Valdecir Pascoal (9)
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Capítulo 1 – Atividade Financeira do Estado – AFE

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O Estado, visando à satisfação do BEM COMUM, exerce uma atividade financeira. Antes, porém, de conceituar “Atividade Financeira do Estado”, há que se ter a noção de “necessidades públicas”. Para Régis Fernandes de Oliveira e Estevão Horvath tudo aquilo que incumbe ao Estado prestar, em decorrência de uma decisão política, inserida em norma jurídica, é necessidade pública.1 A ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO, para Alberto Deodato, é a procura de meios para satisfazer às necessidades públicas.2 Aliomar Baleeiro, por sua vez, fazendo a relação entre a Atividade Financeira do Estado e as necessidades públicas, assevera que a AFE consiste em obter, criar, gerir e despender o dinheiro indispensável às necessidades, cuja satisfação o Estado assumiu ou cometeu a outras pessoas de direito público.3

Em resumo: é tarefa do Estado a realização do bem comum que se concretiza por meio do atendimento das necessidades públicas, como por exemplo: segurança, educação, saúde, previdência, justiça, defesa nacional, emprego, diplomacia, alimentação, habitação, transporte, lazer, etc. (ver arts. 3o, 21, 23, 25 e 30 da CF/1988). Para realização dos seus objetivos fundamentais, definidos especialmente em sua Lei Maior, o Estado precisa obter fontes de recursos (extraindo-os da própria sociedade – tributos e contribuições – recorrendo a empréstimos, alienando seu patrimônio, cobrando pela prestação de serviços etc.), planejar a aplicação destes recursos por meio do orçamento público e efetivamente realizar o gasto público.

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Capítulo 2 – Direito Financeiro

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Para Régis Fernandes de Oliveira e Estevão Hovarth, Direito Financeiro é a disciplina jurídica da atividade financeira do Estado.1 Para Kiyoshi Harada, o ramo do Direito Público que estuda a atividade financeira do Estado sob o ponto de vista jurídico.2 Para Ricardo Lobo Torres, Direito Financeiro é o conjunto de normas e princípios que regulam a atividade financeira, incumbindo-lhe disciplinar a constituição e a gestão da fazenda pública, estabelecendo as regras e os procedimentos para a obtenção da receita pública e a realização dos gastos necessários à consecução dos objetivos do Estado.3 O Direito Financeiro abrange, portanto, o estudo do orçamento público, da receita pública, da despesa pública e do crédito público.

A AFE é objeto tanto do Direito Financeiro como da Ciência das Finanças. Todavia, enquanto o Direito Financeiro estuda apenas os fenômenos financeiros positivados (regrados por norma jurídica: Constituição, Leis, Decretos...), a Ciência das Finanças estuda esses fenômenos sob os seus mais diversos aspectos: implicações econômicas, sociológicas, psicológicas etc. A Ciência das Finanças é, pois, uma ciência especulativa; estuda o fenômeno financeiro independentemente de haver regulamentação legal. O Direito Financeiro, como vimos, por ser o conjunto de normas jurídicas que disciplinam a atividade financeira do Estado, é, portanto, uma ciência jurídica.

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Capítulo 3 – O Orçamento Público

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Origem

A origem dos orçamentos públicos está relacionada ao desenvolvimento da democracia, opondo-se ao Estado antigo, em que o monarca se considerava soberano e detentor do patrimônio originário da coletividade. Vejamos alguns exemplos históricos sobre o surgimento do orçamento, enquanto autorização dada pelo povo para que os gestores pudessem, em seu nome, despender os recursos públicos.

INGLATERRA (1215) – Governo de João “Sem-Terra” – O povo se posiciona contra a cobrança arbitrária de impostos. A “Carta Magna” outorgada passou a exigir a autorização do Parlamento para a instituição de gravames (tributos). Portanto, origem política e democrática.

EUA (1765) – Os colonos do Estado da Virgínia – precursor da Independência americana – instituíram a Assembleia Nacional, que estabeleceu a necessidade de autorização do Parlamento para a criação de impostos.

FRANÇA (1789) – Revolução Francesa (Nova Constituição) – Declaração de Direitos (1798 – efetivação do orçamento).

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Capítulo 4 – Despesa Pública

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Corresponde aos desembolsos efetuados pelo Estado para fazer face às suas diversas responsabilidades junto à sociedade. Para Aliomar Baleeiro, despesa pública é a aplicação de certa quantia em dinheiro, por parte da autoridade ou agente público competente, dentro de uma autorização legislativa, para execução de fim a cargo do governo.1 Para Lino Martins da Silva, as despesas públicas são os desembolsos efetuados pelo Estado no atendimento dos serviços e encargos assumidos no interesse geral da comunidade, nos termos da Constituição, das leis, ou em decorrência de contratos ou outros instrumentos.2

Antes de tudo, a despesa pública pode ser classificada em dois grandes grupos.

Orçamentária – é a despesa que decorre da lei orçamentária e dos créditos adicionais. Deve obedecer a todas as regras pertinentes ao processamento da despesa, tais como: licitação (regra para aquisição de produtos e serviços), empenho, liquidação etc.

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Capítulo 5 – Receita Pública

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O Estado, para fazer face às suas obrigações, necessita de recursos que podem ser obtidos junto à coletividade ou por meio do endividamento público. O conjunto desses recursos é que nós chamamos de receita pública. É através dela que o Estado poderá atender às demandas diversas da sociedade, como saúde, educação e segurança.

O Professor Aliomar Baleeiro possui um conceito mais restrito de receita pública. Para ele, Receita Pública é a entrada que, integrando-se no patrimônio público sem quaisquer reservas, condições ou correspondências no passivo, vem acrescer o seu vulto, como elemento novo e positivo.1 Ressalte-se, contudo, que o ordenamento jurídico brasileiro, especialmente o art. 11 da Lei no 4.320/1964 e as regras pertinentes à escrituração dos fatos contábeis, não segue a conceituação limitada proposta por Aliomar Baleeiro, pois assinala como receitas públicas também recursos que têm contrapartida no passivo, como, por exemplo, as operações de crédito, geradoras do endividamento público.

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Teresinha Covas Lisboa Douglas De Matteu (13)
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Capítulo 10 – Gestão da Tecnologia da Informação

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As boas ideias vêm do inconsciente. Para que uma boa ideia seja relevante, o inconsciente precisa estar bem informado.

David Ogilvy

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

■ Reconhecer a importância do contexto histórico da administração e os impactos na administração contemporânea.

■ Identificar a importância da contribuição dos sistemas integrados de gestão para a tomada de decisão.

■ Compreender a inter-relação entre os sistemas integrados e o planejamento da gestão empresarial.

■ Entender os conceitos de Cloud Computing, segurança da informação e blockchain, bem como a sua aplicação e seu impacto na administração.

CASO DE CONTEXTUALIZAÇÃO

A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) realizou, em dezembro de 2017, o 1o Congresso Brasileiro de Indústria 4.0: os impactos e desafios da Quarta Revolução Industrial. O evento foi marcado pela preocupação em despertar a atenção das organizações para competir em um mercado que, além de globalizado, é altamente diferenciado pelo nível de investimentos já realizados em infraestrutura, na mudança da mentalidade da gestão, em Tecnologia da Informação e em operações.

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Capítulo 11 – Do Fornecimento Local ao Papel Estratégico Global

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

■ Trazer ao conhecimento o papel da Logística no ambiente globalizado.

■ Desenvolver a evolução do contexto logístico ao longo do tempo.

■ Contextualizar a cadeia de suprimentos.

■ Exercitar os conhecimentos no ambiente organizacional.

CASO DE CONTEXTUALIZAÇÃO

Embora possa parecer estranho, podemos dizer que a Logística tem suas origens nos episódios de guerras, desde os tempos mais remotos. Grandes conquistadores e exércitos (ex.: Alexandre, o Grande (macedônio); César (romano); Napoleão (francês)) só foram vitoriosos e obtiveram sucesso em suas conquistas porque estavam amparados por uma metodologia de suprimento de armas e homens ao longo do caminho.

Modernamente, foi durante a Segunda Grande Guerra Mundial que a Logística teve papel fundamental nos rumos da história. O início do fim do conflito ocorreu justamente no momento em que o exército alemão não conseguia abastecer suas linhas de frente no front russo, em razão do rigoroso inverno local.

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Capítulo 12 – Gestão da Qualidade e Sustentabilidade

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Qualidade significa fazer certo quando ninguém está olhando.

Henry Ford

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

■ Explicar o que é qualidade e sustentabilidade.

■ Conceituar as variáveis que influenciam a qualidade.

■ Descrever ferramentas para garantir qualidade.

■ Compreender a relação entre qualidade e sustentabilidade.

CASO DE CONTEXTUALIZAÇÃO

Como a Hyundai se transformou para competir nos Estados Unidos

No mercado competitivo do século XXI, os administradores necessitam entender as variáveis responsáveis pelo sucesso ou pelo fracasso de determinado negócio. Caso contrário, suas empresas e produtos poderão ter uma presença curta no mercado.

A relação cliente-fornecedor evoluiu drasticamente. Não basta vender e receber. É necessário atender as necessidades de cada cliente e procurar agradá-lo sempre. Afinal de contas, descobriu-se que é mais fácil vender novamente a um cliente satisfeito do que conquistar um cliente desconhecido.

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Capítulo 13 – Gestor: Prevenções Éticas de Forma Estratégica e o Direito Atual

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A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem.

Montesquieu.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

■ Realçar as obrigações do gestor.

■ Demonstrar os resultados da atuação profissional do gestor nas esferas pessoal e profissional.

■ Contextualizar a legislação para os gestores.

CASO DE CONTEXTUALIZAÇÃO

O gestor-sócio de uma instituição no país, com poderes de administração, resolve retirar-se da sociedade, após alguns anos de atuação, e conhecendo de uma demanda trabalhista contra a empresa, nada toma como providência. Dez anos depois da saída do gestor e após ter falecido, sua esposa e seus filhos são surpreendidos, por terem seus bens apreendidos, para o cumprimento da ação trabalhista, já que a empresa da época não existe mais.

Com a leitura do caso, é possível perceber quais foram alguns dos direitos violados com relação aos cases relatados? No caso, o direito social do trabalho do empregado foi comprometido, que, ao processar a instituição, não teve bens para honrar com seu crédito trabalhista, tendo que buscar na figura dos sócios tal patrimônio. No segundo caso, a imagem da instituição e a honra da pessoa jurídica poderiam ser comprometidas.

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Capítulo 1 – Administração: Passado, Presente e Futuro

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

■ Demonstrar as principais teorias da Administração.

■ Discutir os modelos contemporâneos de Gestão.

■ Esclarecer as tendências em Administração do início do século XXI.

■ Empregar os conhecimentos adquiridos no capítulo.

CASO DE CONTEXTUALIZAÇÃO

Wissen Mimoré Ubuchwepheshe Lindoso Ke’enehana da Silva, um típico adolescente brasileiro morador da periferia de São Paulo, acabou de concluir o ensino médio após muito sacrifício pessoal e familiar. Apesar de estudar em escola pública e não pagar mensalidade, o dinheiro era muito escasso. Não tinha como adquirir material escolar nem mesmo lanche durante todo o período escolar. Assim, dependia exclusivamente do Estado para garantir sua educação. Sua mãe, já idosa, tendo criado oito filhos (Wissen era o caçula), dos quais sete já haviam “sumido no mundo”, dependia de uma parca aposentadoria como empregada doméstica para sustentar a si e a seu filho. Wissen conseguia um dinheirinho extra vendendo amendoins na entrada do Parque Zoológico de São Paulo, o maior jardim zoológico do Brasil, localizado na zona sul da cidade. Essa atividade tem sido exercida pelo rapaz desde que completou 10 anos de idade, mas, agora, com o ensino médio completo, ele achou que era o momento de realizar seus sonhos e partir para desafios mais ousados. Viu na internet que a graduação tecnológica é um curso superior voltado para o desenvolvimento de competências profissionais específicas e a rápida aplicação no mercado de trabalho. Ou seja, seria a oportunidade de entrar logo no mercado de emprego formal com uma remuneração mais elevada, conciliando trabalho e estudos. Além disso, após concluir seu curso de tecnólogo, Wissen poderá optar por uma especialização, um mestrado ou um doutorado na área de sua preferência, como lhe garante a própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei no 9.394/1996). Muito curioso e interessado, foi até o site do Ministério da Educação (MEC; http://portal.mec.gov.br), no qual localizou o Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia (3a edição, versão 2016). Lendo o catálogo, descobriu que há 13 eixos tecnológicos que estruturam a organização dos Cursos Superiores de Tecnologia: Ambiente e Saúde, Controle e Processos Industriais, Desenvolvimento Educacional e Social, Gestão e Negócios, Informação e Comunicação, Infraestrutura, Militar, Produção Alimentícia, Produção Cultural e Design, Produção Industrial, Recursos Naturais, Segurança, Turismo, Hospitalidade e Lazer. Acontece que seu maior desejo sempre foi trabalhar em grandes empresas, e o eixo que mais lhe interessou foi o de Gestão e Negócios, no qual existem treze cursos na área de Administração. Wissen não tem dúvidas de que será um tecnólogo em Gestão, mas se faz agora algumas perguntas...

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Takeshy Tachizawa (20)
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Anexo 1 Resenha de Filmes Ilustrativos

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A firma; A história de uma fraude (o caso Enron); Ameaça virtual; Amazônia em chamas; Apolo 13 – do desastre ao triunfo; A queda do Império Romano; Com o dinheiro dos outros; Erin Brockovich; Henry Ford: a história da indústria automobilística; Hoffa: um homem, uma lenda; Mauá – o Imperador e o Rei; O amor é contagioso; O dia depois de amanhã; O informante; O nome da rosa; Os doze trabalhos de Asterix; O último samurai; Tucker – um homem e seu sonho; Wall Street: poder e cobiça.

Os filmes, como estratégia didática, devem ser trabalhados como um processo ao invés de utilizá-los como simples resposta a um determinado assunto-aula.

A firma (com Gene Hackmann e Tom Cruise).

É a história de um brilhante e ambicioso Advogado (Tom Cruise), recém-formado, na mais conceituada Faculdade de Direito do país. Enfatiza os processos de recrutamento e seleção de colaboradores das empresas, principalmente aqueles de alto nível. O Advogado, personagem central do filme, emprega-se, dessa forma, em uma pequena, mas próspera, firma de advocacia. A liderança exercida pelo diretor presidente, principal gestor deste escritório de advocacia, é do tipo paternalista, que objetiva transformar a firma em uma grande família para seus empregados. A empresa, dessa maneira, é controlada, informalmente, pelos seus principais gestores que objetivam transformá-la em uma irmandade, composta pelos seus empregados, satisfeitos e submissos. Os problemas domésticos relacionados à residência, carro, saúde da esposa, bem-estar de todos da família era objeto de aparente preocupação do diretor presidente e demais sócios-diretores do escritório de advocacia. De forma natural, mesmo sem estar consciente, o presidente da firma, na realidade, adotava na prática a abordagem das relações humanas, desenvolvida no início do século XX, na indústria Western Eletric, em Hawthorne, por Elton Mayo. É um enfoque conservador, ainda, presente na administração de recursos humanos das organizações empresariais. Da noite para o dia, o Advogado e sua esposa passam a ter um altíssimo estilo de vida com que jamais sonharam. É quando vêm à tona os negócios ilícitos que encobrem as atividades, legalmente, desenvolvidas pela empresa. De acordo com o plano estratégico da Firma, mais de 30% do volume total de seu faturamento eram atividades ilícitas desenvolvidas pelo escritório de advocacia. O Advogado enfrenta forças que não se detêm diante de nada, para proteger os interesses da Firma. Daí surge a crise de identidade e a decisão do agora experiente Advogado de atentar para as questões éticas e de responsabilidade social corporativa, que são convergentes com sua escala de valores. A questão dos impostos pagos pelas empresas-cliente e que o escritório de advocacia defende enfrenta a questão ética e a legislação vigente, que permeia o planejamento tributário corporativo no mundo dos negócios. Passagens do filme que mostra o controle paternalista exercido pela diretoria da Firma sobre a família do personagem evidenciavam o poder manipulador desta prática. Este controle acabou se transformando em uma verdadeira invasão de privacidade, chegando ao extremo de um sutil monitoramento através de câmeras e grampos telefônicos na própria residência do casal. Era uma preocupação em passar um conceito de trabalho em uma grande família tanto internamente junto aos seus colaboradores como em relação ao plano externo para promover institucionalmente uma imagem, aparente, de organização socialmente responsável. A preocupação dos dirigentes da Firma era demonstrar aos seus colaboradores e clientes algo que não existia. Ou seja, que imperava no escritório de advocacia um saudável ambiente organizacional de uma equipe que trabalhava com ética e responsabilidade social corporativa. É uma lição de que as empresas melhor reconhecidas pela comunidade são aquelas que refletem o bom relacionamento com seus diferentes públicos e, principalmente, com seus colaboradores. Isso inclui a qualidade na divulgação de informações, a política de remuneração de dividendos e o retorno satisfatório para os acionistas, além da transparência dos relatórios de atividades empresariais e dos balanços financeiros. Evidencia o relacionamento de uma empresa privada (Segundo Setor) com os órgãos governamentais (Primeiro Setor) e a limitação de controle por parte dos mesmos sobre as atividades empresariais. É exatamente esta limitação que pode estar destacando espaços de atuação (justiça e promoção de direitos) para organizações não governamentais, ou mesmo para parceria entre empresas privadas e o Governo para atenuar ou mesmo eliminar atividades empresariais ilícitas.

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Capítulo 10 Empresas de Serviços Financeiros

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Este setor econômico abrange organizações como bancos, seguradoras, financeiras, crédito imobiliário, leasing, corretoras e distribuidoras de valores, que se caracterizam por:

a) existência de barreiras institucionais e governamentais à entrada de novas empresas;

b) elevada regulamentação estatal;

c) a competição básica é via lançamento de novos serviços financeiros, em busca da conquista de novos clientes;

d) significativo volume de investimento e de capital para entrada no setor.

É um setor cuja rentabilidade das empresas que o compõem está diretamente vinculada às macropolíticas econômicas, em que períodos de alta inflacionária estão associados a altas margens de rentabilidade, ou alternativamente, em períodos normais da economia, rentabilidade baseada na intermediação financeira e expansão de suas operações normais.

O incremento das fusões e aquisições de empresas, captação de recursos externos, bem como a tendência de privatização da economia, influenciam sobremaneira o desempenho de todo o setor.

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Capítulo 11 Empresas de Serviços Especializados

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Nessa categoria, enquadram-se empresas de serviços especializados, tais como: agências de publicidade e propaganda, consultorias, auditorias independentes e escritórios profissionais especializados.

Seu produto final tem alto conteúdo tecnológico e de conhecimento. Sua mão de obra é altamente especializada, e uma empresa do setor necessita, como fator de sobrevivência, de um verdadeiro banco de dados de talentos, bem como de conhecimento e informações específicas.

Talento, e não estratégias empresariais ou produtos inovadores, é o fator determinante para a sobrevivência do negócio.

Em função das características básicas e das estratégias empresariais genéricas próprias das organizações pertencentes ao setor de empresas de serviços especializados, podem-se delinear estratégias de gestão ambiental e de responsabilidade social, conforme as descritas a seguir.

Como estratégia em responsabilidade social, tem-se o caso da Skill Contabilidade, empresa de prestação de serviços localizada em Pernambuco. A empresa adotou a cidade de Tabira (cerca de 400 quilômetros de Recife), implantando um projeto social que se desdobra em várias frentes, aulas sobre o cultivo de hortaliças, instalação de posto médico completo, construção de reservatórios de água potável e atendimento médico domiciliar para pacientes da terceira idade, entre outros programas. Todos os empregados da empresa participam como voluntários.

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Capítulo 12 Instituições do Setor Educacional

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O setor educacional, composto pelas Instituições de Ensino Superior (IES), quando analisados apenas os estabelecimentos de ensino de nível superior de caráter privado, caracteriza-se por:

• diferenciação das instituições de ensino em função de sua localização geográfica, tanto em termos qualitativos (porte, tipo de cursos oferecidos, qualificação do corpo docente e demais peculiaridades intrínsecas), como em termos quantitativos em face do diferente grau de concentração geográfica de IES, por região do país (por exemplo, na região Sudeste há maior concentração de instituições de ensino);

• baixa concentração de IES em suas áreas geográficas de atuação, sem participação majoritária de nenhuma instituição, apesar de eventual existência de poucas organizações de significativo porte;

• interdependência entre as IES da mesma região, em que o comportamento e o desempenho de uma instituição têm reflexo direto sobre as demais, bem como pelo fato de que quanto menor for o número de instituições e quanto mais semelhantes em termos de porte, maior será a interdependência entre tais instituições;

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Capítulo 13 Organizações de Outros Ramos de Negócios

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Segundo a Gazeta Mercantil (2004), as atividades empresariais podem ser classificadas em setores como: agricultura; alimentos; autopeças e material de transportes; bebida e fumo; cana, açúcar e álcool; carne e pecuária; comércio atacadista; comércio exterior; comércio varejista; comunicação-agência; comunicação-veículo; construção; distribuidores de veículos e peças; eletroeletrônica; farmacêuticos e higiene; finanças; holdings; informática; madeira, móveis e papel; mecânica; metalurgia; mineração; não metálicos; plásticos e borrachas; química e petroquímica; seguros e previdência; serviços; telecomunicações; têxtil e couros; transportes e armazenagem.

Tais setores, agrupados em categorias maiores, ainda segundo a publicação Panorama Setorial da Gazeta Mercantil (2004), podem conter segmentos na forma relacionada a seguir.

Alimentos e Rações: Fruticultura; Indústria de Conservas; Mercado de Refeições; Mercado de Rações; Biotecnologia-Alimentos; Transgênicos.

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Tadeu Cruz (10)
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Capítulo 1 Tecnologia da Informação: Do Plano Estratégico ao Plano Operacional

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OBJETIVOS DO CAPÍTULO

■ Apresentar os principais conceitos relacionados com o plano estratégico e sua ligação com o plano peracional.

■ Discutir as principais forças que governam as empresas.

■ Entender a importância do planejamento operacional.

■ Compreender a TI na perspectiva do planejamento estratégico.

PARA COMEÇAR

Comprar qualquer tipo de tecnologia sem que haja um planejamento estratégico que possa suportar essa compra é, na maioria das vezes, jogar dinheiro fora, pois tal tecnologia não estaria alinhada às necessidades estratégicas e operacionais da Organização.

Você concorda com esta afirmação?

Durante muito tempo, as Tecnologias da Informação foram tratadas e operacionalizadas pelas organizações com base em uma visão muito estreita, que as situavam apenas no pequeno mundo de um CPD.4 Eram tempos em que a informática servia muito mais aos propósitos do próprio órgão gestor da tecnologia que aos objetivos da empresa. Muitos erros foram cometidos por conta do caráter elitista que a informática tinha, principalmente pelo distanciamento que os usuários mantinham daquele ambiente e os profissionais de TI dos usuários.

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Capítulo 2 Profissionais de ti e Seus Relacionamentos

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OBJETIVOS DO CAPÍTULO

■ Apresentar os principais conceitos relacionados com as operações de um departamento de sistemas nas décadas de 1960, 1970 e 1980.

■ Discutir os principais papéis funcionais existentes: analista de O&M, analista de sistemas e programadores.

■ Entender a importância do gerenciamento de mudanças para a implantação de TI.

■ Compreender a visão estreita dos analistas de O&M de antes em face da visão holística dos analistas de processos de hoje.

PARA COMEÇAR

Enxergar a Organização apenas por meio de suas rotinas, formulários e leiaute não permitia que os analistas de O&M vissem o TODO! Esta visão só mudou quando se começou a falar de processos e de qualidade total, em meados da década de 1980.

Você já tinha pensado nisso?

Nas décadas de 1960, 1970 e 1980, três tipos de profissionais encontravam-se envolvidos na tarefa de mecanizar, por meio de computadores mainframes, as atividades que as organizações executavam.

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Capítulo 3 Regras Básicas Para Administrar ti

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OBJETIVOS DO CAPÍTULO

■ Apresentar as principais regras para administrar Tecnologias da Informação.

■ Discutir os custos de aquisição e operação de Tecnologias da Informação.

■ Entender a importância do orçamento de investimentos e do orçamento operacional.

■ Compreender como calcular o retorno sobre o investimento feito em TI.

PARA COMEÇAR

A Administração de TI é composta de um conjunto de regras que devem ser seguidas por quem quiser dar-se bem gerenciando uma área de informática e o relacionamento desta com seus usuários. É inadmissível que um gerente de informática não saiba quanto gasta sua área para operar e disponibilizar a informação na empresa (e existem gerentes assim). Ou, ainda, é inadmissível também ter um gerente que, sem qualquer previsão ou plano, atua por encomenda (também existem gerentes assim, e muitos outros são dos dois tipos).

Você conhece estes tipos de gerentes de TI?

Vamos começar a falar em algo muito crítico e sensível para qualquer organização nos dias atuais: custos.

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Capítulo 4 as Ondas de ti e Suas Implicações

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OBJETIVOS DO CAPÍTULO

■ Apresentar a evolução das Tecnologias da Informação nestes quase 60 anos de uso pelas Organizações.

■ Discutir os principais pontos de diferenciação das Eras de TI.

■ Entender como a evolução das Tecnologias da Informação se deu e qual o futuro imediato delas.

■ Compreender o alcance e o impacto das Tecnologias da Informação em nossa vida.

PARA COMEÇAR

Desde o início de vida nas organizações, período que chamo de computação comercial, as Tecnologias da Informação chegam até nós em ondas, da mesma forma como as do mar!

Então, como você imagina que estas ondas impactam no nosso dia a dia pessoal e profissional?

As Tecnologias da Informação chegam à nossa vida, e à das organizações, em movimentos cíclicos e, na maioria das vezes, regulares. Basta que cada onda de TI se espraie sobre a “nossa praia” para que logo haja um movimento de refluxo formando outra onda, que continuará a nos atingir de forma continuada, sem nos dar tempo de absorver e utilizar corretamente cada tecnologia.

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Capítulo 5 Business Process Management & BPM System

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OBJETIVOS DO CAPÍTULO

■ Apresentar os principais conceitos relacionados com BPM & BPMS.

■ Discutir as principais utilizações de softwares colaborativos.

■ Entender a importância do trabalho colaborativo.

■ Compreender como o trabalho pode passar de manual para automatizado por meio de uma ferramenta de Workflow.

PARA COMEÇAR

A forma como trabalhávamos nas áreas administrativas e na indústria de serviços até quase o final do século XX impedia-nos de ver a organização como um todo. Isto é, enxergávamos apenas nossa própria atividade e, salvo raras exceções, outras poucas que estivessem ao alcance de nossas mãos e dos nossos olhos, ainda que muitas atividades não se relacionassem com a nossa própria atividade.

Na empresa onde você trabalha, que tipo de operação existe, manual ou automatizada?

Exceto as indústrias de manufaturas, discretas e de transformação, que desde cedo aprenderam o que são processos, todos os outros setores econômicos só vieram a descobri-los no fim da década de 1990. Aliás, embora hoje muito se escreva, fale e discuta sobre processos de negócio (business processes), raras são as organizações que, efetivamente, os gerenciam e são gerenciadas por meio deles.

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Silvio Aparecido Crepaldi Guilherme Sim Es Crepaldi (17)
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10 Planejamento da Auditoria

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O auditor deve planejar e executar a auditoria com ceticismo profissional, reconhecendo que podem existir circunstâncias que causam distorções relevantes nas demonstrações contábeis. O ceticismo profissional inclui:

• evidências de auditoria que contradigam outras evidências obtidas;

• informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria;

• condições que possam indicar possível fraude;

• circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de auditoria além dos exigidos pelas NBCs TA.

Planejar é pensar o modo de se realizar a auditoria, de acordo com os meios disponíveis, tempo, pessoal, recursos financeiros, a fim de se alcançar os objetivos definidos para o trabalho.

O planejamento da auditoria envolve a definição de estratégia global para o trabalho e o desenvolvimento de plano de auditoria, conforme a BNC TA 300. Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis de várias maneiras, inclusive para:

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11 Programas de Auditoria para Contas do Ativo

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O programa de auditoria é o plano de trabalho a ser executado em campo. Esse planejamento deve ser elaborado considerando o objetivo da auditoria e as características da empresa a ser auditada. Nele, serão definidos o objetivo do exame na área específica, a extensão e a profundidade do exame, os pontos de controle interno a serem revisados, os procedimentos a serem adotados, a estimativa de tempo gasto, a equipe de trabalho e outros aspectos.

Para a elaboração e aplicação dos programas de auditoria para as contas do ativo, deve-se estar sempre atento aos objetivos a serem atingidos. Seguem-se alguns deles:

• determinar se foram utilizados os princípios de contabilidade, em bases uniformes;

• determinar se está corretamente classificado nas demonstrações contábeis e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas;

• apurar se realmente existem todas as disponibilidades mencionadas no balanço;

• assegurar-se de que existem todas as disponibilidades que deveriam existir;

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12 Programa de Auditoria para Contas do Passivo

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As obrigações representam fontes de recursos e reivindicações de terceiros contra os ativos da empresa. O auditor estabelece a importância das contas passivas a serem testadas, verificando se todas as dívidas da empresa foram devidamente registradas na contabilidade.

Contabilmente, as obrigações são classificadas no Balanço Patrimonial nos grupos do Passivo Circulante ou Passivo Não Circulante.

As obrigações da empresa compreendem normalmente os seguintes grupos de contas:

• empréstimos a pagar;

• fornecedores de mercadorias;

• impostos a recolher;

• salários a pagar;

• outras obrigações;

• provisões.

O passivo circulante apresenta os valores que explicam a origem dos investimentos e de vencimento a curto prazo. O exame de auditoria do passivo visa averiguar a exatidão e correta classificação das contas.

Os principais erros no passivo circulante decorrem de subavaliação, valores fictícios, omissões, acréscimos falsos e simulações. Esses erros também são destinados a verificar fins diversos, tais como: falências, desvios de numerário, entre outros.

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13 Programa de Auditoria para Contas do Patrimônio Líquido

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O Patrimônio Líquido representa a parcela dos Ativos financiada pelos acionistas. Ele é composto dos seguintes grupos de contas:

• Capital social;

• Reserva de capital;

• Ajustes de avaliação patrimonial;

• Reservas de lucro.

A auditoria das contas do Patrimônio Líquido consiste em o auditor checar as transações que ocorreram durante o período auditado, observando se foram atendidas as disposições societárias e estatutárias. Nas empresas de capital aberto, é uma das mais importantes auditorias, pois envolve muitos aspectos de grande valia para os investidores, como distribuição de dividendos.

Os aspectos mais importantes a verificar, na área, são os de observância dos formalismos legais e estatutários:

• determinar se as ações ou o título de propriedade do capital social foram adequadamente autorizados e emitidos;

• determinar se todas as normas descritas nos estatutos sociais, as obrigações sociais e legais foram cumpridas;

• assegurar-se da organização e atualização dos livros societários, atas de assembleias gerais e de reuniões da diretoria e/ou do Conselho de Administração;

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14 Programa de Auditoria para as Contas de Resultado

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O exame desta área demanda dedicação e paciência por parte do auditor. Normalmente, o volume de lançamentos é muito grande, assim como o de comprovantes, e a possibilidade de erros, intencionais ou não, é infinita. Logo, ao iniciar seu exame, será desejável que o auditor não esteja demasiadamente premido pela necessidade de concluir outras tarefas.

Assim, a época mais indicada para efetuar esse trabalho é o da visita anterior ao encerramento do exercício. Nessa oportunidade, um ou dois meses antes do fechamento do exercício, a maior parte das despesas terão sido realizadas, podendo ser analisadas com mais tranquilidade.

Depois de levantado o balanço, antes do fechamento dos trabalhos de auditoria, faz-se exame complementar dos meses não abrangidos, para testar a normalidade dos lançamentos.

Uma forma bastante recomendável de exame é a comparabilidade dos valores ao longo dos meses, seja do próprio exercício, seja do exercício anterior. O auditor deverá munir--se dos balancetes dos dois períodos citados, transcrever os totais, mês a mês, conta por conta, num papel de trabalho e analisar as variações. Havendo flutuações mais profundas, investigar as causas para assegurar-se de sua correção. Para essa análise, é conveniente estabelecer parâmetro de comparação. Um dos mais adequados é o comportamento das vendas; aceita-se que as despesas possam crescer em razão do crescimento das vendas (ou da produção). Haverá, entretanto, despesas fixas ou pouco influenciáveis, e esse fato deve ser levado em conta, quando as vendas (ou a produção) declinarem.

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