brasil, e também e principalmente para a prática de políticas públicas e de iniciativas regulatórias nesse campo, tive poucas oportunidades de retornar ao tema como pesquisador. Com o propósito de homenagear Dionisio, com o qual Winston e eu tivemos o privilégio de compartilhar os resultados dessas nossas pesquisas em inúmeras oportunidades, este ensaio retoma o filão, com o propósito específico de analisar os resultados do terceiro Censo do Capital Estrangeiro no Brasil, feito para o ano-base 2005, e apenas recentemente divulgado. Como será visto a seguir, esses dados, cotejados com os resultados para os anos-base 1995 e 2000, fornecem um impressionante painel dos impactos das empresas estrangeiras sobre a economia brasileira nos primeiros 10 anos que se seguem à estabilização quando, sabidamente, houve um extraordinário aumento do investimento direto estrangeiro no

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Parte IV - 13 Liderança

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru Grupo Gen PDF Criptografado

13

Liderança

Objetivos

Quando terminar de estudar este capítulo, você deverá estar preparado para explicar e exercitar as seguintes ideias:

• Processo da liderança e seus componentes.

• Estilos básicos de liderança e suas variantes.

• Relação entre o estilo de liderança e as motivações dos liderados.

1

O que é liderança?

A liderança é um dos papéis dos administradores. A pessoa que desempenha o papel de líder influencia o comportamento de um ou mais liderados. Só há liderança quando há liderados, que seguem o líder, ou aceitam sua influência, por algum motivo. Se quiser desenvolver suas competências como líder, você deve entender as motivações das pessoas que pretende liderar.

Mas, o que é a liderança? Há muitas respostas para essa pergunta. Eis algumas:

• Alguém tem liderança quando consegue conduzir as ações ou influenciar o comportamento de outros.

• Liderança é a realização de metas por meio da direção de colaboradores.

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Medium 9788597021936

11 Ativo Intangível

SALOTTI, Bruno Meirelles et al. Grupo Gen ePub Criptografado

O valor das marcas e das carteiras de clientes adquiridas de terceiros são o principal tipo de ativo intangível das empresas brasileiras listadas em bolsa, depois dos direitos contratuais, como as concessões públicas, segundo estudo exclusivo obtido do Valor.

A pesquisa feita pela consultoria e auditoria Mazars mapeou a maneira como os intangíveis são registrados nos balanços por 12 diferentes setores. Os intangíveis são ativos não físicos considerados estratégicos, por trazerem vantagens competitivas, como domínios de internet e licenças. No Brasil, a partir da Lei 11.638, de dezembro de 2007, passou a existir um lugar para eles nos balanços das empresas. ‘Não existia uma visão consolidada da forma como se faz na prática o registro de intangíveis por setor no Brasil. A proposta foi produzir um diagnóstico da nossa realidade’, diz Fabio Pecequilo, diretor da Mazars.

[...] A firma analisou as demonstrações financeiras de 2012 e 2013 de 228 companhias de capital aberto, reunidas segundo a relevância de seu valor de mercado ou pela listagem em um dos segmentos de governança da bolsa. Os direitos contratuais responderam por 39% dos intangíveis reconhecidos nos últimos dois anos, seguidos por aqueles relacionados a clientes e marcas, com cerca de 5% cada um. Excluídas as empresas de utilidade pública, como geradoras de energia, o valor dos direitos relacionados a contratos representa apenas 4% das transações e é superado pelo preço pago por carteiras de clientes (10,4%) e por marcas (9,4%), mostra o estudo.

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Medium 9788580550962

Capítulo 2 - Vantagem comparativa: A base para a troca

Robert H. Frank; Ben S. Bernanke Grupo A PDF Criptografado

C A PÍ T U L O 2

VA N TAGEM

COMPARATIVA:

A B ASE PARA A TROC A

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Neste capítulo, você vai conhecer a fundo ideias que ajudam a explicar padrões de troca observados no mercado. Essas ideias incluem:

1. O princípio da vantagem comparativa.

2. O princípio do custo de oportunidade crescente (também chamado de princípio de colher a fruta mais baixa).

3. Fatores que deslocam o menu de possibilidades de produção.

4. O papel da vantagem comparativa nos negócios internacionais.

5. Por que algumas funções são mais vulneráveis à terceirização do que outras.

D

urante um período como voluntário do Corpo de Paz na zona rural do

Nepal, um jovem naturalista econômico contratou um cozinheiro chamado

Birkhaman, vindo de um remoto vilarejo himalaio do vizinho Butão. Embora

Birkhaman praticamente não tivesse uma educação formal, era notavelmente criativo. Suas principais funções, como cozinhar e limpar a cozinha, eram executadas com perfeição. E ele também tinha outras habilidades: podia fazer telhados de sapê, abater cabras, consertar sapatos, trabalhar com estanho; era um ótimo carpinteiro, sabia costurar, consertar despertadores e também rebocar paredes. E era uma autoridade local em remédios caseiros.

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