Abdala M Rcio Moutinho Conejero Marco Antonio Oliveira Murilo Alvarenga (12)
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1 Pensamento estratégico

ABDALA, Márcio Moutinho; CONEJERO, Marco Antonio; OLIVEIRA, Murilo Alvarenga Grupo Gen ePub Criptografado

Neste capítulo de abertura, pretendemos conduzir o leitor para a compreensão das bases teóricas e suas perspectivas que organizam o campo da Administração Estratégica, assim como a evolução da estratégia nas organizações. Além disso, apresentamos a estrutura analítica dos saberes que compõem o livro, assim dividida: Fundamentos da Estratégia, Processo Estratégico, e Perspectivas e Fronteiras da Estratégia.

Neste capítulo, o leitor poderá aprofundar seu conhecimento sobre:

• As bases teóricas que fundamentam o pensamento estratégico.

• As perspectivas que organizam o campo da Administração Estratégica.

• A evolução da estratégia nas organizações.

• A estrutura analítica dos saberes que compõem o livro.

Não é exagero dizer que Administração Estratégica é uma das cadeiras mais complexas na formação de administradores(as). O argumento baseia-se em uma série de obstáculos inerentes ao próprio processo de ensino-aprendizagem que subjazem à disciplina, além de outras barreiras de cunho prático. Os diversos obstáculos enfrentados pela área, que serão mais bem descritos adiante, levam os principais teóricos do campo de conhecimento em Administração a questionarem recorrentemente seus pressupostos.1,4 A clássica obra Safári de estratégia estabelece uma analogia com a complexidade do campo e a fábula dos cegos e do elefante, informando que, em função da multiplicidade de “olhares” em relação ao fenômeno estratégia, torna-se um tanto quanto embaraçoso conhecê-lo em sua plenitude.5

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2 Posicionamento competitivo

ABDALA, Márcio Moutinho; CONEJERO, Marco Antonio; OLIVEIRA, Murilo Alvarenga Grupo Gen ePub Criptografado

Este capítulo visa discutir o conceito de estratégia competitiva com base na escola do posicionamento estratégico ou competitivo. Para tanto, iniciamos apresentando o conceito de posicionamento competitivo sob a ótica da estratégia, mas complementando-o pela ótica do marketing. Depois, evoluímos o debate mostrando que o conceito de orientação para o mercado é um facilitador do posicionamento competitivo. Feito isso, tratamos dos conceitos clássicos do modelo Diamante para obtenção de vantagens competitivas, o modelo das Cinco Forças competitivas para avaliação da atratividade da indústria, as estratégias genéricas de liderança em custo e diferenciação para o posicionamento competitivo, e a cadeia de valor para criação e captura de valor, todos eles propostos pelo autor de referência do capítulo, Michael Porter. Como uma visão alternativa e complementar à contribuição de Porter, em especial às estratégias genéricas para posicionamento competitivo, procuramos trazer as disciplinas de valor de Treacy e Wiersema e o modelo Delta de Hax e Wilde II que discutem um leque maior de estratégias para posicionamento competitivo, além da liderança em custo e diferenciação.

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4 Definições preliminares do planejamento estratégico

ABDALA, Márcio Moutinho; CONEJERO, Marco Antonio; OLIVEIRA, Murilo Alvarenga Grupo Gen ePub Criptografado

O objetivo deste capítulo é desenvolver, junto com o leitor e por meio de exemplos práticos de empresas nacionais, os conceitos das principais diretrizes organizacionais para a elaboração do planejamento estratégico, considerando a cultura da organização. O planejamento estratégico, inserido em um modelo de gestão estratégica, deve ser considerado como um meio e não um fim para que a organização possa atingir seus resultados. Para o desenvolvimento deste planejamento é importante que exista uma sinergia entre as diretrizes estratégicas (propósito, missão, visão e valores), a fim de que seja possível construir um plano consistente. O propósito (motivo da existência da organização) alinhado com a missão (qual a diretriz para seu negócio) e a visão (onde a organização pretende chegar no futuro) devem estar intimamente conectados aos seus valores (princípios que irão nortear a organização ao longo de sua existência). Estes valores, agregados aos artefatos, ritos e heróis, são conhecidos como componentes que formam a cultura organizacional, e esta pode ser um fator facilitador ou restritivo de mudanças para a implementação das estratégias.

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3 Visão baseada em recursos (VBR)

ABDALA, Márcio Moutinho; CONEJERO, Marco Antonio; OLIVEIRA, Murilo Alvarenga Grupo Gen ePub Criptografado

Este capítulo do livro é destinado a discutir aspectos relacionados com os recursos e capacidades organizacionais. Em mercados competitivos, as organizações travam uma luta constante pela obtenção e manutenção de uma posição de vantagem competitiva. Segundo a visão baseada em recursos, a posição de vantagem competitiva sustentável depende dos recursos e capacidades controlados pela organização. Recursos estratégicos são valiosos, raros, de difícil imitação e substituição, além de bem explorados pela organização. Capacidades são grupos complexos de habilidades e conhecimento acumulado que, exercidos nos processos organizacionais, permitem que a firma coordene suas atividades e faça uso de seus ativos. As competências essenciais são a combinação de recursos e capacidades que viabiliza a gama de linhas de produtos da firma, permitindo entregar um benefício fundamental para o consumidor. Em contextos altamente dinâmicos, a capacidade principal (e especial) de uma organização é a de mudar, inovar, adaptar, enfim, se adequar ao contexto. Essas capacidades especiais são conhecidas por capacidades dinâmicas. Baseado no conceito de recursos, o modelo de análise denominado VRIO considera quatro questões para analisar a situação interna da empresa: a questão do valor; a questão da raridade; a questão da imitação; e a questão da organização. A competição é um processo dinâmico que consiste na constante disputa entre as firmas por uma vantagem comparativa em recursos, que irá gerar uma posição de vantagem competitiva no mercado e, consequentemente, desempenho financeiro superior.

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5 Análise estratégica

ABDALA, Márcio Moutinho; CONEJERO, Marco Antonio; OLIVEIRA, Murilo Alvarenga Grupo Gen ePub Criptografado

Este capítulo do livro é destinado a discutir aspectos relacionados com a análise estratégica das organizações. A escolha da estratégia a ser adotada por parte das organizações está associada às características da própria empresa e também do mercado em que está inserida. Aqui, serão discutidos conhecimentos relativos ao modelo de Negócios, segmentação de mercado B2B (business to business) e B2C (business to consumer), matriz BCG (Boston Consulting Group), ciclo de vida do produto, análise SWOT (strengths, weaknesses, opportunities and threats), análise do ambiente externo, análise Pestel (political, economic, social, technological, environmental and legal), benchmarking e análise interna. Esses conhecimentos evidenciam a importância de ambos os aspectos, internos e externos, na condução de análises e diagnósticos estratégicos.

Neste capítulo, o leitor poderá aprofundar seu conhecimento sobre:

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Almeida Marcelo Cavalcanti (27)
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Medium 9788597020021

6 Análises horizontal e vertical

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen ePub Criptografado

A análise horizontal (AH) relaciona cada conta ou transação das demonstrações contábeis (DCs) ao longo de certo período de anos ou de meses, evidenciando aumentos ou reduções em comparação com o primeiro ano da série.

Na AH é normalmente utilizada a técnica de índice. Por exemplo, se em 20x1 a receita foi R$ 1.200 e em 20x2 R$ 1.700, então, o índice seria 100 (primeiro ano da série) em 20x1 e 142 em 20x2 (R$ 1.700 : R$ 1.200 × 100).

A Figura 6.1 ilustra a apuração das variações em uma análise horizontal.

Figura 6.1 Apuração das variações em uma análise horizontal.

A análise vertical (AV) demonstra a participação de cada conta ou de cada transação em relação a um total comparável nas DCs. Por exemplo, no caso de contas do ativo, é usado o total do ativo. Na DRE se utiliza a receita como 100%.

Geralmente a análise vertical (AV) utiliza a metodologia de percentual. Se o saldo das contas a receber é R$ 2.000 e o total do ativo R$ 38.000, o percentual das contas a receber é 5% (R$ 2.000 : R$ 38.000 × 100%).

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7 Índices de liquidez

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen ePub Criptografado

O objetivo dos índices de liquidez é fundamentalmente verificar a capacidade da entidade de pagar as suas obrigações. Essa verificação é efetuada comparando contas do ativo e do passivo do balanço patrimonial. Existem quatro índices geralmente utilizados pelos analistas:

• Liquidez imediata.

• Liquidez seca.

• Liquidez corrente.

• Liquidez geral.

O índice usualmente é considerado bom quando é acima de 1,00.

Cabe destacar que esses índices são apenas indicadores de liquidez e não asseguram efetivamente que a entidade estaria em condições de pagar as suas dívidas nos vencimentos. Por exemplo, imagine a situação em que a entidade tem no seu ativo circulante em 31/12/20x1 apenas R$ 4.000 de contas a receber que vencem em 31/03/20x2, e no seu passivo circulante em 31/12/20x1 somente R$ 1.000 de dívidas com fornecedores que vencem em 31/01/20x2.

Poderíamos afirmar, somente analisando pelas contas do balanço patrimonial em 31/12/20x1, que a situação de liquidez é boa, já que a entidade tem, para cada R$ 1,00 de dívida, R$ 4,00 de direitos a receber. Entretanto, na realidade, a entidade tem uma situação financeira complicada, devido ao fato de que as suas dívidas vencem antes dos recebíveis dos clientes.

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8 Índices de endividamento

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen ePub Criptografado

O objetivo desses índices é essencialmente analisar o endividamento da entidade, relacionado com os capitais de terceiros (passivo circulante e passivo não circulante) investidos nos negócios da entidade.

Esses capitais de terceiros podem ter sido aplicados em ativos circulantes e em ativos não circulantes.

São realizadas análises em relação ao total de recursos captados, em relação aos capitais próprios (patrimônio líquido), em relação à qualidade desses capitais de terceiros (dívidas de curto e de longo prazos) e sobre os recursos dos sócios que foram imobilizados.

Essa verificação é efetuada comparando contas do ativo e do passivo do balanço patrimonial.

Existem quatro índices geralmente utilizados pelos analistas:

• Índice de endividamento geral.

• Índice de relação de capitais de terceiros e capitais próprios.

• Índice de composição do endividamento.

• Índice de imobilização de capitais próprios.

Os analistas usualmente entendem como condições melhores:

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10 Índices de rotatividade

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen ePub Criptografado

Os objetivos principais desses índices, também denominados índices de atividades, são indicar:

• O prazo que as matérias-primas demoram da data da aquisição até a data da requisição para a produção.

• O prazo do processo de produção.

• O prazo que o produto despende depois de pronto para ser vendido.

• O prazo de giro do total dos estoques.

• O prazo de recebimento das vendas a prazo dos clientes.

• O prazo de pagamento das compras a prazo dos fornecedores.

A Figura 10.1 relata o processo contábil e fluxo dos índices de rotatividade.

Conquanto não abordado na Figura 10.1, também existem situações de compra à vista e de venda à vista.

Uma superestocagem (rotatividade lenta) ou uma subestocagem (rotatividade rápida) tem suas vantagens e desvantagens.

Figura 10.1 Processo contábil e fluxo dos índices de rotatividade.

Principais vantagens da superestocagem:

• Estoque de matéria-prima disponível a qualquer hora para ser utilizado na produção.

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3 Balanço patrimonial – principais grupos de contas

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti Grupo Gen ePub Criptografado

O balanço patrimonial (BP) relata em certa data a situação econômica e financeira da entidade, em termos de ativos, dívidas com terceiros e os recursos investidos pelos sócios no negócio.

Os principais grupos de contas do balanço patrimonial estão previstos no CPC 26(R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis.

 

31/12/20x2

31/12/20x1

ATIVOS

 

 

ATIVOS CIRCULANTES

 

 

Caixa e equivalentes de caixa

 

 

Contas a receber de clientes

 

 

Ativos financeiros

 

 

Estoques

 

 

Impostos correntes

 

 

Total dos ativos circulantes

 

 

ATIVOS NÃO CIRCULANTES

 

 

Ativos financeiros

 

 

Investimentos em coligadas

 

 

Investimentos em empreendimentos conjuntos

 

 

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Assaf Neto Alexandre (18)
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Medium 9788597020953

6 Matemática Financeira, Reciprocidade Bancária, Taxas Over e Spread Bancário

Assaf Neto, Alexandre Grupo Gen ePub Criptografado

Principalmente em operações de desconto bancário, é comum defrontar-se com certas exigências de reciprocidade estabelecidas pelas instituições financeiras. Por exemplo, a liberação de um crédito bancário é comumente definida a partir dos valores que o cliente mantém em conta-corrente ou aplicados em títulos da instituição. O nível de exigências da reciprocidade bancária é estabelecido, evidentemente, a partir da disponibilidade de dinheiro na praça.

O saldo médio e outras formas de reciprocidade constituem-se efetivamente em um encargo, o qual deve ser qualificado e incorporado ao custo final da operação financeira.

Dependendo do nível da reciprocidade exigida pelos bancos, a sua inclusão no cálculo do custo racional do crédito pode promover alterações relevantes nas decisões de alocação de recursos.

Algumas operações financeiras, por outro lado, principalmente aquelas de curto prazo, definem os juros com base no número de dias úteis, e não em dias corridos, conforme é mais usual. Essa sistemática costuma se verificar nas operações financeiras de prazos curtos (curtíssimos) definidas por hot money, as quais têm como referencial a taxa do certificado de depósito interfinanceiro (CDI), acrescida de um spread (comissão).

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Apêndice C: Noções sobre progressões

Assaf Neto, Alexandre Grupo Gen ePub Criptografado

Progressão Aritmética (PA) é uma sucessão de números onde cada termo, considerado a partir do segundo, é exatamente igual ao termo anterior somado a um valor constante. Ou seja, a partir do segundo termo, a diferença existente entre cada termo imediatamente anterior é sempre igual (constante).

Sendo aK um termo qualquer de uma PA, pela definição, tem-se:

Valor constante = aKaK– 1

Esse valor constante é definido na PA por razão, sendo representado por r. O primeiro termo da progressão é definido por a1 e o último por an.

A sucessão apresentada a seguir, composta de 7 termos, é um exemplo de PA, ou seja:

3, 5, 7, 9, 11, 13, 15,

sendo:

a1 = 3

an = 15

r = 2

n = 7

Observe ainda que:

a1 = 3

a2 = a1 + r

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Apêndice B: Expoentes e logaritmos

Assaf Neto, Alexandre Grupo Gen ePub Criptografado

O produto a × a × a × a pode ser representado por a4, no qual a denomina-se base e o número 4 é o expoente. Um expoente, em outras palavras, indica o número de vezes em que a base é multiplicada por si mesma.

De uma maneira geral, a potência n-ésima de um fator a é representada por:

Exemplos:

Se m e n forem números inteiros e positivos e a base diferente de zero, tem-se:

Exercícios propostos

Calcular as expressões abaixo:

Respostas:

1) 72; 6) a20;

2) 1.000,000; 7) a6 × b6;

3) a5; 8)

4) 200; 9) – 2.474.

5) (1 + r)14;

  

Esses expoentes obedecem as seguintes definições:

Exemplos:

Exercícios propostos

Resolver as expressões abaixo:

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Apêndice A: Operações básicas de matemática

Assaf Neto, Alexandre Grupo Gen ePub Criptografado

a) Na soma de dois números com o mesmo sinal, efetua-se a operação e atribui-se ao resultado da soma o mesmo sinal.

Exemplos:

18 + (+35) = 18 + 35 = 53

–60 + (–30) = – 60 – 30 = –(60 + 30) = –90

b) Na soma de dois números com sinais desiguais, subtrai-se do maior o de menor valor absoluto e atribui-se à diferença encontrada o sinal presente no de maior valor absoluto.

Exemplos:

120 + (–70) = 120 – 70 = 50

40 + (–100) = 40 – 100 = –60

–80 + (+50) = –80 + 50 = –30

c) Na subtração de um número negativo, o sinal é alterado e os valores somados.

Exemplos:

120 – (–90) = 120 + 90 = 210

–150 – (–100) = –150 + 100 = –50

–200 – (–500) = –200 + 500 = 300

d) Na multiplicação ou divisão de dois números valem as seguintes regras:

■ se os dois números tiverem o mesmo sinal, atribui-se ao resultado da operação sinal positivo;

■ se os dois números tiverem sinais desiguais, atribui-se ao resultado da operação o sinal negativo.

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1 Conceitos Gerais e Juros Simples

Assaf Neto, Alexandre Grupo Gen ePub Criptografado

A matemática financeira trata, em essência, do estudo do valor do dinheiro ao longo do tempo. O seu objetivo básico é o de efetuar análises e comparações dos vários fluxos de entrada e saída de dinheiro de caixa verificados em diferentes momentos.

Receber uma quantia hoje ou no futuro não são evidentemente a mesma coisa. Em princípio, uma unidade monetária hoje é preferível à mesma unidade monetária disponível amanhã. Postergar uma entrada de caixa (recebimento) por certo tempo envolve um sacrifício, o qual deve ser pago mediante uma recompensa, definida pelos juros. Desta forma, são os juros que efetivamente induzem o adiamento do consumo, permitindo a formação de poupanças e de novos investimentos na economia.

As taxas de juros devem ser eficientes de maneira a remunerar:

a) o risco envolvido na operação (empréstimo ou aplicação), representado genericamente pela incerteza com relação ao futuro;

b) a perda do poder de compra do capital motivada pela inflação. A inflação é um fenômeno que corrói o capital, determinando um volume cada vez menor de compra com o mesmo montante;

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Batalha M Rio Ot Vio Org (15)
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Medium 9788597020960

14. Marketing: uma abordagem para engenharia de produção

BATALHA, Mário Otávio (Org.) Grupo Gen ePub Criptografado

Rosane Chicarelli Alcantara e Andrea Lago da Silva

Neste capítulo, serão apresentados os conceitos fundamentais de marketing e ambiente concorrencial. Posteriormente, elementos de marketing como segmentação de mercados e comportamento dos consumidores finais e empresariais serão introduzidos. A seguir, aspectos referentes ao gerenciamento e planejamento de marketing como os elementos do composto mercadológico, estratégias de mercado, plano de marketing e pesquisa de mercado são apresentados. Ao final, discutem-se os principais desafios do marketing nos dias atuais que estão levando funções tradicionais das empresas, e marketing é uma delas, a serem mais interativas e colaborativas, resultando em estruturas empresariais mais dinâmicas. Encerra-se o capítulo com a proposição de questões para serem discutidas.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Ao final deste capítulo, o leitor deverá ser capaz de:

• Utilizar os principais conceitos de marketing na gestão de organizações de diferentes setores da economia.

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7. Teoria das organizações

BATALHA, Mário Otávio (Org.) Grupo Gen ePub Criptografado

Silvio Eduardo Alvarez Candido, Mário Sacomano Neto e Julio Cesar Donadone

Este capítulo traça um panorama dos estudos organizacionais, uma das áreas mais abrangentes e diversas da Administração e da Engenharia de Produção. Para lidar com o desafio de elaborar uma apresentação que abarque tanto o conhecimento histórico quanto os modelos e ferramentas para a gestão das organizações, optou-se por uma análise das transformações das formas predominantes de organização ao longo do desenvolvimento capitalista recente.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Ao final do capítulo, o leitor deverá ser capaz de compreender:

• Os principais modelos de organização existentes (modelo tradicional de organização, modelos racionalizados de organização, modelo de organização em rede).

• Os processos históricos que levaram ao predomínio de cada um deles em certos períodos.

• As teorias organizacionais e técnicas administrativas associadas a esses modelos.

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13. Métodos para análise e melhoria da qualidade

BATALHA, Mário Otávio (Org.) Grupo Gen ePub Criptografado

José Carlos de Toledo

Neste capítulo, serão discutidos os principais métodos de suporte à análise e melhoria da qualidade de produtos e processos. O capítulo apresenta uma introdução com visão geral sobre esses métodos, tanto estatísticos quanto organizacionais, e discute recomendações para aplicação efetiva e bem-sucedida. Apresenta mais detalhadamente os seguintes métodos de melhoria: Gerenciamento de Processos, Método de Análise e Solução de Problemas (MASP), Análise de Modos e Efeitos de Falhas (FMEA), Benchmarking e o Diagrama de Causa e Efeito com Adição de Cartões (CEDAC).

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Ao final deste capítulo, o leitor deverá ser capaz de:

• Ter uma visão geral dos principais métodos de suporte a análise e melhoria da qualidade de produtos e processos.

• Compreender fatores considerados chave para aplicação efetiva e bem-sucedida desses métodos.

• Conhecer os fundamentos e as etapas, ou passos, para aplicação dos métodos: Gerenciamento de Processos, MASP, FMEA, Benchmarking e CEDAC.

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8. Engenharia econômica

BATALHA, Mário Otávio (Org.) Grupo Gen ePub Criptografado

Edemilson Nogueira, Andrei Aparecido de Albuquerque e Herick Fernando Moralles

Neste capítulo são apresentados os principais conceitos e técnicas utilizados pela Engenharia Econômica para a realização de análises e comparações de alternativas de investimento.

Inicialmente, após uma breve introdução, descreve-se um conjunto de conceitos financeiros considerados básicos para os estudos de viabilidade econômica. Em seguida, utilizando a matemática financeira, desenvolvem-se algumas relações de equivalência de capitais para, na sequência, apresentar os principais métodos utilizados para análise de oportunidades de investimento. Também são apresentados o conceito de depreciação e o principal método utilizado no Brasil, no caso o método linear, para possibilitar, em seguida, realizar uma breve análise a respeito da influência do imposto de renda na comparação de oportunidades de investimento. Finalmente, encerra-se o capítulo com a descrição dos principais sistemas de amortização de empréstimos e financiamentos.

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6. Organização do trabalho

BATALHA, Mário Otávio (Org.) Grupo Gen ePub Criptografado

Alessandra Rachid e Ana Valéria Carneiro Dias

Os modelos tradicionais de organização do trabalho foram, desde cedo, muito criticados, ao mesmo tempo em que surgiam novas abordagens, procurando dar respostas às limitações apontadas. Este capítulo apresenta essa evolução na forma de conceber a organização do trabalho. A Seção 6.2 apresenta a evolução dos modos de produção desde o artesanato até o surgimento das fábricas e da maquinaria, com a Revolução Industrial.

A seguir, apresentam-se características do modelo taylorista fordista, também chamado de Escola Clássica de organização do trabalho, que predominou na maior parte do Século XX, assim como sobre sua introdução no Brasil. A Seção 6.4 apresenta as experiências da Escola de Relações Humanas e o conceito de grupos informais, que contesta algumas premissas do modelo taylorista fordista, fazendo com que este incorpore novas preocupações relacionadas com os trabalhadores.

A Seção 6.5 se refere às discussões do final dos anos 1970 e início dos anos 1980, sobre o surgimento de modelos alternativos ao taylorismo e fordismo, apresentando brevemente os chamados modelos italiano e alemão. Em seguida, apresenta-se de forma mais detalhada o modelo de produção enxuta, derivado de práticas de gestão de empresas japonesas, especialmente da Toyota, que teve ampla difusão, assim como algumas considerações sobre as condições de trabalho no Japão.

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Bruni Adriano Leal Fam Rubens (20)
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5 Custeio por Departamentos

BRUNI, Adriano Leal; FAMÁ, Rubens Grupo Gen ePub Criptografado

“Só o conhecimento traz o poder.”

Anônimo

Os sistemas de custos são projetados para acumularem o custo total de cada ordem colocada ou produto elaborado. Os custos diretos apresentam fácil associação aos produtos. Todavia, com os custos indiretos e os mecanismos de rateio aos produtos, diversos são os problemas relacionados à determinação do lucro e ao controle das operações de qualquer entidade.

Duas das principais razões da gestão de custos dizem respeito à determinação do lucro e ao controle das operações. Para facilitar o controle dos custos incorridos, muitas organizações optam por alocá-los, em um primeiro momento, aos centros de custos ou aos departamentos da entidade. Além de ter um responsável pelos custos incorridos, os departamentos facilitam e melhoram o processo de alocação dos gastos aos produtos.

Neste capítulo, são abordados assuntos relacionados à departamentalização dos custos, suas razões e mecanismos de transferências. Para facilitar a transmissão do conteúdo apresentado, são propostos, discutidos e resolvidos diversos exercícios.

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1 Introdução à Gestão de Custos

BRUNI, Adriano Leal; FAMÁ, Rubens Grupo Gen ePub Criptografado

“Pois, quem de vós, querendo construir uma torre, não começa por sentar-se para calcular a despesa e ver se possui com que acabar?”

Lucas, 14,28

A expressão custos pode assumir diferentes conotações a depender do contexto em que é empregada. Se, por exemplo, um consumidor afirmar que a compra de uma nova camisa lhe custou $ 20,00, poucas dúvidas surgirão. A compreensão de sua afirmação é imediata. No caso, porém, de a pergunta ser sobre quais foram os custos da camisa para a empresa fabricante, diferentes interpretações e diferentes respostas poderiam ser obtidas.

O fabricante da camisa poderia pensar em diferentes conceitos acerca dos custos da roupa comercializada, como os custos contábeis, os custos de oportunidade, os custos financeiros, os custos plenos ou integrais e muitos outros. Diversos podem ser os conceitos associados ao processo de formação e análise dos custos.

De modo geral, custos podem ser definidos como medidas monetárias dos sacrifícios com os quais uma organização tem que arcar a fim de atingir seus objetivos. Contabilmente ou sob a óptica da gestão, essa afirmação pode ser interpretada de diferentes modos.

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6 Custeio por Processos

BRUNI, Adriano Leal; FAMÁ, Rubens Grupo Gen ePub Criptografado

“A vida é um processo constante de relacionamento.”

Anônimo

Os sistemas de acumulação de custos consistem na forma como os custos são acumulados e apropriados aos produtos. A depender das características do processo produtivo de uma empresa, diferente deverá ser o sistema de acumulação de custos empregado.

Dois sistemas básicos de acumulação de custos são regularmente empregados: o sistema de custos por processo e o sistema de custos por ordem específica ou ordem de produção ou serviço, seja empresa manufatureira ou não.

Os objetivos deste capítulo consistem em apresentar os principais conceitos associados ao controle de custos por processo, aplicáveis quando as entidades elaboram produtos ou prestam serviços uniformes, sem grandes variações. Para facilitar a assimilação do conteúdo, além de exemplos são propostos e resolvidos diversos exercícios.

Os sistemas de acumulação de custos referem-se aos mecanismos utilizados nas sucessivas transferências de valores aos produtos ou serviços ofertados pelas empresas.

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15 Formação de Preços: Aspectos Qualitativos

BRUNI, Adriano Leal; FAMÁ, Rubens Grupo Gen ePub Criptografado

“Estamos na década do valor. Se você não conseguir vender um produto da melhor qualidade pelo menor preço do mundo, você estará fora do jogo (...) a melhor maneira de reter seus clientes é imaginar constantemente como lhes dar mais por menos.”

Jack Welch, Presidente da General Electric

As decisões empresariais associadas à gestão financeira devem sempre preocupar-se com custos incorridos e preços praticados. Uma empresa somente conseguirá prosperar e continuar existindo se praticar preços superiores aos custos incorridos. No entanto, os preços são delimitados pelo mercado. Caso a percepção de valor do mercado para o produto ou serviço ofertado pela empresa seja inferior ao desejado, as vendas fracassarão. É preciso analisar, também, o valor percebido pelo mercado que justifica a cobrança de preços adequados.

O objetivo principal deste capítulo é abordar os principais aspectos qualitativos relacionados ao processo de formação de preços. Por aspectos qualitativos compreendem-se as atividades relacionadas ao processo de criação de valor, comumente presente nos textos de marketing. Para facilitar a leitura e tornar o aprendizado mais lúdico, são apresentados e resolvidos exercícios e propostos alguns estudos de caso.

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Respostas dos Exercícios

BRUNI, Adriano Leal; FAMÁ, Rubens Grupo Gen ePub Criptografado

Soluções no Excel estão no site www.MinhasAulas.com.br

1. Segundo o princípio da competência, os 2.200 kg de milho são computados no custo de produção quando incorporados no processo produtivo, o que ocorreu no mês de junho.

2.

Descrição do subgrupo e conta

Valor ($)

Subtotal ($)

MD

 

 

Materiais requisitados: diretos

8.200,00

8.200,00

MOD

 

 

Mão de obra direta

9.400,00

9.400,00

CIF

 

 

Depreciação do parque industrial

1.700,00

 

Aluguel da fábrica

5.200,00

 

Materiais requisitados: indiretos

950,00

 

Seguro da área industrial

2.600,00

10.450,00

Despesas

 

 

Aluguel de escritórios administrativos

7.400,00

 

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