Tomasi Carolina Medeiros Jo O Bosco (11)
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Capítulo 9 Informações implícitas

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■ Capacitar o leitor para a leitura de informações implícitas que compõem os textos escritos e orais.

■ Alertar o leitor para tirar proveito no texto oral e no texto escrito de implícitos verbais.

■ Conscientizar o leitor de que os subentendidos pertencem à subjetividade do autor e de que os pressupostos estão presentes no texto. Do primeiro o autor pode safar-se, afirmando que “não era bem isso que eu queria dizer”, mas do segundo não há como fugir da interpretação do leitor.

■ Ampliar a capacidade de observação do leitor para a focalização de implícitos verbais constantes do texto que lhe dão uma direção de interpretação.

■ Esclarecer que os implícitos verbais constituem também instrumentos argumentativos.

1. Você normalmente presta atenção nos implícitos verbais veiculados na comunicação oral e na escrita?

2. Ao observar um subentendido numa discussão, qual seu comportamento, sua reação?

3. O pressuposto verbal é um expediente comum tanto na comunicação oral, como na escrita. Eles são compostos por expressões como: continua, de novo, , ainda. Que providências toma para não interpretá-los erroneamente? Por exemplo: “Você está atrasada de novo!”

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Capítulo 8 Procedimentos argumentativos

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■ Explicitar como se dá a argumentação e informar que a própria língua dispõe de elementos que permitem a elaboração do discurso argumentativo.

■ Treinar o leitor no uso de operadores argumentativos e, dessa forma, aprimorar sua qualidade de leitura dos textos, bem como de elaboração de textos argumentativos.

■ Discutir a ideia de pressuposição e subentendidos como elementos constitutivos da argumentação.

■ Conscientizar o leitor de que não há discurso sem persuasão.

■ Refletir sobre o discurso persuasivo na sociedade, nas organizações, no quotidiano.

1. Você tem o costume de refletir sobre os argumentos de seus interlocutores, ou presta atenção nos argumentos das pessoas enquanto elas estão expondo suas ideias? Tem o costume de dar razão a elas quando estão certas, ou as rebate sempre?

2. Como é um argumento irrespondível para você?

3. Você presta atenção nos argumentos usados numa propaganda?

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Capítulo 7 Coerência

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■ Aprimorar a preocupação do leitor com a necessidade de coerência textual.

■ Discutir a relevância da coerência textual para conscientizar o leitor sobre a necessidade de produzir textos que tenham sentido.

■ Aprimorar a prática de expressões em que as ideias se relacionam harmoniosamente.

■ Praticar com o leitor a coerência textual, alertando-o sobre os perigos da incoerência.

■ Conscientizar o leitor de que coesão e coerência andam de mãos dadas.

1. Na vida, de uma pessoa que fala uma coisa e faz outra dizemos que é incoerente. Você poderia dar alguns exemplos de comportamento incoerente (na política, nos clubes de futebol, nas empresas)?

2. Que é um argumento incoerente?

3. Você poderia apresentar exemplos de texto incoerente?

4. Há argumentos que são aparentemente incoerentes, como em: “Jogamos na defesa para podermos atacar mais.” Comente essa frase.

5. Comente a frase: “Éramos 200 corredores ao todo; 50% desistiram no meio do caminho. E chegamos ao fim da corrida com 80 pessoas.”

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Capítulo 6 Coesão

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■ Mostrar como a coesão é fundamental na estruturação do pensamento.

■ Mostrar que a estruturação do pensamento se faz com o uso de certas palavras que permitem uma ideia relacionar-se com outra.

■ Evidenciar como a coesão é fundamental para a comunicação.

■ Treinar o leitor para uma observação apurada no uso sobretudo de conjunções e outras palavras que estabelecem coesão sintática.

■ Praticar com o leitor orações coordenadas e subordinadas, tendo em vista alcançar uma expressão estruturada capaz de transmitir informação compreensível.

1. Você normalmente se preocupa com a estrutura de seu pensamento? Preocupa-se se as ideias se relacionam umas com as outras?

2. Que significa coesão? Quando sabemos que uma coisa não combina com outra? Quando sabemos que entre uma ideia e outra não há relação, nexo sintático?

3. Você percebe quando uma pessoa fala frases soltas, que não se relacionam adequadamente, ou seja, a passagem de uma ideia para outra não se faz de forma harmoniosa?

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Capítulo 5 O texto escrito e o texto oral

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■ Proporcionar ao leitor informações sobre o uso da língua oral e da língua escrita.

■ Proporcionar ao leitor condições para eliminar o preconceito de superioridade de uma modalidade linguística sobre a outra.

■ Proporcionar ao leitor possibilidade de uma nova leitura do mundo em que o preconceito linguístico não tenha vez.

■ Proporcionar ao leitor instrumentos adequados para a utilização da modalidade escrita.

■ Proporcionar ao leitor um momento de reflexão sobre a modalidade oral na produção de conhecimento.

■ Proporcionar ao leitor um momento de reflexão sobre a modalidade escrita na produção de conhecimento.

1. No mundo atual, qual modalidade de língua (oral ou escrita) goza de maior prestígio? Por quê? Que considerações faz sobre esse fato?

2. O agricultor, ainda que analfabeto, no cultivo da terra produz conhecimento? O uso da modalidade oral faz seu conhecimento ser inferior ao conhecimento produzido por cientistas? Que diz da análise que o agricultor faz de clima e solo?

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Tachizawa Takeshy (20)
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Glossário

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Assembleia Geral: órgão deliberativo máximo de uma associação, que congrega todos os seus associados e que tem poder de decisão sobre todos os assuntos a ela pertinentes. Elege a diretoria, os conselhos e deve aprovar as prestações de contas.

Assistência Social: conjunto de atividades patrocinadas pelo Poder Público e pela sociedade em geral que visam atender as pessoas necessitadas, ou hipossuficientes, em suas necessidades básicas, por meio da concessão de determinados benefícios sociais, independentemente de contribuição por parte dos beneficiários. Tais benefícios podem ser financeiros, ações na área da saúde, fornecimento de alimentos, entre outros.

A Assistência Social é definida e organizada por um conjunto de normas e instituições, as quais dão operacionalidade ao conceito e colocam em prática uma política social de assistência.

O art. 203 da Constituição Federal fornece as diretrizes básicas pelo que se deve entender como Assistência Social:

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Capítulo 9 Setor de Empresas Comerciais

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O setor de empresas comerciais (setor competitivo ou ramo de negócios competitivos) abrange organizações que atuam no comércio varejista, comércio atacadista, autopeças, distribuidora de veículos e organizações correlatas.

As empresas desse setor econômico caracterizam-se pelo significativo giro total de seus ativos. Além de tal traço marcante, as empresas pertencentes a esse setor caracterizam-se pela existência de elementos estratégicos, como:

a) não existência de barreiras à entrada de novas empresas;

b) empresa que possui, isoladamente, parcela significativa do mercado é uma situação rara nesse segmento econômico;

c) o setor tem grande número de pequenas empresas, menores que a média do setor, com curva de custos mais elevada e menor taxa de lucratividade, quando comparada com as organizações do setor;

d) os intermediários e os fornecedores de matérias-primas normalmente têm presença mais forte que os fabricantes e estão vinculados também a outros setores econômicos;

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Capítulo 8 Empresas de Bens de Consumo Duráveis

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O setor abrange as empresas produtoras de bens de consumo duráveis, típicos do ramo automobilístico, eletroeletrônica, tecnologia e computação.

Suas características principais são:

a) alta concentração com diferenciação de produtos;

b) capacidade ociosa planejada para absorver maior participação quando da expansão do mercado;

c) barreiras a novos ingressantes em face da escala e custos absolutos, bem como pela diferenciação de produtos que exigem expressivos investimentos na estrutura de vendas e serviços;

d) controle sobre a demanda de forma limitada, mas efetiva, por meio de lançamentos de novos produtos, uma vez que os produtos caracterizam-se pela rápida obsolescência, dado que são destinados a clientes de rendas elevadas, bem como resultado dos lançamentos dos concorrentes;

e) intensa dependência das grandes empresas do setor, com os produtores de bens intermediários; e

f) estabilidade relativa quanto à participação no mercado, com gastos publicitários das empresas do setor mantidos em mesmo nível de gastos.

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Capítulo 7 Empresas de Bens de Consumo Não Duráveis

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Caracterizada por estrutura de mercado inerente às empresas produtoras de bens de consumo não duráveis e altamente diferenciados, como farmacêutico, bebidas e fumo e higiene e limpeza.

As empresas pertencentes ao setor têm as seguintes peculiaridades:

a) não há grande diversidade entre a tecnologia de processos utilizadas pelas empresas;

b) organizações deste ramo de negócios normalmente operam com várias unidades fabris, em face da natural racionalização da distribuição, comercialização ou acesso às matérias-primas;

c) existência de expressivo número de pequenas empresas que atuam na demanda criada pelas grandes organizações;

d) pouca verticalização na estrutura produtiva das empresas do setor;

e) estabilidade no grau de participação relativa no mercado market share, em face dos gastos equivalentes em publicidade e propaganda entre concorrentes, e dadas as naturais barreiras formadas pela fidelidade a determinadas marcas.

Em função das influências ambientais, é um setor da economia, normalmente, beneficiado com o aquecimento do mercado interno, assim como é significativamente taxado por impostos fixados pelas políticas governamentais. No setor econômico de empresas diferenciadas, encontra-se um tipo de organização como: fabricantes de bebidas; de fumo; de higiene e limpeza; laboratórios farmacêuticos; e afins.

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Capítulo 6 Empresas da Indústria Semiconcentrada

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Corresponde a uma estrutura de mercado inerente às empresas tradicionais, ou da indústria semiconcentrada, produtora de bens como: alimentos; têxtil; confecções; metalurgia; plásticos e borracha; madeira e móveis.

Tal setor tem por características:

a) baixo grau de concentração sem participação majoritária de nenhuma empresa, apesar de eventual existência de poucas empresas de significativo porte;

b) pouca diferenciação de produtos por parte das empresas que são extremamente dependentes da taxa de crescimento de emprego, como produtoras de bens consumidos por assalariados;

c) barreira à entrada constituída pelo restrito acesso à rede de distribuição e comercialização, em que intermediários e atacadistas detêm alto poder de negociação.

É um setor da economia que, dada a atuação das variáveis ambientais, sofre influência negativa da abertura de mercado, coerente à tendência de globalização da economia. Esse setor é altamente influenciável às políticas e medidas sociais estabelecidas pelo governo.

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Salotti Bruno Meirelles Et Al (17)
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9 Ativo Não Circulante – Investimentos

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Nova York – O bilionário investidor Warren Buffett negociou um investimento de US$ 3 bilhões na Uber no começo deste ano, mas as conversas acabaram não indo para a frente, segundo fontes com conhecimento do assunto. Buffett geralmente diz que não gosta de investir em empresas de tecnologia, porque não é especialista nessa área, mas seu conglomerado Berkshire Hathaway vem comprando ações da Apple recentemente e hoje já é um dos maiores acionistas da companhia. (...)

O executivo-chefe da Uber, Dara Khosrowshahi, trabalha para preparar a empresa para uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2019. Ele busca reduzir custos, após a companhia registrar um prejuízo de US$ 4,5 bilhões no ano passado, além de melhorar a imagem da Uber, depois de uma série de problemas recentes. Mesmo com o prejuízo, a receita da Uber vem crescendo rapidamente, com expansão anual de 70% no primeiro trimestre deste ano, a US$ 2,59 bilhões. Além disso, a empresa tem uma forte posição de caixa, depois de rodadas anteriores de aporte de capital. No fim de março, a Uber possuía US$ 6,3 bilhões em caixa, segundo dados obtidos pelo Wall Street Journal.”

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8 Operações Financeiras

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A Petrobras deve refazer e republicar as demonstrações financeiras de 2013, 2014 e 2015 por conta do uso da contabilidade de hedge, conforme determinou a área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na terça-feira. A decisão final da CVM ainda não foi tomada. A estatal diz em comunicado ao mercado divulgado na noite de terça-feira que vai recorrer da exigência e que tomará as medidas necessárias em defesa de seus interesses.

(...)

A Petrobras diz que, ‘conforme divulgado ao mercado em 2013, passou a aplicar às suas exportações a prática contábil conhecida por Contabilidade de Hedge, a partir de maio daquele ano’. ‘Com base na referida prática, que é regulada no Brasil pelo pronunciamento contábil CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração e pela norma contábil internacional IAS 39 – Financial Instruments Recognition and Measurement, a companhia designa relações de hedge entre ‘exportações futuras altamente prováveis’ e parcelas de certas obrigações em dólares norte-americanos, para que os efeitos cambiais de ambos sejam reconhecidos ao mesmo momento na demonstração de resultado, conforme divulgado ao mercado nas demonstrações contábeis anuais’.

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7 Provisões e Contingências

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As provisões realizadas para o pagamento de multas e exigências do governo frente ao desastre com a barragem de Fundão, em Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana (MG), ocorrido em novembro, levaram a Samarco a registrar prejuízo líquido de R$ 5,84 bilhões no ano passado. Em 2014, a mineradora, controlada pela Vale e BHP Billiton, havia contabilizado lucro de R$ 2,81 bilhões. A paralisação de suas operações em Minas Gerais no fim do ano também ajudou a reduzir as vendas no período. Em 2015, a companhia produziu 25,37 milhões de toneladas de concentrado de minério de ferro, queda de 3,5%.

(...) O que mais chama a atenção no balanço anual da Samarco de fato é o rompimento da barragem de Fundão, que devastou Bento Rodrigues. Por conta do acordo fechado com o governo e as perspectivas de multas e exigências, foram provisionados R$ 9,83 bilhões em 2015, que aparecem na linha de outras despesas operacionais. Efetivamente, a companhia gastou R$ 144,4 milhões. (...)

O balanço de 2015 de Samarco foi aprovado sem ressalvas pela auditoria independente, a PricewaterhouseCoopers (PwC). Mas o escritório ressaltou alguns pontos de preocupação em sua ênfase. Em primeiro lugar, os valores provisionados pela companhia, na hora de efetivamente serem pagos, podem ser muito diferentes do previsto. Essa ênfase é normal quando há litígios desse tamanho, pois há sempre uma dificuldade em prever quanto será necessário a companhia gastar. A auditoria também chamou a atenção para o estouro dos limites de alavancagem determinado pelos credores à Samarco. A maioria dos contratos determina um teto de quatro vezes na relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) e em 2015 o índice ficou em 3,05 vezes. Mas a PwC afirma que no primeiro trimestre, pelo congelamento das operações, o chamado ‘covenant’ foi estourado.”

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6 Contas a Receber

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A Light registrou prejuízo de R$ 25 milhões no segundo trimestre de 2018, uma queda de 50,1% em comparação com o mesmo período do ano passado.

De abril a junho deste ano, a receita operacional líquida subiu 21,5% em base anual, para R$ 2,78 bilhões.

A redução das perdas de abril a junho da empresa foi proporcionada pela Light Distribuição, cujo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu cinco vezes na comparação anual, para R$ 328 milhões. O impacto positivo neste segmento, segundo a Light, veio da recuperação do mercado faturado e da diminuição das perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa (PECLD). [...].”

Fonte: Adaptado de GUTIERREZ, Marcelle. Valor Econômico, 13 ago. 2018.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO CAPÍTULO

Após estudar este capítulo, você será capaz de:

1. Compreender quando as contas a receber devem ser reconhecidas.

2. Identificar o modelo de negócio da entidade.

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5 Estoques

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Maior farmacêutica do país, a Hypermarcas reiterou a meta de encerrar 2017 com resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) das operações continuadas de cerca de R$ 1,2 bilhão, equivalente a crescimento de 6%. [...] A expansão no trimestre foi de 4,6%, para R$ 318,9 milhões, com alta menor do que o potencial devido à ruptura nos estoques acima da média histórica.

[...]

A ruptura de estoques, que levou ao não atendimento de pedidos da ordem de R$ 35 milhões, é explicada por uma diferença entre as previsões de venda e de produção. Segundo Bergamo, a Hypermarcas iniciou o trimestre com estoques baixos e previsão de vendas mais conservadora. ‘A demanda reagiu a partir de maio, e não houve tempo para a produção reagir.’

Agora, a empresa trabalha na recomposição de estoques para que, neste trimestre, seja possível atender à demanda e até a que não foi atendida no trimestre.

‘A falta de produto é um bom problema, porque significa que a demanda está bem. A empresa vem trabalhando para se certificar de que isso não ocorra’, afirmou.”

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S Ant Nio Lopes De (12)
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9 Doutrina e laudos em perícia contábil

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O conhecimento da teoria contábil, para o perito, não só é de grande valia no desempenho da tarefa, mas também é um fator que muito pode valorizar um laudo, no que tange à sustentação de opiniões.

Frequentemente, o profissional precisa argumentar, descreve e justificar suas respostas, assim como necessita até, em algumas delas, apelar para conhecimentos qualificados e que só a doutrina tem base para sustentar.

A falta do conhecimento teórico pode comprometer o trabalho do perito, especialmente quando emprega conceitos errados ou produz conclusões que não correspondem ao que cientificamente representa a verdade (só a ciência persegue tal objetivo).

Não foram poucos os laudos que contestei em pareceres, em razão de erros de peritos do Juízo e até de assistentes de partes, em face de defeitos conceituais e do método científico aplicado pela perícia.

Sendo o trabalho pericial privativo de contador e este um bacharel em nível superior científico, é deveras comprometedora a falta de cultura doutrinária.

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8 Instituto da prova contábil no Código Civil brasileiro

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A perícia é considerada instrumento de prova para efeitos judiciais. O Código Civil brasileiro volta a confirmar a qualidade referida em seu art. 212:

“Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante:

I – confissão;

II – documento;

III – testemunha;

IV – presunção;

V – perícia.”

A perícia, todavia, deve observar, para suas conclusões, as restrições feitas pelo referido Código, quanto à força que devem ter os elementos que conduzem à opinião técnica, ou, ainda, aquela que alimenta a conclusão do profissional. Ou seja, é preciso considerar o que estabelecem os artigos seguintes ao 212.

A perícia, pois, é prova, mas deve alimentar-se de “evidências” essenciais, efetivas, inequívocas e formalmente sustentáveis.

Não é lógico nem aceitável, portanto, admitir que tal peça

“contábil” não esteja em perfeita consonância com todos os dispositivos legais, condições técnicas contábeis e resguardada por uma ética rigorosa. Quando cabível, o que representa 99% das hipóteses, todo o laudo deve ser fundamentado em documentos e na doutrina.

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7 Fraudes em contabilidade

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Muito são os casos, em perícia contábil, em que se faz necessário examinar com o objetivo de detectar fraudes. O conhecimento de fraude, pois, pelo perito, é condição essencial de cultura.

Existem processos na justiça, assim como muitos são os inquéritos administrativos que requerem o exame já direcionado para encontrar a fraude (nesta obra já exemplificamos alguns casos).

Fraudes contra sócios, contra herdeiros, contra o fisco, contra credores etc. são praticadas e os peritos são chamados para identificá-las.

Uma falência pode ser preparada, a partir de simulações, desviando o Ativo e aumentando o Passivo, com o intuito de prejudicar credores, herdeiros etc. Essa é a razão de tratarmos do assunto neste capítulo, mesmo que de forma sucinta (mais detalhes podem ser encontrados em nossa obra especializada: Corrupção, fraude e contabilidade, Antônio Lopes de Sá e Wilson Alberto Zappa Hoog. 6. ed. Curitiba: Juruá, 2017.)

É preciso fazer distinção entre fraude e erro, em Contabilidade.

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6 Aspectos consuetudinários aplicados às perícias contábeis

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Hodiernamente, a práxis consuetudinária da perícia contábil encontra-se espargida na literatura.

A matéria de Perícia Contábil, por sua relevância, passou a exigir que sobre ela se estabelecessem, oficialmente, procedimentos a serem seguidos, específicos sobre a questão.

O Conselho Federal de Contabilidade, órgão máximo da fiscalização do exercício profissional do Contador, no Brasil, cumprindo sua função normativa, passou a cuidar da matéria relativa à Perícia Contábil.

As normas da perícia emitidas pelo CFC, que se acham em vigor, devem servir de guia aos que exercem a nobre função pericial. Segundo o que estabelece o Conselho Federal de Contabilidade, as normas são de cumprimento obrigatório e o desrespeito a elas constitui lesão à Ética Profissional, sujeito à abertura de processo, a julgamento pelos Tribunais de Ética, contra as desobediências ocorridas.

A maior parte dos conceitos, definições, procedimentos e aspectos das resoluções do CFC está de acordo com os também contidos nesta nova edição de Perícia contábil, e, igualmente, e em parte pertinente, em outro livro, também de minha autoria, intitulado Ética profissional (3. ed. São Paulo: Atlas, 2000).

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5 Aplicações importantes da perícia contábil

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Muitos são os casos de ações judiciais para os quais se requer a perícia contábil.

Como força de prova, alicerçada em outros elementos que provam, como a escrita contábil, os documentos, tudo aliado a um acervo científico e tecnológico, a perícia tem algo de especial e específico.

A escrita contábil, às vezes, é decisiva no julgamento.

Se envolve fatos patrimoniais de pessoas, sociedades empresariais ou simples, instituições, onde estiver o diretor patrimonial está a perícia como auxiliar de primeira linha nos julgamentos.

Logo, grande é o campo de ação do perito; os casos que apresentamos a seguir são alguns deles; repetimos, inclusive, temas para sermos mais didáticos, ampliando o valor expositivo.

A ação ordinária de alimentos deriva da necessidade de apuração de haveres de cônjuge ou responsável pela manutenção de dependentes.

Busca-se a convicção sobre o que de poder econômico tem uma pessoa para fins de manter aqueles pelos quais é legalmente responsável.

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Ramal Andrea (5)
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Capítulo 5 Tendíncias

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Faltavam menos de três meses para as eleições presidenciais de 2014 e a imprensa noticiava que, dos 142,8 milhões de brasileiros que iriam votar, 1,6 milhão tinha 16 ou 17 anos, o que representava 1,1% do total, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Era o mais baixo percentual apresentado no Brasil em 20 anos.

No acontecimento mais importante e decisivo do ano, as eleições, apenas 25% dos brasileiros entre 16 e 17 anos irão votar. A grande maioria não tirou o título de eleitor. Desde 2006, a participação dos jovens dessa faixa etária vem diminuindo cada vez mais.

De fato, o baixo envolvimento da juventude com a política é um fenômeno constatado em diversos países, como o Chile, a Argentina, a Espanha, para citar alguns. As razões são diversas e o assunto exige análises mais complexas do que é possível fazer aqui. Mas quero propor o debate: a participação política dos jovens é estimulada ou, por outro lado, reduzida pela educação que recebem em casa e na escola?

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Capítulo 4 Ser Professor no Brasil

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Dia 11 de agosto de 2014: o ator Robin Williams morria, vítima de suicídio. Em meio à comoção geral, como não pensar na sua enorme contribuição para refletir sobre a renovação na escola, com seu personagem John Keating, professor no filme Sociedade dos poetas mortos?

Quando Robin Williams interpretou um professor de literatura nada tradicional, em Sociedade dos poetas mortos (1989), ajudou a popularizar a discussão sobre as formas de ensinar.

O filme conta a história de um mestre, John Keating, que dá aula numa escola muito conservadora. Com métodos bastante inusitados, ele estimula os estudantes a contestar, posicionar-se, pensar livremente e, sobretudo, lutar pelas suas paixões. “Carpe diem” (aproveite o dia), diz aos estudantes. “Tornem as suas vidas extraordinárias.” As lições do professor mudam a vida desses jovens para sempre. Mas o método choca os dirigentes da escola e ele sofre duras represálias. Para culminar, um dos alunos, que desejava seguir a carreira de artista e é impedido pelo pai, acaba se suicidando para não renunciar aos seus sonhos.

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Capítulo 3 Conversas com os Pais

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Em plena Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil, meu blog começava no G1. Brasil avançava bem: havia passado das oitavas de final vencendo o Chile nos pênaltis, e se preparava para as quartas de final, quando iria enfrentar – e vencer – a Colômbia.

Olá! Esta coluna é um espaço para conversar sobre educação com pais, mães e todos aqueles que, de algum modo, estão envolvidos na formação de crianças e jovens. Será muito bom encontrá-los por aqui toda semana.

Convido você a deixar comentários que possam ampliar o tema tratado e a oferecer suas experiências a outros pais. Mande suas perguntas, poderei respondê-las em outros artigos ;-)

E em ritmo de Copa do Mundo, você já pensou que esse evento pode ser uma ótima oportunidade para educar seu filho para a cidadania? Vou propor algumas maneiras de fazer isso.

Em primeiro lugar, estimule seu filho a observar como se comportam os jogadores. Cada ato de um ídolo é uma forma de dizer às crianças e jovens como deveria ser o mundo.

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Capítulo 2 Atualidades e Educação

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No dia 13 de agosto de 2014, o candidato a presidente nas eleições de 2014 Eduardo Campos morria tragicamente num acidente de avião. Apesar da comoção geral da nação, era possível encontrar muitos comentários satíricos nas redes sociais, na forma de memes e outros.

Quase tão chocantes quanto a morte trágica de Eduardo Campos são os conteúdos desrespeitosos que rapidamente se espalharam pela web: piadas de mau gosto, teorias da conspiração, dedos apontando “culpados”, tudo em questão de minutos após o acontecido.

Isso vem ocorrendo com cada vez mais frequência nas redes sociais, seja qual for o acidente ou a tragédia da vez.

Como explicar tais reações, tanto de quem cria como de quem aplaude e dissemina esse tipo de conteúdo disfarçado de humor?

Incapacidade de se colocar no lugar de quem sofre, gosto pelo que é bizarro e infame, curtição da desgraça alheia, indiferença absoluta pela vida e o sofrimento humanos?

Gostaria de convidar os pais a refletir: de que educação precisamos para reforçar outros valores, sobretudo neste momento da cibercultura, em que poderosas e velozes tecnologias digitais estão a nosso alcance e podem ser usadas com qualquer finalidade?

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Capítulo 1 Educação no País

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A partir de 2008, a Filosofia se tornou disciplina obrigatória no currículo do ensino médio, conforme a Lei Federal no 11.684/2008, válida para escolas públicas e privadas. No entanto, seis anos depois, ela ainda não estava adequadamente implementada.

Sua presença no currículo é lei, mas nem todas as escolas conseguem incorporá-la como deveriam. E, ainda assim, isso acontece só no ensino médio, quando deveria ser desde a infância. Mais tarde, no mundo acadêmico, sentem-se claramente as lacunas que a sua ausência deixa no pensamento dos jovens. Estou falando dela: a Filosofia.

Questões importantes que a humanidade se coloca desde a Grécia Antiga deveriam ser trabalhadas na escola, com crianças – com as devidas adaptações. A série inglesa da BBC What makes me?, pós-produzida pela MultiRio e veiculada pelo Canal 26 da Net, é uma prova disso. Nela, animações baseadas em histórias clássicas como o barco de Teseu ou a fábula do sapo e o escorpião servem como introdução ao pensar e estimulam novas formas de olhar o mundo.

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