Washington Franco Mathias Samsao Woiler (10)
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9 Incerteza e Risco no Projeto

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O risco é parte integrante do processo de investimento. Assim, é comum as pessoas esperarem um retorno maior em uma atividade mais arriscada. Outras vezes ouvimos que “não se deve pôr todos os ovos na mesma cesta (isto é, devemos diversificar). Pode ser também que se diga que “tijolo é a melhor poupança” (ou seja, que se deve investir em imóvel). Esta afirmação parece ter sido particularmente válida no Brasil, quando processos de inflação continuados levaram muitas empresas a investir em imóveis como uma forma de se proteger (fazer hedge, na linguagem do mercado).

O risco faz parte do processo econômico e é impossível eliminá-lo, porque não é possível coletar todas as informações relevantes (assimetria de informações) e porque não é possível prever o futuro.

Até aqui abordamos a análise de investimento sob hipóteses restritivas, mas necessárias para permitir um tratamento mais simples da problemática decisória. A inclusão do risco na análise de investir torna necessária uma maior complexidade, exatamente pelo fato de que a realidade é complexa. Afinal, se estes processos não fossem complexos, não seriam necessários executivos e nem empresários.

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8 Critérios Quantitativos de Análise

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As análises quantitativas referentes à decisão de investir são feitas a partir das projeções do projeto, cuja sequência de consolidação foi apresentada em outro capítulo.

Os órgãos financiadores do projeto estarão interessados em análises que permitam verificar a viabilidade financeira do empreendimento. Já a empresa, além da viabilidade financeira, estará interessada em verificar a existência da eventual viabilidade econômica do investimento.

Neste capítulo, a preocupação principal é explicitar alguns critérios de análise econômica que, sob hipóteses simplificadoras, permitam aos executivos concluir se o investimento é viável ou não.

É evidente que o processo de análise pode ser mais sofisticado em função das hipóteses que sejam adotadas e, sobretudo, em função da importância da decisão para a empresa. Algumas considerações complementares permitirão ampliar o âmbito da análise, de modo a torná-la mais compatível com a realidade decisória e com as práticas de análise comumente adotadas pelas empresas.

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7 Quadros Financeiros do Projeto

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O objetivo deste capítulo é detalhar e discutir alguns dos aspectos associados aos quadros financeiros que compõem a sequência normalmente seguida para se elaborar um projeto de viabilidade. Ou seja, procuram-se ordenar os elementos previamente coletados referentes à decisão de investir, de modo que se possa proceder à sua análise.

Se o projeto for destinado a pedir financiamento ou incentivos, ou seja, quando se trata de um projeto de financiamento, então o próprio órgão financiador já terá um padrão de elaboração que deverá ser seguido.

Em qualquer das duas hipóteses citadas, a sequência normal de elaboração dos quadros financeiros é a seguinte:

• Quadro de investimento.

• Quadro de fontes e aplicações de recursos.

• Quadro de projeção dos resultados.

• Fluxo de caixa.

Com os dados do quadro de projeção de resultados, pode ser determinado o ponto de equilíbrio do projeto para cada período projetado. E os valores do fluxo de caixa serão utilizados para as análises quantitativas mais interessantes que se fazem no projeto de viabilidade.

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6 Recursos para o Projeto

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A execução de um projeto dependerá fundamentalmente dos recursos disponíveis interna e externamente à empresa. Estes recursos podem ser classificados como sendo capital, recursos humanos, informática, tecnologia e outros.

O capital próprio que a empresa colocará no projeto é um elemento importante para a determinação do investimento total que pode ser feito, uma vez que muitas instituições só emprestam até certos limites deste capital próprio.

Nestas condições, a disponibilidade de recursos internos ou externos poderá limitar o tamanho do processo que se pretende implantar. Além disso, o endividamento excessivo (possível apenas se a empresa já possuir um patrimônio adequado) pode acarretar um risco financeiro elevado, com a possibilidade de comprometer a viabilidade do projeto. Isto ocorrerá porque os recursos externos exigem uma remuneração fixa e preferencial, pois são recursos que não participam do risco comercial associado ao empreendimento.

Outro aspecto importante da decisão de financiar o projeto diz respeito ao custo do capital para a empresa. Este custo está associado ao custo dos recursos próprios (ações ordinárias e recursos próprios gerados internamente, como lucros retidos, depreciações acumuladas etc.) e ao custo dos recursos de terceiros (ações preferenciais, debêntures e empréstimos). Só será interessante executar os projetos cuja rentabilidade seja superior à média ponderada destes custos, isto é, ao custo do capital para a empresa. Isto significa que o custo do capital é um importante elemento para a seleção do projeto que será escolhido para a implantação.

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5 Escala e Aprendizagem

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A escala ou tamanho de um projeto é um direcionador importante para alguns tipos de projetos.

Neste contexto, determinar o tamanho, ou seja, a capacidade de produção a ser instalada, é uma questão relevante para a empresa. Uma fábrica de grande capacidade pode representar um potencial de bons lucros, se houver economia de escala e se a demanda para o produto crescer a uma taxa elevada. Mas pode representar um desastre para a empresa se a demanda crescer a uma taxa modesta.

Por outro lado, a empresa poderá implantar uma fábrica menor, prevendo uma ampliação para a hipótese de a demanda crescer a taxas elevadas. Se isto ocorrer, a concorrência pode entrar, reduzindo o potencial de lucros e, por sua vez, a própria empresa terá custos maiores com a ampliação do que se já tivesse feito uma fábrica grande de uma só vez. Em qualquer situação, é importante estimar como vai ser feito o planejamento do uso da capacidade instalada e incorporar estas estimativas no projeto.

A curva de aprendizagem é outro direcionador que pode influir de modo significativo nos custos de operação do projeto. Porque ao volume acumulado de produção podem estar associadas reduções relevantes de custo e, portanto, de preço para um dado produto ou serviço.

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V Rios Autores (9)
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CAPÍTULO 9 Modelo de Estrutura de Processos Sucessórios | LISIE LUCCHESE

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O ambiente das organizações e suas lideranças de Gestão de Pessoas têm a emergente necessidade de agregar melhores condições e êxito no desenvolvimento da sucessão de lideranças e talentos. Acompanhando esses desafios ao longo de 20 anos, desenvolvemos o Modelo de Estrutura de Processos Sucessórios (MEPS).

Esse Modelo é aplicável como disciplina de Gestão de Pessoas, para o professor atuar em uma proposta de aprendizagem ativa com os alunos que atuam ou se desenvolvem para atuar em estruturas corporativas de Gestão de Pessoas e com professores.

O Capítulo 4 apresentou a relevância da formação dos professores e alunos para aprendizagens das novas competências e conhecimentos conectados no mundo volátil e de rupturas, com aceleradas mudanças tecnológicas e de mercado. No presente capítulo você identificará a correlação na cadeia de valor Educação – Empresas – Mercados, ampliando o olhar para os profissionais que chegam às organizações com uma nova formação, posicionamentos pessoais e de carreira, dispostos a rupturas, na forma e nos motivos de se vincular a essas empresas e seus mercados.

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CAPÍTULO 8 Capacitação de gestores: o caso de um curso sobre avaliação de impacto social | LÍGIA VASCONCELLOS

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Faz parte do dia a dia dos profissionais que ocupam cargos de gestão a interação com outros profissionais das mais diferentes áreas e especializações. Esses gestores têm muitas vezes a responsabilidade do planejamento e realização das atividades de colegas e contratados de outras áreas de formação. Mas não se pode exigir que os gestores se tornem especialistas a cada assunto que precisar de seu acompanhamento e gestão.

Por isso, há a necessidade de cursos (ou disciplinas) que apresentem temas especializados, mas sob o ponto de vista de quem vai gerir o assunto, não necessariamente do especialista que executará a atividade. Portanto, o gestor tem a necessidade de dialogar com especialistas, mas não precisa se tornar um. Isso vale para diferentes campos do conhecimento. O gestor, dependendo de seu campo de atuação, precisará dialogar com o trabalho de engenheiros, médicos, estatísticos, advogados etc. e, às vezes, gerir diretamente esse trabalho.

O curso apresentado neste capítulo propõe-se a apresentar a gestores de projetos sociais os conceitos de avaliação de impacto social, de forma a capacitá-los a planejar ou contratar uma avaliação. A avaliação em si exige, na maioria dos casos, conhecimento específico de técnicas estatísticas e econométricas, que demandam uma pessoa especializada para sua mensuração. O gestor deve ser capaz de planejar a avaliação e dialogar com tal especialista.

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CAPÍTULO 7 Aprender e experimentar: Gestão da Aprendizagem para um curso de Teoria Social | AMANDA ALBUQUERQUE GROSS

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A Teoria Ator-Rede (TAR) é uma corrente em teoria social com origem na década de 1980 na área de estudos de ciência, tecnologia e sociedade. Seus principais autores são Michel Callon, Bruno Latour e John Law (Cavalcanti; Alcadipani, 2013; Andrade, 2010). Essa abordagem parte de pressupostos pós-estruturalistas, mas propondo radical simetria entre atores humanos e não humanos e um olhar processual para as associações entre esses atores e seus interesses.

Os trabalhos em TAR já transitam pelos mais diversos campos do conhecimento e das disciplinas de humanidades, impactando as ciências sociais de maneira geral e, sobretudo, os estudos de ciência e tecnologia (Czarniawska, 2009; Woolgar, Coopmans; Neyland, 2009). A TAR também tem sido aplicada em estudos baseados na prática (Nicolini, 2009; Feldman; Orlikowski, 2011; Gherardi, 2009; 2017) e abordagens em sociomaterialidade (Orlikowski, 2010; Frers, 2009).

Suas principais características são:

• Olhar processual para a agência (atuação) dos atores e redes sociotécnicas envolvidas na produção de conhecimento e do mundo no qual vivemos.

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CAPÍTULO 6 Projeto Pedagógico nas Instituições de Ensino Superior: desafios e o papel do Diretor Acadêmico para garantia da gestão democrática | DOLORES MARIA SERENO GALVÃO VILAÇA

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Ao tomarmos o século XIX como o século da Educação, especificamente a segunda metade desse período, acompanhamos a consolidação dos Estados-nação e consequentemente o surgimento dos sistemas nacionais de ensino em diversos países, como forma e objetivo de universalizar a instrução pública e garantir o direito à educação a suas populações. É nesse século que se inicia o movimento de transformação da educação, que passa do ensino individual realizado em espaços domésticos para o ensino coletivo ministrado em espaço público, como forma de política pública.

Em contraste ao cenário mundial, em nosso país a implantação de um sistema nacional de educação permaneceu no plano das ideias e debates políticos que não se materializaram. Hoje, no século XXI, encontramos entre nossas metas educacionais a universalização do ensino fundamental e a erradicação do analfabetismo.

Nessa perspectiva, a grande problemática é que tais metas, concluídas por grande parte das nações, continuam como projeto a longo prazo, o que nos apresenta algumas características das nossas políticas públicas educacionais, entre elas a descontinuidade e a ausência de um trato sistêmico da educação.

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CAPÍTULO 5 Desenvolvimento de Professores do Ensino Superior para o uso de Metodologias Ativas de Ensino | MARIANA LUCAS DA ROCHA CUNHA

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O cenário da educação atual exige mudanças quanto aos paradigmas no processo de ensino--aprendizagem, alterando o modelo tradicional de ensino, denominado por Paulo Freire (2005) como “educação bancária”, para um processo ativo de aprendizagem. A educação bancária coloca o professor no centro do processo de aprendizagem, sem considerar o conhecimento ou experiências prévias do aluno como ponto de partida.

O modo de aprendizagem dos indivíduos na sociedade contemporânea vem se transformando de modo progressivo e drástico, seja pelos avanços sociais das mudanças “na direção da personalização, colaboração e autonomia” dos estudantes e professores (Moran, 2015), seja pelos avanços nos recursos tecnológicos. As grades curriculares universitárias tentam acompanhar essas mudanças, propondo o uso híbrido de metodologias ativas de ensino e aulas formais. Não é incomum que, em algum momento da sua vida, você seja confrontado com esse tipo de desafio: ter que alavancar o desenvolvimento de sua equipe de professores para modificar as estratégias de ensino deles, mesmo em face de se ter resultados positivos.

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Teresinha Covas Lisboa Douglas De Matteu (13)
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Capítulo 9 – Gestão de Processos e Projetos

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Espera-se que o estudante:

■ conheça o conceito de projetos e de processos nas organizações;

■ saiba diferenciar projeto e projeto de processo em sua aplicação nas empresas, assim como definir as fases necessárias para o desenvolvimento deste último;

■ compreenda a importância do gerenciamento de projetos e de processos nas organizações.

CASO DE CONTEXTUALIZAÇÃO

A Toyota e os airbags mortais1

A Toyota é uma das maiores montadoras do mundo e tem uma reputação de qualidade superior de longa data. Todavia, em 4 de abril de 2017, anunciou um recall no Brasil por causa dos chamados “airbags mortais”, que estão ligados a mais de dez mortes no exterior. É o maior recall por causa do defeito já realizado no país, com um total de 538 mil carros. Dessa vez, foram chamadas 223.518 unidades do modelo Corolla; 138.346 do modelo Etios; e 176.866 da picape Hilux e do SUV SW4.

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Capítulo 8 – Contabilidade, Controladoria e Finanças

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

■ Saber fazer a leitura do Balanço Patrimonial (BP) e da Demonstração de Resultados (DRE) e entender a importância dessas duas demonstrações.

■ Escolher o melhor regime tributário para sua empresa, de modo a economizar dinheiro.

■ Entender o significado de Controladoria, sua importância para a empresa e sua evolução ao longo do tempo.

■ Entender a importância da gestão do capital de giro em uma empresa e usar adequadamente os instrumentos dessa gestão.

■ Utilizar os conceitos de custos para melhor gestão dos recursos.

CASO DE CONTEXTUALIZAÇÃO

Você é dono de uma Empresa de Pequeno Porte (EPP), do ramo de prestação de serviço de Publicidade, com faturamento bruto anual entre R$ 360.000,00 e R$ 3.600.000,00. O faturamento previsto dessa empresa nesse ano é de R$ 1.800.000,00.

Você tem ouvido falar que a contabilidade é a linguagem dos negócios, mas não sabe bem o que isso significa. Tudo o que você tem feito é montar uma planilha com o dinheiro que entra e o que sai da empresa. Seu gerente do banco pediu o BP e a DRE para saber da situação econômica financeira da empresa antes de lhe conceder empréstimo para você expandir seu negócio. Você saiu do banco decidido a entender os aspectos básicos da contabilidade e como isso lhe ajudará a gerenciar seu negócio. Como primeira medida, resolveu contratar um controller para sua empresa.

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Capítulo 7 – Economia e o Contexto Internacional

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:

Explicar o significado de economia.

Contextualizar o desenvolvimento do pensamento econômico.

Demonstrar os mecanismos do funcionamento dos mercados.

Analisar as oportunidades de investimentos.

Descrever como agem as organizações quando de sua internacionalização ou da decisão de fazê-lo.

Conceituar os processos e políticas de internacionalização predominantes no mundo dos negócios.

Listar os principais cuidados para efetivação de negócios internacionais, bem como os órgãos e contratos ou convênios que estabelecem regras e coordenam as relações internacionais.

CASO DE CONTEXTUALIZAÇÃO

Em 1973, por conta da derrota sofrida pelos árabes na Guerra do Yom Kippur contra o estado de Israel, a Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (Opep) aumentou o preço do petróleo em mais de 400%. A Opep era controlada pelos países árabes, derrotados no conflito, e instituiu tal aumento em protesto pelo apoio prestado pelos Estados Unidos a Israel durante a guerra. Em março de 1974, os preços nominais tinham subido de US$ 3 para US$ 12 por barril.

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Capítulo 6 – Soft Skills, Liderança e Equipes de Alta Performance

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O grande líder é aquele que está disposto a desenvolver as pessoas até o ponto em que elas eventualmente o ultrapassem em seu conhecimento e habilidade.

Fred A. Manske

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

■ Explicar os conceitos de soft skills, coaching e mentoring.

■ Apresentar as principais variáveis relacionadas ao papel do líder.

■ Caracterizar uma equipe de alta performance.

CASO DE CONTEXTUALIZAÇÃO

No intervalo da faculdade, Jorge, que tem um estilo mais esportivo, agitado e fala rápida, encontra seus amigos: Daniella (geralmente quieta, na dela, com olhar mais para baixo, introspectiva); Agnaldo (de perfil sistemático e que gosta de tudo definido nos mínimos detalhes; suas roupas estão sempre alinhadas com sua barba e seu cabelo, por exemplo); e Sarah (extrovertida, otimista, comunicativa; veste roupas alegres e geralmente tem um sorriso largo no rosto).

Jorge relata que está trabalhando em uma empresa e que anda tendo desafios com seu líder, que se utiliza de uma liderança democrática. Tudo é debatido, discutido antes das decisões; há muitas reuniões e certo sentimentalismo. Sarah, por sua vez, diz: “Nossa, preferia ter um líder assim. O meu só quer saber de resultado, resultado e resultado! Meu chefe é impaciente, inquieto, ríspido com as palavras e ainda fala tão alto que parece gritar com todos o tempo todo! Diz que temos que nos tornar um ‘time de alta performance’”. Daniella, então, lamenta, com ar de desânimo: “Queria estar no lugar de um de vocês. Eu nem emprego tenho. Sou boa aluna, dedicada, com boas notas, porém já fiz várias entrevistas e nada...”. Agnaldo, que tem o título de nerd da sala, diz: “Hoje, a aula será para vocês três. O professor abordará estilos de liderança e times de alta performance e também falará sobre as soft skills que devem ajudar você, Daniella, a conseguir o emprego. Vamos lá, que já está na hora!”

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Capítulo 5 – Gestão de Pessoas: Enfoque Estratégico

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Conseguir o comprometimento dos colaboradores inspirando-lhes confiança, dando sentido ao seu trabalho e motivando-os para que alcancem seus objetivos.

Pablo Cardona

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

■ Contextualizar os propósitos da Gestão de Pessoas no âmbito dos cursos de tecnologia na área de gestão.

■ Fundamentar quanto às práticas e ferramentas adotadas nos processos em Gestão de Pessoas.

■ Apreender as tendências contemporâneas em Gestão de Pessoas, destacando as ações e aplicações no ambiente corporativo.

■ Fornecer subsídios relevantes quanto aos processos em Gestão de Pessoas nos cursos de tecnologia na área de Gestão.

CASO DE CONTEXTUALIZAÇÃO

A organização responsável pela elaboração de embalagens, em seus diversos modelos e tipos, está em plena ascensão. Assim, faz-se necessário rever sua estrutura (organograma, fluxograma, hierarquia), visando acompanhar as mudanças estratégicas, tanto em âmbito de “negócios” quanto socioeconômico-cultural.

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Tarcisio Teixeira (12)
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Apontamentos finais

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A revolução tecnológica desconstruiu a realidade corporativa segundo a qual apenas grandes companhias poderiam fazer uso de equipamentos eletronicamente desenvolvidos, ainda mais quando se considera que, poucas décadas atrás, estes eram necessariamente importados.

Empresas digitais rompem essa realidade e lançam mão de equipamentos modernos, muitas vezes dotados de aplicativos livres que, no dia a dia, alteram modelos de negócios. Ou seja, o empreendedorismo digital, consolidado pela sociedade da informação, transformou em definitivo as relações comerciais.

Ademais, o cenário competitivo não impõe medo aos desbravadores virtuais; ao contrário, insere, pela livre concorrência, centenas de novos empreendimentos balizados por investidores que corroboram com a premissa principal deste livro: o entusiasmo causado pela paixão por empreender e pela real possibilidade de romper paradigmas empresariais e transformar ideias em planos de negócios extraordinários e de alto impacto.

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Anexo – dicas

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Cuidados jurídicos iniciais que todo empreendedor e empresário deve ter ao abrir sua empresa1:

■Em primeiro lugar, no momento da abertura da empresa, será necessário fazer algumas consultas prévias, elaborar o documento constitutivo da empresa (contrato social, por exemplo), cadastrar a pessoa jurídica, fazer inscrição estadual e municipal, entre outros registros específicos, dependendo da área de atuação. Consulte seu advogado para saber quais são os documentos necessários para a abertura de sua empresa e quais do­cumentos adicionais seriam recomendados. Além disso, conforme a estrutura da empresa, pode ser importante elaborar documentos como o acordo de quotistas, para que se evitem conflitos futuros. Seu advogado o orientará sobre a melhor forma de conduzir a abertura da empresa.

■Um segundo ponto de atenção é o registro da marca. Ele deve ser feito no Inpi, e o empreendedor tem de discutir com o advogado a natureza do uso da marca e sua forma de apresentação. No manual do Inpi é possível obter maiores informações sobre o tema e entender um pouco mais os pontos que são relevantes para que a marca seja corretamente registrada. Em caso de business on-line (sites e apps), o registro do software, dependendo do caso, pode ser algo a considerar. Consulte seu advogado sobre o assunto.

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10. Canvas jurídico para startups: ferramenta de planejamento jurídico

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capítulo 10

Uma jornada empreendedora de sucesso requer um planejamento jurídico eficiente. Convictos desta necessidade e, valendo-se de conceitos anteriormente aplicados apenas à elaboração de modelos de negócios, os autores idealizaram o primeiro “Canvas Jurídico para Startups”.

Trata-se de uma ferramenta de planejamento jurídico desenvolvida estrategicamente para auxiliar o empreendedor a tratar questões que, quando esquecidas, podem causar incontáveis aborrecimentos, litígios legais e prejuí­zos patrimoniais.

O mapa visual contém nove blocos, vejamos:

A.Objeto da atividade empresarial: o objeto da atividade comercial consiste no core business, ou seja, na atividade principal a ser desenvolvida pela empresa. Neste ponto, é importante esclarecer que o art. 104 do Código Civil estabelece que o objeto não poderá ser ilícito, impossível, indeterminado ou indeterminável, contrário aos bons costumes, à ordem pública ou à moral.

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09. Comitê Nacional de Iniciativas de Apoio a Startups (Decreto n. 10.122/2019) e Marco Legal das Startups (Lei Complementar n. 167/2019)

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capítulo 9

O Decreto n. 10.122, publicado no Diário Oficial da União em 22 de novembro de 2019, instituiu o Comitê Nacional de Iniciativas de Apoio a Startups. A iniciativa do Governo Federal possui o condão de elevar a eficiência com que trabalha com programas de Startups e, ao mesmo tempo, centralizar e alinhar as operações da administração pública no Comitê Nacional de Iniciativas de Apoio a Startups.

Nos termos do art. 2º do referido decreto, compete ao Comitê Nacional de Iniciativas de Apoio a Startups:

I – articular as iniciativas e os programas do Poder Público de apoio a startups no âmbito da administração pública federal;

II – promover troca de experiências e boas práticas em iniciativas que envolvam o apoio às startups;

III – disponibilizar e atualizar plataforma em formato digital com registro de iniciativas públicas de apoio a startups; e

IV – coletar e avaliar as informações sobre as iniciativas de apoio às startups e os resultados obtidos.

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08. Startups no âmbito penal

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capítulo 8

Entre os tantos cuidados que as startups devem tomar ao se lançar e se manter no mercado econômico, deve-se levar em conta um risco que nem sempre é tão discutido, mas que pode atingi-las diretamente: os crimes cometidos no ambiente de empresas podem ser fonte de imensos prejuízos.

Sabe-se que na esfera criminal, via de regra, pessoas jurídicas não podem ser penalizadas, com exceção dos crimes ambientais. Mas como ficaria uma empresa que está iniciando no mercado diante de qualquer investigação em relação aos seus funcionários? Como a credibilidade e a imagem desta poderiam ser afetadas? Quais crimes devem estar no foco de atenção das empresas para que estas não sejam atingidas e também não venham a cometê-los?

É evidente que o simples ato de ter uma investigação aberta em relação a funcionários, gestores ou sócios prejudica de maneira direta a imagem de uma empresa e sua reputação. Assim, é necessário estar ciente sobre quais crimes são os mais frequentes no âmbito empresarial, podendo ser divididos da seguinte forma: crimes contra a ordem tributária, crimes contra as relações de consumo, crimes contra a ordem econômica, crimes contra a propriedade intelectual, crimes de concorrência desleal, crimes de lavagem de dinheiro, crimes de apropriação indébita, crimes de contrabando, crimes de descaminho, crimes contra o sistema financeiro nacional, crimes contra a economia popular, crimes contra o mercado de capitais, crimes falimentares, crimes licitatórios, crimes ambientais e crimes informáticos.

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Takeshy Tachizawa (20)
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Glossário

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Assembleia Geral: órgão deliberativo máximo de uma associação, que congrega todos os seus associados e que tem poder de decisão sobre todos os assuntos a ela pertinentes. Elege a diretoria, os conselhos e deve aprovar as prestações de contas.

Assistência Social: conjunto de atividades patrocinadas pelo Poder Público e pela sociedade em geral que visam atender as pessoas necessitadas, ou hipossuficientes, em suas necessidades básicas, por meio da concessão de determinados benefícios sociais, independentemente de contribuição por parte dos beneficiários. Tais benefícios podem ser financeiros, ações na área da saúde, fornecimento de alimentos, entre outros.

A Assistência Social é definida e organizada por um conjunto de normas e instituições, as quais dão operacionalidade ao conceito e colocam em prática uma política social de assistência.

O art. 203 da Constituição Federal fornece as diretrizes básicas pelo que se deve entender como Assistência Social:

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Capítulo 9 Setor de Empresas Comerciais

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O setor de empresas comerciais (setor competitivo ou ramo de negócios competitivos) abrange organizações que atuam no comércio varejista, comércio atacadista, autopeças, distribuidora de veículos e organizações correlatas.

As empresas desse setor econômico caracterizam-se pelo significativo giro total de seus ativos. Além de tal traço marcante, as empresas pertencentes a esse setor caracterizam-se pela existência de elementos estratégicos, como:

a) não existência de barreiras à entrada de novas empresas;

b) empresa que possui, isoladamente, parcela significativa do mercado é uma situação rara nesse segmento econômico;

c) o setor tem grande número de pequenas empresas, menores que a média do setor, com curva de custos mais elevada e menor taxa de lucratividade, quando comparada com as organizações do setor;

d) os intermediários e os fornecedores de matérias-primas normalmente têm presença mais forte que os fabricantes e estão vinculados também a outros setores econômicos;

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Capítulo 8 Empresas de Bens de Consumo Duráveis

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O setor abrange as empresas produtoras de bens de consumo duráveis, típicos do ramo automobilístico, eletroeletrônica, tecnologia e computação.

Suas características principais são:

a) alta concentração com diferenciação de produtos;

b) capacidade ociosa planejada para absorver maior participação quando da expansão do mercado;

c) barreiras a novos ingressantes em face da escala e custos absolutos, bem como pela diferenciação de produtos que exigem expressivos investimentos na estrutura de vendas e serviços;

d) controle sobre a demanda de forma limitada, mas efetiva, por meio de lançamentos de novos produtos, uma vez que os produtos caracterizam-se pela rápida obsolescência, dado que são destinados a clientes de rendas elevadas, bem como resultado dos lançamentos dos concorrentes;

e) intensa dependência das grandes empresas do setor, com os produtores de bens intermediários; e

f) estabilidade relativa quanto à participação no mercado, com gastos publicitários das empresas do setor mantidos em mesmo nível de gastos.

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Capítulo 7 Empresas de Bens de Consumo Não Duráveis

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Caracterizada por estrutura de mercado inerente às empresas produtoras de bens de consumo não duráveis e altamente diferenciados, como farmacêutico, bebidas e fumo e higiene e limpeza.

As empresas pertencentes ao setor têm as seguintes peculiaridades:

a) não há grande diversidade entre a tecnologia de processos utilizadas pelas empresas;

b) organizações deste ramo de negócios normalmente operam com várias unidades fabris, em face da natural racionalização da distribuição, comercialização ou acesso às matérias-primas;

c) existência de expressivo número de pequenas empresas que atuam na demanda criada pelas grandes organizações;

d) pouca verticalização na estrutura produtiva das empresas do setor;

e) estabilidade no grau de participação relativa no mercado market share, em face dos gastos equivalentes em publicidade e propaganda entre concorrentes, e dadas as naturais barreiras formadas pela fidelidade a determinadas marcas.

Em função das influências ambientais, é um setor da economia, normalmente, beneficiado com o aquecimento do mercado interno, assim como é significativamente taxado por impostos fixados pelas políticas governamentais. No setor econômico de empresas diferenciadas, encontra-se um tipo de organização como: fabricantes de bebidas; de fumo; de higiene e limpeza; laboratórios farmacêuticos; e afins.

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Capítulo 6 Empresas da Indústria Semiconcentrada

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Corresponde a uma estrutura de mercado inerente às empresas tradicionais, ou da indústria semiconcentrada, produtora de bens como: alimentos; têxtil; confecções; metalurgia; plásticos e borracha; madeira e móveis.

Tal setor tem por características:

a) baixo grau de concentração sem participação majoritária de nenhuma empresa, apesar de eventual existência de poucas empresas de significativo porte;

b) pouca diferenciação de produtos por parte das empresas que são extremamente dependentes da taxa de crescimento de emprego, como produtoras de bens consumidos por assalariados;

c) barreira à entrada constituída pelo restrito acesso à rede de distribuição e comercialização, em que intermediários e atacadistas detêm alto poder de negociação.

É um setor da economia que, dada a atuação das variáveis ambientais, sofre influência negativa da abertura de mercado, coerente à tendência de globalização da economia. Esse setor é altamente influenciável às políticas e medidas sociais estabelecidas pelo governo.

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